Capítulo 4 - A garota dos olhos azuis

You're dark shines
Bringing me down
Making my heart feel sore
Because it's good

Dark Shines - Muse

Você é o escuro iluminado
Me levando abaixo
Fazendo meu coração se sentir inflamado
Porque isto é bom

Henri's POV

Não fazia nem dois dias que estávamos em Nova York. Depois de ficarmos muito tempo na Ásia, Koko teve a brilhante idéia de procurarmos Claudia na América. Dois dias depois, encontramos a minha razão de continuar existindo. Eu não podia acreditar. Tanto sofrimento, tanta desolação, tanto tempo sem sentir nada ao meu redor, alheio à tudo e a todos, apenas vivendo com o simples propósito de encontrá-la novamente! Pra mim, não importaria se passassem trinta ou trezentos anos. Contando que eu tivessse de volta o amor da minha existência, o tempo era um mero fatorzinho cínico e simples.

Minha memória não fazia jus à beleza dela. Me senti ainda mais surpreso ao encontrar Claudia com o coração batendo, e o cheiro de sangue mais delicioso que eu jamais sentira. Só que isso não foi o bastante para me fazer saltar e matá-la ali, naquele saguão do shopping. Sua voz, sua boca, seu sorriso, tudo aquilo me impleia a deixá-la viva, ouvindo o som de seu coração, que era a mais linda música que eu jamais havia escutado. De repente, foi como se meu coração morto voltasse a funcionar.

O que mais me encantou em Liz Zwecker, além do nome encantador e do sobrenome exótico, foram os olhos azuis, límpidos e tão gentis e puros que eram exatamente o contrário da dona. Liz era a espontaneidade em pessoa, com cheiro de cigarro e vodka, e fundas olheiras negras escondidas por óculos enormes. Como se pode ver, não era exatamente o protótipo de boa moça. Exalava rebeldia, e, ainda assim, uma delicadeza tão intensa que me fez não querer mais nada além de cuidar dela eternamente. Apenas escutar o som de sua voz, sua risada contagiante, e o brilho hipnotizante de duas pedrinhas azuis no lugar dos olhos dourados que eu tinha na lembrança.

"Henri?", Koko me chamou, colocando a mão em meu ombro.

Continuei olhando para o local onde, instantes antes, o carro de Vincent havia saído, levando com ele Liz.

"O que você achou dela, Ko?"

Ela riu, e beijou o meu rosto. "Um pouco, digamos, moderna - se é que me entende - do que eu esperava, mas mesmo assim, é a Clau, não é?"

"Fantástica.", murmurei.

"Eu gostei dessa nova Claudia.", Moory murmurou, se encostando em meu jipe "Só me senti um pouco frustrada. Ao que parece, ela não escutou meus pensamentos."

"Graças aos céus por isso!", Caled falou, arrancando risadas de todos "Imagine o transtorno que seria se Liz soubesse de tudo assim, no primeiro instante? Do jeito que ela parece ser louca, tomaria álcool puro até entrar em coma!"

Fechei a cara e dei uma pancadinha em seu ombro. "Isso não foi engraçado."

"Oh, desculpa, senhor apaixonadinho!", ele riu, dando um soco em meu braço e me fazendo rir também.

A verdade era que todos nós estávamos pasmos com a parição repentina e inesperada dela. Só Bernarso, que não havia conhecido a Claudia anterior, não estava boquiaberto e insanamente feliz. De nós, só Miguel não sorria. Ele estava quieto, parado na frente de seu peugeot pequeno, encarando firmemente o chão. Minha convivência era meio que como quando Hugo entrou na minha cabeça, mas geralmente nos dávamos bem quando o tópico da conversa era Claudia.

"Ei, o que foi?", Bernardo perguntou, fazendo com que todos se virassem para os dois "Não era pra você estar pulando e saltitando como se houvesse ganhado na loteria, que nem os outros bobo-alegres?"

Miguel deu de ombros. "Eu não tive a impressão com ela.", respondeu simplesmente, os cantos da boca caindo imperceptivelmente "Ainda estou com um buraco no peito e essa puta tristeza que tá me matando, merda!"

Silêncio. Ninguém falou nada, mas eu sabia que era mais ou menos o que eu e Sam esperávamos. Eu e ele ficamos muito unidos, talvez por sermos os dois últimos vampiros machos da família Oleander a aderirem ao vegetarianismo, ou talvez por ele ter sido o conselheiro de Clau e me contar sempre as conversas que tinha com ela. Enquanto com Caled era uma irmandade pra fazer zona, minha relação com Sam era mais de conversas sérias. E numa dessas conversas, ele me disse que achava que Miguel não teria a impressão novamente com a Claudia nova, pois um lobisomem não tinha a impressão com duas pessoas distintas, mesmo que ela fosse a reencarnação da anterior.

Caled pigarreou e abriu a porta do meu jipe. "Ok, a conversa tá muito louca, mas eu não tô afim de ficar papeando no estacionamento subterrâneo de um shopping." Ninguém se moveu. Ele revirou os olhos "Ah, qualé, gente? Temos novidades pra contar pro povo que ficou em casa!"

Ele não precisou nem repetir duas vezes, e Chastity já estava no banco de trás do carro de Miguel, sendo seguida por Bernardo. Eu, Koko, Caled, Moory e Sam entramos em meu jipe, e fomos seguidos por Miguel por todo o caminho. Ao chegarmos em casa, que ficava em uma área a quarenta e cinco minutos de NY, e era simplesmente um bosque imenso com animais e nosso chalé colonial no meio, as garotas abriram a boca e não conseguiram parar mais de falar com Blanche e Einar sobre Liz. Bernardo e Chastity sumiram, provavelmente foram se pegar, mais uma vez, entre as árvores. Os dois eram que nem peixes fora d'água quando se tratava de Claudia e sua reencarnação. Ela, por não ter nenhum vínculo afetivo com Claudia. Ele, por nem a conhecer.

Eu resolvi subir para o meu quarto, no sótão. O chalé tinha três andares, afora o meu quarto, em cima de tudo. No primeiro andar, sala de estar, de televisão, cozinha e sala de música. No segundo, quartos de Einar e Blanche, Koko e Caled, o escritório de Einar e Blanche e uma biblioteca. Terceiro, quartos de Moory e Sam, Bernardo, Miguel e Chastity. Lá em cima, isolado do resto do mundo, o meu.

Bom, não tão isolado assim. Tudo o que eu mais queria era curtir minha felicidade sozinho, olhando as fotos antigas com Claudia e compará-las com sua nova versão, relembrando o passado e sonhando o futuro, mas não foi bem isso o que aconteceu. O que aconteceu? Um babaca chamado Caled falando sem parar e outro Sam babaca quase mudo rindo da minha cara. No meu quarto. Ah como eu queria ter o poder de ficar invisível e fugir sem que eles percebessem.

"Uhuuuul, apaixonadinho, pagando pau pra burguesinha loiriiinha!", Caled cantarolava "Falaê, felizão, irmão?"

Bufei. "É claro, você não tá vendo?"

"Reencontrou o amor da sua vida, cara!", continuou "Se fosse eu, tava nesse exato instante com ela em um quarto, tirando atraso desse tempo todo!"

Dei um pedala nele e logo aquilo se tornou uma 'briga' entre três vampiros machos, morrendo de rir e socando uns aos outros, que só não continuou porque Blanche entrou no quarto e 'brigou' com nós três após termos quebrado a minha cama, mas depois ela até agradeceu por aquilo, pois precisava mesmo comprar uma cama de casal pra mim, já que 'agora encontramos Liz e logo ela virá dormir aqui, e não será nem um pouco confortável pra coitadinha dividir a cama de solteiro com Henri'. Não adiantou explicar que havíamos acabado de conhecer Liz e, ela provavelmente não viria dormir tão cedo em nossa casa. Mas Blanche e as outras garotas, exceto Chastity, que nem em casa estava, faziam planos mirabolantes para a redecoração do meu quarto, que ficava no sótão de nosso chalé de dois andares.

No outro dia fomos ao Instituto Roosevelt, onde Einar e Blanche fizeram nossas matrículas, e já começamos a estudar. Eu, Caled e Miguel fazíamos o último ano, enquanto Koko estava no terceiro (N/A: lembrando que nos EUA o Ensino Médio tem quatro anos :D) e Moory e Bernardo, no segundo. Não fiz nenhuma amizade,embora nos primeiros dias eu tenha conversado com uma menina na aula de Física, e algumas garotas corajosas tenham me cumprimentado, mas não passou disso. Eu raramente falava, a não ser quando me perguntavam algo, ou nas aulas com Caled e/ou Miguel e nos intervalos, em nossa mesa no refeitório.

Uma semana depois, eu estava sozinho, descendo de meu jipe, já que os outros haviam entrado, e eu, o 'isolado', como Caled adorava me aporrinhar, resolvi ficar escutando música, quando, de uma Mercedes que parada no portão, desceu Liz Zwecker, olhos azuis contornados com lápis e boca pintada sedutoramente de vermelho.

Ela usava um vestido largo e estampado com florzinhas rosas e roxas, que poderia ter ficado 'fofo', não fosse o fato de mal chegar à metade das coxas e ter um decote generoso que deixava grande parte dos seios à vista. Engoli em seco. Como alguém conseguia ser tão adorável e provocante ao mesmo tempo?

As garotas que me encaravam mudaram o foco dos olhares por alguns instantes, olhando para Liz com uma expressão de nojo. Ela respondeu as ignorando totalmente, com um ar superior. Quando estava no meio do caminho para a entrada da escola, ela me viu, acenou, e foi andando até onde eu estava.

"Hey, Henri.", me cumprimentou, dando um beijo em meu rosto e manchando minha bochecha mais uma vez "Ops, foi mal.", murmurou, corando levemente, e passou a mão para limpar o batom, me deixando sem ar por alguns segundos.

Eu ri, de repente muito feliz. "Tudo bem, Liz.", a cumprimente com um beijo no rosto e, para a minha satisfação, escutei seu coração acelerar. "Você sempre me mancha mesmo, e olha que é a segunda vez que eu te vejo. Então... Onde estão seus amigos?"

"Não virão hoje.", explicou "Cam e Natalie saíram ontem e só voltaram agora a pouco, e Vince está temporariamente fora do ar."

Liz deve ter percebido minha cara de interrogação, pois se apressou a explicar.

"Uhm, digamos que ele misturou várias substâncias ilícitas e elas não caíram muito bem.", riu baixinho.

Decidi quebrar o silêncio. "Feliz em voltar para a escola?"

"Oh, incrivelmente radiante em estar voltando para a prisão!", rolou os olhos, sarcástica, e o sinal tocou.

Me virei para pegar a mochila dentro do jipe, e quando me virei ela olhava pra mim com um sorriso.

"É seu?", perguntou, apontando para o carro.

Indiferente, respondi. "Sim.", e percebi seu olhar encantado para o meu carro "Você gostou?"

"Se eu gostei? É muito foda!"

"Obrigado. Qualquer dia te levo pra passear nele.", falei sem pensar.

Ela engasgou e tossiu, ficando ligeiramente vermelha,e, antes de começarmos a andar, me lançou um olhar divertido, logo olhando para a frente novamente.

"O que foi?", eu perguntei.

Liz sorriu, sacana. "Eu ia gostar muito de passear com você no seu jipe.

É necessário falar que tive que me segurar para não beijá-la ali mesmo e depois convidá-la para passear comigo em meu carro? Ou quão grande foi minha felicidade ao perceber que ela já nutria algum sentimento por mim, talvez não tão grande quanto o meu por ela, mas mesmo assim já algum sentimento?

Paramos juntos em frente à sala de Física, onde a Srta. Goone nos esperava.

"Você também tem aula de Física agora, Henri?"

Acenei positivamente, e cumprimentei a professora, que sorriu pra mim, mas fechou a cara ao ver Liz ao meu lado.

"Tome cuidado com suas companhias, Sr. Oleander, elas podem transformar um aluno exemplar como o senhor em um delinqüente juvenil."

"Morra, bigoduda encalhada.", Liz murmurou, certa de que eu não podia escutar.

Mas eu, obviamente, escutei.

Liz foi andando até o último lugar do fundo, e eu a acompanhei.

"Mas... Onde estão os seus amigos?", perguntou logo depois de sentarmos lado a lado.

Pronto, chegara a hora da mentira deslavada. Quero dizer, uma coisa é mentir pra qualquer pessoa, outra completamente diferente é mentir para o amor da sua existência.

"Você quis dizer minha família, não é?"

Ela arregalou os olhos. "Aquele povo todo é seu parente?"

"mais ou menos.", dei de ombros. "É uma longa história.

"Eu gosto de escutar longas histórias.", ela me encorajou.

Eu sorri. "Acontece, Liz, que a aula vai começar e temos que ir estudar."

"Céus, como você é certinho!", fez uma careta "Vou ter que te ensinar a ser um adolescente de verdade, Henri, porque desse jeito você parece um dos amigos chatos do meu pai!"

O que ela não sabia é que eu tinha mesmo idade pra ser amigo do pai dela. "Você quer mesmo escutar?"

Decidida, ela assentiu. Sorri mais uma vez e comecei a contar a mentira combinada dos Oleander. Eu era irmão gêmeo não-idêntico de Caled, nossos pais haviam morrido e morávamos com Einar, nosso irmão mais velho. Nessa hora, ela me interrompeu.

"E eu me achava sem sorte.", murmurou "Perdi minha mãe. Pra falar a verdade, nem a conheci. Ela morreu no parto."

Me senti ainda mais culpado por estar mentindo depois dessa revelação. Ela nem me conhecia direito e já estava me contando sobre a mãe falecida, e eu ali contando histórias falsas.

"Sinto muito.", murmurei.

"Tudo bem, eu não ligo.", e se mostrou pronta para continuar escutando.

Então contei que Einar era casado com uma mulher estéril (o que não era mentira), e que ela tinha a guarda de três primos: Koko, Chastity e Sam, pois os pais deles eram pesquisadores sem moradia fixa e preferiram deixar os filhos com ela. Também falei do instinto materno de Blanche, que levou o casal a adotar mais três órfãos, Mary, Miguel e Bernardo, e expliquei quem namorava com quem, o que ela achou muito divertido.

Tivemos sorte que a primeira aula de Física tenha sido de exercícios, pois as duplas conversavam entre si, discutindo o modo certo de fazê-los. Depois, na segunda aula, quando a professora corrigia os exercícios, tivemos que nos calar, e ela me passou um papel cinco minutos depois das explicações começarem.

(PS: itálico: letra da Liz, Negrito: letra do Henri)

Agora já podemos dizer que somos amigos de infância, sei a história da sua família de cor e salteado.

O sentimento de culpa parecia estar me sufocando.

Amigos de infância? Nada mal. A menos de uma hora éramos meros conhecidos.

Pra você ver, as coisas entre nós evoluíram rapidamente. Ow, percebi que a bigoduda foi com a sua cara.

Mesmo sabendo a quem ela se referia, me fiz de desentendido.

Quem?

Ela é mais conhecida pelo nome de guerra, Srta. Goone. A gorda que ta lá na frente dando aula.

Tocando no assunto aula, não devíamos estar prestando atenção?

-

(Liz's POV)

A aula de Física estava a mesma merda de sempre, a voz fanha da mal-amada Srta. Goone me dava náuseas, e tudo ficava ainda mais difícil por causa do cara ao meu lado. Henri usava uma bata de algodão azul-marinho, jeans surrados e papete, bem à vontade e naturalmente estonteante.

Olhei ao redor, e várias meninas o encaravam, suspirando. Uma sensação estranha fez com que eu encarasse Amanda Paine furiosamente: quem aquela nerd achava que era pra ficar me olhando feio? Mas, para a minha felicidade, quem conversava por bilhetinhos com ele era eu, não ela. E eu que tinha acabado de ouvir a história da família dele, achando engraçado saber que os irmãos adotivos, em sua maioria, namoravam entre si, e, num impulso de confiança, o havia contado sobre a morte de minha mãe. Eu já confiava nele com todas as minhas forças.

E não acreditava no que acabara de ler como resposta ao meu comentário sobre a professora.

Eu já disse que você é muito certinho? Se disse, repito. Se não disse, aqui está. Henri, baby, viva! Se você só estudar não terá vida, acredite em mim! Ou quer acabar como Amanda Paine, puxando o saco de todos os professores e só pensando em Álgebra o tempo todo?

Amanda quem?

Você não conhece ninguém dessa escola pelo nome não? É a sardentinha de cabelo ensebado lá da primeira carteira.

Ele ergueu a cabeça para ver quem era e riu baixinho consigo mesmo.

Eu conheço ela. Sentei Com ela nas últimas aulas, é uma garota inteligentee.

E sem vida, coitadinha. Passa o dia com a cara enfiada nos livros. Mas, ok, não quero perder tempo falando dela.

Tecnicamente você não está falando, Liz, está escrevendo.

Lancei um olhar assassino pra ele, que respondeu sorrindo e piscando pra mim.

Morri. Sério. Sem noção de como Henri conseguia ser ainda mais gostoso e sexy SEM QUERER com apenas uma piscada. E depois aquele sorriso... Ah, é, a resposta.

ha ha, como você é engraçadinho.

Obrigado, é o que todos dizem.

Modéstia - Zero, Henri - Um.

Mais uma gargalhada abafada dele, que teve que abaixar a cabeça para a professora não ver.

Oh, não pense isso de mim, Liz!

Certo, penso o quê então?

Sei lá. O que você quer pensar sobre mim?

Quer saber mesmo?

É tão ruim assim?

Não. Na verdad-

"Sr. Oleander, o senhor poderia, por favor, responder à questão que a Srta. Paine não conseguiu?"

Me preparei para ter a sorte de vê-lo tomar a primeira advertência de uma professora, mas o desgraçado conseguiu falar por cinco minutos sobre uma matéria que eu nem sabia que ela tinha ensinado, e ainda foi convidado a ir ao quadro para fazer os exercícios. Maldito hippiezinho inteligente e gostoso.

Quando a segunda aula terminou, ele voltou para a carteira e pegou a mochila, me esperando.

"Não me diga que a sua segunda aula também é Biologia, Henri?"

Ele negou, com um sorriso fraco. "Não, é Ed. Física. Você vai ter aula com Caled e Miguel."

"Eles também estão no último ano?"

"Sim."

Como o ginásio era para um lado e a sala de biologia para outro, tivemos que nos separar. Eu me senti estranhamente vazia ao vê-lo se afastar, sorrindo. Antes de desaparecer, gritou pra mim:

"Fique conosco na hora do intervalo, amiga de infância! Vá com Caled e Miguel, certo?"

"Ok.", respondi, sorrindo.

E ele sumiu entre os outros alunos.

Eu ainda acenei bobamente, certa de que ser só a mais nova amiga de infância de Henri já não era o bastante para mim.

N/A: Hey people!

Desculpem a demora, mas estudar para o vestibular toma um tempo desgraçado da gente. Bom, o cap ta aí, e as reviews acumularão mais uma vez ¬¬

Prometo que as respondo assim que der.

Meu PC tá doido e não quer abrir as páginas da net, então a Vick que vai postar esse cap pra mim aqui no FF. Agradeçam à ela, ou vcs ficariam sem cap até esse ser jurássico que eu chamo de computador resolver ter a boa vontade de funcionar direito.

Deixem reviews, assim que alcançar 10 eu posto o próximo :D

Um obrigada especial à Vick, que ta adiantando meu lado e ajudando muito :DDD

Salut!

Oi kidinovu gnt! E pensando que iam se livrar de mim... Coitadas. Mais espero que vocês tenham curtido bastante o capítulo. Eu, sinceramente, A-DO-RE-I... Principalmente a parte da cama de casal, porque pense como eu penso: Não existe problema com a cama de solteiro, ele pode "dormir" no chão e ela na cama, Viu como essa história de cama de casal está MUITO mal contada. Mas enfim, esses detalhes sórdidos não convem a minha vã filosofia.

Bjuxx Geladus (E/Ou Quentis)