Capítulo 8 - Eu finalmente te encontrei
(Eveline's POV)
No instante em que me viram, os seis pararam imediatamente. A única garota lobisomem entre eles, que eu deduzi ser Moory, ex-bando de Claudia Oleander, ergueu uma sobrancelha, sem entender. Na verdade, nenhum deles parecia entender nada. Eu os olhava, tentando reconhecer seus rostos, e a única coisa que me veio à cabeça foi: FAMÍLIA.
Não importava se a garota fofa de vestido e cabelos cacheado preto era vampira, e seu namorado loiro todo largado com a boca aberta em um quase imperceptivel O também fosse, e o cabeludo moreno de mãos dadas com a Moory o fosse também, e o rapaz com cara de galã e jeito meio hippie completasse o quarteto campiro daquela escola, tudo neles era tão familiar e amigável e inspirava carinho e confiança em mim que tive vontade de chorar.
Notei que eles não se moveriam até terem certeza de que eu era real ou "do bem", então coloquei um sorriso tímido no rosto e dei dois passos, sentindo a tensão e a confusão aumentarem.
"Olá, eu sou Eveline Archos.", acenei.
Miguel se aproximou de mim e, calmamente, passou o braço por meu ombro, mostrando que estávamos juntos.
O vampiro cabeludo arqueou a sobrancelha. "Ela é...?"
Ninguém respondeu, todos sabiam quem ou o que eu era.
"Como é possível?", a única garota presente ali se fez ouvir.
Dei de ombros. "Do mesmo jeito que é possível vampiros renascerem, mas digamos que Claudia Oleander foi um ouco mais complexa e decidiu vir em duas partes, humana e loba."
Todo mundo ficou boquiaberto com a quantidade de informação que eu sabia. Os humanos ao nosso redor sequer notaram qualquer movimentação ou conversa, nem me perceberam. Naquela escola, uma garota como eu era o tipo invisível, e eu sabia bem o que era isso. Tudo ali cheirava a dinheiro, fama e mais dinheiro. Ninguém nunca repararia numa garota de jeans e cvamiseta básicas, tênis surrado e cabelo mal preso em uma trança frouxa.
Ao meu lado, senti a risada gostosa de Miguel, que logo contagiou o outro garoto lobo, o primeiro do grupo a se aproximar de mim, estendendo a mão, que eu apertei prontamente.
"Bernardo, muito prazer, Eveline."
Sorri, e percebi que ele era o bando de Miguel. Nós dois devíamos ter quase a mesma idade. "O prazer é todo meu."
Depois dele, quem se aproximou e me deu um abraço apertado foi Moory, sem explicação alguma. Abracei-a forte também, e então senti uma ligação se formando. Quando nos separamos, nós duas trocamos olhares cúmplices, e ela abriu um sorriso largo: éramos um bando.
"Ai meu Deus!!!", falou, rindo "Eu juro que achava que a Liz era o meu bando, juro! Mas você... Você é uma loba, uma LOBA! Nós somos um bando, awn, Eve, é assim que eu vou te chamar!, eu senti tanta falta de você! A propósito, eu sou Mary Moor, mas você me chamava de Moory, e todo mundo me chama também."
"Eu também senti sua falta...", murmurei, meus olhos enchendo de lágrimas "Nem acredito que... Moory, estamos juntas de novo!!"
Ficamos abraçadas por mais um longo tempo, até que uma tosse fingida nos fez separar. Ela rolou os olhos e se afastou um pouquinho, dando espaço para o tal vampiro cabeludo. Eles trocaram olhares apaixonados, e então eu percebi que ele era a impressão de Moory. O mundo definitivamente não era mais o mesmo. Ele estendeu a mão para mim, e deu um sorriso.
"Hey, Eveline, é bom te conhecer."
Meus lábios se curvaram para cima, eu não estava acostumada a lidar diretamente com vampiros, mesmo que os olhos dourados dele me mostrassem qua ali não estava um inimigo. "Eu digo o mesmo.", respondi, apertando sua mão cuidadosamente, enquanto torcia o nariz "Me desculpe, eu... Não costumo ver vampiros como amigs, então é meio difícil pra mim."
"Não, tudo bem.", ele foi compreensivo "Eu sei o quanto é difícil, mas com o tempo nos acostumamos, você vai ver. A propósito, sou Sam."
Trocamos mais um sorriso, e ele foi para o lado de Moory, mas eu logo estava sendo abraçada por alguém que eu só fui perceber quem era ao notar uma juba de cabelos castanhos, seguida por uma voz melodiosa. Quando me soltou, a vampira deu lugar ao companheiro, que também me abraçou. Os dois formavam um casal encantador, mas mesmo assim eu tive que me segurar para não pensar naqueles dois seres com sorrisos adoráveis como inimigos e, portanto, altamente atacáveis.
"Err. Oi."
"OI?", o garoto sorriu "Só 'oi', Eveline? Claudia fez a façanha de renascer em dois corpos e a única coisa que você nos diz é oi?"
A garota deu um tapa leve no ombro dele. "Você ouviu o que ela disse ao Sam, Cal. Vamos dar um tempo para que ela se acostume conosco, não deve ser muito legal ser agarrada por dois de nós assim.", e sorriu docemente para mim "Eveline, eu sou Koko, e esse é Caled, meu namorado/companheiro/marido.", explicou, rindo e me fazendo rir logo em seguida.
"Muito prazer.", foi o que disse, sem conseguir evitar mais um sorriso "Vocês dois são lindos juntos!"
"Obrigada!", ela agradeceu, deutando a cabeça no ombro dele.
Caled foi mais convencido, abraçando-a. "É o que dizem todo tempo."
Rindo, Bernardo deu um tapa na cabeça dele. "Deixa de ser mané, seu prego!", brincou "Ser modesto às vezes é bom."
"Ás vezes.", Caled retrucou, arrancando risadas de todos.
Eu ri também, apreciando o carinho existente entre seres tão diferentes. Era quase fácil vê-los como irmãos, já que os vampiros, mesmo tendo características físicas diferentes, tinham semelhanças, como a pele branca, a beleza incomparável e os olhos dourados. O modo como se tratavam, sem repulsa ou sem reclamar do cheiro, mesmo sendo de espécies inimigas, era incrível. Ali estavam as pessoas que eu procurara por tanto tempo.
Bom, quase todas. Atrás de todos, alheio às brincadeiras que surgiram após o comentário de Caled, o último vampiro me olhava, sério, sem se mover. Quando percebeu que eu estava olhando, sorriu timidamente e acenou.
"Meu nome é Henri."
"Muito prazer."
Não trocamos mais palavras, talvez porque me arrastaram para dentro do Peugeot de Miguel, com Bernardo, Sam e Moory espremidos no banco de trás, tagarelando alegremente e me inquirindo sobre toda a minha vida. Caled, Moory e Henri foram no carro do vampiro com sotaque francês, um jipe gigantesco que me fez rir: três lobisomens e um vampiros se espremiam alegremente em um Peugeotzinho pequeno enquanto os três vampirinhos iam bem folgados no jipão.
Entramos em um terreno com quilômetros de extensão e àrvores a perder de vista, onde fui avisada que aquela era a proprieda dos Oleander. Meu queixo caiu. Íamos por uma estradinha de pedras, com o carro de Henri á frente.
"Miguel, troca de CD, esse tá uma merda.", Moory reclamou.
Ao meu lado, Miguel apenas arqueou as sobrancelhas. "Uhmm... De quem é o carro mesmo?"
"Seu, mas hoje é o dia do Sam escolher a música."
"Você quer escutar outro CD, Sam?", ele perguntou, olhando rapidamente para trás e roçando nossos braços propositalmente, o que me fez sorrir feito uma boba.
"Não, esse está bom, Miguel."
Os meninos começaram a rir, e Moory deu um tapa de brincadeira em cada um, para logo depois abrir um largo sorriso. Estar entre eles era mágico e animador, como se todos os anos de solidão em busca de Miguel estivessem sendo compessados pelo companheirismo e alegri emanando de todos, mesmo que o fedro dos vampiros ainda me irritasse.
Cinco minutos depois, chegamos ao chalé de madeira gigantesco onde moravam. Era lindo e parecia ter saído de um conto de fadas. Ao redor dele, um jardim de flores lindas e muitas, muitas árvores. Parecíamos estar dentro de um bosque, e não próximos aos limites de NY. Miguel estacionou o carro em uma garagem do lado esquerdo, onde outros três carros, mais o de Henri, e duas motos estavam. Tudo ali gritava "SOU EXARCEBADAMENTE CARO!",e ninguém parecia notar.
Mal havíamos saído do carro, e Koko se aproximou. Ela me lançou um sorriso alegre e se voltou para os outros. "Blanche ligou e falou que ela e Einar já estão caçando, e que deixou torta no forno para vocês.", depois virou-se para mim "Ela e Einar mandaram um oi e disseram que estão muuuuuuito felizes com a sua chegada, Eveline, e que daqui a três dias estarão em casa para te receber da maneira correta. Também disse que é pra você dormir no quarto de Miguel e não se incomodar, porque a casa agora também é sua."
"Uau.", foi a única coisa que consegui dizer.
"Ew, peraê.", Bernardo interrompeu "Se a Eveline vai ficar no quarto como Miguel... E eu?"
"Quarto de hóspedes, meu chapa.", Caled deu tapinhas em suas costas, rindo logo em seguida.
Entramos na casa pela porta da frente, que dava em uma ampla sala de estar toda de madeira, com direito à lareira, tv de plasma, tapetes e vários soás e pufes para comportar aquele número de pessoas. No canto da sala, uma mesa de bilhar. Uma porta à direita, aberta, deixava à mostra um piano e outros instrumentos em uma sala acusticamente isolada do restante da casa.
"Nossa sala de música.", Miguel sussurrou.
Moory se aproximou de nós.
"E aquela porta ali é a da cozinha, e é usada mais por mim, Miguel e Bernardo, e agora por você. De vez em quando, Caled e Blanche cozinham pra nós, eles gostam.", começou a explicar, sempre animada "Subindo as escadas, no segundo andar temos o meu quarto com Sam, a biblioteca, o quarto de Einar e Blanche e o de Koko e Caled. Subindo mais um lance de escadas, no terceiro andar, tem o quarto da Chastity.", fez uma careta ao dizer aquele nome "Você tem sorte de ela estar em Dublin essa semana, ou seus primeiros dias não seriam tão legais.", depois retomou a antiga linha de raciocínio "E o quarto de Henri e o de hóspedes, que agora é do Bê. E então, no sótão, o seu quarto e o de Miguel."
Assenti, sorrindo, e olhei em volta. O único vampiro ali presente era Sam, sentado no sofá e vendo um concerto de música clássica. Sorri ao perceber que os vampiros estavam tentando me dar um tempo para me acostumar com seu cheiro e presença: eles realmente se importavam comigo. Bernardo, por sua vez, tinha ido ao sótão tirar suas coisas, já que 'aquele não é mais meu quarto', em suas próprias palavras.
Fui puxada por Moory e seguida por Miguel até a cozinha, que tinha uma mesa enorme e exagerada, quando só três pessoas - agora quatro - a utilizavam de verdade.
"É também para reuniões.", Miguel respondeu, notando meu olhar inquisitório para o móvel.
A torta estava ótima: frango e azeitonas. Percebi que Blanche era tida como uma espécie de mãe para todos eles, e fiquei ansiosa para conhecê-la, mesmo ela sendo vampira. Miguel não me deixou lavar a louça, que ele mesmo lavou, e Moory foi se deitar no colo de Sam, também vendo TV. Subindo as escadas, escutei Caled mexendo no computador de seu quarto, e Koko lendo algo na biblioteca. Cruzamos com Bernardo no caminho, que havia terminado a mudança e estava indo comer para, depois, tocar guitarra na sala de música.
Os degraus para o sótão pareciam estar se multiplicando, até que a porta se abriu e eu entre em nosso quarto. Era lindo. Todos os móveis, incluindo as DUAS camas de casal, a escrivaninha do computador, a cadeira, as prateleira, as mesinhas de cabeceira e o armário, tudo era em tons amadeirados, e o mesmo podia-se dizer das paredes e do teto. A cortina, fechada, era branca, assim como os lençóis, mas estes tinham detalhes em verde e azul. Os tapetes trazim um colorido ao quarto. Aquilo ali era a cara dos dois.
Na parede acima da cama estavam duas fotos emolduradas. Soltei nossas mãos para vê-las. Uma delas era Miguel e Bernardo, abraçados em uma praia ensolarada. A outra, os dois com várioas pessoas que eu não conhecia. Virei-me para perguntar.
"Quem são?"
Ele encostou a porta e olhou. " Meu antigo bando e uns amigos de outro bando. Brasileiros.", respondeu.
"Ah.", e virei mais uma vez para a foto.
Quando voltei-me para a direção dele, nossos corpos se chocaram. Ele estava perto, bem mais perto do que eu imaginava, mas não me tocou. Quem tomou a iniciativa fui eu, me colocando na ponta dos pés e enlaçando meus braços em seu pescoço, num pedido mudo para que ele fizesse possível o nosso beijo. E então nossos lábios se tocaram, e eu me senti aquilo que esperei a minha vida inteira para sentir: completa. Finalmente, eu e Claudia estávamos em casa.
I will never find another lover
Miguel levou as mãos até a minha cintura, colando ainda mais nossos corpos. Aquele era o nosso segundo beijo, e era o meu segundo beijo em toda a vida. Havia valido a pena esperar até ali, por ele. Eu sabia que não era a primeira garota que ele beijava, e também sabia que ele não era mais virgem, mas Claudia havia me passado a certeza de que, comigo, ele se sentiria perfeitamente completo. Nós éramos a metade um do outro, ele era a minha impressão.
(Miguel's POV)
Sweeter than you
Sweeter than you
Minha respiração estava ofegante, e tive que parar de beijar Eve para respirar, sem nunca desgrudar nossos corpos. Ela parecia tão delicada, ali nos meus braços, e tão inacreditavelmente linda e apaixonada por mim que eu tive vontade de perguntá-la se era por mim mesmo que ela procurava. Porque tudo estava muito perfeito. E as coisas nunca foram perfeitas na minha vida. Enquanto eu mordia sua orelha, ela gemeu, me deixando ainda mais louco. Voltei meu olhar para seu rosto, e ela sorriu, me encorajando. Seus olhos estavam negros. Os meus deviam estar iguais.
I will never find another lover
More precious than you
more precious than you
Senti suas mãos, tímidas, na barra de minha camisa, levantando-as, e a ajudei a tirá-la dali. Eveline mordeu os lábios e arranhou me peito, me fazendo prender um gemido.
"Eve... Por favor..."
Ela sorriu, divertida, e beijou meu pescoço. Automaticamente, prendi minhas mãos em sua cintura e a peguei no colo, colocando-a deitada na cama e tirando sua camiseta verde lentamente. Ela corou, ao que eu ri.
Beijando seus seios, murmurei. "Você é linda, amor."
Eveline gemeu e puxou com força meu cabelo.
Girl You are
Close to me you're like my mother
Close to me you're like my father
Close to me you're like my sister
Close to me you're like my brother
Voltei minha atenção para seus lábios, deixando minha mão direita ocupada em um de seus seios, e a outra a ajudando a tirar minha jeans, que já incomodava. Em pouco tempo, estávamos os dois sem roupa nenhuma. Céus, como ela era perfeita! Cada toque, cada beijo, cada gemido... Como eu havia sonhado com aquilo, e agora era real!
You are the only one my everything and for you this song I sing
"Eu te amo, Eve."
"Eu te amo mais.", ela respondeu baixinho, mordendo meu ombro "Eu te amo muito."
All my life
I pray for someone like you
And I thank God that I
That I finally found you
Senti sua exitação quando me aproximei de sua entrada, e parei.
"Eveline?"
Ela me olhou, envergonhada. Sorri, a encorajando.
"Não precisa ter vergonha de mim, amor.", expliquei, fazendo um carinho em seu rosto. Ela fechou os olhos ao meu toque "O que foi?"
"Eu... Sou... Virgem...", finalmente sussurrou, me encarando como se pedisse desculpas.
Fiquei sem ação, e pisquei várias vezes antes de falar novamente.
"Você quer que eu pare, então?", perguntei, já me afastando "Porque não tem problema nenhum, Eve, nenhum mesmo.", sorri.
Suas mãos pequenas me impediram de levantar, e ela sorriu. "Não. Eu quero isso. Eu esperei por você a minha vida inteira. Eu preciso de você, Miguel. Agora.", sua voz estava decidida, e me deliciou "Eu só... Era nervosismo, só isso."
Beijei sua boca, já vermelha e inchada. Ela sorriu em meus lábios e retribuiu os beijos.
"Eu não vou te machucar, Eve."
E, num só movimento, éramos um, finalmente.
Tradução da música:
All my life - Panic at the disco
Eu nunca encontrarei outro amor
Mais doce que o seu, mais doce que o seu
Eu nunca encontrarei outro amor
Mais precioso que o seu, mais precioso que o seu
Garota você está
Perto de mim, você é como minha mãe
Perto de mim, você é como meu pai
Perto de mim, você é como minha irmã
Perto de mim, você é como meu irmão
Você é a única, você é meu tudo, e para você é esta canção que eu canto
Toda a minha vida
Eu rezei por alguém como você
Eu agradeço a Deus que eu
Que eu finalmente te encontrei
N/A: Vejam como eu sou legal, outro cap pra vcs nessa correria gigantesca!
E amnhã vou prestar pra Uneeeesp!!!!
hsauhsuahusahs
Gentem, se eu passar na UFES ou na Unesp, ano que vem serei uma futura geógrafa. Passando na Unicamp ou na USp, serei uma futura atriz! Que felicidaaaade! saushuahsuah'
bom, digam o que acharam, certo?
beeeijos!
Salut!
