Título: Redenção e um Sorriso
Summary original: Quem sabe o sorriso de Byakuya seja muito mais marcante do que seu perfume adocicado. Renji só poderá saber, entretanto, quando conseguir arrancar de seu capitão um sincero sorriso. E com ele, o sentimento que o Kuchiki deixa guardado no peito há tantos anos.
Rating e avisos: M; Lemon, YAOI, álcool.
Disclaimer: Bleach is © Tite Kubo
Comentários: último cap, dividido em atos. Cada um, uma tentativa de Renji de fazer seu amado taichou sorrir. Reviews? ^^
SE NÃO HÁ SORRISO, NÃO HÁ FINAL
PRIMEIRO ATO – Explícitos I
– Tai... Taichou...
Byakuya apertou os olhos de leve ao passo que os dedos de Renji lhe pressionavam a pele com força. O tenente estava mordendo os lábios fortemente para evitar que qualquer som alto demais escapasse pela garganta. Jamais, por qualquer motivo, alguém poderia ouvir ou presenciar aquilo. Por mais que a porta estivesse trancada, era impossível ensurdecer os outros dos gritos que poderiam fugir dos lábios de Renji em um momento de descontrole.
O capitão imobilizava o seu tenente pelos braços, e os dois estavam bem em cima da mesa do maior. O rosto do moreno corava sutilmente com o seu ato despudorado de fazer sexo com Renji no meio das instalações de seu esquadrão, mas em simultâneo, seu corpo todo gritava em êxtase porque a cada instante em que Renji o apertava com mais força, significava que ele estava mais perto do ápice. Mais perto de ter que fazer os diabos para não gritar.
Os ombros de Byakuya iam de cima para baixo tamanha a intensidade de sua respiração; o móvel, por si, fazia um barulho de madeira e o moreno podia senti-lo balançar de leve com a movimentação intensa e repetitiva. Renji jogou a cabeça para trás, entorpecendo-se com aquela dor tão prazerosa que seu capitão sempre lhe oferecia. E agora, de certa forma, o ruivo ficava muito mais à vontade porque sentia que Byakuya estava derramando nele não somente seu prazer, mas algo a mais.
– Não consigo... Mais... Taichou...
– Mais um pouco, Renji... – Byakuya prendeu a respiração no momento da fala, e logo a liberou ruidosamente quando terminou de pronunciar o nome de seu tenente. Ao passo que apressou suas investidas, Byakuya acelerou o movimento da mão livre, que estimulava o membro de Renji. As pernas do ruivo estavam escancaradas, e laçavam sem jeito o quadril do capitão, a fim de facilitar o processo.
A respiração de Renji começou a se alongar e Byakuya prendeu a sua própria respiração, como fazia de costume. Pôde sentir claramente os dedos de Renji tremerem enquanto apertavam suas costas e no exato momento em que o tenente desmanchou-se nas mãos de seu capitão, Byakuya chegou ao orgasmo e acidentalmente deixou que um gemido baixo e extenso escapasse dos lábios.
Renji ofegou, acompanhado quase que ritmicamente por Byakuya, que deitou-se sobre o largo torso do ruivo assim que saiu de dentro dele.
O tenente pôde sentir o prazer de seu capitão escorrer pelas pernas e obviamente, alcançar sua mesa. Oh droga.
– Olhe pra mim, taichou... – Renji pediu com a voz calma e Byakuya ergueu o rosto para olhá-lo diretamente nos olhos. Sua expressão estava séria e as sobrancelhas levemente franzidas por causa do cansaço.
O ruivo procurou algum sinal de alteração na expressão de seu capitão, mas ele não parecia estar prestes a sorrir, nem de longe. Suspirando intensamente uma última vez, Renji apoiou-se nos cotovelos a fim de fazer Byakuya descer da mesa, e assim que conseguiu resultados, o ruivo sentou na beirada do móvel, apoiando os pés no chão. – Por Deus, sexo no meio do expediente não te faz sorrir?
Byakuya respirou fundo e calmamente, erguendo os ombros como se a culpa não fosse dele (e talvez não fosse). – Isso não é motivo para sorrir, não sei como você me convenceu a fazer uma loucura dessas.
– Eu sei. – Renji sorriu marotamente e Byakuya manteve a expressão. Levantando da mesa, o ruivo olhou para ela e torceu o rosto ao ver a sujeira no mogno. Tudo bem, isso era só limpar, o problema era a falta de resultados com o capitão. O moreno estava parado logo ao seu lado, fechando a roupa preta de Shinigami, e ele não parecia muito alterado (exceto pela respiração).
Renji imitou o gesto de vestir-se de Byakuya e deixou a parte superior das vestes aberta. Nisso, o capitão vestia seu haori e ajeitava o cachecol elegantemente no pescoço. – Pode não ter feito você sorrir, mas foi uma experiência, não?
Byakuya o olhou de esguelha e fechou os olhos em seguida. Ele ficou em silêncio por um tempo, coisa que fez Renj suspeitar de leve do que ele poderia estar pensando, mas logo teve sua resposta. – Que provavelmente vai se repetir, eventualmente.
Se Byakuya não sorria, bem... Isso certamente arrancou um sorriso de Renji.
SEGUNDO ATO – Onsen
– O senhor nunca veio aqui, taichou? – Renji entrou no estabelecimento e passou a despir-se de suas vestes. Byakuya olhou em volta um pouco desconfiado, uma vez que não achava interessante a ideia de dividir as fontes termais com mais um monte de gente (parecia um pouco nojento).
– Não, Renji... Tem uma dessas na mansão Kuchiki.
– Ah. – O tenente deu um sorriso sem graça e jogou a parte de cima de sua roupa num dos armários. – Mas não tem tanta graça quanto aqui, sem dúvidas.
– Se teoricamente esse é um lugar para relaxar, qual a razão para ter graça?
– Não faça tantas perguntas, por favor, taichou... – Renji suspirou e virou-se para Byakuya, que ainda estava incerto sobre despir-se ou não. – Pode ficar tranquilo, não vem muita gente aqui a essa hora.
Byakuya semicerrou os olhos na direção de seu subalterno e tirou o cachecol e o haori do corpo, deixando no armário e como Renji prendia a curta toalha no quadril, acabou se convencendo, por fim, de fazer o mesmo. O ruivo tirou o elástico do cabelo e sacudiu os fios ruivos para ajeitá-los, arrancando de Byakuya um longo suspiro.
Ele adiantou-se pelo lugar, sendo seguido de perto pelo capitão. Renji pôs os pés para dentro da água e caminhou um pouco até um certo ponto; lá, ele sentou-se e acomodou as costas nas pedras lisinhas. Byakuya, por sua vez, ainda estava de pé e inconscientemente olhava em volta, sentindo-se desagradavelmente exposto. – Se o senhor se sentar, ninguém vai ver nada. – Renji resmungou como se tivesse lido os pensamentos do Kuchiki, que seguiu o conselho e sentou-se ao lado do maior.
Depois de alguns instantes em silêncio, onde Byakuya mantinha a cabeça confortavelmente ajeitada numa pedra curvada, o capitão podia sentir que pessoas haviam chegado ali. Somente não abriu os olhos para ver quem era, mas podia ouvir as vozes e em particular, reconheceu uma delas.
– Oooohhh.
– Za... Zaraki-taichou!
– Kuchiki Byakuya numa onsen pública? Nossa, mas isso é um negócio que eu pagava pra ver, e meio que paguei, no final das contas.
– Bom dia, Zaraki. – Byakuya resmungou, amargo, apenas abrindo os olhos e movendo as íris escuras para focar Kenpachi. O capitão da 11ª divisão passou a fazer companhia para Renji e Byakuya, falando algumas coisas aleatórias que somente Renji respondia. O Kuchiki estava começando a ficar de mau-humor, e não era nada pessoal com Kenpachi, mas... (mentira).
Quando Byakuya ouviu Renji dar uma risada por qualquer coisa que Kenpachi tenha dito, o moreno abriu os olhos, aborrecido, e impôs-se entre os dois. – Vamos voltar ao trabalho, Renji.
– Mas taichou, nós...
Renji pôde sentir, claramente, a áurea de Byakuya ficar negra.
– Err... Sim, senhor. – Renji olhou para Kenpachi e sorriu sem graça. – Até mais, Zaraki-taichou.
– Não deixe que ele pise em você, ouviu, Renji?
Byakuya bufou e saiu das águas quentes, sendo seguido por Renji que apressou o passo para segui-lo.
Quando chegaram diante dos armários, Byakuya empurrou o seu tenente ali e o prensou, usando o próprio corpo que, mesmo sendo menor, sabia perfeitamente como imobilizar Renji. – Você está tentando me fazer sorrir? Só me deixou de mau humor.
– Desculpe, eu não sabia que o senhor não gosta do Zaraki-taichou. Não que eu soubesse que ele ia vir agora, mas...
O capitão o olhou como se Renji tivesse acabado de falar a maior idiotice da face da terra e segurou o rosto do ruivo pelo queixo, apertando-lhe as bochechas. – Não me leve a lugar algum que me deixe aborrecido. Ou na presença desse... – Ele não se deu ao trabalho de prosseguir.
– Ha... Hai, taichou. – Renji arregalou os olhos de leve com a tensão e assim que foi solto, respirou fundo e agradeceu mentalmente por não ter levado seu capitão ao onsen misto. Isso sim seria um grande problema.
TERCEIRO ATO – (Quase) Explícitos II
Renji parou diante de uma das enormes cerejeiras que havia espalhadas pela mansão Kuchiki, olhando para as pétalas cor-de-rosa e belíssimas, que caíam eventualmente com a ação sutil do vento. Estava sozinho, até então, uma vez que Byakuya ainda estava dentro da casa, resolvendo qualquer coisa a respeito da família.
Suas tentativas de fazer seu capitão sorrir estavam claramente sendo falhas, mas de certo, Byakuya não tinha um senso de humor muito bom. Claro que essa era uma boa justificativa, mas o fato de que agradar o moreno era bem difícil, parecia uma explicação bem melhor. De qualquer forma, Renji procurou lembrar-se do que o capitão gostava – como andar durante a noite, comida apimentada, enfim – e decidiu que talvez caminhar com ele por aí, ao céu negro, quando as cerejeiras estão florescendo, seria uma ideia interessante. Quem sabe o momento romântico não arrancasse um sorriso dele.
Assim que Byakuya abriu uma das portas da mansão, iluminando um pouco a noite, Renji virou-se para o seu capitão e observou enquanto ele se aproximava com os olhos calmos e aparentemente, um pouco cansados. – Tudo bem?
– Sim, Renji, eles já se foram.
– Não foi isso que eu—
O menor puxou o pescoço de Renji subitamente com a mão e o beijou, atravessando-lhe os dentes com a língua para sentir o gosto daquela boca que era dele, e já decidido, sabia que não seria de ninguém mais. Havia entrado em consenso com sua própria consciência e, agora, não se sentia mais tão culpado. Alegar a ausência do sentimento seria mentir, mas Byakuya começava a aprender a lidar com toda a situação.
Assim que se afastaram naturalmente, Byakuya flagrou o rosto altamente corado de Renji e ergueu a sobrancelha de leve, inquisidor. – É que, sabe, ao ar livre e dentro da sua mansão, eu não sei...
– Se eu não tivesse certeza da discrição, não faria isso, Renji.
Isso pareceu um pouco agressivo, mas Renji e Byakuya estavam num acordo sobre "não fazer o relacionamento público", uma vez que poderia ter milhares de resultados desastrosos. Família Kuchiki em guerra, perda de postos, enfim... E Renji ainda se achava muito novo para morrer.
Com um leve curvar de lábios, Renji pôs-se a caminhar por entre o vasto jardim da mansão Kuchiki e a noite estava extremamente agradável, mas... Não havia motivo algum para arrancar um sorriso de Byakuya, pensando melhor. Se fosse para sorrir por causa das cerejeiras, ou qualquer motivo que seja, ele já teria feito isso faz tempo, uma vez que morava ali. Talvez arranjar um bom motivo para isso fosse interessante.
– Taichou, já que tem tanta certeza da discrição... – O tom de voz de Renji mudou e Byakuya percebeu imediatamente, ajeitando-se em uma postura mais aristocrática (e consequentemente, superior). – O senhor nunca se imaginou, assim, deitado no jardim...?
Os olhos negros do menor semicerram-se, desconfiados, e antes do ruivo ter a oportunidade de concluir seu raciocínio, Byakuya já o havia derrubado no chão e estava sentado no abdômen de Renji. – Suponho que a experiência no esquadrão deixou o senhor interessado.
Byakuya curvou de leve as costas, aproximando o rosto do de seu subalterno e tocou os lábios nos dele, assim, de leve— um roçar suave, fazendo com que Renji imediatamente cerrasse os olhos a fim de deixar-se levar pelo seu capitão. – Você acha que sexo é a única coisa que pode me fazer sorrir, Renji?
– Bom, não, mas—
O moreno mordeu o lábio inferior de Renji com força, fazendo-o soltar uma exclamação de dor. – Que bom que não, mas agora, eu realmente fiquei interessado.
Como a intimidade é exigida para uma coisa dessas, Renji podia ficar feliz por ter uma relação, agora, mais próxima com seu capitão.
Byakuya forçou as mãos para dentro da roupa do tenente, segurando seus músculos pela lateral do corpo ao passo que seus lábios percorriam o peito desenhado do ruivo. Renji prendeu a respiração, porque agora não havia nada que pudesse abafar os sons que poderiam ser produzidos. Sem paredes, sem nada. Ou ele ficava quieto, ou os dois acabavam com problemas. Nem seria pelo relacionamento em si, mas sim, pela falta de pudor.
– Logo o senhor, hein, taichou... – Renji disse com a voz embargada em suspiros, fechando os olhos em seguida. – Que sempre é tão atento às regras.
– Espero que tenha ciência de que tudo isso é culpa sua. – A cada palavra de Byakuya, o capitão foi tirando uma e outra peça de roupa de seu tenente, que pareceu um pouco surpreso com a atitude repentina. Quando Renji estava totalmente exposto, e visivelmente excitado, Byakuya curvou-se novamente, passando a língua pelo ouvido do tenente, que suspirou, derretendo-se com a respiração quente do menor. – Logo então, quem arcará com as consequências será...
– Eu. – Renji respondeu obediente, fazendo Byakuya erguer a cabeça e o encarar sério. Ele poderia perfeitamente sorrir agora. Era um ótimo momento; mas o sorriso não veio.
– Certo...
O capitão pôs-se de joelhos e fez com que Renji ficasse na mesma posição e o virou de costas para si; Byakuya o abraçou por baixo dos braços, subindo as mãos pelo peito largo e beijou-lhe as costas, subindo até a nuca que ainda estava descoberta, uma vez que os cabelos ruivos ainda estavam presos.
Ergueu a mão até o rosto de Renji e tocou os lábios dele com a ponta dos dedos indicador e médio, até que o ruivo entendesse o recado e passasse a língua quente na área das unhas. Levou-os para dentro da boca em seguida, deslizando a língua pela pele para que ficasse lubrificado e Byakuya abaixou a mão rapidamente até a entrada do maior e inseriu os dois dedos de uma vez, fazendo Renji ondular a cintura, parecendo levemente desesperado.
Ele moveu os dedos dentro de Renji, ao passo que o ruivo curvou-se e se apoiou nos antebraços, deixando-se então completamente vulnerável a Byakuya. Uma boa hora para sorrir, talvez? Mas não. Byakuya ainda estimulou Renji um tempo e quando retirou os dedos e desceu a mão para tirar a própria roupa, o capitão avistou uma luz que iluminava parte da grama do jardim. – Renji, levante-se.
– Errr—
– Agora. – Byakuya puxou o ruivo pelos ombros e o colocou sentado na grama; sentou-se na frente dele e ergueu as costas a fim de fazer com que fosse mais fácil para Renji ocultar-se atrás dele. O ruivo encostou as costas nas do seu capitão e baixou um pouco a cabeça.
– Nii-sama? – Rukia abriu a porta e caminhou até a pequena escada de conexão com o jardim.
– Rukia.
Byakuya sentiu Renji tremer e se encolher ainda mais atrás de si. Ah, nada mais justo. Era de Rukia que eles estavam falando e todos sabemos qual o apreço que Renji tem por ela, tal como fosse sua pequena irmãzinha. Certamente ele não iria gostar que ela o visse naquela, bom... Situação.
– O que você está fazendo acordado até tão tarde, nii-sama?
– Eu que deveria fazer essa pergunta...
– Bem, eu me atrasei com uma missão e o Ichigo só me causou problemas, mas já está tudo bem.
– Certo, então vá descansar.
– Tem certeza que vai ficar por aqui?
– Sim, estou desfrutando a noite. Logo vou dormir.
– Hum... Certo, boa noite, nii-sama.
Byakuya observou enquanto Rukia olhava um pouco desconfiada e entrava novamente na mansão. Assim que ela apagou a luz dos cômodos que ficavam perto da varanda, o Kuchiki ainda esperou uns instantes. – Renji?
– Por Deus, taichou, o senhor falou que não havia mais ninguém aqui. – Renji puxou a parte de cima de sua roupa e cobriu o torso, respirando aliviado.
– Não tinha, mas a Rukia chegou.
Renji virou a cara e cruzou os braços, parecendo um tanto aborrecido e Byakuya estendeu a mão para tocar o rosto corado do tenente, que mexeu de leve a cabeça com o toque da mão gelada do superior. – O que é, Renji? Perdeu o interesse? – Perguntou com a voz calma ao passo que se aproximava do maior, passando a língua pelo pescoço dele.
– Não, senhor, mas se quiser continuar qualquer coisa, é melhor que seja dentro do seu quarto... Lá a Rukia certamente não vai aparecer sem ser convidada.
Byakuya levantou-se e assim que Renji fez o mesmo e cobriu abaixo da cintura com a parte de cima de sua roupa, o capitão adiantou-se para dentro da mansão e foi seguido sorrateiramente por um tenente que claramente temia encontrar alguém no caminho. Coitado. Ninguém deveria passar por essa experiência.
QUARTO ATO – Romance
– Renji, acorde.
O ruivo virou-se na imensa cama de Byakuya e fora então sua vez de ficar preguiçoso. Byakuya pegou em seu ombro e moveu de leve, fazendo-o para tentar obrigar Renji a acordar, mas não foi eficaz. Renji geralmente tinha um mínimo senso, levantando no horário mesmo que estivesse muito cansado, mas em especial, naquele dia, ele estava muito muito cansado.
Bom, com todo o momento de estresse da noite anterior e do fato de seu capitão ter sido um pouco exigente durante a noite, era certamente compreensível que ele estivesse com preguiça de acordar. – Vem cá, taichou...
Renji ergueu o braço e puxou Byakuya com força, fazendo-o desequilibrar e cair ajoelhado no colchão. Desistente, o capitão deitou-se nas costas de Renji (ele estava de bruços), entrelaçou as pernas nas dele e afastou os fios de cabelo da nuca do maior, tocando os lábios suavemente ali. Renji mexeu de leve os ombros, sentindo-se extremamente confortável e Byakuya continuou aproveitando da pele do ruivo, que suspirou calmo e deixou-se levar pelas carícias.
Bem, que o ruivo estava bem mais feliz, isso não era novidade, mas ele podia ficar agora muito mais relaxado com o fato de que Byakuya estava realmente procurando conhecer um sentimento novo, e se entregar a ele. Renji era uma pessoa intensa e sabia que, gradualmente, conseguiria transmitir cada parte de seu sentimento para o seu capitão.
Byakuya parou de beijar o maior e deitou a cabeça perto dos ombros dele. – Como o senhor está se sentindo?
– Um pouco cansado.
– Não foi isso que eu quis dizer...
– Hum... – O menor aconchegou-se e Renji virou de leve o rosto, como que querendo pedi-lo que deitasse ao seu lado. Byakuya compreendeu o olhar do subalterno e deitou de lado no colchão, de frente para ele. O ruivo passou os braços pelo pescoço do capitão e Byakuya o apertou pela cintura, juntando os corpos o mais perto que era possível. – Me sinto... Bem.
Renji assentiu de leve e analisou os traços elegantes do rosto de Byakuya; o cabelo do menor estava completamente solto e esparramava-se pelo travesseiro branco, e como sempre, tinha aquela aparência brilhante e sedosa de sempre. Renji passou os dedos pelos fios negros e acarinhou a nuca de Byakuya, olhando nos olhos dele. O desejo do menor era perguntar qual era o motivo daquele olhar, mas, preferiu ficar em silêncio. Ficar olhando-o era mais agradável no momento.
– Taichou.
– Sim? – Byakuya fechou os olhos, a fim de deixar-se levar irresponsavelmente pelo calor de seu tenente e sentiu que Renji encostou a testa na sua. Só então que reabriu os olhos e o encarou, a imagem levemente desfocada devido à proximidade.
– Eu...
Houve um momento de silêncio onde o capitão ficou observando Renji até que ele tivesse coragem para dizer o que quer que fosse.
–... Amo o senhor.
Byakuya sentiu os olhos ficarem estáticos por alguns instantes antes de perceber que o rosto de Renji esquentava intensamente. – Você...?
– Eu te amo, taichou.
O capitão afastou o rosto do de Renji para poder olhá-lo e inevitavelmente, sem sequer perceber, um sorriso atravessou seus lábios. Não fechado, nem sutil, era um sorriso amplo de contentamento que fez o ruivo ficar ligeiramente impressionado.
– É mesmo, Renji?
– Sim, senhor. – Renji respondeu respeitosamente e Byakuya ergueu as mãos até o meio das costas do ruivo para aproximá-lo de si novamente. Renji escorregou pelo colchão até sua cabeça ficar na altura do peito do moreno e encostou a testa ali, as pernas dos dois corpos seminus novamente se enroscando.
Deus, o coração do tenente estava disparado porque aquele sorriso, era definitivamente a coisa mais linda que ele havia visto. E quem diria que viria justamente naquele momento— era propício, é verdade, mas Renji não estava esperando e certamente esse foi uma das grandes razões para que tivesse ficado tão feliz com o que viu.
– Viu só, taichou, eu consegui. – Ele usou um tom de contentamento, mas havia um resquício de orgulho ali, também. Byakuya assentiu de leve com a cabeça, e ainda tinha um sorriso adornando os lábios, só que agora, Renji não podia ver (muito embora pudesse, de alguma forma, sentir. Dá pra compreender, certo?).
– É... – O menor fez uma pausa. – Isso me deixou muito feliz, agora.
Renji beijou a pele de Byakuya e deixou os lábios repousados ali.
– Ah... – Byakuya chamou a atenção do seu tenente após alguns instantes em silêncio. – Eu também amo você, Renji.
O sorriso no rosto do ruivo também cresceu e... Bem, ele não precisava de absolutamente mais nada agora. Porque ele já tinha o amor de seu capitão, bem como o poder de trazer um sorriso aos seus lábios. E indescritível é a sensação de conseguir fazer aquela pessoa (tão amargurada e ferida) feliz, e de uma vez por todas.
"Cause when I looked into your eyes and you dared to stare right back
You should have said, 'Nice to meet you, I'm your other half'"
