Yo, minna! Aqui está mais um capítulo especialmente para vocês.

E assim como disse em uma das minhas respostas a reviews, postarei cada capítulo de todos os fanfic's uma vez por mês.

Espero que gostem, e já sabem: deixem reviews. Fiquei bastante feliz com os que recebi antes.

Boa leitura!

-

Este ficé baseado no filme "E se fosse verdade", da DreamWorks.

-

-

E se fosse verdade...?

-

By Lin-chan

-

Capítulo 2: Taisho Sesshoumaru.

-

-

- E então, Taisho-san? – uma mulher de meia-idade perguntou ao rapaz que analisava criticamente o local em que estavam.

- Iie. – ele respondeu, indo até a porta e esperando a chegada da mulher. – Não é o que procuro.

- Demo… Taisho-san… - replicou ela, vendo-o estreitar os olhos.

- Não é o que procuro. – repetiu ele friamente, o que fez a mulher à sua frente perder a vontade de rebater suas respostas.

Saíram rapidamente de lá, indo ao encontro de mais um apartamento. Agora, Taisho Sesshoumaru estava num novo dilema. Teria de procurar um bom apartamento para morar, e esperava encontrar logo.

Por ser um renomado arquiteto, precisava de um bom local como moradia. Mas não era por este motivo que sua preocupação se aflorava. Havia perdido sua noiva há alguns meses, e agora, após algum tempo, tinha certeza de que deveria ir embora de onde estavam.

Já estava cansado de procurar uma nova moradia. Nenhuma parecia atender as suas necessidades, mas não estava sequer cogitando em desistir. Desistir, uma palavra que não cabia em seu dicionário.

Atravessou vagamente a rua, pondo-se a pensar em como viveria agora. Ikeda Sara, era o nome dela. Não a amava, eram apenas amigos. No entanto, as circunstâncias preferiram que se juntassem, e noivaram sem a pressa que um casal de apaixonados teria. Decidiram se juntar apenas por um propósito: expulsar a solidão que os mantinha.

Agora, sem ela, teria que reviver aquilo que passara anos vivendo. Algo que pensou nunca mais sentir, por mais interessante que pudesse parecer para ele. Sob sua face fria, nunca demonstraria que a solidão era algo que o incomodava, e que Sara o ajudava a esquecer. Fora uma troca recíproca, e agora, tudo estava acabado.

Queria apenas matar todas aquelas lembranças que teria dela, caso continuasse naquele recinto, e partir para uma nova vida. Uma vida de solidão. Talvez não fosse tão nova assim…

- Taisho-san… - murmurou a mulher, olhando receosamente para o rapaz, que parecia não escutá-la. Assim como todos, possuía uma ponta de medo daquele homem, que não se abalava por nada, absolutamente nada.

- Vamos para o próximo. – disse ele, mostrando que, ao contrário do que ela pensava, escutava tudo.

- Demo, é praticamente igual àquele. – informou ela, vendo Sesshoumaru olhá-la friamente. – Todos são iguais àquele.

- Então tente arranjar um diferente. – Sesshoumaru ordenou, vendo ela dar um passo para trás com o tom utilizado por ele, pisando, inocentemente, num folheto que jazia inerte no chão.

Sesshoumaru não teria prestado tanta atenção num simples pedaço de papel, caso não se mostrasse neste, palavras que tanto esperava. A localização de um apartamento que o interessou pela primeira vez em semanas.

Abaixou-se vagarosamente, a fim de pegar o papel que ainda permanecia embaixo do pé da outra, que o retirou rapidamente ao perceber o que seu cliente almejava. Sesshoumaru visualizou todos os detalhes daquele recinto que continham no informativo. Sim. Parecia ser exatamente aquilo que ele procurava.

Jogou o papel nas mãos da vendedora, caminhando, desde então, até o endereço que supostamente levaria àquele lugar.

- Vamos. – ele proferiu, sem olhar para trás.

- Hai, Taisho-san. – caminhando, assim como ele, até o local que o folheto indicava.

O apartamento ficava relativamente perto de onde estavam, não sendo necessário tomar algum tipo de condução para serem transportados. E assim, algumas quadras depois, lá estava ele, como se esperasse por tempos que alguém fosse vê-lo, mais especificamente, Taisho Sesshoumaru.

O lugar era um pouco maltratado pelo tempo, mas era exatamente aquilo que o rapaz desejava. Um espaço amplo, aparentemente normal, e o principal, num bairro calmo, o que era algo quase impossível em Tokyo. Bastava agora olhá-lo internamente, apenas para confirmar o que intimamente já sabia.

- Taisho-san… - murmurou a corretora. – Bem… - implicou ela, desligando seu celular.

- Vamos vê-lo. – ele disse, já indo de encontro com a porta de entrada do recinto.

- Há um pequeno problema… - finalmente ela disse, vendo-o parar e fitá-la friamente, como sempre fizera desde que a chamara para cuidar de seus problemas.

- Diga. – permaneceu parado, ainda a olhando.

- Bem… - complicou novamente, vendo-o estreitar mais uma vez os olhos, o que com certeza significava que não estava nem um pouco satisfeito com o que ela estava fazendo. – Este apartamento não está à venda.

- E daí? – Sesshoumaru perguntou já dando de ombros, e voltando a caminhar em direção à porta.

- E daí que o senhor quer comprá-lo. – respondeu a mulher, caminhando apressadamente junto à ele.

- Não há problemas. O que não quero é continuar do jeito que estou no momento.

Adentraram rapidamente no lugar, subindo as escadas que davam acesso ao apartamento. O corredor chegava a ser algo sombrio, a mostra de que não era habitado por um tempo considerável. E finalmente, ao passarem pela tão solitária porta, puderam ver que era perfeito. Perfeito. Pelo menos para ele. Ele andou a passos lentos, prestando atenção a cada detalhe que via naquele apartamento.

Era bastante amplo, organizado e mobiliado, o que era mais um agrado. Muito bem mobiliado, pensou. Pelo menos, não teria de se preocupar agora com mudanças de mobília, já que não possuía nada que fosse de extrema importância para si. Nada de fotografias, nada de sofás ou cadeiras, nada… Nada. Não havia nada que o importasse, nada que o preocupasse. E parado em meio àquela sala, via que ocorria o mesmo com Sara.

Não se importava com ela. Não se importava com o relacionamento que levavam, não se importava com a vida que levavam. Taisho Sesshoumaru passara vinte e sete anos de sua vida sem se preocupar com nada. Sem se importar com nada. E tinha absoluta certeza de que tudo continuaria da mesma maneira.

Andou lentamente por entre o belo tapete que decorava o chão, visualizando a bela poltrona que permanecia encostada a uma das paredes. Em meio ao estresse que o perturbava naqueles tempos, sentar-se em algo tão confortável era algo que apreciava bastante. E assim o fez, encostando parte de sua face cansada no objeto macio.

Sesshoumaru fechara lentamente seus olhos, esquecendo-se, momentaneamente, de que estava sendo observado por uma outra pessoa. Kazuo Koharu, sua corretora.

A mulher poderia dizer que nunca vira aquele homem frio e, aparentemente solitário, descansando. Naquele momento, caso não o conhecesse, poderia dizer que seria a visão mais perfeita que tivera. Mas ao vê-lo abrir os olhos, percebeu que aquela expressão fria, antes relaxada, era a realidade, e que nem tudo poderia ser como desejávamos.

- Acerte tudo com os antigos proprietários, Koharu. – disse ele, ainda sentado naquela poltrona.

- Tem certeza, Taisho-san? – perguntou a mulher, olhando desdenhosamente para o rapaz, que olhava para a televisão sem vida sobre um dos móveis.

- Nunca tive tanta certeza. – desviou sua atenção para ela, vendo-a buscar mais uma vez o celular dentro de sua bolsa. – Tente negociar a compra.

- Tentarei. – disse ela, enquanto digitava habilmente o número que sugeria o panfleto.

Enquanto esperava a resposta final, Sesshoumaru dirigiu-se para os outros cômodos do local. Passou por todos, vendo que, pela leve decoração do quarto, o apartamento deveria ter pertencido a uma mulher. Mas não havia fotos, ou qualquer outra coisa que denunciasse seu nome, ou quem era.

Caminhou ainda mais, encontrando uma porta escondida sobre tantos outros móveis. Abriu-a e subiu a escada que ali se encontrava, até chegar ao local mais tranqüilizante dali. A cobertura.

Uma onda de calor passou eletrizantemente por seu corpo, aquecendo sua pele gélida. Apesar do lugar não apresentar instalações que pudessem favorecer a beleza que deveria ter, a bela paisagem de Tokyo a encobria.

Mas não era isso que ele queria. Seria esta a primeira coisa a fazer logo que começasse a morar lá. Reformaria a cobertura e a transformaria em algo mais que a simples imagem das ruas de Tokyo.

Sentir a brisa levar seus finos cabelos prateados era uma das coisas de que, lembrava-se, Sara gostava de observar. Segundo ela, passaria horas vendo-o daquela maneira, mas nunca se envolveu com aquele comentário. Internamente, Sesshoumaru sabia que Sara nutria por ele um sentimento diferente àquele que o próprio nutria por ela.

E além disso, sabia do conhecimento da outra sobre os motivos daquele casamento arranjado. Nunca a iludira, e da mesma forma, ela também nunca confessara que era apaixonada por ele.

Mas agora, ela não estava mais lá. Concomitantemente, não havia mais motivo algum para lembra-se daquilo. Tudo o que vivera e comentara com Sara, fora-se com ela. E ele não poderia trazer de volta. E talvez, não quisesse

Olhou pela última vez os altos prédios que ali se destacavam, caminhando novamente para o lugar onde sua corretora estaria. Esperava que a mesma já mantivesse uma resposta satisfatória, pelo menos para ele.

Chegou sorrateiramente na sala, onde Koharu permanecia sentada em uma das fabulosas poltronas. Pelo visto, estava terminando aquela conversa, e não percebera sua chegada. Como sempre.

- É claro. – disse ela à pessoa do outro lado da linha. – Qualquer mudança, já possui meu número. Arigatou. – fechou o celular, virando-se para onde Sesshoumaru estava, e se assustando levemente, ao perceber que ele a encarava da mesma maneira fria de sempre.

- E então? – ele perguntou, sentando-se novamente na mesma poltrona de antes.

- Infelizmente não querem vender, Taisho-san. – Koharu comentou, levantando-se do sofá e sorrindo para o rapaz. – Mas segundo eles, tudo já esta pronto para a locação. Pode residir aqui desde hoje, se quiser.

- E porque não querem vender? – Sesshoumaru perguntou, não escutando o término da frase da mulher. – Estou disposto a pagar o necessário por este apartamento.

- Não quiseram me contar. – Koharu guardou o celular na bolsa. – Parece que é algo familiar…

Sesshoumaru se calou neste instante, apoiando a cabeça mais uma vez na cadeira. Não imaginava quais seriam os motivos para que aquela família negasse a quantidade absurda de dinheiro que oferecia por aquela moradia. Esperava apenas que tudo desse certo e finalmente percebessem o equívoco que estavam cometendo.

- Bem… - murmurou Koharu, indo até a porta do local. – Tenho que ir, Taisho-san. Vai ficar aqui? – perguntou, já com a porta aberta.

- Hai. – foi o que respondeu, antes de escutar a despedida da mulher, e ficar sozinho como sempre ficara em sua vida. – Finalmente… Só…

Sentado naquele elegante assento, pôs-se a pensar em tudo o que estava vivendo naquele período. Pensamento que desapareceram logo que seus olhos âmbar perceberam, não muito longe dali, um branco envelope intermediário. Estava escondido na parte interna do móvel que abrigava a televisão, e quando percebeu, já estava com ele em mãos.

Nunca fora alguém curioso, e se reprimia internamente com o que estava prestes a fazer.

Abriu-o vagarosamente, retirando de dentro todos os papéis que ali jaziam, e viu que se tratava apenas de contas. Contas enviadas há meses, ainda fechadas. Todas no nome, evidentemente, da antiga moradora daquele apartamento. Matsubara Rin.


Próximo capítulo

- Eu moro aqui!

- Posso lhe processar por invasão de domicílio e assédio sexual, sabia?

- Eu estou viva!


E agora as respostas aos reviews:

Pammy-sama: Que bom que você acha que a fic vai ser linda. Pelo menos o filme foi, ne? . Por sinal, eu estou lendo várias fics, e uma delas se chama "Soneto da Dor". É você que escreve? Se for, meus parabéns. Adorei a história, 'tá? E pode ter certeza de que deixarei um review. Espero que continue acompanhando. Kissus!

Jeh-chan: Não dei uma data absoluta para postar os capítulos, mas será basicamente, no máximo, até a primeira semana de cada mês. E é uma pena que você não tenha visto este filme. Como a Pammy-sama disse, ele é lindo! Eu recomendo, 'tá? Fico feliz em saber que está gostando e espero que continue acompanhando. Kissus!

Rukia-hime: Pois é. Eu adoro cortar as fics na melhor parte, e não sou a única.. Este capítulo pode não responder totalmente suas dúvidas (ou a de todas as pessoas que não viram o filme), mas o fim dele é meio revelador. E talvez até aproximadamente o capítulo 6 você não entenda totalmente (talvez ninguém entenda totalmente). Mas é pelo capítulo 6 que as coisas começam realmente a serem explicadas. Espero que goste e que continue lendo, OK? Kissus!

Kuchiki Rin: Que bom que tenho uma leitora nova! Espero que goste, OK? Kissus!

Não sabem o quanto fiquei feliz com os reviews mandados, e espero que receba mais com este novo capítulo.

Ah, detalhe! Suponho que a fic tenha apenas 10 capítulos, então a história não será tão longa. E posso adiantar que já existe outro trabalho para ficar no lugar deste.

Como sabem, esta fic é uma adaptação, e assim será com todos as outras que ficarem no lugar desta. Pelo menos uma de minhas fics será adaptação, já que praticamente tudo que eu assisto ou leio me lembra este casal.

E só por precaução: Não é falta de imaginação. É apenas uma maneira de me desgastar menos e garantir a vocês que sempre tenham algo para ler. OK?

Kissus,

Ja ne!