GENTE, DEMOROU MUITO, MUITO MESMO MAS TA AÍ A NOVO CAPÍTULO. LONGO E CHEIO DE EMOÇÕES DO PASSADO DE KATE WOLF.

COMO VOCÊS QUE ESPERAVAM PARA SABER O QUE ACONTECEU COM ELA.

BJS DA ESCRITORA E APROVEITEM.


Kate abriu seus olhos, visão estava um pouco embaçada mas ia ficando mais nítida até perceber que estava rodeada de subordinados do Mustang. Percebeu também que estava em um lugar estranho, fechado e com pouca luz.

Após estar finalmente acordada procurou sentar-se devagar mas sentiu uma forte dor em suas costas e lembrou-se que a lança lhe pegou de raspão as costas.

- Não se esforçe demais. O ferimento pode abrir. - disse uma voz feminina ao seu lado, virou a cabeça e viu que era a tenente Hawkeye.

- Onde estou? - perguntou kate observando o local ao seu redor. Tinha muitas máquinas velhas e enferrujadas e algumas esteiras. Era um local muito empoerado e sujo.

- Estamos em uma velha fábrica desativa da central. - a voz de Mustang vinha de trás da moça, ele caminhava até ela com um feição séria e fria. Estava apenas com sua camisa social branca, já que sua jaqueta militar estava suja de sangue.

A jovem tentou ficar de pé, mas foi detida pela mão de Havoc em seu ombro.

- Porque me trouxeram até aqui?

- Queremos que você esclareca umas coisas: o que você é? Como assim o você é prima do homunculo?E...

- Como você sabe usar alquimia sem círculo de transmustação? - completou Edward. Isso era o que mais interessava os dois irmãos, o resto era com o Coronel... que alias, não gostou de ter tido sua frase completada pelo Ed.

- Podem esquecer, não vou falar nada...

Ouviu-se o gatilho de arma ser apertado. Riza tinha em mira, a cabeça de kate. Esta revirou os olhos e concordou em falar.

- A história é longa... - disse sem animo.

Roy pegou uma cadeira, colocou-a de frente para ela e por fim se sentou. Ed por outro lado, transmutou um trono pra si e também sentou-se para ouvir a história.

- Temos temo suficiente para ouvi-a. - disse sério o Coronel.

Kate suspirou.

- Pra começo, não sou humana, sou uma loba. E também não fiz transmutação humana como os dois irmão devem estar pensando.

- Então como...

- Calma, vou explicar tudo.

" Tudo começou quando eu era apenas um filhote de lobo. Uma loba de pêlos castanhos escuros. Uma raridade de minha espécie.

Morava com meu dono e sua filha que me encontraram abandonada nas gélidas florestas do norte de amestris. Eles me acolheram e cuidaram como se eu fosse da família. Me tratavam como filha e como irmã.

Éramos felizes, uma linda família feliz, nunca me senti tão feliz como naquela época... Era como um conto de fadas..."

Kate contava seu passado com sua antiga família, lembrando os fatos como se fosse recente. Lembrava com olhos tristes olhando o nada.

Todos estavam atentos ouvindo tudo.

- Qual era o nome deles? - perguntou de repente Alphonse para distração de kate.

- Ele se chamava John e ela Clarice. - respondeu, mas a imagem dos dois assombrou sua mente e teve que segurar uma lágrima que queria sair e logo continuou a contar.

" Essa feliciadade foi quebrada quando uma doença atacou nossa cidade. Pneumonia era o nome. Uma doença que matou mais da metade de pessoas da nossa pequena cidade.

Logo atacou Clarice. Foi aí que tudo virou um pesadelo. Clarice ficou muito doente, não havia remédios contra esta terrível doença. No fim ela acabou morrendo aos 17 anos de idade para desespero de John.

Fiquei triste. Não corria mais, não pulava. Eu apenas uivava toda noite por sua morte...

Mas um dia, John começou a estudar desesperadamente alquimia. Queria reviver a filha custe o que custar e eu apenas observava, não podia fazer nada...afinal, eu não passava apenas de uma loba. Um animal.

Quando em um dia de tempestade e ventania, foi o dia que mudou minha vida. Foi o dia em que ele tentou transmutar Clarice...

Ele desenhava as linhas no chão como um louco maníaco, falava coisas que eu não entendia. O pior de tudo foi quando ele desenterrou o esqueleto de Clarice e colocou no centro daqueles símbolos. Sentia medo, porque tinha um mal prensentimento e me encolhi debaixo da mesa. Então ele começou o procedimento..."

Kate deu uma breve pausa. Seria talvez essa parte que ela não gostaria de lembrar... mas tinha.

Todos ao seu redor a olhavam com uma certa pena. Até mesmo Roy que até pouco estava sério e completamente com olhar frio.

Ed segurava seu automail com força. Provavelmente porque ele se lembraria do dia que ele e Al também tentaram reviver a mãe.

Depois dessa pausa ela continuou a contar.

" Quando ele começou, raios começaram a iluminar o quarto... mas depois de um tempo, mudaram de cor. Uma cor negra e outra aroxeada e...e...ele... começou a desaperecer.

Eu, no instinto de ajudar, corri para sua direção mas... assim que toquei nos símbolos e me vi de frente aquele enorme portão que se abriu e entrei.

Um monte de informações começou a entrar em minha cabeça. Parecia que ia explodir. Aprendi tudo, tudo que precisava para viver e lutar.

Quando sai do portão me deparei com um ser estranho e me disse:

- Você, sua vira-lata, por descuido, entrou no meu portão. Como ousa?

Rosnei perguntando quem era. Ele pareceu me compreender.

- Quem sou? Hahahahaha! Eu sou tudo. Sou o universo. A terra. O Deus... A verdade ... e também sou você. - riu ele pra mim de forma maliciosa e estranha.

Eu estava assustada. Não entendia o que estava acontecendo. Me encolhi de medo. Medo daquele estranho ser.

- Não é necessário ter medo... eu apenas cobro o que me é direito. Cobro para entrarem no meu portão...E agora você pagará o preço.

Após ele terminar a frase, eu já não tinha forma de um lobo. Tinha a forma de uma criança. Uma pequena menininha...

- Transformei-a numa garota. Uma garota meio humana, meio loba, Hahahahahaha! Mas deixei partes de sua antiga forma... Deixei essas orelhas de lobo e essa cauda de lobo porque seu pagamento e o sofrimento por ser diferente, por ser uma "aberração" como dizem os humanos, não é? Você não poderá ter vínculos com humanos! Sabe por quê? PORQUE VOCÊ É DIFERENTE!!! E vai morrer assim...Huhu...Hahahahaha...

E assim foi como o vi pela ultima vez. Rindo maléficamente da minha desgraça. Essa aberração que me tornei."

- Que história...triste. - disse Hawkeye - você sofreu muito.

- É, mas isso não e tudo. Você não explicou porque é prima do tal Envy. - disse Roy impacível como sempre era.

- Depois disso fui morar com a irmã de John que eu considerava tia e para ela, eu era sua sobrinha.

- E ela tinha um filho... - intrometeu-se o tenente Breda.

- Sim, o nome dele era Raven, filho dela, meu "primo".

" Era um rapaz docil. Ele nunca me achou uma aberração. Na verdade estava feliz por ter eu morando com eles porque eu podia brincar com ele, mas depois do que aconteceu, eu não tinha muito animo para brincadeiras. Ele entendeu isso.

Um dia , ele viajou para cá, na central... e quando voltou, estava estranho. Diferente, com uma roupa estranha. Ele havia se tornado um homunculo.

No dia seguinte que voltou, ele matou a propria mãe e depois tentou me matar, só que não conseguiu porque eu consegui escapar.

Depois desse dia, vivi sozinha, sem ninguem... apenas eu. Então vim pra central e aqui fiquei."

- Isso explica tudo. - disse Roy espreguiçando-se na cadeira. - mas porque apareceu só agora?

- Porque eu estava treinando, me fortalecendo pra acabar com os homunculos e ele.

- Então você está nos ajudando? - perguntou Havoc.

- Sim. - respondeu com um sorriso.

O Coronel olhou por uma das janelas quebradas da fábrica e viu que estava anoitecendo.

- Temos que ir, logo vai anoitecer. E se ficarmos muito na ausência, irão estranhar que estamos com você. - disse por fim.

- Vamos deixar o Segundo-Tenente Havoc vigiando você. - informou Riza.

- Não preciso de um guarda-costa. - kate vez cara feia. Pra que um segurança?

- Você nessas condições não ia conseguir lutar sozinha, ia?

Dessa vez Roy a irritou que ela fechou o punho, mas se conteve e teve que consetir ter o Havoc como " segurança"

- E também é uma garantia de que você não vai escapar. - completou sorrindo ironicamente.

E depois a fábrica ficou um silêncio. Estava só ela e o Havoc que com certeza pretendia alguma coisa.

- " Se ele tentar alguma coisa, não vou responsabilizar por meus hábitos de proteção contra tarados." - pensou ela.

E assim ficou. Tudo agora estava esclarecido. O que vinha agora, só Deus sabe dizer.