E, finalmente, nosso último capítulo! Espero q estejem todos prontos p/ o final da história (e p/ um capítulo um pouquinho maior q os outros XD) Vamos colocar um pouco de ação nessa história! Sim, minha fic precisa de, pelo menos, uma luta no fim das contas u.u

Será q Agatha-chan finalmente reencontrará sua mãe? o.o Será q será bem recebida? O.o Quem será q tá esperando pela Amazona na cabana, aparentemente, vazia? O.O Lesath tah quereno se matar? Ò.ó E como será o desfecho da nossa história maluca? Ò.õ Bom... Só lendo p/ ver...

E mais uma vez, e pela última nessa fic, aí vão as respostas aos comentários do capítulo passado!

Pegasus Saint - Olá! Bem, eu gosto da idéia deles viajarem assim, afinal, acho q eles podem dar volta ao mundo em menos de um segundo, mas isso é m caso de guerra, necessidade. Acho q eles devem viver o mais normalmente possível em tempos de paz e q graça tem uma viagem tão curta? Tb é bom aproveitar o tempo num vôo e a paisagem, né? Qto à caverna, eles ñ tavam se escondendo, só fazedo um lanchinho XD Afinal, um almoço faz bem a todos, até Cavaleiros =P Já sua ideia de esquentar... Acho q já fechei minha cota nessa fic de cenas quentes. Ñ tenho tanta criatividade p/ isso XP Mas eu quis mesmo passar um certo clima de recén casados. Já a mãe dela, bom... nada direi sobre o q ela estará pensando, mas adorei a idéia da constelação de escorpião na parede kkk. Bom... Mais uma vez, obrigada por seus coments, amei todos! Espero q o último cap ñ decepcione XD

Suelen-san - Oiê! Bom, eu tb imagiei o Lesath tremendo só de ver a neve XD Mas ele ainda tem o cosmo dele =P Embora ele ainda tenha um certo arepio de ver a sua amada sem casado naquele frio de trincar kkk Mas enfim... Eu queria era ver a kr de taxo das pessoas de vê-los andar por lá em tão perfeitas condições XD Fora isso... Hj vc sescobre qual é a da mãe ela =P Espero q ñ se decepcione c/ o fim. Eu ainda colocarei uma açãozinha, mas a mamãe vai ser um pouquinho problemática XD E q bom vc gostou da velhinha! E queria fazer ela bem vovô boazinha mesmo. Muito obrigada pelos coments e por acompanhar!

Agora vamos ao último capítulo. Boa leitura!

-ooo-

O Reencontro:

A subida continuou após o lanche, devia ser meio dia, ou uma da tarde, mas seria impossível saber por causa da neve densa que despencava de nuvens carregadas e ricocheteavam com força em tudo que estivesse em seu caminho. Com certeza seria uma caminhada de pelo menos dois dias, nessas condições, para o mais bem treinado aventureiro. Mas para Cavaleiros como aqueles, certamente que a caminhada seria bem mais rápida, primeiro porque conseguiam andar mais que o dobro da velocidade que um humano normal, por mais bem treinado que fosse, em qualquer condição de tempo, segundo porque não precisavam desviar seu caminho por conta de obstáculos, já que, para eles, quase não existia obstáculos, não na natureza, que não usa cosmos poderosos, pelo menos e terceiro porque eram, claramente, muito mais resistentes, agüentando mais frio, mais rajadas de vento, mais mini avalanches caindo sobre suas cabeças, e mais tempo sem precisar dar uma paradinha para descansar os pés, a coluna ou para forrar o estômago, embora muitas vezes Lesath tivesse sugerido tais paradas, por pura preocupação com sua acompanhante que, sabia perfeitamente, era completamente desnecessária.

Como haviam calculado, ao fim da tarde estavam chegando à porta de uma cabana, que só pode ser vista quando já estavam ao pé da escada da varanda, pois mesmo que o relógio mostrasse as seis horas, há muito que uma escuridão total havia se juntado à tormenta que parecia que poria a montanha toda abaixo a qualquer momento. De perto dava para ver uma única e frágil luz vinda do interior da graciosa cabana de madeira resistente, provavelmente seria a lareira da sala, acesa para iluminar e aquecer o ambiente naquela noite terrivelmente fria e tempestuosa. Os dois subiram a escada e se acercaram da porta, mas ao que parecia ninguém lá dentro os teria ouvido por causa do forte uivo do vento. Eles bateram à porta, mas ninguém apareceu, nem na primeira, nem na segunda, nem mesmo na terceira vez. Provavelmente quem ali estivesse estava achando impossível alguém aparecer neste tempo, mesmo nesta época do ano, e estaria achando que era apenas o vento que teria trazido algum pedaço de madeira que insistia em bater contra a porta. Mas por que o habitante da casa não viria pelo menos tirar o tal pedaço de madeira, que certamente seria tão incômodo de se ficar ouvindo por muito tempo seguido?

- Estranho, - disse Agatha para seu acompanhante – É impossível que não tenha ouvido.

- Vou dar uma espiada na janela. – disse Lesath, se aproximando da vidraça por onde se via a luz do fogo.

Mas lá dentro viu apenas uma lareira cheia de lenha ardendo intensamente, iluminando toda a sala, onde se viam sofás forrados de tecido colorido, mesinhas com toalhinhas brancas sob bibelôs, alguns porta retratos, pratos de comida e talheres sujos sobre a mesa de centro e um copo ainda com metade do suco. Um tapete felpudo e avermelhado cobria o chão e o que parecia já ter sido uma suntuosa árvore de natal estava armada, parecia que há muitíssimo tempo, completamente empoeirada, desfolhada e seca como se estivesse ali há muitos natais. Tirando o conjunto de jantar sobre a mesinha de centro e a árvore de natal repleta de teias de aranha, tudo parecia perfeitamente arrumado e limpo.

- Agatha, venha ver isso. – chamou o garoto, muito intrigado.

Quando a menina viu a cena, concordou plenamente que aquilo tudo era muito estranho, e decidiu que deveriam entrar na casa, mesmo que sem o consentimento de seja lá quem ali estivesse. Ela colocou a máscara sobre o rosto, esperando que não fosse só sua mãe quem esperasse por ela, e os dois giraram a maçaneta da porta da frente. Estava destrancada.

- Parece que nosso amigo nos deixou um convite aqui. – comentou o escorpiniano com um sorriso nada amigável, entrando e olhando por todos os lados enquanto Agatha fazia o mesmo.

O hall de entrada, o lavabo ao lado deste, a sala de visitas à frente, a de jantar ao lado esquerdo e a cozinha que se via por sobre o balcão, bem atrás desta, estavam assim como a sala da lareira, à direita da entrada, completamente limpos e arrumados. Havia alguma louça na pia, que ainda estava molhada, os aparelhos eletrodomésticos estavam ligados e pareciam em perfeitas condições, a geladeira era enorme e tinha comida que, para uma só pessoa, duraria por três meses com sobra, e estava tudo muito fresco e apetitoso.

- Acho que minha mãe não daria uma volta à essa hora da noite e com esse tempo...

Lesath podia ver perfeitamente que ela estava muito assustada com o que parecia estar acontecendo. Ele tocou seu ombro com suavidade e a fez olhar em seu olhos.

- Não se preocupe – disse – alguma coisa ruim com certeza está acontecendo, mas não vamos deixar que façam nada de ruim à sua mãe, certo?

Ela balançou a cabeça, ainda preocupada, mas confiante.

- Vamos dar uma olhada lá em cima, alguma coisa pode estar nos esperando num dos quarto. – e dizendo isso rumou para a escada. A garota assentiu com a cabeça e o seguiu.

Lá em cima era bem amplo, havia um corredor com um tapete longo e cheio de desenhos geométricos, e quatro portas, a primeira era de um banheiro, amplo e ainda cheirando a perfume de banho, a segunda, em frente ao banheiro, e a terceira, ao lado deste, eram de quartos também amplos, com uma beliche e duas camas de solteiro cada um, decorados com papel de parede com motivos infantis, num deles era róseo e, no outro, azul. Tudo ali também estava calmo, arrumado e limpo. O último quarto, lembrava Agatha, era o principal, a suíte, onde deveria haver uma cama de casal e decorativos em tons neutros, cortinas rendadas cor de creme, tapetes felpudos da mesma cor e móveis em estilo renascentista, ou coisa parecida.

Mas quando atravessaram a porta, Agatha sufocou o grito de surpresa e indignação, viu a mulher que era sua mãe, amarrada e amordaçada sobre a cama, cujos lençóis estavam levemente manchados de sangue aqui e ali. A aparência da mulher era cansada e sua pele já estava enrugada, como se aquele rosto pertencesse a uma mulher triste, solitária e amargurada com a vida. Mas com certeza ela não teria os olhos roxos e os cortes no rosto, nos braços e pernas, expostos pela roupa rasgada há pouco tempo, atrás fitou Lesath, suplicante por trás da máscara, e ele não precisou ver seus olhos para entender seu pedido mudo. Ele entrou no quarto olhando por todos os lados, montando a guarda enquanto ela ia até a cama para ajudar a mulher.

- Quem são vocês... Não me machuquem... – pedia ela apavorada.

- Não se preocupe... – respondeu Agatha um tanto rouca – Viemos te ajudar.

- Como sabiam que...

- Não sabíamos. – respondeu ela rapidamente – viemos por outro motivo, na verdade. Quem fez isso com você?

- Um... Homem... Um monstro certamente mandado por Lúcifer ou coisa parecida! Oh, minha irmã sempre disse que ele ainda me procuraria novamente para me torturar. Ele nunca esquece uma presa quando a escolhe!

- Ele quem? – perguntou a menina apavorada com o modo de pensar da mulher.

- Lúcifer, claro! Ele escolhe suas vítimas entre pessoas que só querem ser boas, para torturá-las, por pura diversão!

- Minha senhora, acho que ele teria mais o que fazer além de torturar alguém só porque gosta de ver gente boa sofrendo. – retrucou Lesath com uma expressão de espanto.

- Como o que? Você se acha muito experiente para saber mais das coisas da vida, garoto?

- Bem, não sei quanto a isso, mas acho que ele ia preferir alguma coisa do tipo dominar o mundo, fazer todos de escravos e superar Deus. Sabe, ele não é um cara que se diverte com pouco. Ele é o gênio dos gênios do mau, não?

- Está elevando suas características como se fossem virtudes? Saiam de perto de mim, vocês dois, adoradores do Diabo!

- Pare de se debater! – disse Agatha com autoridade, assustando e alegrando Lesath ao vê-la agir com tanta confiança perto de sua mãe – Vai se machucar mais ainda assim! E não somos adoradores do Diabo, ou não estaríamos tentando te ajudar!

- Estão mentindo... Estão fingindo!

- Já disse pára ficar calma! Mas que teimosia!

De repente, ela parou, ao mesmo tempo, os garotos olharam para um mesmo ponto do quarto, a entrada para o banheiro da suíte, de onde sentiam vir uma energia terrível que os pressionava. Era poderosa como a de um Cavaleiro de ouro, mas cheia de ódio e sede de sangue. A energia era tanta que até mesmo a mulher, que não tinha treinamento algum, podia sentir e ver o brilho vermelho sangue daquele cosmo.

- É ele... Ele... O homem do Diabo... Que caminha pela tempestade e derrete o gelo...

A mulher parecia não fazer sentido algum, mas o homem enorme sorriu com desdém para os três, recostando-se a um armário.

- Oh, mas que coisa mais meiga... Finalmente a senhorita recalcada reencontrou quem procurava para lhe mostrar que ela valia a pena... Estou tocado, acho até que vou chorar...

A garota olhou direito para aquele homem alto e muito forte, aqueles olhos raivosos e ouviu com atenção aquela voz grave e decidida de superioridade.

- Você... Não acredito, como foi que você...!

- Como soube do que procurava, para onde vinha e quando? Ora foi muito simples. Seu namoradinho aí ajudou bastante, sabe? Ele espalhou para todo mundo que você viria atrás dessa velha caquética e eu os segui. Quando chegaram aqui e tiveram a conversa com o dono da estalagem, eu estava bem do lado todo encapotado, e vocês nem perceberam, de tão burros que são. Eu vi que estavam tomando seu café da manhã como dois pombinhos, sem nenhuma pressa, então subi rapidamente a montanha, cheguei aqui um pouquinho antes de vocês, a velha abriu a porta para ver quem era que poderia estar batendo, ou para tirar o que ela pode ter pensado ser um galho chato que caiu na varanda e ficou fazendo barulho na porta. Eu agarrei ela, ela tentou reagir, mas você sabe muito bem que seria inútil. Então dei uns tabefes nela, amarrei, amordacei, joguei ela aí e esperei vocês. Simples assim.

Ele abriu um sorriso ainda mais largo, Lesath olhava de um para outro sem entender absolutamente nada do que estava acontecendo. Quem era aquele cara e por que queria fazer alguma coisa para atingir Agatha? A mãe da garota, por sua vez, estava apavorada com tudo aquilo, e só fazia rezar incessantemente.

- Agatha, afinal de contas quem é esse cara? – perguntou ele muito desconfiado e com cara de pouquíssimos amigos.

- Ah, você ainda não contou para ele a nossa historinha? – disse o homem num novo deboche, e vendo o escorpiniano ranger os dentes para ele – Calma... Eu gosto de pegar mulher, fazer o que tem que fazer e dar o fora. Não namoraria uma tontinha como essa daí.

- Essa daí? – seu cosmo explodira, para desespero da mulher logo atrás – Como se atreve a se dirigir a ela desse jeito seu lixo nojento! Eu vou te transformar em peneira!

- Não, Lesath! – gritou Agatha em meio à confusão.

- Mas... – ele tentou retrucar, mas foi cortado.

- Este homem disputou comigo a armadura de Aquário dois anos atrás, e eu venci, me tornando a primeira pessoa a conquistar uma armadura de ouro com apenas treze anos. Mas ele parecia estar lutando pela vestimenta com rancor e indignação, como se eu não a merecesse, e ao que parece esse rancor e indignação só fez crescer nestes dois anos. Você deve estar querendo se vingar pela derrota e tomar a armadura para si, por isso usou uma isca, para me desestabilizar emocionalmente. Estou errada, Loki?

- Estou cada vez mais emocionado... Eu consegui chegar onde queria, me divertir batendo nessa velha idiota, você me entende profundamente e ainda lembra meu nome...

- Bom... Primeiro... Não me esqueço dos nomes de meus adversários, mesmo que tenha sido um completo idiota mesquinho – Lesath fez um "ui" fingindo cara de dor – Segundo, sua mente é rasa demais. Não deve passar muita coisa por ela, por isso é tão fácil descobrir o que está pensando. – Lesath fez cara de mais dor e disse um "ai" – E terceiro... – seu cosmo explodiu e ela voou na velocidade da luz para cima de Loki – não vai ter uma terceira chance para insultar esta mulher!

Ele nem viu de onde veio o chute circular que o atirou janela afora, fazendo-o cair dolorosamente contra o chão coberto de neve junto com os estilhaços. Amanda gritava histericamente enquanto Agatha saltava pela janela atrás do homem. Lesath riu de uma orelha a outra, puxou a mulher pelo braço e a levou até a janela.

- Venha! Você não pode perder um espetáculo desses! E de camarote!

- Você só pode estar louco! Todos vocês são loucos! De onde vieram?

Ele parecia estar encarando aquele desespero como uma conversa tão normal como a que se tem num chá das seis, utilizando seu cosmo para afastar a tempestade e formar um tipo de arena para os combatentes, cujo limite era a parede de neve que girava em torno com uma força absurda. Ao mesmo tempo ele calmamente explicava à mulher, que se boquiabria mais a cada segundo.

- Viemos do Santuário. Eu e a garota somos honradíssimos Cavaleiros de ouro, a elite dos guerreiros que protegem a Deusa da guerra e sabedoria, Athena, e que ao lado dela lutam contra os inimigos mais poderosos que aparecem tentando destruir, dominar ou fazer qualquer outra atrocidade com o nosso querido planeta. Já o brutamontes ali... Bom... Pelo que eu entendi da putaria toda... – ele viu o olhar pasmo da mulher se tornar horrorizado.

- Er... Desculpe, senhora... Pelo que entendi da história... Era um cara que queria ser Cavaleiro de ouro só pelo poder, ganância, para dominar os outros. Ou seja, por desejos egoístas, o que é um crime passível de morte para nós. E ele disputou com essa linda garota que está lá embaixo, prestes e dar um maravilhoso coro nele, mal posso esperar para ver.

Seus olhos brilhavam apaixonados, deixando a senhora ainda mais pasma e incrédula com tudo aquilo que estava acontecendo e com a história que ele estava lhe contando, principalmente porque aquilo lhe trazia lembranças que ela queria, mais do que tudo, esquecer. Heróis que lutam por Atena, armaduras fantásticas, poderes sobre humanos, Deuses e seres malignos querendo destruir o mundo... Ela ouvia, em sua mente, sua própria voz berrando com uma menininha o quanto aquilo era idiota, inútil e perda de tempo. Ao mesmo tempo, ouvia ainda a voz apaixonada do lindo garoto que lhe explicava a história toda.

- Ah, eu queria ter visto a luta. Dizem que ela foi maravilhosamente digna da vitória estrondosa que teve sobre ele. Eu a vi treinar inúmeras vezes desde que cheguei ao Santuário, e também treinei muito com ela, e devo dizer que ela é realmente fantástica. Não é só uma dos doze guerreiros mais poderosos do Santuário que são os doze dourados... É uma das mais poderosas dentre esses doze... – ele suspirou – Mas como esperei para ver ela em combate de verdade...

- E... Você não vai ajudar? Que raio de homem é você? Vai deixar uma menina pequena e frágil como ela encarar um gigante desse sozinha? Ela não teria nem chance!

- Senhora! Que parte da história eu não contei direito? Não me ouviu dizer que ela já enfrentou esse cara e venceu incrivelmente? Ela é muito mais poderosa que a maioria dos homens! Entre Cavaleiros, quando uma Amazona põe sua máscara e tem sua armadura, não existe mulher ou homem, apenas um combatente em pé de igualdade com seu adversário, seja quem for. O que manda não é tamanho ou músculo, mas o poder de seu cosmo! E isso ela tem de sobra!

- O poder de que?

- Cosmo, poxa! A energia que vem de dentro da gente, que fazemos explodir como o big bang que deu origem ao universo, com um poder estrondoso! Não tem nada a ver com seu físico, mas com a força do seu coração e dos seus ideais!

Ela não poderia acreditar nisso tudo, mas logo viu o homem enorme se erguer da neve, com aquela energia poderosíssima em volta de seu corpo, viu o cosmo de Agatha brilhar com uma intensidade pavorosa, num dourado reluzente que quase a ofuscou. O gelo começava a dançar em torno daqueles dois, eles se atacavam numa velocidade que a mulher jamais poderia acompanhar, mas percebia que algo estrondoso estava acontecendo. Lesath explicou que só afastara a tempestade para poder ver a briga, pois os dois eram guerreiros que controlavam o gelo, portanto a tormenta não lhes era problema. Nenhum dos dois se atingiram por um bom tempo, mas dava para se ver os desvios precisos da garota contra os ataques pesados e poderosamente brutos de Loki, e as defesas fortes dele contra os ataques circulares e muito ágeis dela. Pelo menos era o que o escorpiniano via entre suspiros, admirado, da capacidade incrível de sua namorada, enquanto Amanda via apenas feixes vermelhos e dourados se cruzando sem parar. Foi quando o homenzarrão, enraivecido, lançou um ataque poderosíssimo contra a menina, uma rajada de cosmo gélido que a pegou de surpresa e a congelou sob uma crosta de gelo. Para não cometer o mesmo erro de quando lutou contra ela pela armadura, avançou impiedosa e rapidamente com mais uma rajada vermelha que fez o gelo explodir e lançar o corpo delicado longe dali.

- Seu inútil, vai deixar ele a matar assim? – berrou Amanda.

- Ela... Não perdeu ainda... Eu confio nela... – Lesath se agarrou tão forte ao beiral da janela que o esfacelou, para desespero ainda maior da mulher.

Loky olhou para cima, em direção ao quarto, e bradou.

- E então? Vai ser o próximo ou está com medo, douradinho?

- Acho melhor olhar para a sua luta ao invés de querer arrumar mais briga antes da hora! – gritou Lesath de volta, que não perderia as esperanças em Agatha assim tão fácil.

Nesse momento, o cosmo da garota voltou a explodir, ela atravessou a parede de nevasca e voltou a atacar com todas as forças, cada vez mais rápido, até que o inimigo não tivesse mais chances de atacar de volta. Continuou a aumentar a velocidade, até que ele, então, começou a receber seus golpes, cada vez mais e mais golpes, inicialmente inofensivos para o seu tamanho, mas com o fôlego da menina, que não a deixava na mão, os golpes continuaram incessantemente. Ele estava começando a afastar, a ficar vincado de golpes cortantes e hematomas, cada vez mais fundos, cada vez mais doloridos, e mais um chute giratório o atirou longe.

Loki deixara algo cair no local em que estavam os dois antes de ser lançado longe pela garota, um pacote pequeno que repentinamente explodiu com o poder do mais poderoso ataque de um dourado, bem aos pés de Agatha, agora com a guarda completamente baixa. A garota não voou como aconteceria com qualquer outra coisa que fosse atingida por aquilo, no último milissegundo ela tentou armar defesas contra a explosão, mas o máximo que conseguiu foi não sair do chão. Lesath gelou, sua expressão agora era de um imenso pavor, uma fumaça se elevava daquele local, impedindo-o de ver onde estava Agatha. O homem que preparara aquela cilada se apoiava com dificuldade nas mãos e nos joelhos e a fitou com um sorriso megalomaníaco cheio de ódio, e berrou para todos escutarem.

- Viram só? Eu não sou o burro que vocês tanto pensam! Eu consegui esse poderoso explosivo no mercado negro. Os humanos normais tem um jeito todo especial de compensar sua falta de poder, e eu tenho um jeito bem mais especial de lhes mostrar isso, seus Cavaleiros malditos! Como se sente agora com sua namoradinha feita em pedaços, Escorpião? Hahahahahahaha!

- Eu... VOU TE MATAR!

Ele soltou um urro de tristeza e ódio, saltou pela janela e se atirou contra o inimigo com o cosmo explodindo como nunca sentira antes. Mas antes que suas agulhas pudessem sair de seu indicador, ambos voltaram a sentir o poderoso cosmo dourado de Agatha. Fitaram o nevoeiro que agora se desfazia, vendo a silhueta de Agatha surgir ainda de pé e tomar forma e cor diante de seus olhos. O sangue escorria abundante pelo seu corpo sem armadura, ela parecia em frangalhos, Amanda, vendo a isso da janela, quase desmaiou.

- Não o ataque, Lesath. Eu ainda estou viva e pronta para lutar.

- Mas... Agatha... Se você...

- Não vou perder. Confie em mim.

Sua voz era firme como só acontecia em batalha, Lesath engoliu em seco e atendeu ao seu pedido, pedindo, com todas as forças que ela ficasse bem. Não queria deixá-la lutar, queria esmagar aquele homem nojento com suas próprias mãos. Mas fazê-lo contra a vontade de uma guerreira seria um grande desrespeito, e ele jamais poderia desrespeitar Agatha, embora dissesse a si mesmo que, se ele pensasse por um segundo que ela poderia morrer ali, ele deixaria isso de lado e interferiria.

Diante de Loki, ainda sobre as mãos e joelhos, Agatha calmamente levou a mão à máscara e a tirou do rosto. Os olhos dele se arregalaram de espanto ante os olhos tão belos e o rosto tão delicado.

- Você sabe, não é? Uma Amazona que tem seu rosto visto por um homem tem que amá-lo ou matá-lo. – diante dessas palavras, não só Loki, mas Lesath e Amanda, ficaram tão brancos quanto a neve em volta deles – Acho que é bom para um machão como você ver bem o rosto da garota que irá por fim à sua vida medíocre!

- Uma... Menina tão bonitinha e delicadinha... - disse com desprezo - Como... Como pude perder para uma patricinha como você? Não pode me matar por motivos pessoais como a mulher lá em cima!

- E quem disse que é só por causa dela? – ele arregalou ainda mais os olhos – Você traiu Athena e o Santuário, atacando um inocente, tentando matar uma Amazona e um Cavaleiro fiéis à Deusa e querendo roubar uma armadura que não merece. A punição para traição é a morte, lembra?

Lesath balançou a cabeça para cima e para baixo, ainda branco como algodão e com cara de quem viu o próprio demônio. Loki tinha olhos de pavor diante daquela menina, incrédulo e se enchendo de um medo incontrolável.

Agatha preparou seu mais poderoso golpe, Lesath saltou de volta para o quarto e envolveu Amanda com seu cosmo quente, pois sabia o que viria pela frente, e estava eufórico só de pensar, mal podia esperar. As mãos unidas em forma de jarro desceram em direção ao homem que tentava se erguer, que tentava se defender com seus punhos e com seu cosmo, mas tudo foi engolido pelo ar mais gélido que qualquer um dos três presentes já havia imaginado. E o corpo de Loki virou gelo, se estilhaçou e desapareceu na noite, em pedaços tão pequenos quanto os próprios átomos.

Os olhos acinzentados naquele rosto corado da linda figura que era Agatha se voltaram para cima, em direção aos dois que a assistiam, e sorriu graciosamente para Lesath, dizendo que estava tudo bem com ela, e agradecendo pela confiança, tudo num olhar que o garoto facilmente decifrou, tão bem já a conhecia. E neste instante os olhos de Amanda se arregalaram ainda mais, cheios de uma surpresa pavorosa que ela jamais sentira, nem mesmo com aquela batalha, ou com o fato de ter passado pelas mãos daquele homem tenebroso. Mas de repente o sorriso no rosto da jovem se desfez, e seus olhos se fecharam, Agatha caiu com as costas sobre a neve, e o sangue escorrendo ainda mais de seu corpo.

Lesath se desesperou, voltou para a neve, puxou cuidadosamente a cabeça dela para seus braços, chamou seu nome, verificou seus batimentos e respiração, mas ela estava muda e imóvel, e seus sinais vitais estavam prestes a desaparecer. "Só tem um jeito" – pensou consigo. Ele não hesitou, por mais que seu mestre lhe tenha dito o quanto aquilo era perigoso, e o quão mais perto dos portões da morte ele se colocava a cada vez que usasse aquilo, ele não se importaria de cruzar tal portão e nunca mais voltar. Não se fosse por Agatha. Ele elevou o indicador na direção da garganta dela, que emitiu uma leve luz vermelha e sussurrou.

- Serket, Deusa que cura pelo veneno, eu lhe peço mais uma vez. Empreste-me seu milagroso aguilhão, e em troca lhe dou mais um passo para o portão do mundo dos mortos.

O feixe atingiu a garota, os sinais voltaram a ficar mais fortes e poucos minutos depois ela recobrou a consciência. Agatha sonhara com o portal que levava para um mundo escuro, mas agora estava de volta à montanha alva de neve.

- O que... Você fez... Lesath...?

- Shh... Não se esforce.

- Mas... Você usou o aguilhão... Você... Sabe o que isso significa...

- Isso não importa para mim.

- Mas para mim importa! Não quero que você morra por minha causa!

Ele sorriu, e depois desmaiou com o efeito de sua técnica. Agatha o amparou, esperando que ele acordasse.

- Seu idiota... – ela sussurrou com uma lágrima escorrendo em seu rosto.

Amanda não tirava os olhos daquela cena, estava em completo estado de choque. Quando Lesath finalmente voltou a si e os dois fitaram o andar de cima da cabana foi que a mulher voltou um pouco a si. Ela se afastou da janela, sentando-se na cama, e logo depois os dois saltaram janela adentro, Agatha amparando Lesath. A tempestade agora cessara e a neve apenas caia graciosamente. Lesath ainda abraçou a namorada quando conseguiu ficar de pé sozinho dizendo o quanto ela tinha sido fantástica, o que a deixou com as orelhas pegando fogo, junto com o resto do rosto.

- O que... Que significa... Isso... – gaguejou a mulher, ainda sentada na cama, fixando seus olhos quase catatônicos na garota – Você... Não pode ser...

- Está tudo bem... – disse Agatha se dirigindo à ela – Agora a senhora sabe que tudo aquilo daqueles livros não era bobagem inútil, e que eu não sou uma inútil tampouco. Preferia dizer isso na teoria, explicando todas as coisas e simplesmente lhe presenteando com um cisne de gelo saído das minhas mãos, mas infelizmente teve de ser na prática, né? Sinto muito pelo que teve de sofrer... Eu realmente...

- Realmente o que? Não queria que um brutamontes invadisse minha casa para me espancar só porque você resolveu voltar depois de tantos anos para dizer que está brincando de super herói e que eu não fiz a menor falta? Não queria que eu sofresse porque você resolveu trazer de volta o passado maldito que eu tentei esquecer por tanto tempo?

- ELA SALVOU SUA VIDA! Ela quase morreu agora há pouco e essas são as belas palavras que você tem a lhe dizer? – berrou Lesath, indignando-se completamente. Agatha tentou pedir que não agisse daquela forma, mas ele não podia mais se conter – Você a chamou de feia e desarrumada por toda a vida, a censurou só porque gostava de livros de aventuras e imaginava um mundo em que ela poderia fazer a diferença, porque com a sua família isso era impossível! Você a chamou de burra, disse que era masculinizada e que nunca ninguém a amaria! Nem você a amava então? Só porque pensava diferente de todas vocês carolas psicóticas e extremistas? A vida inteira, até poucos dias atrás, eu só a ouvia dizer, com toda a certeza do mundo, que era feia, desarrumada, que ninguém poderia gostar dela, que era masculinizada e estúpida, que era uma tola que só falava bobagens e só pensava bobagens! Mas sabe de uma coisa? Ela não pensa só bobagens, porque tudo isso é verdade! Ela não é inútil, porque é a guerreira mais fantástica que eu já vi na vida, e o mundo nunca precisará temer mau algum enquanto ela estiver por aqui! E ela, definitivamente não é masculinizada e estúpida, porque é a garota mais delicada, gentil, carinhosa, preocupada, leal e fiel que se possa imaginar, tanto que continuou te amando e pensando em vir vê-la para te mostrar a verdade e te perdoar por todas as atrocidades que fez com ela, e pedir desculpas por ter fugido e por ter te deixado triste estes anos! Ela te amou mesmo assim e se preocupou com sua segurança, bem estar, saúde e felicidade o tempo todo mesmo assim! E, acima de tudo, ela é a garota mais linda e maravilhosa que eu já vi na vida e duvido que possa ter uma garota, ninfa, musa ou Deusa com tanta beleza quanto ela! E eu a amo! E depois do que acabou de dizer eu não quero mais nem saber se você concorda ou não com isso! Eu vou casar com ela e ter filhos com ela e tratar eles e ela da forma que merecem, da forma como você nunca foi capaz de tratá-la!

A mulher estava ainda mais branca que nunca, Agatha baixou o rosto, sentia que aquilo que Lesath dizia era a mais completa verdade e concordava com ele. Agora que a vira, que mostrara a ela, e que mostrara também, mesmo que através das palavras bravias de Lesath, que ainda gostava dela e se importava com ela, não tinha mais pendência nenhuma. Pouco se importava com o que ela pensava ou pensaria, era hora de deixar que ela resolvesse, sozinha, seus problemas, ou que resolvesse querer resolvê-los, e ir viver sua vida. Lesath lhe estendeu a mão.

- Vamos Agatha... Vamos embora.

- Sim... – ela pegou na mão dele, depois fitou o fundo dos olhos de sua mãe, fazendo-a gelar com o brilho prateado dos seus – Vou voltar para o Santuário, que é minha casa e meu lugar de direito. Se um dia quiser, pode me procurar. É só procurar uma vila em Atenas chamada Rodório, e todos lá saberão dizer onde estou.

- Certifique-se de que, pelo menos, consiga pronunciar o nome da sua filha. E espero que saiba que Atenas fica na Grécia. Sabe... A capital, tipo Londres.

Eles deixaram Amanda para trás, sentada na cama ainda em estado de choque, e voltaram para casa. Chegaram à vila ao pé da montanha quando o sol nascia, deixando, como previam, os moradores pasmos de os verem de volta. Mas quando entraram no trem de volta a Londres, dormiram o caminho inteiro, Agatha apoiada no ombro de Lesath, que a abraçava protetoramente. A viagem de avião também não foi vista, pois também dormiram todo o percurso. Chegaram na casa de Escorpião, onde desfizeram as malas e passaram a tarde ali, descansando e conversando. Lesath pediu mil desculpas pelo modo como falou à mãe dela, mas Agatha sabia que não fora por mau, e talvez ela até precisasse de um sermão destes, já que a vida toda era sempre apenas ela quem monologava. A garota chorou muito por saber que a mãe continuava a mesma de sempre, tratando-a como se fosse a maldição em sua vida, mas conseguiu rir um pouco quando Lesath, com muito sucesso em seu plano, lhe narrou o quanto e como xingaria, daria sermões e bateria em seu pai se eles, um dia desses, o encontrassem.

- Lesath...? – chamou ela, mudando um pouco de assunto.

- Hai.

- Pode me prometer uma coisa?

- O que é?

- Prometa? Dê sua palavra de Cavaleiro de Athena... Por favor...

- Tudo bem, eu prometo. Palavra de Cavaleiro dourado de Athena. Que minha honra seja testemunha e esteja em jogo.

- Você nunca mais usará o Aguilhão de Serket.

- A... Agatha...?

- Você é um dourado... Mas ainda humano. Não pode controlar vida e morte. Eu não quero te ver morrer por essa técnica. Já me basta o medo de vê-lo morto em batalha.

- Mas sou um Cavaleiro. Esse é... Nosso destino...

- Ainda assim você não aceitou que eu pudesse morrer lá. – ele baixou os olhos. – E eu também não suportaria que você morresse, principalmente em troca da minha vida... Viveria infeliz para sempre... – ele a fitou com olhos apaixonados e compreensivos – É por isso que te peço, por favor... Nunca mais use essa técnica, nem mesmo se for para ME salvar. Está bem?

Lesath a abraçou com muita força, o calor de seu cosmo era acolhedor e apaixonado.

- Se é o que você realmente deseja, então eu juro que o farei, Agatha, por mais que isso possa me ferir. Nunca mais usarei o Aguilhão de Serket.

- Obrigada, Lesath... Eu te amo... Te amo demais...

- Também te amo, Agatha. Com todas as minhas forças.

Os dois voltaram a viver juntos e eram muito felizes, faziam planos para o futuro, quando seriam adultos e responsáveis o suficiente para terem filhos. Passaram um Natal maravilhoso com todos do Santuário, com direito a presentes, brincadeiras, piadas e confusões. Claro, porque ninguém no Santuário consegue ficar sem cutucar os amigos o suficiente para sair uma boa briga... E após isso, continuaram passeando pela Grécia, conversando com amigos, se divertindo juntos, treinando muito e arrumando confusões, principalmente com Tidus, que Lesath odiava profundamente por acreditar, a despeito do que qualquer um dissesse, que o leonino queria roubar Agatha para ele. E o tempo passou bem rápido, trazendo o fim do inverno, e Agatha se lembrou de que o gelo da montanha estaria derretendo, mas as lembranças da infância e daquele dia logo fugiram de sua mente, pois Lesath estava ali para fazer tudo ser muito melhor, assim como seus amigos Cavaleiros.

Era véspera de páscoa quando uma menina bateu ao templo de Aquário, onde ela e Lesath almoçavam calmamente. Ela atendeu a porta.

- Senhorita Agatha... Desculpe atrapalhar nessa hora, mas é que tem uma pessoa querendo falar com você. Ela está lá na frente da casa de Áries e a senhorita Mayara diz que só passa se você disser que a conhece.

- Como ela é e como se chama? – perguntou a garota confusa e um pouco impaciente.

A menina descreveu a mulher, a imagem dela começava a se formar nitidamente na mente de Agatha, deixando-a cada vez mais eufórica. Até que a mensageira encerrou, dizendo.

- Disse que se chama Amanda Bathmann e vem de Londres. Disse que se ainda assim não acreditasse, que dissesse que ela sabia muito bem onde ficava Atenas, e muito mais que era uma capital. Não sei por que disse isso dessa forma, como se alguém a tivesse chamado de burra, mas...

- Pode deixar subir... – cortou Agatha, olhando pro nada, e a menina reverenciou e saiu.

Cerca de meia hora depois a criança voltou trazendo a mulher de quem falara. Ela parecia pasma com tudo aquilo, mas para a surpresa agradável da Amazona de Aquário, parecia também encantada. Ela abriu a porta e a chamou para dentro, deixando-a ainda mais chocada com a moradia de sua filha. Agatha ofereceu alguma coisa de beber, e também um almoço, mas ela recusou, baixou a cabeça, como que com vergonha, depois a levantou, notando que Lesath estava junto da garota, com uma cara muito séria. E timidamente ela falou.

- Será... Que há uma... Chance... De uma velha aprender... A pensar de forma diferente da de toda a sua vida...? Agatha...?

Foi então, com espanto e alívio, que ela viu o garoto ao lado de Agatha sorrir para ela, e a filha, com lágrimas nos olhos, fazer o mesmo. Ela não conseguiu falar, mas Lesath traduziu suas lágrimas, dando uma pitada de sua personalidade de escorpiniano.

- Você não está velha, ainda. Mas sempre tem chance pra quem quer mudar, né?

A mulher caiu no choro, tampando o rosto com as mãos.

- Me desculpe! Eu não podia entender... Eu não conseguia entender!

Lesath pareceu apavorado com aquele repentino verter de lágrimas, mas Agatha se adiantou e abraçou a mãe, que retribuiu o abraço, agradecida. O garoto sorriu novamente, e quando ela parou de soluçar, perguntou.

- Será que, então, agora, a senhora aceitaria que eu me casasse com Agatha? Esperamos ela completar dezesseis anos, e estávamos pensando no outono. Tem cores muito bonitas...

- Eu não conseguiria pensar em alguém melhor... – disse Amanda.

Ela finalmente sorria e, de repente, pareceu que ela tinha muito menos rugas do que quando a conheceram, ou do que quando apareceu à porta do templo. Talvez, na verdade, ela nem tivesse rugas de verdade. E nos dias seguintes, eles a levaram para conhecer o Santuário, a mulher resolvera mudar completamente de vida, e viver ali, no Santuário, servindo aos ideais de Athena ao ajudar os Cavaleiros. Conseguiu um bom cargo ajudando no hospital do Santuário, onde eram muito necessárias pessoas querendo ajudar e que fossem dedicadas, afinal, como brincara Lesath: "todo mundo vive quebrado por aqui".

Agatha nunca mais sentiu que fosse inferior, feia ou qualquer das coisas que pensava antes, pois agora estava completamente livre desses pensamentos e sentimentos tão pesados. Lesath fazia parte disso, mas era por essa vitória de Agatha que ele se orgulhava e se alegrava infinitamente.

E numa tarde de outono, às luzes vivas e quentes do pôr-do-sol, sob o cetro e o cosmo cintilantes de bênçãos de Athena, Lesath e Agatha se uniram para sempre, de corpo e alma, num beijo doce e cálido de que ninguém ali jamais se esqueceria.

FIM

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Continua...

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Ieba! Finalemente terminamos a história! Espero q todos tenham gostado, espero q aluta tenha ficado legal e q tenha tido emoções suficientes. E é claro q eu num podia deixar um final triste daquele jeito, tipo, ninguém muda e coisa assim. Oras, de duro jah basta a vida, né? XD Mas enfim... Espero mesmo q tenham gostado e q acompanhem a próxima fic, à partir da semana q vem!

Mais uma vez os mais sinceros agradecimentos à quem leu, acompanhou, gostou, torceu, riu, teve raiva de alguém, chorou por alguém e muito... MUITO obrigada a quem comentou! E naum pensem q só pq ñ tem mais capítulo c/ respostas a comentários q vcs ñ precisam, heim! Quero saber o q acharam, então, pela últimíssima vez nesta fic... Comentem, onegai!