Disclamer: Saint Seyia e seus personagens não me pertecem. Esta fic não tem fins lucrativos.
Comentários da Autora: Admitam! Este capítulo apareceu em tempo recorde para os meus padrões e tem o dobro de texto que os meus capítulos costumam ter. Tendo em vista este "pequeno" detalhe, relevem por gentileza possíveis erros de um capítulo que não foi betado.
Esta história começa a tomar novos rumos, outros personagens, tramas paralelas... e.. não é propaganda, peço desculpa por um capítulo longo e de transição. Estou tendo um pouco mais de trabalho do que previa com o texto como um todo. Aceito sugestões, críticas construtivas, elogios... Enfim, chega de bla-bla-bla e espero que gostem.
Suas mãos passeavam pelo corpo do amante. A cada pequeno toque memorizava a textura macia e ao mesmo tempo máscula da pele branca. Beijava boca, olhos, nariz, testa, pescoço, nuca em um frenesi incontrolável. Seu membro pulsava pedindo alívio, de sua boca gemidos escapavam sem que pudesse controlar. Levou seus dedos aos lábios rubros do companheiro, que os engoliu antevendo o prazer. Suas mãos começaram a tateá-lo enquanto ele suspirava e pedia por mais, sentiam a necessidade de ter seus corpos unidos. Posicionou-se de maneira confortável saboreando o êxtase que seria alcançado. Seu membro pronto para penetrá-lo começava lentamente a...
- PAAAAAAIIIIIIIIIEEEEEEEEEEEEEEE!!!!!!
- AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!!
Milo acordou berrando. Seus sonhos interrompidos por uma criança que requisitava a sua presença de maneira nada discreta. Levantou-se ainda nu, quase caindo da cama. Uma inconveniente ereção matutina, exponencialmente maior devido ao sonho, precisava ser aliviada de alguma forma.
Camus despertou com a quantidade de decibéis produzidos pela loura dupla de gregos, observou a figura do namorado sem esconder a gargalhada.
- Algo me diz que você precisa ir ao banheiro, deixa que eu cuido do garoto, mas depois você vai me explicar direitinho o que é isso...
- Isso apenas prova que sou homem e saudável, oras, mas se vai atender a Hector, vá logo que eu vou cuidar desse "pequeno" inconveniente.
- Se isso é pequeno algo me diz que eu não vou querer ver o grande. – ainda rindo com a expressão entre assombrada e orgulhosa de Milo, Camus vestiu apenas a calça do pijama e dirigiu-se ao quarto de Hector. O dia já amanhecera, já passara da hora de dar a mamadeira da criança.
Milo entrou no banheiro e abriu a ducha. Deixou a água gelada molhar todo o seu corpo, um arrepio de frio e desagrado percorreu sua espinha. Uma careta tomou todo o seu rosto, sendo seguida por uma quantidade pouco aconselhável de impropérios. Não estava acostumado a ter sua rotina quebrada por uma criança. Não entendia absolutamente nada de educação infantil, entretanto, apesar do pouco convívio, já sentia um amor enorme por aquele pequeno ser que era parte de si mesmo. O banho não foi longo, tivera o intuito apenas de "acordar" para o dia e fazer seu "amigo fiel" "dormir". Secou-se rapidamente e vestiu uma confortável calça de moletom. Consultou o relógio. O dia seria longo, mas ainda teriam algumas horas para viver uma "pacata" manhã familiar.
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Aiólia e Marin discutiam em seu leito o nome a ser dado para o filho que viria ao mundo. A jovem amazona ainda estava com apenas 4 meses de gravidez, mas já sabiam que os deuses os agraciariam com um pequeno leonino e a questão "nome" estava tomando cada vez mais o tempo do casal.
- Mas Marin... Agasias é tão bonito, significa "digno de ser admirado"!
A amazona suspirou antes de responder...
- Aiólia, amor meu, é claro que nosso filho será digno de ser admirado, mas você não acha que está exagerando? Grego, leonino, nosso filho e com um nome desses... Qual vai ser o tamanho do ego dessa criança?
- Do tamanho de sua grandeza, claro!
- Amor... que tal Ézio?
- Águia? Depois sou eu que sou egocêntrico? Claro que não! Meu filho vai ser um guerreiro.
- Quem te garante isso? E, se ele for um artista, um estilista de moda, um ator?
- Eu me atiro no cabo Sunion! Ele pode se relacionar com quem quiser, isso não me importa, mas ele será filho de guerreiros de Athena! Ele pode ser até um advogado se quiser, mas vai ter de honrar a justiça e proteger a humanidade, como toda a sua família!
- Já sei... Ário! O mais destemido!
- Mulher! Perfeito! – Aioria abraçou a esposa e rolou com ela sobre seu próprio corpo, enchendo o corpo tão amado de beijos. Marin se entregou os carinhos. Nunca em toda sua vida pensara que encontraria o amor e muito menos nos braços do "irmão do traidor". Entretanto muitas coisas aconteceram no Santuário ao longo dos anos. Athena estava salva, Hades novamente lacrado em seu reino, os cavaleiros ressurretos, Milo com um filho, eles casados e esperando o herdeiro, Shura a Shina se unindo. Tinha a nítida impressão que a felicidade estacionara sobre os defensores de Athena como que para recompensá-los por entregarem a Deusa e a humanidade suas juventudes e vidas.
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O dia ainda não tinha amanhecido. As primeiras luzes da aurora começavam a inundar o firmamento e um homem louro já estava desperto. Verificou todos os aposentos de sua residência e não encontrou nada que necessitasse de atenção imediata. Preguiça não era uma palavra que estivesse em seu dicionário, mas decidiu aproveitar os momentos de calma e a beleza do amanhecer grego em seu jardim particular.
O cheiro do orvalho inundou-lhe os sentidos. E junto a ele um característico cheiro de maçã. Sorriu. Mu chegara. Sempre que possível aproveitavam juntos esses pequenos grandiosos momentos. O sol nasceu com todo o seu esplendor e os encontrou abraçados em silêncio.
- Hoje será um grande dia.
- Shaka... tem alguma coisa errada.
- Como assim?
- Não sei. Uma sensação. Vamos para Áries.
- Tem certeza.
- Não, e este é o motivo que me faz ficar preocupado.
- Vamos.
Levantaram-se apreensivos, todavia seus semblantes, cosmos e caminhar continuavam plácidos. Não seria correto alarmar a noiva, que se encontrava hospedada no templo de Leão. Seguiram em passos normais, mas quanto mais aproximavam-se do primeiro templo, maior era a sensação de que alguma coisa anormal ocorria nos arredores do Santuário. Tudo parecia completamente normal e ao mesmo tempo a sensação incômoda de perigo aumentava.
Não foi necessário trocarem palavras. Um simples olhar foi o suficiente para concordarem que deveriam verificar nos arredores da entrada do Santuário. A confusão parecia vir de além dos portões. Ao chegarem à entrada foram alertados por soldados que não deveriam sair. Uma manifestação acontecia na praça, tiros estavam sendo disparados; a polícia tentava dispersar a multidão.
Mu e Shaka apenas observavam o desenrolar da confusão, na expectativa de algo pior acontecer, ou de inimigos de Athena aproveitarem a balbúrdia para se infiltrarem... Uma mulher corria desnorteada, parecia querer encontrar os portões do Santuário. Shaka reconheceu a cabeleira loura.
- Mu, aquela não é a mãe do pequeno Hector?
O ariano apertou os olhos tentando ligar a imagem que via à mulher que rapidamente conhecera.
- Creio que sim. O que ela estaria fazendo aqui? Será que veio pegar a criança?
- Talvez, mas não importa, agora temos de salvá-la, depois ela, Milo e Camus que se entendam.
Os dois cavaleiros correram por entre as pessoas em direção à mulher, mas antes que pudessem evitar, ela foi alvejada por um tiro, caindo nos braços do cavaleiro de virgem.
- Ela está ferida!
- Vamos levá-la, no Santuário teremos condições de tratar de seus ferimentos.
O virginiano entrou correndo com a mulher nos braços, dirigindo-se para a vila dos cavaleiros. O companheiro o seguia de perto. Agradeciam aos Deuses que o casamento de Shura e Shina tivesse desviando a atenção dos moradores do Santuário, não desejavam dar explicações a ninguém e muito menos acerca de assuntos que não eram de sua alçada.
Adentraram o pequeno hospital que os atendia. Os médicos do Santuário estavam acostumados a tratar dos mais diversos ferimentos, mas não tinham certeza se poderiam tratar de um ferimento causado por arma de fogo e mais ainda em um paciente que não possuía o cosmo desenvolvido.
Enquanto os primeiros socorros eram prestados por um aturdido médico, Shaka decidiu ir avisar Milo e Camus. Eles deveriam decidir o que deveria ser feito com Catarina.
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Mal dia amanheceu e muitas coisas aconteceram no Santuário. Os noivos continuavam alheios a todos os problemas, inebriados com seus próprios sentimentos e com o momento único que atravessavam em suas vidas.
A chegada de Shaka ao templo de Escorpião e principalmente as notícias que ele trazia consigo deixaram os moradores daquele lugar em estado de choque.
- Milo, vá com Hector para o templo de Athena e comunique a ela o acontecido. O nosso primeiro compromisso hoje é o banquete. A cerimônia de bênçãos só será ao anoitecer. Vou conversar com o médico, ver se temos condições de cuidar dela aqui. Se a confusão ainda permanecer na praça não teremos como levá-la para outro hospital sem colocar a vida de todos em risco, além da própria localização do Santuário.
Milo apenas consentiu. Saiu em busca da criança que brincava com uma serva nos jardins de Escorpião e seguiu as orientações de Camus.
- Que problema, hein?
- Nem me fale Shaka. Tem horas que tenho a impressão que estamos em meio a algum filme nonsense.
- Eu vou ter que passar por isso. E estou em pânico.
- Como assim?
- Mu terá de ter um filho, um lemuriano, mais dia, menos dia.
- Ahh... Mas com vocês será diferente. A criança será planejada, a criação será discutida entre o Santuário e Lemúria e provavelmente não vai ser feita nem por Mu nem pela mãe... Enfim, a vida de vocês será organizada para o evento, não é o nosso caso. Fomos pegos de surpresa. Hector é uma criança adorável, pelo menos pra mim que amo o pai dele, visto que ele é o pai em miniatura. Mas a mãe... ainda não consegui ter uma opinião sobre ela e agora mais esta. De qualquer forma agradeço a sua atitude. Se não fosse a sua intervenção provavelmente ela estaria morta, e de maneira nenhuma desejamos isso a Catarina.
- Eu acredito nisso. Fomos treinados para dar as nossas vidas por Athena e pela humanidade. Esse sentimento está enraizado em nossos corações. Nunca seria capaz de imaginar algo diferente. Não sei o estado em que ela se encontra, mas o prognóstico não era bom quando sai do Hospital.
As palavras de Shaka pareceram proféticas a Camus. Quando chegaram ao hospital foram informados que Catarina estava em coma e nada poderia ser feito. A bala fora removida, mas teriam de esperar que o próprio organismo da moça respondesse e reagisse. Ela não poderia ser removida naquele instante, só restava aos cavaleiros esperar.
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- Milo, não fique tão apreensivo. Confie em nossos médicos. Por enquanto não se faz necessária a intervenção dos Deuses, mas lembre-se que estamos em um Santuário. Lembre-se que você já morreu e mesmo assim foi capaz de fazer um belo filho...
As palavras de Athena eram sábias e sensatas, todavia Milo não conseguia acalmar seu coração. Hector já correra atrás de seu "amigo" preferido no Santuário e arrastava Seiya para uma partida de alguma coisa com bola que eles chamavam de futebol, mas parecia qualquer outro tipo de esporte.
Os servos corriam de um lado para o outro atarefados. Dezenas de pratos especiais eram preparados para o grande banquete em honra aos Deuses. Milo passou as mãos no cabelo tentando inutilmente esconder o nervosismo. Camus não voltava com notícias.
- Cavaleiro de Escorpião, saia imediatamente da minha frente e vá atender à mãe da criança. Seiya e eu cuidaremos dele. Agora vá antes que seu nervosismo atinja a todos que estão a sua volta!
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Ikki não costumava freqüentar o Santuário, só aparecia quando sua presença era "solicitada" pela Deusa. Dessa vez foi diferente. Era casamento de Shura. Depois de tantas batalhas, acabaram todos virando amigos e nunca perderia a chance de ver um deles se "enforcar" por vontade própria. Decidiu chegar no segundo dia de festejos, em que ocorreriam as bênçãos e o dia seguinte seria dedicado a comemorações e confraternizações.
Logo ao chegar a Athenas percebeu que algo errado ocorria na cidade. Fora aconselhado a não seguir adiante, pois uma enorme manifestação contra o governo, contra o índice de desemprego e outras mazelas que atingiam as grandes cidades, tornara a cidade uma praça de guerra. Ikki apenas deu de ombros e seguiu em frente. Depois de tantas lutas sangrentas e horríveis que participara e presenciara não seria uma simples manifestação civil que o impediria de chegar onde desejava.
Alguns minutos depois, percebeu que fora demasiado otimista em suas previsões. As proporções da confusão eram grandes. Fora obrigado a desviar de soldados enfurecidos, de balas e de bombas caseiras arremessadas por manifestantes. Já próximo à entrada do Santuário, seu humor piorara um tanto, quando, por distração, se deixara ser atingido por estilhaços de uma bomba de efeito moral. Fisicamente ela não era capaz de fazer tantos estragos em seu corpo fortalecido por seu cosmo, mas de qualquer forma geraria o inconveniente de fazer com que fosse até o hospital do Santuário para um reles curativo.
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- Dr. Kawamura, o cavaleiro de Phoenix precisa de alguns curativos, e alguns de nossos soldados externos também sofreram escoriações.
O médico olhou para a enfermeira aborrecido.
- Eu tenho uma paciente em estado grave, faça os curativos e não me incomode a não ser que realmente necessite de mim.
- Mas Dr., eu gostaria que examinasse o braço do cavaleiro. Ele diz que não é nada, mas tenho a impressão de que está fraturado.
- Por que não falou logo, sua tonta? Traga-o aqui, que faço uma chapa enquanto a paciente passa pela tomografia.
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- Sua baka! Eu já disse que está tudo bem! Só faz a porcaria do curativo e me deixa ir embora.
- Sr. Ikky, por favor, o dr. Kawamura deseja apenas tirar uma radiografia. Não vai demorar nada...
O cavaleiro acompanhou uma assustada enfermeira resmungando em japonês. Ela agradeceu aos Deuses por não entender a língua pois a entonação dizia a ela que não iria gostar do conteúdo das palavras. Entraram no centro radiológico do hospital no momento que Catarina estava sendo removida para a UTI. Phoenix estancou imediatamente. Quem era a dona de tão belos cabelos dourados?
Esqueceu os ferimentos, esqueceu a enfermeira, esqueceu o médico. Seus olhos não conseguiam desgrudar da pele alva, dos cachos louros, das feições suaves. Ela estava adormecida e pálida remontando ao cavaleiro lembranças que ele preferiria deixar enterradas no passado.
- Sr. Ikky, vamos?
O cavaleiro deu um pulo, olhando entre assustado e envergonhado para o médico. Entrou silenciosamente na sala de radiografia. Foi realmente constatada uma pequena fratura sem muita importância.
Quando se retirava do hospital, Ikky esbarrou com um afobado cavaleiro de Escorpião.
- Nossa... isso aqui está movimentado hoje. Seu nariz está lindo Milo!
- Tanto quanto o seu braço, mas não vim aqui por minha causa. Com licença, estou com pressa.
- Seria por causa de uma loura estonteante que você estaria aqui?
- Você a viu? Como ela está?
- Não sei de nada. Apenas vi uma loura linda na maca quando ia para a sala de RX.
- Espero que nada aconteça a Catarina. Até logo.
Catarina... belo nome... combina com a dona. Phoenix seguiu ainda intrigado com toda aquela situação. Precisava encontrar logo os amigos e saber das últimas novidades. Talvez essa fosse a hora de rever sua opção de manter-se afastado do Santuário.
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Aioros estava no templo de Capricórnio fazendo companhia a um noivo completamente neurótico.
- Madrecita... onde estão aqueles maleditos dos meus padrinhos?! Será que a Shina vai aprovar esta roupa? Ela me pediu para vestir algo típico, mas estou me sentindo um pavão com esta roupa cheia de detalhes.
- Por todos os Deuses, homem! Acalme-se! Seus padrinhos chegarão, mas não se esqueça que Milo está cuidando do filho. Eles só virão no horário de início do banquete, por isso me pediram para te fazer companhia, mas já estou começando a ficar arrependido, acho que vou pedir para ser babá do Hector e não sua!
Shura arregalou os olhos com o estouro do amigo. Aioros era tido como um dos cavaleiros mais calmos de todo o Santuário. Ele realmente deveria estar exagerando um pouco.
- Você tem razão amigo. Estou exagerando. Ontem correu tudo maravilhosamente bem, não tem porque a noiva desistir agora.
- Claro que não. Agora vamos acabar de nos arrumar. Daqui a pouco o cortejo deverá sair em direção ao templo para que comecemos o banquete.
Shura voltou para o quarto com o intuito de dar os últimos retoques na vestimenta. Um soldado chegou ao templo de Capricórnio. Sua intenção era deixa o espanhol ciente dos últimos acontecimentos, mas foi interceptado por um furioso cavaleiro de Sagitário.
- Seu imbecil! De que adianta deixar o Cavaleiro de Capricórnio mais nervoso do que já está com problemas de menor gravidade? Se vocês não são capazes de lidar com um assunto trivial desse, são completamente inúteis! Além de Catarina, existem outros feridos.
- Alguns soldados externos e o Cavaleiro de Phoenix, mas este já foi liberado do Hospital.
- Então suma daqui e deixe que eu fale alguma coisa a Shura se achar necessário.
O soldado saiu correndo do Templo. Lembrava-se das antigas histórias dos mensageiros. Se a mensagem não agradasse ao destinatário, o mensageiro era sacrificado. O medo ainda maior fez com que o coitado quase atingisse a velocidade da luz. Aioros permaneceu mais algum tempo na porta da residência tentando controlar o ataque de risos.
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- Milo, pode ficar tranqüilo, o estado da paciente é grave sim, mas ela não corre mais risco de morte. Agora nos resta esperar que ela acorde.
- Não há realmente mais nada que possamos fazer, dr. ?
- Absolutamente nada. O organismo dela deve reagir de maneira natural. Ela está sendo cuidada e mantida em coma induzido. Não posso afirmar porém que não existirão seqüelas.
- Como assim.
- Além do ferimento a bala ela levou uma pancada na cabeça, não sabemos bem em que situação, mas o fato é que gerou uma concussão e não temos como saber se alguma parte do cérebro foi atingida, até que ela acorde.
- Entendo. Pelo que o senhor está me falando, então, de nada adianta a nossa presença aqui.
- Exatamente. Voltem aos seus afazeres normais. Qualquer alteração, por menor que seja, no quadro, eu mando avisar imediatamente.
- Obrigado.
Milo e Camus se retiraram do hospital preocupados, mas nada mais poderia ser feito pela mãe de Hector e ainda tinham um dia inteiro de comemorações para suportar. Pegaram a criança no Templo de Athena e retornaram à escorpião. Para o banquete usariam trajes típicos da antiga Grécia. O smoking comprado estava separado para a cerimônia noturna, onde aconteceria o casamento propriamente dito.
O francês sentia-se estranho , "enrolado" em metros e metros de linho branco, mas tinha de admitir que o resultado era plasticamente belo. Todos foram convidados a vestir-se com típicas togas gregas. A que ele usava, era branca com detalhes azuis, a de Milo, branca com detalhes em vermelhos. Olhou para o namorado orgulhoso. Ele realmente parecia um Deus Grego. Hector usava uma pequena toga que as servas fizeram para ele. Juntos, era impossível negar que eram pai e filho. O escorpião segurava a mão da criança, orgulhoso e a seu lado direito Camus o acompanhava. Era uma família no mínimo diferente, mas ninguém poderia dizer que não eram uma família, e mais ainda, que não eram uma bela família.
