Bella observou quando Edward parou e olhou-a, parecendo totalmente perplexo.
Nunca?
Ela meneou a cabe a, incerta da rea o dele.
Nunca.
Ent o, podia jurar que o ouviu murmurar:
Eu achei que n o.
O qu ?
Nada. O semblante dele era levemente confuso. Parece que temos algumas primeiras vezes aqui. Edward fez uma pausa antes de confessar: Eu nunca fui para a cama com uma virgem.
Oh. Ela digeriu aquela informa o por um segundo, achando dif cil acreditar. No entanto, ele parecia sincero. Nem no colegial?
N o. Ent o, ele a provocou dizendo: Tirando algumas conclus es, n o estamos?
Bella se sentiu enrubescer, envergonhada. Edward prendeu-lhe o olhar.
N o temos de fazer isso, se voc n o est pronta.
L estava, pensou Bella. Sua ltima chance para voltar atr s. Por m, estranhamente, percebeu que era a ltima coisa que queria.
Eu ainda quero sussurrou ela. Eu ainda quero voc .
Ele assentiu e relaxou os ombros, esbo ando um sorriso sexy antes de dizer:
Acredite-me, voc n o poderia me querer mais do que eu a quero neste momento.
Virando-se, ele foi para o banheiro adjacente.
O que voc est fazendo? perguntou ela, franzindo o cenho.
Pegando um pouco de lubrificante disse ele por sobre o ombro. N s vamos precisar.
Bella sentou-se ereta na cama. Edward retornou, colocou um tubo sobre a mesinha lateral e abriu o pacote de preservativo que pegara antes.
Deixe-me colocar murmurou ela, olhando-o. Ensine-me.
Ele engoliu em seco.
Por favor insistiu ela, estendendo uma das m os.
Ele pegou-lhe a m o e guiou-a, deixando-a desli zar o protetor sobre seu membro. Os olhos dele se fecharam de prazer.
Bella continuou acariciando-o mesmo sobre o preservativo, e Edward mostrou-lhe o que fazer.
Ah exclamou ele, abrindo os olhos, os quais estavam nublados de desejo. Estou a ponto de explodir.
Ela estendeu o bra o para ele, e Edward deitou-se a seu lado na cama, puxando-a para um abra o. Ent o come ou a beij -la nos l bios, depois se moveu para o pesco o, ombros e mais para baixo.
Bella sentia-se l nguida, devassa e sexy, e, um por um, seus m sculos relaxaram. Aquilo era melhor que uma massagem sueca, pensou deliciada, e eles nem haviam atingido o cl max ainda.
Edward massageou-lhe a pele, enquanto os l bios tocavam aqui e ali, fazendo cada c lula de seu corpo vibrar de prazer.
Ela movimentou-se irrequieta sob as car cias gentis. Finalmente, quando pensou que n o ag entaria nem mais um minuto, ele abriu o tubo sobre a mesinha lateral, esfregou um pouco de gel entre os dedos e come ou a massage -la intimamente.
Oh, Edward.
Shh sussurrou ele delicadamente. Apenas sinta.
Como ela podia apenas sentir? Tremendo, apertou o bra o forte e musculoso.
De modo distante, escutou Edward cantando para ela, e ent o ele estava a seu lado, puxando-a para mais perto, enquanto os dedos continuavam a trabalhar com sensualidade e Bella chegava ao xtase, tremendo com a libera o.
No momento em que finalmente voltou ao planeta Terra, virou-se para encar -lo.
Agora, eu quero voc sussurrou com voz rouca.
Fico feliz em ouvir isso. Com o olhar intenso, Edward moveu-se para cima dela, posicionando-se entre as pernas delgadas. Vou tentar n o machuc -la. Apenas concentre-se nos beijos.
As m os e l bios dele diminu ram os contatos, enquanto continuava movendo-se para frente.
Bella se sentia completa, plena. Medo surgiu por um momento, mas antes que pudesse pensar, Edward investiu, penetrando seu corpo.
Ela afastou-se dos beijos dele e gemeu. A dor tinha sido aguda, mas passageira. A sensa o de plenitude continuava, e por baixo disso, prazer.
Eu machuquei voc ? perguntou ele, o semblante repleto de preocupa o.
Est melhor agora. A dor acabou logo. - Ele sorriu.
Mas isso n o acabou.
Edward come ou os movimentos, e ent o, ensinou-a como se mover com ele, estabelecendo um ritmo lento, enquanto sussurrava palavras de encorajamento no ouvido de Summer, e descrevia como ela o fazia se sentir.
Como virgem, claro, ela era muito apertada, e a tens o apenas parecia crescer, enquanto ele sussurrava perguntas ntimas no ouvido dela e lhe tirava gemidos de prazer.
Em outra vida, Bella teria ficado totalmente vermelha de vergonha. Mas naquela noite sentia-se livre e descuidada.
Ele era absolutamente incr vel e a estava arrasando. Cantou algumas baladas sexy no seu ouvido e Bella quase atingiu outro cl max.
O ritmo de Edward acelerou ent o, assim como a respira o. No exato momento em que ela pensou que ia ter um orgasmo, ele investiu mais uma vez, duas.
A libera o de Bella veio segundos antes do cl max poderoso de Edward. Ele se esticou, tremeu, e ent o relaxou sobre ela.
Quando a respira o dos dois voltou ao normal e o cora o diminuiu a velocidade dos batimentos, ela murmurou com voz rouca:
Seu ritmo perfeito.
Edward deu uma gargalhada e beijou-lhe a ponta do nariz.
Vou aceitar isso como um elogio. Ele moveu-se para seu lado, passou um bra o sobre ela, e aconchegou-a contra si.
Edward acordou feliz, mas, infelizmente, a emo o foi passageira.
A luz do sol entrava no quarto. Sabia disso porque, embora seus olhos estivessem fechados, sentia um brilho cor de laranja brincando sobre eles.
Sorriu pregui osamente.
Tinha dormido bem e tivera belos sonhos. Imaginara-se compondo uma m sica, a mesma m sica que o vinha torturando h meses.
Cantarolou alguns trechos. Era a primeira vez que acordava e era capaz de se recordar de alguns trechos da balada.
Sentia que havia uma raz o para aquilo, e a raz o estava deitada a seu lado. Ela era o motivo principal pelo qual a noite anterior tinha sido maravilhosa, plena e nica.
Edward mexeu o bra o para alcan -la... e sentiu o vazio. Apenas para se certificar, moveu o bra o novamente, tateando o colch o. Nada.
Piscou e se sentou. Olhando ao redor, sua felicidade desapareceu quando se deu conta de que as roupas dela n o estavam mais l . N o ouvia nenhum movimento na su te tamb m.
Ainda assim, com a esperan a de estar errado, saiu da cama e andou nu pelo quarto.
Depois de verificar o banheiro e a sala de estar, teve de encarar dois fatos: ela partira sem ao menos se despedir ou agradec -lo pela noite maravilhosa. E, para piorar as coisas, ele nem mesmo sabia o nome completo de Marie.
O est mago de Edward se contraiu. Que coisa! Lutou contra o desejo de esmurrar a parede, at que o bom senso o dominou. Podia visualizar as manchetes no jornal do dia seguinte se cedesse frustra o. "Roqueiro rebelde destr i a su te do hotel".
Voltando para o quarto, passou a m o pelos cabelos e suspirou. Precisava de tempo para pensar. Tinha de ach -la. Ela era a chave para sua criatividade. Mas n o podia sair espalhando o fato de que havia passado a noite com uma mulher maravilhosa que conhecia apenas como Marie.
Seus olhos pousaram numa mancha de sangue sobre o len ol da cama e ele praguejou. Ela realmente era inocente.
Ele necessitava ach -la. Sentia como se finalmente tivesse encontrado o que vinha procurando a vida toda, e agora que encontrara, n o estava disposto a deix -la escapar entre os dedos.
Olhou para o r dio rel gio na mesinha lateral.
Ainda era cedo.
Enquanto refletia sobre o que fazer, pediu caf da manh no quarto, ent o foi para o banheiro, tomar um banho e se vestir. Sabia, por experi ncia, que n o demoraria muito para que Marty e muitas outras pes soas lhe telefonassem, a fim de agendar compromissos para o dia. A nica coisa que o fazia se sentir um pouco aliviado naquela manh era o fato de que a noite anterior tinha sido seu ltimo show beneficente da M sica Para a Cura, por enquanto.
Quando o servi o de quarto chegou, Edward havia chegado a um nico plano poss vel... sem ser contratar um investigador particular. Imaginou que Marie provavelmente comprara o ingresso para o show antecipadamente, portanto, algu m na bilheteria devia ter seu nome completo arquivado. Se ele pudesse ter acesso quela informa o.
Sentando-se, saboreou seu caf da manh de panquecas, ovos mexidos e bacon. Distra do, folheou o jornal local que tinha pedido para ser entregue junto com o caf da manh .
Tomando um gole de caf , abriu o New York Post para ver se havia alguma men o ao show da noite anterior na coluna de fofocas... e quase derrubou a x cara de caf .
Quando o caf espirrou sobre a borda da x cara, ele pulou da cadeira para evitar se queimar.
L , olhando para ele, estava uma foto sua tirada por um paparazzi. Marie e ele entrando no elevador do Waldorf na noite anterior. A primeira linha do ar tigo dizia: "O encontro meia-noite da herdeira Rosalie Swan com o roqueiro Edward Cullen!"
Herdeira?
O que significava aquilo?
Raiva o percorreu. Ele tinha sido enganado por uma mulher na noite anterior?
Mas n o, tudo indicava que ela era realmente virgem. O sangue em seu len ol era a prova viva disso. Ainda assim, Edward franziu o cenho, se perguntando se ela vinha mantendo uma longa fantasia sobre um astro de rock, um quarto de hotel e sobre sua virgin dade.
Ele leu o resto do artigo. Aparentemente, Marie era, na verdade, Rosalie Swan, membro da poderosa fam lia Swan e herdeira da Editora Swan. At mesmo ele j ouvira falar deles e da empresa milion ria.
Se sua mem ria n o estivesse falhando, os Swan possu am tudo, desde o altamente respeit vel peri dico de not cias, Pulse, at a revista sobre celebridades, Snap.
Bem, pelo menos agora ele sabia como encontrar Marie. O New York Post tinha feito o trabalho por ele. Infelizmente, agora tinha outro problema em m os: Marie n o era apenas mais uma tiete. Era herdeira... uma que ele acabara de deflorar, e os dois estavam estampados em todos os jornais da manh .
Edward esperava muito que o fato de a fam lia dela estar no mercado editorial fosse uma mera coincid ncia, e n o a raz o pela qual Marie, ou Rosalie, ou qualquer que fosse seu nome, o tinha perseguido. Caso contr rio, haveria uma conta a acertar e se ele fosse pagar por algum dano causado, iria se certificar de que a mulher que se parecia com sua Daphne pagasse tamb m.
Pegando o telefone, discou o n mero da telefonista e pediu o endere o da Editora Swan.
Bella olhava para a parede de sua sala, nos escrit rios principais da Editora Swan.
N o podia acreditar em como sua vida tinha mudado nas ltimas 24 horas.
Desde quando se tornara t o impulsiva? T o est pida? Ela tremeu com as lembran as. E o que diria a Emmett, seu noivo?
Gra as a Deus, Emmett ainda estava viajando a neg cios. Afinal de contas, o que poderia dizer a ele?
Oh, ol . Estou t o feliz que voc voltou. Sim, sim... n o, n o aconteceu nada de muito diferente. Apenas perdi minha virgindade para um astro de rock. Suponho que voc j ouviu falar dele. Edward Cullen.
Ela gemeu, inclinou-se para frente e esfregou o rosto com as m os novamente.
Sentia-se enjoada, como se os m sculos de seu est mago fossem permanecer contra dos pelo resto de sua vida. Sentia-se quase hist rica. O que a possu ra? Em uma palavra: Edward.
A resposta surgiu em sua cabe a de maneira espont nea, e ela sentiu o corpo esquentar.
Na verdade, n o podia se lembrar de nada da noite anterior sem sentir-se quente. Tinha sido uma das experi ncias mais maravilhosas de sua vida. Apesar da reputa o de Edward na imprensa como um astro que trocava de mulheres t o rapidamente e com tanta facilidade quanto trocava de roupas, ele tinha sido doce, gentil e tivera muita considera o. Bella n o podia pensar num modo melhor de perder sua virgindade.
Entretanto, tinha ficado deitada em sua cama na noite anterior e agonizado at que o sol aparecesse, enquanto se questionava sobre o que a fizera agir de maneira t o impulsiva. N o tinha bebido muito. Claro, tomara uns dois c lices de vinho no escrit rio da Carisma enquanto Rosalie a ajudara se vestir. Mas aqueles drinques tinham sido horas antes de ela entrar no Waldorf, e tomara somente uma cerveja com Edward no camarim dele.
claro, tamb m tinha recentemente testemunhado sua fam lia se separando aos poucos, como resultado do rid culo desafio de seu av . Certamente, havia muita tens o em volta da The Buzz.
Mas, a quem estava enganando? Se havia press o a ser sentida, esta ficava diretamente sobre os ombros de seu tio Shane, que era editor-chefe da The Buzz.
Pensando em trabalho, Bella recuou quando se lembrou de ter se arrastado para o trabalho naquela manh . Tinha chegado uma hora atrasada. Shane a vira entrar e arqueara uma sobrancelha, mas n o fizera nenhum coment rio.
Se tivesse sido produtiva desde que chegara, teria se sentido bem melhor. Infelizmente, tudo que tinha conseguido fazer fora ligar o computador, ir tr s vezes at a cafeteira, beber gua e mais caf , e olhar para a parede de sua sala.
N o havia como evitar a ltima poss vel explica o para seu comportamento nada caracter stico da noite anterior: Emmett. Nas ltimas semanas, desde que ele a pedira em casamento, Bella vinha se sentindo nervosa e incapaz de reprimir a sensa o de que estava cometendo um erro. Em vez de planejar se casamento, encontrava-se evitando o assunto de suas futuras n pcias toda vez que Rosalie ou sua av o traziam tona.
Mas, tinha dormido com Edward por causa disso, ou apesar de seu noivado com Emmett? Estivera inconscientemente tentando sabotar seu noivado, ou tinha sido incapaz de resistir a Edward?
Ainda n o podia acreditar que perdera a virginda de t o casualmente, ap s guard -la por tanto tempo. A sensata e formal Isabella Swan havia convencido um relutante Emmett a esperar at a noite do casamento deles. Havia visualizado seu casamento como a culmina o de um plano cuidadoso projetado na tela, o qual come ara depois da universidade, peneirando alguns homens para encontrar "O Homem Certo". Que poca mais apropriada para perder sua virgindade do que na noite de n pcias?
Al m disso, n o parecera um grande problema esperar. Sabia que se mantivesse seu plano de cinco anos, estaria casada aos 26. E, tinha racionalizado, se a cantora J ssica Simpson fora capaz de resistir a Nick Lachey at a noite do casamento deles, ela poderia certamente resistir a Emmett.
Ent o, na noite anterior, ca ra de livre e espont nea vontade na cama com Edward, depois de conhec -lo por algumas horas. O fato ainda mais alarmante era que n o tinha pensado em Emmett. Nem uma nica vez. N o at aquela manh .
Que pessoa horr vel ela era, censurou a si mesma. Devassa, suja, perversa. Estava surpresa por n o ter escamas em seu corpo quando se olhara no espelho esta manh .
Bella suspirou.
Toda vez que alguma coisa a perturbava no passado, sempre se voltava para Rosalie. Naquela manh , todavia, entrou em casa quando ainda estava escuro e dormiu, e, no momento em que sua irm foi v -la antes de sair para o trabalho, em vez de conversar com Rosalie, Bella resmungou que n o estava se sentindo bem e dormiu um pouquinho mais.
Pretendia manter a noite anterior um segredo seu. Pretendia enterr -lo consigo, se poss vel, ou, pelo menos, evitar revelar os fatos pelo m ximo de tempo poss vel. No entanto, uma vez que suas ondas cerebrais pareciam ter um piloto autom tico direcionado para Edward, imaginou que n o poderia esconder o fato de Rosalie por muito tempo.
Ela se levantou. Na verdade, mais dois minutos era o tempo que podia ag entar guardar o segredo s para si.
Quando chegou aos escrit rios da Carisma no andar de baixo, foi direto para a sala de Rosalie, at que ouviu a voz de sua irm saindo de uma sala de reuni o pr xima.
Hora errada, pensou Bella. Rosalie estava provavelmente no meio de uma conversa importante com algu m.
Quando alcan ou a porta aberta para a sala de reuni o, viu sua irm em p , atr s de uma mesa de reuni o, manuseando fotografias e artigos de jornal.
Os olhos de Rosalie se arregalaram quando conectaram com os dela. Sua irm fez um movimento r pido com uma das m os, indicando que Bella desaparecesse dali.
Antes que Bella pudesse entender o significado daquilo, contudo, deu um passo frente, e o homem parado diante da mesa virou-se.
Os olhos dela colidiram com os imposs veis olhos azuis, e a imposs vel express o furiosa de Edward Cullen.
