CAP TULO DOIS

As notas da balada soaram na mente de Edward de novo. Era a mesma balada que soava em sua cabe a toda vez que sonhava com ela. A mem ria costumava demorar alguns momentos para desaparecer depois que ele acordava, mas ent o se dissipava completamente antes que pudesse segur -la, escrever e compor a letra.
Dessa vez, as notas da can o soaram mais claramente. Era como se a mulher diante dele estivesse fazendo isso acontecer. Ela at mesmo se parecia com a mulher da fotografia... a mulher de seus sonhos. Era magra, por m com curvas nos lugares certos, e tinha cabelos longos e castanhos, embora de uma tonalidade mais clara do que a mulher da foto. E ele reconheceria aqueles olhos castanhos maravilhosos em qualquer lugar.
A maior diferen a era que a mulher da foto an nima, que ele, por ficar encantado, tinha comprado numa feira de rua, estava vestida como uma deusa grega, enquanto esta sua frente era certamente do s culo XXI e, sem d vida, uma t pica tiete. Ele n o sabia quem era o fot grafo ou a criatura da foto, mas tinha uma pista: a fotografia chamava-se "Daphne em cena", de acordo com a inscri o manuscrita na parte inferior da moldura branca fosca do retrato.
A consci ncia mexeu com Edward, e seus m sculos se contra ram. Alguma coisa naquela mulher parecia cham -lo, despertando-lhe uma sensa o completamente nova e desconhecida. Em seus sonhos, imaginava os cabelos dela espalhados sobre a cama, os bra os delgados e as pernas esbeltas envolvidos ao redor do corpo dele.
Sentindo que come ava a ficar excitado, Edward falou bruscamente:
Voc n o respondeu minha pergunta. Qual o seu nome?
Ela desviou os olhos antes de retornar aos dele.
M... Marie gaguejou.
Ele soltou a respira o que n o sabia que estivera prendendo. Ent o, ela n o era Daphne. Entretanto, n o p de resistir pergunta:
Voc j fez algum trabalho como modelo fotogr fico?
Ela arqueou as sobrancelhas.
N o.
Bem, voc devia considerar isso. Definitivamente n o era Daphne.
Ela franziu o cenho.
Voc acha mesmo?
Sim, acho. Ele lhe deu um sorriso lento de aprecia o enquanto se aproximava. Voc tem corpo e rosto para isso. E seus olhos s o estranhamente... cativantes. Ele sempre se perguntara se os olhos castanhos claros da mulher da foto eram reais, ou algum truque de luz ou tecnologia de computador.
Eu poderia dizer a mesma coisa sobre voc . Ele riu. Ela estava tentando fascin -lo. Edward se deu conta de que ela devia ser uma daquelas tietes de rock que Jacob s vezes levava aos bastidores depois do show. Garotas clamavam por acesso aos astros de rock como ele, e Jacob achava que era bom para rela es p blicas que ele parecesse acess vel at certo ponto.
Se Marie fosse a chave para desbloquear a sua criatividade e, que coisa, pensou, mesmo se n o fosse, Edward sabia que tinha de conhec -la melhor. Nunca antes tinha experimentado uma conex o t o profunda com algu m num espa o de tempo t o curto. Ela era quase a personifica o viva de suas fantasias.
Edward gesticulou para o sof .
Sente-se. Ele olhou ao redor. Voc quer um drinque?
Obri... Obrigada.
Ele arqueou uma sobrancelha. Aparentemente, a deixara nervosa.
Voc est aceitando o convite de se sentar ou o drinque?
Ele observou, totalmente fascinado, quando um rubor subiu-lhe at o rosto.
Os dois disse ela, enquanto ia at o sof e se sentava, colocando o casaco e a bolsa a seu lado.
Pode ser cerveja?
Sim, cerveja est timo, obrigada.
Virando-se para pegar duas cervejas de um pequeno refrigerador e abrir as tampas, ele ficou intrigado com a rea o dela. Geralmente, as mulheres estavam sempre prontas para se atirarem em seus bra os em situa es como aquela. Marie, entretanto, era a imagem da educa o reservada.

Surpreendentemente, ele descobriu que isso o excitava. Ent o, tremeu por dentro. Precisava se controLar. A semelhan a dela com Daphne o estava deixando confuso.
Entregou-lhe uma cerveja, afastou a bolsa e o casaco dela para o canto do sof e sentou-se a seu lado. Por um segundo, ela pareceu n o saber o que fazer com a garrafa, mas ent o, depois de observ -lo tomar um gole, delicadamente levou a garrafa aos l bios e tomou um pequeno gole.
Edward sentiu aquele gole direto no seu rg o masculino. A sala parecia estar ficando mais quente e menor a cada segundo.
Ainda sem olh -lo, ela rapidamente tomou um segundo gole da cerveja, fazendo com que mais espuma aparecesse perto do gargalo.
Edward sorriu.
Nunca ningu m lhe ensinou como beber de uma garrafa de cerveja?
Estou fazendo isso errado?
Ele bateu a garrafa na dela num leve brinde.
Sim replicou com gravidade zombeteira. Veja a espuma que est se formando.
Ela virou a garrafa de lado para ver melhor.
Oh Observe comandou ele. N o fa a suc o. Entreabra os l bios s um pouco e n o cubra toda a abertura. Ele levou a garrafa aos pr prios l bios e bebeu. E rezou para que a cerveja gelada pudesse esfri -lo, tamb m.
Ela ergueu a garrafa at a boca e imitou-o.
Isso mesmo elogiou ele com um sorriso.
Quando abaixou a garrafa, ela o olhou, e Edward soube que queria beij -la. Os l bios dela estavam pintados de vermelho, mas ainda assim, pareciam inocentes e convidativos. Na verdade, embora ela estivesse vestida de maneira provocante, alguma coisa parecia n o combinar com a pessoa que ele via. Podia jurar que ela era mais do tipo de p rolas e cashmere do que couro e blusas decotadas.
Fale-me sobre voc murmurou ele.
O que voc gostaria de saber?
Tudo.
Voc gostou do show?
Sim. Gostei de ouvir voc cantar Beautiful In My Arms".
Gostou? Edward a encarou. Era a m sica que tinha composto no dia que comprou "Daphne em cena". O que voc gostou da m sica?
Ela movimentou-se, parecendo nervosa e desviando o olhar.
apenas... bonita.
Apenas... bonita?
M gica. A can o me faz pensar sobre.
Fazer amor? brincou ele. Ela o olhou ent o.
N o.
Edward ficou s rio.
Estou brincando. Voc conhece todas as coisas que se falam sobre fazer amor sob palmeiras? Quando ela assentiu, ele acrescentou: Isso parece fazer muita gente pensar em sexo.
No momento em que ela sorriu, o cora o de Edward disparou no peito.
N o respondeu ela lentamente. A m sica me faz pensar sobre abra ar forte uma pessoa espe ial, a pessoa que voc quer abra ar nos dias mais melanc licos.
Meu Deus, a mulher o surpreendia. A maioria das mulheres parava na parte do sexo, mas ent o, a maioria n o fazia parte de suas fantasias.
Voc geralmente deixa estranhos entrarem em seu camarim? perguntou ela de repente, ent o pareceu horrorizada no minuto em que as palavras sa ram de sua boca.
Ele reprimiu um sorriso.
s vezes admitiu. Meu empres rio acha que ser acess vel s f s, at certo ponto, bom para rela es p blicas.
Por isso voc est aqui agora? Zeke deu de ombros.
Faz parte do meu trabalho. Eu flerto e tento ser simp tico. Geralmente, as mulheres saem daqui depois, contando a todos que conheceram Edward Cullen. Isso cria uma imagem positiva entre o p blico e a imprensa.
Ela assentiu.
Ele n o podia acreditar que estava sendo t o honesto com uma estranha, mas ela tinha o tipo de rosto... classicamente lindo e inocente... que parecia comunicar-se com ele de maneira perfeita. Edward simplesmente achava f cil lhe dizer as coisas, embora n o entendesse bem o motivo. Jacob, ele sabia, n o aprovaria aquilo de modo algum.
Que parte de seu trabalho voc mais gosta? perguntou ela.
De compor m sicas.
Os olhos de Marie se arregalaram levemente.
N o de cantar?
N o replicou ele brevemente. A garota parecia ter um talento especial para entrar em assuntos sens veis e faz -lo dizer a verdade.
Pigarreando, ele gesticulou para cerveja.
Beba.
Ela deu mais um gole.
Edward fez o mesmo com sua garrafa, antes de oferecer uma pequena explica o:
Os shows s o apenas a cobertura de um bolo.
N o um pouco raro para os cantores de hoje em dia escreverem suas pr prias m sicas?
concordou ele.
Ela olhou ao redor do camarim.
E quanto s festas? Voc n o tem uma festa para ir depois dos shows. N o tem uma festa para ir agora, por exemplo?
Sim, mas prefiro ficar aqui escondido com voc .
Ele escutou a respira o dela acelerar.
Ah.
Era verdade, Edward percebeu. Ela irradiava uma aura de do ura e pureza que eram muito raras no mundo atual.
s vezes, escapo das festas, especialmente quando vou ter o dia seguinte muito movimentado.
O que voc faz quando n o vai s festas? - Sempre havia festas em algum lugar para pessoas como ele, Edward queria dizer. Em vez disso, admitiu:
Aceito um convite de algum membro da equipe para um jantar familiar.
Ela sorriu, iluminando todo o rosto bonito.
Ent o, eles se entreolharam, at que o sorriso de Marie desapareceu lentamente.
Edward mais uma vez sentiu uma incr vel vontade de beij -la.
Come ou a erguer a m o para o rosto dela quando uma batida soou porta.
Que coisa!
Quem ? perguntou ele, detestando a interrup o.
Um dos rapazes da banda p s a cabe a para dentro da porta.
O carro chegou. Jake pediu para que eu o informasse. Ele j foi para o hotel.
Edward se levantou com um suspiro.
Certo. Dez minutos.
Com um r pido olhar para Marie, o rapaz da ban da murmurou:
timo. E ent o fechou a porta.
Edward pegou a cerveja de Marie quando ela se levantou. Os dedos deles se ro aram no processo, enviando um estranho arrepio por todo corpo dele. Pelo olhar no rosto de Marie, ela tinha sentido a mesma coisa.
Voc quer ir embora comigo? convidou ele.

Conte a ele, conte a ele. Conte que voc est aqui para fazer uma entrevista.
Em vez disso, Bella ouviu-se dizendo:
Tudo bem.
Ele pareceu satisfeito.
timo.
Quando ela tinha entrado no camarim, um instinto lhe dissera que era muito cedo para revelar seu pro p sito verdadeiro, e por isso, tinha dado seu segundo nome, Marie, quando ele perguntara. Depois disso, as coisas haviam evolu do rapidamente para um ponto sem retorno. Edward obviamente pensava que ela era uma f , e quanto mais o tempo passava, mais dif cil ficava corrigir o mal-entendido.
Desde que tinha entrado no camarim, Bella havia sentido uma emo o que nunca experimentara antes, e que era forte e poderosa, como se estivesse consciente demais do homem diante de si. No come o, tinha ficado nervosa e agitada, ent o eles haviam entrado num tipo de conversa pessoal que acontecia entre pessoas que se conheciam por uma vida inteira. Mas a coisa estranha era que ela sentia como se o conhecesse desde sempre. Talvez a sensa o se devesse pesquisa que fizera sobre o astro de rock, ou talvez ao fato de ter visto os shows dele e se emocionado com as m sicas.
Todavia, olhando para Edward agora, para aqueles olhos Verdes deslumbrantes, fei es definidas, ombros largos e um f sico musculoso, n o podia fazer o cora o diminuir o ritmo ou deter os arrepios que lhe percorriam a pele.
Podia sentir que o conhecia desde sempre, mas seu corpo ainda clamava por um conhecimento carnal que era mais do que ilus o de lembran as.
Edward pegou o casaco e a bolsa dela do sof . Depois de entregar-lhe a bolsa, segurou o casaco para que ela vestisse.
O gesto tanto a surpreendeu quanto a agradou. Quem diria que um rockstar como ele teria os modos que valessem os cumprimentos da srta. Donaldson, professora da escola em que Bella estudara?
Virando-se, ela delicadamente deslizou os bra os para dentro das mangas do casaco. Quando ele soltou a gola, suas m os m sculas ro aram-lhe o pesco o, e Bella sentiu os p los da nuca se arrepiarem. Ele tinha um efeito inebriante sobre ela, e Bella descobriu que gostava daquilo e n o queria que o efeito passasse.
Voltando-se para ele, esbo ou um sorriso brilhante.
Pronta? perguntou Edward, pegando uma ja queta de couro de um cabide pr ximo.
Ela assentiu. Em algum ponto... em breve, muito em breve, sabia que tinha de contar-lhe que era rep rter e queria uma entrevista. Enquanto isso, todavia,, podia conseguir algum tempo a fim de descobrir o momento certo para tal revela o. Edward liderou o caminho pelo corredor, at uma rea atr s do palco do teatro. Guarda-costas e seguran as logo se aproximaram, um deles abrindo uma porta que levava ao lado de fora, onde ela foi atingida por uma rajada do ar frio de mar o.
Olhando em volta, Bella percebeu que ainda estavam em uma rea fechada, embora o caminho desse para a rua.
Onde estamos? perguntou.
Ele devia ter notado seu tremor porque indagou:
Com frio? E ent o colocou um bra o em volta dela quando a limusine parou diante deles.
Bella tremeu de novo, embora n o fosse apenas de frio.
Quando ele a olhou, os cantos da boca esculpida se curvaram num pequeno sorriso.
Para responder a sua pergunta, esta a nossa sa da secreta". O caminho leva direto a um estacionamento para carga e descarga de equipamentos. Tanto o caminho quanto o estacionamento limitam o acesso do p blico.
N o foi por aqui que voc saiu ontem noite comentou ela, e ent o enrubesceu de vergonha.
Ele sorriu.
Esteve me observando, n o?
Talvez. Pressionada contra ele, Bella estava muito consciente do calor que emanava de Edward. Tr mulo e desejoso, seu corpo apenas queria se acon chegar mais.
Ontem noite, eu sa pela entrada do clube. Subi para alguns boxes particulares depois do show, para agradecer alguns dos grandes doadores para o evento. Ele piscou. Isso vale para futuros esfor os de levantar fundos.
Ah. Em sua ingenuidade, ela presumira que a maioria dos astros sa a pela porta principal dos clubes. Agora, percebia que t -lo visto saindo na noite anterior tinha sido pura sorte.
E claro disse ele, ainda sorrindo que isso teve o benef cio adicional de encontrar alguns f s e papparazzis. Edward gesticulou para a limusine pa rada na frente deles. Uma vez que o carro esteja na rua, n o surpreenda se houver fot grafos tentando tirar fotos atrav s dos vidros blindados do carro.
Isso parece terr vel. N o apenas parecia ter r vel, como ela sabia que era terr vel. Embora sua vida n o fosse nada parecida com a de Edward, como membro de um cl rico e poderoso como os Swan, Bella tinha tido alguma experi ncia com fot grafos tirando fotos indesejadas suas.
Um guarda com um walkie-talkie na m o se aproximou e abriu uma das portas de passageiro para eles.
Entre primeiro disse Zeke.
Uma vez que estavam dentro do carro e em movimento, ela perguntou:
Aonde n s vamos?
Para o Waldorf-Astoria disse ele. Sempre me hospedo l quando estou na cidade.
Oh. Ela s rezava para que n o encontrasse nenhum conhecido de seus av s ou um dos outros Swan. Vestida como estava e na companhia do famoso roqueiro rebelde Edward Cullen, definitivamente faria algumas sobrancelhas se arquearem em surpresa.
Assim que a limusine passou pelos guardas de seguran a e chegou rua, flashes come aram a disparar, exatamente como Edward tinha previsto. Felizmente, o sinal da esquina estava verde, ent o a limusine foi capaz de passar antes que algu m pudesse pre sionar a c mera contra a janela do carro. Bella esperava fervorosamente que ningu m tirasse uma foto sua.
O Waldorf-Astoria era uma quest o diferente. Quando eles chegaram na porta de entrada, guardas de seguran a e produtores do show sa ram de um carro que havia precedido a limusine rumo ao hotel.
Bella logo se sentiu grata pela prote o extra. No momento em que ela e Edward desceram do carro e chegaram porta da frente do hotel, diversos guardas tinham afastado os fot grafos e f s fren ticos.
Bella manteve a cabe a baixa e tentou esconder o rosto com a gola do casaco e com uma das m os que colocou sobre os olhos. N o queria ser t o bvia sobre evitar fotografias, porque n o gostaria que Edward ficasse desconfiado. Por outro lado, nem mesmo queria pensar nas repercuss es da foto deles no New York Post, na manh seguinte.
Uma vez que estavam dentro do hotel, Edward caminhou para o elevador.
Ele a olhou com express o divertida.
t mida diante das c meras?
Eles sempre sabem onde voc est hospedado? perguntou ela exasperada.
Ele deu de ombros.
Eles sempre sabem. claro, em Nova York, fico sempre no Waldorf, ent o n o muito trabalho adivinhar.
E os guarda-costas nunca o deixam? - Edward lhe lan ou um olhar dissimulado.
Voc est prestes a descobrir disse quando entrou no elevador atr s dela, apertou um bot o e esperou as portas se fecharem.
No espa o confinado, Bella mais uma vez ficou muito consciente dele, daquela aura masculina que a fazia sentir-se sexualmente atra da, como nunca se sentira antes.
Onde estamos indo? perguntou ela, tentando manter o tom de voz neutro.
Para minha su te replicou ele no momento em que as portas do elevador se abriram novamente.
Conte-lhe, conte-lhe. Realmente j tinha passado da hora para que ela esclarecesse o que estava fazen do l . Eles estavam indo para o quarto de hotel de Edward Cullen!
Entretanto, as palavras n o sa am. Sentia-se presa a uma estranha excita o que parecia existir entre os dois.
Eles passaram por outro guarda de seguran a, cujo trabalho era evidentemente assegurar que nenhum h spede n o convidado chegasse porta de Edward... e ent o, estavam dentro da su te.
M sica cl ssica soava no espa o. Seguindo-o por um longo corredor, ela parou na entrada de uma imensa sala enfeitada com um grande candelabro. Havia uma mesa de jantar grande o bastante para acomodar 12 pessoas no fim da sala, enquanto uma lareira, sof s e poltronas ficavam no outro canto.
A decora o era de bom gosto e n o desalinhada e desorganizada, como Bella esperava das acomoda es do quarto de hotel de um astro de rock.
Agora, voc entende por que sempre fico no Waldorf comentou ele com um pequeno sorriso, jogando a jaqueta numa poltrona pr xima.
Mmm murmurou Bella, enquanto ele pegava-lhe o casaco e a bolsa.
Ela estava acostumada ao luxo. Tinha crescido cercada por muito luxo e conforto. Apenas n o esperara isso do quarto dele, mas, uma vez que Edward tinha todas as raz es para acreditar que ela estaria impressionada, Bella evitou dizer alguma coisa comprometedora.
Edward parou a cent metros dela, e eles se entreolharam.
Se quiser usar o banheiro para se refrescar come ou ele, quebrando a tens o , fica no fim do corredor, do lado direito.
Obrigada.
A voz dela soava sem f lego em seus pr prios ouvidos. Precisava de tempo para pensar, tempo para decidir o que fazer.
Enquanto continuou im vel, parecendo incapaz de falar ou fazer alguma coisa, Edward se aproximou mais.
Bella sentiu um calor subir-lhe s faces.
Eu... eu volto j .
Enquanto ia em dire o ao banheiro, criticou-se pelo modo com que continuava gaguejando. Poderia parecer mais emocionalmente desequilibrada?
Atr s de si, ouviu-o dizer:
Eu vou trocar de camisa.
Claro. Ela tentou parecer indiferente, mas sentiu cada passo dele atr s de si.
Bella parou no corredor estreito antes de abrir a porta do banheiro, e virou-se, quase colidindo com Edward no processo.
Ele segurou-a para que ela n o ca sse, e os dois pararam, as m os fortes sobre a parte superior dos bra os de Bella.
Os olhos dele, ela notou mais uma vez, eram do verde mais incr vel que j tinha visto na vida.
Eu venho querendo fazer isso murmurou ele com voz rouca.
O qu ? sussurrou ela, tremendo.
Isso. Edward abaixou a cabe a e beijou-a.
O beijo foi el trico, e Bella o sentiu pelo corpo inteiro.
Quando ele se afastou, disse:
Isso parece loucura, mas sinto como se conhecesse voc . Como se a conhecesse antes desta noite, quero dizer.
N o loucura. Eu me sinto da mesma maneira confessou ela timidamente.
Como poderia explicar? Era loucura. Entretanto, sentia como se o conhecesse, como se estivesse esperando por aquele momento sua vida inteira.
Ele inclinou a cabe a de novo, e ela esperou pelo j familiar aroma e sabor de Edward.
O beijo desta vez foi uma dan a lenta e er tica, e Bella se viu encostando contra a parede para apoiar-se.
Ela tremeu quando ele aprofundou o beijo, e abriu-se para ele, deslizando as m os pelo peito largo, e ent o pelos ombros, a fim de pux -lo para mais perto. Pressionada contra aquele homem maravilhoso, sentiu cada cent metro do corpo esbelto e musculoso, desde as coxas grossas e firmes, at o peito s lido.
Os l bios dele abandonaram-lhe a boca para trilhar beijos ao longo de seu queixo e ent o no ponto sens vel atr s da orelha. Quando os l bios sensuais trilharam a delicada concha da orelha de Summer, um gemido escapou-lhe da garganta.
Ela sentiu uma onda de puro desejo. Nunca tivera adora o por astros de cinema e celebridades, como outras mulheres tinham. Agora, todavia, confrontada por um verdadeiro astro de rock, sua resist ncia se desfazia como uma casa de areia. Edward deslizou as m os pela lateral de seu corpo, pelos quadris, ent o pelas costas, apertando-a contra si. Eles pareciam se encaixar com perfei o.
N s temos de parar murmurou ela com fraqueza.
Certo disse ele, enquanto beijava-lhe o pesco o.
Ela virou a cabe a de lado para dar-lhe melhor acesso.
Isso est errado.
Mas parece t o certo.
Bella n o podia discutir com aquela l gica.
Tenho visto voc em meus sonhos sussurrou ele.
Isso ador vel.
Ele riu contra o pesco o dela. Um som rouco que a excitou mais ainda.
Tem sido ador vel. Edward ergueu a cabe a e fitou-a nos olhos. Mas a coisa real melhor ainda.
Ele segurou-lhe o rosto e deu-lhe um beijo ardente. Quando ele finalmente levantou a cabe a, ambos estavam respirando com dificuldade.
Voc confia em mim?
Ela assentiu com um leve gesto de cabe a.
Edward abaixou-se e, deslizando um bra o por baixo dos joelhos de Bella, levantou-a como se ela n o pesasse mais que uma pena.
Ent o inclinou a cabe a para um outro beijo, antes de dirigir-se para o quarto no fim do corredor.
A sensata Isabella Swan de todos os dias teria entrado em p nico a essa altura. Esta Isabella Swan, contudo, podia apenas sentir a maravilhosa sensa o de antecipa o.
Liberte sua deusa interior... Liberte sua deusa interior.
Sim. Tudo aquilo era porque usava roupas diferentes naquela noite, racionalizou. Suas inibi es tamb m tinham se evaporado mais r pido que a gua no deserto.
Ouvir todas as lindas baladas de Edward e depois estar em sua presen a, ouvindo aquela voz profunda e sexy, fitando aqueles olhos verdes espetaculares, sentindo os toques sensuais dele, haviam acabado com todas as suas defesas.
Ele a carregou para um quarto decorado de maneira sofisticada, e sentou-a na beira da cama king size.
Os dedos dele foram para a bainha da blusa dela.
Voc n o se importa que eu tire isso, certo? Sinto necessidade de toc -la.
A t mida e sensata Isabella Swan estaria alarma da, mas a nova e desinibida Bella apenas disse:
Por favor.
A blusa saiu e ele a jogou de lado, os olhos brilhando de aprecia o quando viram o suti meia ta a cor de vinho.
Lindo murmurou ele.
Ela tremeu em resposta sincera aprecia o de Edward. Agora estava agradecida por ter deixado Rosalie vesti-la com sua lingerie mais sexy, a qual, n o coincidentemente, Rosalie convencera a irm a comprar no ltimo passeio das duas juntas ao shopping.
Ela achara que n o usaria um conjunto de suti e calcinha de seda e renda. Na verdade, lembrava-se de ter discutido com Rosalie na noite anterior e dito:
N o entendo por que preciso usar lingerie sexy para o show. Afinal, ningu m vai ver o que tenho por baixo das roupas.
Rosalie tinha suspirado impacientemente.
tudo parte de assumir um personagem. Se voc se vestir de maneira sexy, vai se sentir sexy e agir como tal.
Agora, Edward a acariciava com a ponta dos dedos, tra ando c rculos em seus ombros, antes de deslizar para seus bra os e, em seguida, para seus seios.
Ele abaixou uma das al as do suti e tocou o seio exposto, a ponta do polegar circulando o mamilo e enrijecendo-o imediatamente. A express o no rosto dele era intensa e nublada de desejo.
Um gemido baixinho escapou da garganta de Bella. Os joelhos tremiam muito, enquanto todos os seus pontos mais sens veis pareciam despertar. Quando ele a puxou para si e pegou-lhe o mamilo com a boca, Bella agarrou-se contra ele, deslizando os dedos pelos cabelos sedosos e brilhantes de Edward.
Com uma m o, ele abriu o suti e removeu-o. A boca sensual moveu-se para o outro seio, enquanto as m os se ocupavam em tirar-lhe a saia. Zonza de prazer, ela ouviu a saia cair no ch o, mesmo quando se concentrava nas sensa es altamente prazerosas da boca de Edward em seu seio.
Quando ele finalmente afastou-se, estudou-a de cima a baixo e arregalou os olhos. Bella estava apenas de calcinha, meias compridas de nylon e botas longas.
Uau! Tirando a camiseta, Edward acrescentou em tom de brincadeira: Suponho que terei de ficar t o nu quanto voc .
Ela o observou atenciosamente enquanto ele se despia. O homem era lindo, o peito largo, reto e musculoso, o corpo magro e forte. Parecia uma escultura, um deus grego, e tirava-lhe completamente o f lego.
Assim que os corpos de ambos se uniram novamente, uma intensa explora o come ou ao meio de beijos ardentes e apaixonados.
Bella sentiu a ere o masculina.
Edward ergueu a cabe a e sussurrou:
Eu quero voc .
Sim.
Voc uma fantasia se realizando.
Aposto que sim provocou ela, olhando para si mesma. Botas de salto alto e meias de nylon?
Oh, sim. Os olhos dele brilharam. Recoste-se que vou ajud -la a tir -las.
De maneira obediente, ela se recostou na cabeceira da cama e levantou uma das pernas.
Vagarosamente e com muita sensualidade, nunca deixando os seus olhos, Edward abriu o z per de uma das botas e jogou-a de lado. Enrolando a meia de nylon, jogou-a de lado tamb m, e pressionou um beijo ardente na lateral do tornozelo dela.
Bella nunca se sentira t o excitada na vida. Hipnotizada, assistiu-o fazer a mesma coisa com a outra perna.
Depois disso, ele tirou os pr prios sapatos e livrou-se do resto das roupas, de modo que parasse nu diante dela, e com o membro ereto.
Voc maravilhoso ela n o p de evitar dizer. Ele sorriu, o semblante divertido.
Voc tamb m. Zeke olhou ao redor, ent o foi at uma sacola de m o numa cadeira pr xima. Ap s uma busca r pida, tirou alguma coisa de dentro da sacola e voltou para a cama. Por um segundo, pensei que n o tivesse nenhum.
Ela olhou para o pacotinho na m o dele. Prote o. De repente, a enormidade do que estava prestes a fazer atingiu-a e Summer disse:
Acho que esse um momento t o bom quanto qualquer outro para lhe dizer que.
Sim?
Eu nunca fiz isso antes.