Regulus acordou assustado, a cabeça latejando, os olhos cansados. Pôde avistar a luz da lua iluminando fracamente seu quarto por sobre a janela aberta. O vento uivava de modo assustador, fazendo com que a cortina se erguesse e Regulus pudesse ver as nuvens acinzentadas que jaziam no céu. Um vulto incomum perpassou o quarto, deixando o rastro de uma longa capa preta no chão. Regulus assustou-se à princípio, mas tinha consciência de que não era capaz de compreender nada no momento. Sua cabeça doía e seus olhos teimavam em se fechar. Não entendia o porquê, mas a imagem onírica que havia visto não lhe parecia estranha. Como se o pensamento atraísse, Regulus pôde sentir que alguém se aproximava. O vão em sua cama demonstrava que quem quer que fosse estava agora ao seu lado. Ele queria se virar. Queria olhar e se certificar, mas foi paralisado por um toque sobre seu rosto como que o impedindo de olhar. O garoto estremeceu. Nunca havia sentido algo tão gelado sobre sua pele. Era como gelo, parecia queimar por onde passava. Enrijeceu. Cada músculo do seu corpo parecia incapaz de se mover. No entanto, o outro pareceu não notar ou não se importar. Acariciava o garoto cada vez mais intensamente, perpassando os dedos sobre os botões da camisa de Regulus, que em segundos já estava desabotoada. Regulus soltou um gemido fraco de dor. O que quer que fosse havia teimado em sobrepor seu corpo ao do garoto enfermo. Regulus podia sentir cada parte do seu corpo sendo pressionada de maneira invasiva. Primeiro seu pescoço sendo sugado com desejo e ardor, depois suas pernas, sendo apertadas de maneira até mesmo violenta, assim que o outro conseguira arrancar-lhe as calças. Queria sair dali. Alguma coisa estava errada. Mas seus músculos não lhe obedeciam. Ouviu uma gargalhada. O outro percebera as tentativas fracassadas de Regulus de fugir. Ele queria abrir os olhos. Ele queria ver. Ele queria que a dor parasse, mas ele não conseguia. Era desesperador perceber que da mesma maneira vil que ele havia tido Bella, ele estava sendo abusado agora. O mesmo modo violento, a mesma falta de consideração. Jogado na cama, incapaz de se mexer, virado de bruços, invadido por fim. O suor por sobre seu rosto pálido. O peso na consciência. O medo. Regulus tentou gritar. Mas sua voz não saía. Quem quer que fosse havia recomeçado a beijá-lo.

-O Mestre acordou. –Regulus ouviu Kreacher dizer com um entusiasmo incomum.

O mancebo abriu os olhos devagar. A claridade que vinha de sua janela fazia seus olhos teimarem em ficarem fechados. Regulus ergueu-se um pouco. Uma dor insuportável tomou conta de seu corpo.

-Que aconteceu comigo? –perguntou a si mesmo, tentando em vão levantar-se.

-Cruccio, meu caro.

Regulus sobressaltou-se. Não esperava que alguém estivesse lá. Muito menos que ele estivesse lá.

-Milorde? –perguntou o garoto, ainda com dificuldade para enxergar.

-Eu mesmo. Como te sentes? –perguntou Voldemort.

-Nunca estive pior na vida. –falou o garoto, voltando a deitar,ainda confuso da presença do Lorde e da não estranha capa preta que ele usava. Parecia que ele já o havia visto hoje.

-Tiveste sorte de não ter enlouquecido. Tu estás bem, apesar de tudo. –falou o Lorde animado.

-Ai, Milorde, cada parte do meu corpo dói. É insuportável. Como posso estar bem? –perguntou Regulus, tentando manter uma conversa. Algumas imagens desconexas voltando à sua mente, mas não deu importância, com certeza tinha relação com o cruccio.

-Beba isto. –falou Voldemort entregando um frasco com uma poção alaranjada para Regulus.

Regulus bebeu sem nem ao menos perguntar o que era. Não estava apto a contestar qualquer poção que pudesse fazê-lo sentir-se melhor.

-Tu estás bem. Ficou desacordado por uns dias, mas pelo que percebo, tua sanidade está perfeita.

Regulus encarou Voldemort confuso. Não tinha tanta certeza sobre sua sanidade, mas preferiu não contestar.

-Como vim parar aqui? –perguntou ao lembrar-se de que estava no bar, antes de tudo.

-Crouch Jr. avisou-me do que tinha acontecido, da traição e tudo o mais.

-Traição? –perguntou Regulus confuso.

-Tu não o consideras como uma? –perguntou Voldemort surpreso. –Achei que tu estarias com raiva de Rabastian.

-Que estás dizendo, Milorde?

-Ora, Regulus, o óbvio, que Rabastian armou junto com Bella e Lestrange para acabarem com você. Mas por sorte não conseguiram.

-Por Merlin –falou Regulus entendendo, afinal. –Foi por isso que Bella o agradeceu? –perguntou, já sabendo a resposta.

R adm

Sim

Soh -Acredito que sim. –falou Voldemort dando de ombros.

-Se eu pudesse sair dessa cama... –ameaçou o garoto irritado. Rabastian não podia ter feito aquilo com ele.

-Logo tu poderás.-falou Voldemort com um sorriso.

-Aquele desgraçado, Milorde. E eu o considerava um amigo. Não passa de um idiota feito o irmão. Bem que eu devia saber. Só podia ser.

-Acalma-te, garoto. Tu não estás em condição de pensar nisso agora. Quando for a hora tu saberás o que fazer.

-Obrigado, Milorde, por tudo. –falou, contendo a raiva.

-Não há de que, meu caro. Só quero que tu estejas bem.

-Assim que eu acabar com Rabastian eu estarei.

OMG. Achei esse capítulo confuso, mas preferi postar assim mesmo. Espero que gostem de verdade. Tem muito mais hein! Regulus ta enrascado hein!? Uuhauhauahauhahau. Obrigado pelos coments, vocês sabem que fazem uma autora feliz! =]

Então, Ia –Chan, eu faço faculdade de Direito da USP e ainda por cima eh INTEGRAL! Mas a fic sempre terá um tempinho reservado! Sempre mesmo! Até que amanhã tenho prova, mas não conseguir deixá-los sem nenhum capítulo esta semana!

E Tehru adorei isso aqui:

" Reg sendo Torturado + Bella insandecida = Reg só o bagaço

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Reg só o bagaço + Voldie Cuidando dele = cenas indescritíveis"

Uhahuahuahuahuahuauhuhahuauh

Ahhh Fiquei tão feliz por ter uma leitora nova! Obrigada pelo coment Maga do 4 e Ia-Chan obrigada por divulgar a fic!

Beijos da autora e até o próximo capítulo.