-Mais um, garçom. –falou Regulus, apontando para um copo próximo a si. Já foram três copos grandes e cheios de firewhisky, mas mesmo assim a dor não passava. Sentia-se um lixo, um nada. Tinha nojo de si mesmo, do que havia sido capaz de fazer. Sabia que não o devia. O Lorde envergonhar-se-ia se o visse. Preferia esquecer. Havia feito o que desejava. Não se importava mais se era certo ou errado. Lembrou-se do rosto de Bella. Por que aquilo ainda o atormentava? Uma lágrima escorreu de seus olhos, solitária e brilhante. Se ao menos fosse capaz de se recompor...

-A vida está tão ruim assim? –perguntou um garoto de olhos e cabelos castanhos, mais ou menos da idade de Regulus que sentou perto deste, pedindo um copo de rum.

-Pior impossível. –respondeu o garoto, encarando o outro.

-Mas o que atormenta a alma de tão nobre senhor? –perguntou o outro com um sorriso sincero. –És tão jovem, tão belo, tão viril! Conte-me! Posso ouvi-lo, meu caro. Sou Rabastian, aliás.

-Prazer, Regulus. –falou sem sorrir, encarando o copo de firewhisky na sua frente.

-Com certeza, sofres por causa de mulher! –afirmou Rabastian.

-Como sabes? –perguntou Regulus, olhando para o outro curioso.

-Ora, também sou homem! E já sofri do mal que tu sofres. E se queres saber veio ao lugar certo para curá-lo.

Regulus deu um sorriso.

-Mas e tu? –perguntou Regulus interessado. –Também veio aqui curar-se do amor?

-Ah! Não! Meu motivo é outro. Vim escapar de um casamento.

-Tu que vais casar? –perguntou Regulus.

-Não! –respondeu Rabastian com uma gargalhada. –Meu irmão. Mas, nós não nos damos muito bem. Sabes como são os irmãos mais velhos. Acham que sabem tudo, que podem tudo, que podem humilhar-te... Não quero compartilhar da alegria dele e é só.

-Eu também tenho um irmão. Tinha, na realidade. Ele abandonou a família. Achava-se bom demais para ela. –falou Regulus virando os olhos.

-Pois é o que eu digo dos irmãos mais velhos: para nada servem.

Regulus sorriu novamente.

-Mas se queres saber, também fujo de um casamento.

-Da mulher que ama?

-Sim. Casa-se hoje. Ingrata. Traiu-me com esse outro. Se pudesse mataria aquele canalha. –falou em um acesso de raiva.

-Sinto muito, meu caro. Mas,toma, toma. –falou, entregando um cartão para Regulus. –Se precisares de companhia, avisa essa senhora. Ela conhece as garotas mais belas de toda Londres.

-Obrigado. –agradeceu Regulus com um sorriso, colocando o cartão no bolso.

-E te digo mais, se quiseres te levo lá ainda hoje. Que achas? Ajuda-te a esquecê-la.

-Seria bom. –falou Regulus, refletindo por um momento e fazendo menção de retirar a carteira do bolso.

-Por minha conta hoje senhor. –falou Rabastian, impedindo Regulus de pagar. –Aqui está Andrey falou entregando o dinheiro para o garçom. –O meu e o deste senhor. –falou, apontando para Regulus. –E pode ficar com o troco.

-Obrigado, Sr. Lestrange.

Regulus parou por um momento. Fitou Rabastian com a expressão mudada.

-Do que tu o chamaste? –perguntou para o garçom.

-Sr. Lestrange. –respondeu o outro dando de ombros.

Regulus encarou Rabastian. Pegou-o pelo colarinho e encostou-o na parede.

-Rodolphus é teu irmão? –perguntou com ódio transparecendo em seus olhos.

-Oh Merlin! –falou o outro surpreso. –Tu és o tal primo de Bella?

-E tu vieste fazer o que aqui? Rir-te da minha desgraça, foi?

-Ora senhor, eu nem mesmo sabia quem tu eras... Entendo que estás irritado, mas eu não sou meu irmão. Não quero rir-me de ti. Pelo contrário, já sinto uma afeição por ti.

Regulus soltou o colarinho do outro e aparatou sozinho de volta para casa.

Esperem que gostem do capítulo e comentem. Tehru ainda é cedo pro Regulus acabar com a Bella

Uhahuauhaauuauhau

Ela ainda terá uma participação importante...espere e verá

Bom...por hoje é só

Beijos da autora