Yo, minna! Kami-sama, eu odeio essa minha entrada. Ò_Ó

Mas fazer o que…

Desta vez vou ser bem curta 'tá legal?

Espero que gostem do capítulo novo e...

... Boa leitura!

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E se fosse verdade...?

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By Lin-chan

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Capítulo 3: Visitas indesejadas.

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Um dia após o ocorrido, Sesshoumaru ainda permanecia venturoso por sua nova moradia. Nunca fora apegado a nada, mas, pela primeira vez, talvez em anos, conseguia sentir-se bem naquele local. O ar sofisticado e caloroso, era absolutamente o contrário daquilo que parecia ser seu antigo apartamento.

Agora, sentado na poltrona que tanto lhe agradara, projetava, assim como havia pensado no dia anterior, uma nova cobertura.

E por mais impressionante que isso pudesse parecer para ele, nenhuma idéia útil conseguia passar por sua cabeça. Sempre fora astuto para tais assuntos, principalmente por ser arquiteto. Era o mínimo requerido em seu local de trabalho.

Com tantos acontecimentos, por mais que pudessem parecer não marcá-lo, debilitavam-no, de certa forma. Mas não era isso que queria. Não queria ser debilitado por lembranças sem nexo. Nunca fora, e continuaria com esta idéia.

Sem saber o que fazer, largou as folhas de papel que segurava há pouco, junto com sua caneta esferográfica. Deveria encontrar algo para, pelo menos, desvencilhar-lhe de tais pensamentos. E era exatamente para tal objetivo que aquela televisão estava lá, pelo menos em sua opinião.

Pegou o controle que jazia encima de uma bela e pequena mesa, e tratou de apertar o botão responsável por ligar o objeto. Dentre tantos canais, seria quase impossível não haver nada que o interessasse. Mas estava enganado, e já sabia disto desde o começo. Nada. Por mais que mudasse várias vezes de canal, nenhum conseguia prender sua atenção. O que fazer?

Levantou-se, então, indo de encontro à geladeira, que ficava não tão longe dali. Não comera bem desde que acordara, e tamanha falta de atenção poderia ser uma reação daquele ato. De qualquer maneira, encheu um copo com uma quantidade considerável de suco, e, andando mais um pouco, pôde pegar um saco de batatas fritas de dentro do armário.

Não era aquela exatamente a maneira correta de se alimentar, segundos seus ideais. Mas cansado da maneira em que se encontrava e sem disposição, era a única coisa que poderia fazer.

Voltou lentamente para a sala, sentando-se novamente na mesma poltrona de sempre. Comeria um pouco, e tinha certeza de que suas idéias voltariam com toda a força que poderia. Mas não foi isso o que ocorreu.

Num ato inesperado, se assim se pode concluir, Sesshoumaru derrubou o copo que trazia consigo, espalhando todo o líquido sobre a cadeira que tanto gostava. Apertou levemente a região entre os olhos, fechando-os irritadamente. E pensar que já escutara uma vez que nada é tão ruim que não possa piorar. Nunca acreditara.

Buscou algum pedaço de tecido que pudesse existir naquele apartamento, encontrando um rapidamente. Esfregou-o fortemente no local molhado, vendo que não parecia melhorar aquela situação. E com a irritação, aumentada apenas pela mancha, pôs-se a esfregar o tecido de maneira quase que violenta, lançando depois o que tinha em mãos para longe de onde estava.

E escutando algo que não esperava escutar nunca.

- O que está fazendo?! – ouviu alguém gritar, virando de onde estava, até poder ver uma mulher.

Uma mulher bem ao lado da mesa, olhando severamente para ele. Mas quem seria ela? Como teria entrado naquele local? Porque estaria reclamando com ele?

- Quem é você? - ele perguntou friamente, olhando decididamente para a mulher de longos cabelos castanhos, que parecia não se incomodar com aquele gesto.

- Eu quem perguntou! – brandiu ela, ainda o encarando. – O que está fazendo em meu apartamento, manchando minha poltrona?! – apontou para o objeto.

- Sou eu quem mora aqui. – Sesshoumaru a informou, já que ela parecia não se dar conta de que entrara no lugar errado.

- Eu moro aqui! – enfatizou o pronome. – Estes móveis são meus, e este apartamento também!

- É mesmo? – perguntou sarcástico. – Então o que seria isto? – ele perguntou, mostrando à ela a escritura de locação.

- Ah… - ela murmurou, olhando sem acreditar para o papel que lhe fora estendido. – Isto é falso. – deduziu.

- Saia daqui. – ordenou ele friamente, vendo-a, desta vez, estreitar os olhos para ele.

- Não sairei do que é meu! – ela respondeu, indo até mais perto dele. – Não se pode vender ou alugar algo sem que o dono saiba! E eu não sei de nada!

- Qual seria o seu nome? - indagou, lembrando-se das contas que achara tempos atrás.

- … - a garota permaneceu calada, parecendo esforçar-se para lembrar de algo que acontecera há bastante tempo. – Rin. – respondeu relutantemente, logo que visualizou as contas de energia sobre a mesa da sala.

- Porque teve que olhar para lá? – Sesshoumaru objetou, ao perceber o que ela fizera.

- Meu nome não vem ao caso! – ela berrou mais uma vez, demonstrando a irritação que sentia com a situação.

- Isso não me interessa. – Sesshoumaru rebateu, pondo as mãos nos bolsos da calça social que usava. – Poderia prendê-la por tentar um golpe.

- Eu é quem deveria prendê-lo! – gritou assustada, olhando no mesmo instante para o telefone, que permanecia no mesmo local que deixara. – E é isso que farei.

E no momento seguinte, já se encontrava de pé, ao lado da peça. Rin olhou desdenhosamente para o rapaz, dando a ele uma última chance de ir embora sem precisar de alguma queixa, mas ele sequer se moveu. E isto foi o suficiente para ela perceber que deveria tirá-lo de lá. À força.

Decididamente, lançara sua mão em direção ao telefone, mas segundos depois, estranhou ao perceber que não colidira com absolutamente nada. Tentara novamente, agora observando cada movimento que fazia. E foi neste instante que arregalara os olhos, afastando-se dali.

No momento em que lançara sua mão, em nada bateu. Simplesmente porque ela sumira, e passara direto. Sua mão passara direto pelo telefone.

Rin repetiu o que fizera várias vezes, vendo que não era algum tipo de brincadeira pregada por sua mente. Mas… Como? Como tal acontecimento poderia existir? Como aquilo pôde acontecer?

Virou-se rapidamente para Sesshoumaru, vendo que ele permanecia exatamente como estava, desde que chegara ali. Não mudara em nada sua expressão, e isso só poderia ter acontecido caso fosse culpado por algo.

- O que fez com meu telefone? – ela perguntou, já assustada e com raiva, ao mesmo tempo, com o que acontecia.

- Não toquei no seu telefone. – Sesshoumaru comentou, lançando o mesmo pedaço de pano que estava caído no chão, nela.

- O que pensa que está fazendo?! – ela brandiu novamente ao ver a ação do outro, desesperando-se ainda mais, ao ver que o pano, assim como o telefone, não se colidiu com seu corpo. Ambos passaram direto, como se fosse…

- Você é um fantasma. – ele disse, vendo Rin arregalar os olhos em sua direção. – Não tem mais o que fazer aqui.

- Estou viva, entendeu?! – ela berrou inutilmente, passando por ele, e saindo da mesma maneira que entrara. Pelo menos era como pensava.

- … - Sesshoumaru ficou inerte ao ver que a garota que ia em direção à porta, simplesmente desaparecera, não deixando sequer, algum rastro que comprovasse que passara por lá. – Louca. – murmurou, voltando a tentar limpar a enorme mancha na cadeira. Mancha que já estava seca. – Kuso. – reclamou o mais baixo que pôde, lançando o tecido, mais uma vez, no chão. – Preciso relaxar…

E assim o fez, lançando-se sobre a cama, que, agora via, pertencera um dia, talvez, àquela garota. Olhou de relance para o local, vendo que tudo parecia estritamente normal. Mas sabia que não estava. E agora, não conseguiria mais se deitar lá. Não no momento, pelo menos.

Levantou-se e foi direto para o banheiro, a fim de tomar um relaxante banho. Era disso que estava precisando, e não se privaria de passar o tempo suficiente para sua irritação e todas aquelas idéias absurdas passarem.

Abriu a ducha quente sobre si, sentindo a água morna entrar em contato com a pele fria, e assim ficou por muito tempo. Tempo que julgou ser o suficiente para trazê-lo ao normal.

Enrolou-se rapidamente na toalha que ali guardava, deixando seu trabalhado peito à mostra, e sentindo pequenas gotículas de água, provenientes de seu longo cabelo, escorregarem por ele.

Como num ato reflexo, olhara em torno de onde estava, apenas na intenção de saber se aquela mulher maluca encontrava-se lá, mas não a viu. E isso foi o suficiente para virar-se seguro frente ao espelho, e retirar o vapor, que nele se alojava, com uma das mãos. E mesmo com os devidos cuidados iniciais, não deixou de estreitar os olhos ao ver, através do espelho, que ela estava lá.

- Mandei ir embora. – ele comentou, olhando-a pelo reflexo do espelho.

- Não vou sair daqui. – foi o que ela respondeu, cruzando os braços em frente ao corpo, olhando raivosamente para ele.

- Posso lhe processar por invasão de domicílio e assédio sexual, sabia? – ameaçou-a, apoiando as mãos na pia de mármore.

- Não tenho medo. – Rin sorriu sarcasticamente, fazendo-o virar-se, finalmente para onde estava.

- Escute… - Sesshoumaru murmurou, percebendo ao se virar, que ela não estava mais lá. Sumira, assim como da outra vez. – Espero que não apareça novamente. – avisou, passando as mãos pelos cabelos revoltos e molhados.


Estava agora em pé, diante daquela imagem que tanto observava. A cobertura estaria espetacular depois que finalmente descobrisse o que faria com ela.

Sesshoumaru desejava que nada daquilo que acontecera há alguns minutos voltasse a acontecer, mesmo tendo alguma certeza de que, a tal Rin, não se tratava de um fantasma, e sim, de uma imagem sem nexo que sua mente criara. Deveria tê-la conhecido em algum local, e agora, lembrara-se dela por algum motivo desconhecido. Sua cabeça não lhe pregaria uma peça.

- Adoro ficar aqui. – Sesshoumaru escutou aquela voz novamente, percebendo que ela sempre aparecia nos momentos em que estava pensado nela. E isso era incômodo.

- Perguntarei pela última vez. – avisou ele. - O que quer?

- Já disse que moro aqui. – Rin replicou, ficando ao lado dele.

- Não pensei que tivesse que chegar neste estágio, mas, vou chamar um exorcista. – Sesshoumaru estreitou os olhos, já Rin, riu com aquele comentário. – Do que está rindo? – ele perguntou irritado.

- Exorcistas são para pessoas demoníacas. – explicou ela. – E não para mim.

Ele rosnou levemente, escutando, logo depois, o barulho estressante de seu celular.

- Moshi moshi. – atendeu de uma vez, sem ao menos olhar quem era o outro.

- Sesshoumaru-sama. – respondeu a voz do outro lado da linha.

- Pode falar, Koharu. – ele ordenou, ao perceber de quem se tratava.

- Bem, tenho uma boa notícia. – disse ela num tom alegre.

- Fale. – Sesshoumaru olhou de soslaio para Rin, que olhava interrogativamente para ele.

- A responsável pelo apartamento acabou de me ligar e, segundo ela, poderá vender o local, caso a dona não volte. – explicou.

- A dona está viajando? – ele perguntou sem algum motivo aparente.

- Isso eu não sei. – informo Koharu. – Ela apenas me disse isso.

- Ótimo. – Sesshoumaru respondeu. – Qualquer nova informação, me avise.

- Pode deixar. Ja ne.

- Ja. – ele se despediu casualmente, guardando, logo em seguida, o celular em um dos bolsos. – Então você é a dona? – ele perguntou sarcasticamente.

- Hai. – ela respondeu sem hesitar.

- Pois saiba que acabei de receber uma ligação de minha corretora, e segundo ela, a real responsável deste apartamento disse que a dona não está aqui. – ele explicou.

- Algo… Algo está errado. – Rin comentou, virando seu rosto rapidamente para onde Sesshoumaru estava.

- Conte-me de sua vida, Rin. – ele ordenou, olhando friamente para ela.

- Eu… - ela murmurou, olhando para distante dali. – Não sei de nada… – disse por fim.

- Perdeu a memória? – ele perguntou cinicamente, passando um braço por ela, e vendo que atravessava, da mesma maneira que os outros objetos. – Você não existe, Rin.

- Eu existo! – ela gritou, saindo de perto dele. – Se não existisse não estaria aqui!

- Você está morta. – Sesshoumaru revelou calmamente. – É por isso que não se lembra de nada. – continuou a falar, vendo Rin pôr as mãos sobre as orelhas, numa tentativa frustrada de não escutar o que ele falava. – Você não deveria estar aqui.

- Eu estou viva! – gritou ela. – VIVA! – gritou mais alto ainda.

Sesshoumaru balançou negativamente a cabeça, olhando estreitamente para ela. Aquela garota deveria ir embora de qualquer maneira, e aquelas palavras foram o único jeito que pôde encontrar, não que cresse nelas.

Saiu vagarosamente de lá, deixando Rin sozinha, ainda com as mãos sobre as orelhas. Ela olhou para a paisagem que tanto via. A paisagem que não se apagara de suas lembranças.

Uma simples paisagem, que com certeza, não se comparava a toda a sua história, a toda a sua vida! E aqueles objetos… Estava tão confusa! Não sabia o que fazer.

Mas por um lado, aquele homem estava certo. Não se lembrava de absolutamente nada de sua vida, e fora dali, daquele apartamento, parecia tão… Morta.

Não continuaria lá. Descobriria o que acontecera consigo, e disso tinha certeza. Apenas não sabia se conseguiria fazer tal coisa sozinha. Talvez precisasse de uma ajuda. E no momento, só existia uma pessoa que poderia lhe ajudar. Uma pessoa que, sabia ela, não tinha essa intenção.

E foi com esses sentimentos e pensamentos, que Rin sumiu no meio daquela bela cobertura. Sumira da mesma forma que fizera nas diversas vezes que chegara àquele apartamento. Simplesmente desaparecera, sem deixar rastro algum.


** Próximo capítulo **

- Estou vendo coisas.

- Não vou desistir, Sesshoumaru.

- Se quer tanto se livrar de mim… Me ajude.

Capítulo 4: Tudo pela solidão.


Agora as respostas aos reviews:

Luh or Kuchiki Rin: - Pois é, todo mundo 'tá reclamando disso… -_-''. Gente, dá uma ajudinha aí. Eu só não tenho tanto tempo, 'tá? ^_^

- É, eu tento colocar as melhores partes, ne? ^_^.

- Eu posso até postar antes, sabia? Esse fanfic já 'tá completo, vai ter 10 capítulos. É que fica tão bonitinho postar tudo no mesmo dia. ^_~ . Vou pensar no seu caso. Kissus, e arigatou pelo review.

Pammy-sama: - 'Tá brincando, ne? Soneto da Dor é muito boa. E O que toda mulher inteligente deve saber também. Adoro as duas. Ah, e eu já deixei um comentário, 'tá. Só que acho que foi no capítulo oito… ^_~

- Eu também chorei! ~_~. Ele é muito lindo! Você tem Orkut? (que pergunta mais nada a ver).

- Ah, e 'tá parecida, mas realmente, tem algumas coisas diferentes. Porque se fosse tudo igual não seria adaptação, ne? Seria plágio. E eu ainda não quero ser processada.^_^

- Ah, vou te dar uma dica. Você conhece Ai no Uta, do Every Little Thing (que por acaso eu 'tô escutando agora.)? Lê essa fic escutando essa música. É nela que eu me baseio para escrever. Kissus e arigatou pelo comentário.

Rukia-hime: - É, ele é bem solitário. Mas toda essa solidão vai acabar, e você vai ver.

- E nem se preocupe, que já nesse capítulo, como deve ter visto, a Rin apareceu. O único problema é que você não deve ter entendido o que aconteceu, ne? Mas tudo será esclarecido (totalmente) entre os capítulos seis e sete (creio). Kissus e arigatou pelo review!

Agradeço a todos e espero realmente que continuem lendo minhas histórias. Sempre que vejo a quantidade de reviews que me foram mandadas, e principalmente, sem nenhuma crítica (a não ser pelo dia de postar -_-''), fico bastante feliz. É sério, eu passo o dia todo rindo.

Agradeço de coração, 'tá?

Agradecimentos especiais à:

- Acdy-chan, Rukia-hime e IndividuadoMal, por terem me adicionado como uma de suas autoras favoritas.

- Rukia-hime, por ter adicionado esta história como uma de suas favoritas.

- Aproveito e agradeço também à Acdy-chan, que adicionou Tempos perdidos como uma de suas histórias favoritas. E fiquem sabendo que talvez eu transforme essa oneshot em uma fic longa, OK?

Kissus,

Ja ne.