Que pena que tenho de não ter sido o génio chamado Kirpky
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Capítulo II
Michelle não fazia a menor ideia do que a esperava. Como poderia saber, para ela tudo não passava de um pesadelo no qual, os seus colegas e professores foram vítimas, ela apenas esperava que voltasse tudo á normalidade e que pudesse viver a sua vida.
Quando Richard e Selene tiveram alta do hospital, Michelle ofereceu-lhes a sua casa para viverem, pois eles não tinham mais ninguém, tinham sido transferidos e infelizmente a família que os ia acolher morreu também no massacre, os pais estavam a ajudar os professores e os miúdos na festa.
Selene era muito bonita, tinha uma beleza fora do comum, cabelo preto e olhos azul eléctrico, pele branca, pálida e lábios vermelhos.
Richard tal como sua irmã também tinham uma beleza clássica de pôr as mulheres loucas, alto, pálido, cabelo preto e olhos azul eléctrico como sua irmã.
Selene e Richard, estavam a recuperar muito bem do ataque, mas Michelle estava tão feliz pelos seus novos amigos estarem bem que nem se apercebeu que algo não estava bem com eles, o pânico era tanto por causa do que estava a ver na escola, que nem se apercebeu de que eles os dois nunca estiveram realmente feridos.
Na primeira noite que Richard e Selene mudaram-se para a casa de Michelle, quando estavam todos a dormir, Michelle acordou com a sensação de que estava a ser vigiada, ela ligou o candeeiro da mesa-de-cabeceira, mas não está ninguém no quarto para além dela mesma, ela apaga a luz e deita-se, mas continua a sentir-se que está a ser vigiada, nessa noite ela não consegue dormir direito, mas eventualmente adormece. Ao mesmo tempo que Michelle estava a ser vigiada, num beco no meio da cidade, alguém estava a ser atacado, mas era atacado por algo terrível, algo que não pertencia a este mundo, algo que tinha sido o que tinha provocado o massacre no liceu.
Mas os dias foram passando e Michelle esqueceu por completo a sensação que sentiu na primeira noite que Richard e Selene dormiram na sua casa. Mas desde essa noite, mais 3 mortes estranhas tinham acontecido na cidade. Estranhas, sim, porque as mortes não apresentavam sinais de luta ou resistência, nem havia arma do crime, a única coisa que havia era os cadáveres com 2 marcas no pescoço e sem uma gota de sangue no corpo. E as vítimas eram prostitutas e gigolôs.
Numa noite de trovoada, depois do jantar, Michelle, Richard e Selene estavam a ver televisão quando deu uma notícia sobre o último ataque dizendo que as vítimas eram pessoas da prostituição. Ao ouvir isto, Richard, pergunta:
- Não acham que este caso está parecido com o caso do Jack, O Estripador?
- Agora que falas nisso, tens toda a razão, Richard. No caso do Jack, O Estripador a Scotland Yard nunca conseguiu provar quem era o assassino, apesar dos suspeitos que tinham e ele só matava prostitutas. – contou Michelle no seu tom de sabichona. – Contudo, isso agora é visto como uma lenda, um mito urbano. Selene, lá do país onde vocês vieram, têm alguma lenda, ou história de terror? – perguntou Michelle, com a curiosidade sendo melhor que ela.
- Agora que perguntas, há sim uma história muito conhecida. – começou Selene – Tudo se passou há mais ou menos 250 anos atrás, havia uma família muito rica mas também muito misteriosa, era raro serem vistos durante o dia, mas durante a noite era vistos em bailes e reuniões, sabia-se que faziam parte de uma sociedade, mas quase ninguém sabia ao certo do quê, havia muitos rumores, mas nunca ninguém soube ao certo o que era essa sociedade. Essa família era conhecida pelos Ventrue. Os Ventrue eram conhecidos por serem a "alta classe" e influenciavam a política e economia. Magnus Ventrue era o patriarca, era um homem de beleza estonteante e havia quem dissesse que ele era como se os seus olhos azul-turquesa chamassem as pessoas para o servirem sem discussão, havia depois a matriarca, Susan Ventrue, igualmente como o seu marido, dona de uma beleza de cortar a respiração e por fim os dois filhos Richard e Selene, igualmente inteligentes e belos."
"Conta a história que a bela Susan estava grávida, mas os rumores eram que a criança não era de Magnus, mas sim de um forasteiro que tinha chegado à cidade, Magnus sendo um nobre e cavalheiro, não abandonou a esposa e apoiou-a durante a gravidez, mas uma vez que ela entrou em trabalho de parto e criança nasceu, ele mandou uma das parteiras desaparecer com a criança, pois ele não ia admitir que aquela criança tivesse a mesma vida e riqueza que os seus filhos. A parteira assim fez, pegou na recém-nascida e levou para a porta da igreja para que tivesse a sorte de ser adoptada por uma boa família e tivesse uma vida feliz, mas o que o Magnus Ventrue quis mesmo dizer era matar a criança para que nunca ninguém soubesse que a sua bela e fiel mulher tivera uma bastarda.
"A criança cresceu no orfanato da igreja, nunca teve a sorte de ser adoptada, mas ela sentia-se feliz, tinha amigos, cantava no coro da igreja, segundo o padre ela tinha uma voz de um anjo, e o padre deu-lhe o nome de Michelle. Ela foi crescendo e tornou-se numa jovem de uma beleza estonteante, no ano em que ela fez 16 anos, nesse verão, os Ventrue regressaram á cidade, Magnus nunca contara a Susan o que acontecera à criança, apenas disse que tinha nascido morta, e na verdade ela pensava que estava mesmo morta, mas mal sabia ele que a sua destruição estava naquela cidade, mas o que ele não sabia também é que o forasteiro o qual a sua esposa se tinha envolvido também tinha chegado umas semanas antes. Esse forasteiro era conhecido por Dr. J. Van Helsing e tinha travado uma certa afinidade, amizade com a bela Michelle, ele estava a ajudar a tornar-se enfermeira"
- Wow, que história! – disse Michelle espantada
- Espera, mas esta é a versão popular da história, agora vou-te contar o que realmente se passou.
