-E, então que me dizes? –perguntou Rabastian com um sorriso, batendo no ombro de Regulus com afeição.

-De que estás a perguntar? –questionou Regulus, sorrindo abobalhado, efeito da noitada anterior.

-Se tu preferes a loira ou a morena. –inquiriu Rabastian –Ou nenhuma das duas. –falou com sorriso malicioso.

-Tu sabes que eu aprecio mais as loiras. –falou, cambaleando um pouco, fazendo com que Rabastian trombasse em um outro jovem que os acompanhava.

-Bartô disse que prefere a morena.

-E prefiro, sem dúvidas. –falou, entornando uma garrafa de firewhisky que carregava.

-A loira. –falou Regulus com convicção, como se pusesse um ponto final na questão.

-Preferes as loiras e te apaixonaste por Bella? –perguntou Crouch com um sorriso debochado. –Devias ter-te apaixonado por Narcisa!

Regulus abriu a boca para responder, mas nada lhe vinha em mente. Fechou-a e começou a gargalhar ensandecido.

-Talvez seja por isso que tu não ficaste com ela. –falou Rabastian com uma sabedoria que apenas a bebida traz.

Regulus e Bartô puseram-se a rir mais ainda.

-Já chegamos. –falou Regulus, parando de andar. –Essa é minha casa, se os senhoresnão se lembram. –falou ainda rindo.

-Como nos esqueceríamos da ilustre casa dos Blacks! –falou Rabastian em um tom de formalismo, debochando de Regulus.

-Que tal vós ficardes? Podemos jogar poker e beber ou beber e jogar poker. –falou Regulus rindo.

-Poderíamos chamar umas garotas. –falou Crouch, com um sorriso malicioso.

-Tu és mesmo burro. –falou Rabastian, fazendo Regulus rir. –Porque não convidaste a morena, então? Tu gostas de gastar dinheiro à toa?

-Tu achas que ela viria comigo? Ela só viria se Regulus a chamasse. Eu vi que ela estava de olho nele.

-Esse é o problema de sair com ele! –falou Rabastian pensativo. –Talvez nós devêssemos deixá-lo em casa. Quem sabe assim não teríamos mais sucesso com as garotas...

-Vós não teríeis mais sucesso com as garotas, nem que eu sumisse do planeta Terra.-falou Regulus gargalhando. –Agora vamos entrar, ou vós quereis ficar aqui fora mesmo? –perguntou irônico.

-Vamos! Estou louco para rever o Kreacher! –falou Rabastian debochando.

Antes mesmo que Regulus pudesse encostar a mão na maçaneta da porta, ela se abriu. Kreacher jazia do outro lado, com uma expressão de preocupação no rosto.

-Até que enfim, amo. Tu tens visita. –afirmou agitado.

-Quem está ai? –perguntou Regulus com uma expressão pensativa.

-Lorde Voldemort. –respondeu Kreacher estremecendo.

Regulus olhou para os amigos.

-Tudo bem, Sr. Black. Pôquer cancelado. –falou Rabastian, como se houvesse ficado chateado.

-Volta à noite, Rabastian. E tu também, Bartô. –pediu Regulus.

-Que seja. –falou Rabastian fingindo desdém. -Se tu preferes o Lorde...

Regulus fingiu não ouvir.

-Nós voltaremos. –falou Bartolomeu com um sorriso. –Mas eu quero rever a morena.

-Como queira! –falou Regulus com um sorriso.

-Até mais.

-Até.

-Então Kreacher –sussurrou Regulus para o elfo, já adentrando a mansão –Desde quando o Lorde está aqui?

-Já faz quase uma hora, amo.

Regulus fez uma careta. Ajeitou a gravata frouxa e entrou na sala com o melhor sorriso que tinha.

-Perdão, Milorde por fazer-te esperar.

-Não te preocupa, Regulus. Espero há semanas por ti. Tu esqueceste que eu existo, não é?

-De maneira alguma, Milorde. É só...

-Tu tens amigos novos? –perguntou Voldemort, interrompendo Regulus.

-Tenho. –afirmou inseguro. –Crouch Jr. e Rabastian.

-Lestrange?

-É. Tu nem imaginas como nos conhecemos! Justamente no dia do casamento de Bella.

-Tu confias nele? –cortou Voldemort.

-Até a minha própria vida.

Voldemort ergueu as sobrancelhas.

-Quero que tenhas cuidado com ele.

-Não te preocupa. –falou Regulus, sentando displicentemente em uma poltrona, indicando o sofá para Voldemort sentar-se.

-Ele é perigoso. De um modo diferente do irmão, mas perigoso.

-Fica tranqüilo, Milorde. Não há com o que te preocupar. Então, diga-me –falou, tentando mudar de assunto –tu sabes como está Bella? Tu tens visto-a?

-Bella ainda te interessa?

-Ah, Milorde! –falou Regulus com um sorriso triste. –Sempre me interessará de um modo ou de outro.

-Ela está bem, no entanto, está brava contigo, por algum motivo que eu não entendi. Ela e mesmo dia de seu casamento, ela procurou por mim, gritando que tu havias te tornado finalmente um tirano. Perguntou ainda se isso me deixava satisfeito. A atitude dela era suspeita. Entendes? Ela agia como se tivesse embriagada, ensandecida. Preocupou-me o estado mental de Bella.

Regulus franziu o cenho.

-Pelo visto, tu tens muito a contar-me. Que tu fizeste para que ela tomasse essa ira de ti?

-Eu tomei-a a força. –falou Regulus com a expressão tensa e rígida.

-Tu fizeste o que querias. Bella mereceu pelo que fez contigo.

Regulus acenou concordando, sem saber se concordava realmente.

-Tu não pareces convicto.

-Ah, Milorde, faz tempo que eu o fiz. Hoje não o faria. Mas isso não quer dizer que eu me arrependa, apenas que Bella não mais me encanta como antes. Aprendi coisas novas, convivi com novas mulheres e lhe digo: melhor não se prender a nenhuma. A diversidade faz a diversão. –falou com um sorriso divertido.

-Está certo. Só me preocupo com tua educação. Há tempos que não vai à minha casa. Há tempos que tu não te dedicas às imperdoáveis. Ainda sabes duelar, meu caro?

Regulus riu com vontade.

-Tu sabes que ainda sei. –falou risonho. –Desculpe-me se o abandonei, Milorde. Mas isso não voltará a acontecer.

-Quase me esqueci de um fato curioso. Bella quer que eu a ajude a livrar-se de Lestrange.

-Ora, ela mesma que quis casar com ele. –falou Regulus com cenho franzido.

-O que eu disse a ti sobre mulheres e o amor? Acabou o interesse.

-E o que vais fazer? –perguntou Regulus.

-Se tiver oportunidade não hesitarei em exterminá-lo.

-Tu fazes tudo por Bella! –exclamou Regulus com um sorriso.

-Tudo para quem me é fiel. E Bella é a mais fiel de todas.

-É... Desde que Bella conhecera-te, que ela não consegue parar de tecer elogios grandiosos à sua pessoa. Mas eu compreendo. Tu és realmente magnífico, Milorde.

-Obrigado, meu caro.

-Tu sabes não é, Milorde, que eu sou capaz de fazer qualquer coisa que tu venhas a precisar.

-Sei que conto contigo, Regulus. Mas no momento apenas tua companhia me basta.

Regulus deu um sorriso enviesado. Já ouvira Rabastian dizer coisas horríveis sobre Voldemort. No entanto, Regulus não conseguia ver o mau de que Lestrange tanto falava.

-Tu estás pensativo...

Uma coisa Regulus não negava, Voldemort parecia saber o que ele pensava. Rabastian falara isso, e ele sabia que era verdade.

-Não é nada, Milorde. –falou o mancebo, esboçando um sorriso.

-Só espero que te cuide. Sinto maus ventos ao teu redor.

Regulus encarou-o com o cenho franzido.

-Nada de mau acontecerá a mim, ter certeza.

-Assim espero, meu caro. Assim espero.

Para aqueles que esperavam tanto...ai esta o Lorde

Uuu

Obrigada Tehru novamente pelo review! I just Love it!

Beijos da autora