Bella piscou na escuridão, deleitando-se no calor delicioso da cama. Não tinha idéia do que a acordara, exceto que, de alguma maneira, o som da respiração de Edward se havia insinuado em seu sonho.

Ela estava, percebeu, com sede. Lembrou que havia uma gar rafa de água sobre a pequena mesa na frente da janela. Saindo da cama o mais cuidadosamente possível para não perturbá-lo, foi até a janela. Havia iluminação suficiente entrando pela fina cortina para guiá-la. Prendeu a respiração e observou Edward com apreensão, caso o som da garrafa se abrindo o acordasse.

Edward já estava acordado, tendo despertado no momento em que Bella se mexera e murmurara em seu sono. A cama era grande o bastante para que dormissem separados, mas em, algum mo mento durante a noite, enquanto dormia, ela se aproximara. Ha via dormido quase aninhada em seu braço.

Enquanto bebia a água, Bella puxou a cortina de leve para es piar pela janela, seus olhos se arregalando de encanto quando per cebeu que estava nevando: flocos gordos e enormes caindo do céu ao luar. Uma sensação infantil de excitação e alegria, que esquecera que era possível sentir, a preencheu, e ela se inclinou para mais perto da janela a fim de assistir à neve. Como alguma coisa tão delicada e tão linda de se observar de dentro de um lugar quente e seguro podia ser tão mortal ao mesmo tempo? Bella já estava co meçando a tremer em sua camisola fina, mas, de algum modo, não conseguia se afastar da mágica que era observar a neve caindo.

Edward estudava a expressão relaxada de Bella enquanto ela olha va a neve. Parecia tão alegre e excitada quanto uma criança. Foi como se um alçapão de pedra havia muito sem uso se abrisse em seu peito. Tanto o choque quanto a sensação de que algo havia tocado uma parte crua e desprotegida de si doeram. Queria desesperadamente se virar e ignorá-la, fechar novamente o alçapão de suas emoções. Mas, por alguma razão, não foi capaz.

Estava com muito frio agora, admitiu Bella quando deixou a janela para voltar cuidadosamente até o seu lado da cama. O lado mais distante... o que significava que tinha de contornar a cama em silêncio para não acordar Edward.

A cama estava convidativamente aquecida quando ela se dei tou de novo, mas seus pés estavam gelados, e, no momento em que se aconchegou debaixo das cobertas, o calor delicioso vindo do corpo de Edward agiu como um imã para seus pés frios. O mergulho na cama a fez se sentir como se estivesse tentando dormir na encosta de uma montanha... fria e coberta de neve, ainda mais hostil por causa do calor que ela sabia que encontraria, se aproximasse seu corpo apenas um pouco mais do de Edward.

Bella relaxou e permitiu se mover, deleitando-se por vários segundos abençoados na sensação maravilhosa que estar deitada contra a parede sólida de pele quente proporcionava. Seus pés pareceram se movimentar por vontade própria para encontrar o lugar perfeito sobre as canelas nuas e quentes de Edward. Nuas? Ela já estava na cama quando ele havia saído do banheiro, e é claro que não olhara para ver o que ele estava ou não estava usando. E certamente não usaria as mãos ou o corpo para checar agora.

O que poderia ser mais perfeito do que explorar o corpo de Edward enquanto a neve caía de um céu escuro, usando todos os seus sentidos, para que cada prazer fosse absorvido em sua totalidade? Ela podia começar olhando, apreciando a segurança da penumbra da lua, enquanto permitia que seu olhar se movesse sobre as cen tenas de sutis variações de luz e sombra. Ficaria deitada lá, fazendo isso até que, aos poucos, obtivesse luz o bastante para ver os con tornos claramente.

Isso se conseguisse esperar todo esse tempo antes de tocá-lo. Tocá-lo na escuridão sem lhe conhecer o corpo previamente, usar as pontas dos dedos para descobrir cada nuance da pele, a textura firme que cobria os músculos, alisar a extensão e força dos ossos... Sentir o aroma másculo e erótico nas curvas vulneráveis do pescoço, na parte interna dos cotovelos, atrás dos joelhos... seria um paraíso sensual indescritível.

Sua própria pele parecia estar vibrando em um hino de sensu alidade que não podia ouvir. Mas podia sentir a sensualidade cres cendo e se expandindo em seu ser, se aprofundando e preenchen do seus sentidos, até tomar e inundar cada parte de seu corpo.

Edward, que ainda estava deitado e acordado, cerrando os dentes contra seu próprio desejo doloroso, ouviu o gemido baixinho dela e a respiração ofegante que o acompanhava. Aquilo era demais para seu autocontrole. Virando-se, puxou-a para si e lhe cobriu a boca com a sua, antes que Bella pudesse protestar, e beijou-a com tanta sensualidade que ela nem mesmo quis tentar.

Ela passou os braços ao redor dele, tremendo pela intensi dade de seu próprio desejo enquanto ele a aconchegava mais con tra o corpo quente. Edward estava nu, reconheceu Bella, rendendo-se ao prazer que o conhecimento trazia.

Quando e como ela havia aprendido a afastar as coxas apenas o suficiente para poder sentir o prazer do espaço que criara, acomo dando o desejo de Edward enquanto ele deslizava o corpo por entre suas pernas? As mãos másculas deslizaram sob o elástico da cintura de sua calcinha, de modo que ele pudesse segurar-lhe as nádegas e pressioná-la mais contra seu desejo viril, movendo-a em um ritmo sensual... para cima e para baixo, só um pouquinho... O suficiente para fazê-la querer gritar ao reconhecer seu próprio desejo frustrado cada vez que o movimento sensibilizava sua dor crescente, fazendo-a ansiar por uma intimidade maior.

Bella tentou parar de dar atenção a suas exigências mais ínti mas e se concentrar, em vez disso, na lenta exploração da língua mágica em sua boca. Mas esta era cada vez mais frenética, e ela não sabia se os movimentos que estremeciam seu corpo eram o resultado do que Edward estava fazendo com ela ou a causa disso. Podia sentir a agonia aguda e erótica dos mamilos conforme seus movimentos os levavam a tocar o peito nu de Edward. Queria que ele os tocasse, que os acariciasse, que os tranqüilizasse com o conforto dos beijos, e então os inflamasse de novo com a língua quente e o roçar dos dentes. Queria que ele libertasse seu corpo da camisola e explorasse cada parte sua, enquanto ela se entregava ao prazer daquela intimidade.

— Você terá de providenciar o preservativo. Não pensei em trazer nenhum comigo.

Bella o fitou e engoliu em seco.

— Nem eu — disse ela. — Sou mulher. Preservativos não são o tipo de coisa que geralmente carrego comigo.

— Mas presumo que, como eu, você não faça sexo desprote gido. Certo?

— Eu não faço sexo, ponto — admitiu Bella honestamente.

Ela parecia tão envergonhada e frágil que Edward soube ime diatamente que aquilo era verdade. Afastando-se um pouco, al cançou o abajur e o ligou, segurando-lhe o braço com firmeza quando ela tentou escapar.

— Não é que eu tenha algum problema com sexo — Bella o assegurou. — O problema tem sido encontrar o tipo certo de parceiro.

Edward arqueou uma sobrancelha incrédulo.

— Você trabalha no coração financeiro de Londres. É respon sável por um departamento de jovens repletos de testosterona.

— Exatamente — concordou Bella com veemência, acres centando em tom exasperado quando ele continuou parecendo um tanto relutante em acreditar nela: — Você não entende? Se eu começasse a sair com um deles, então o fato provavelmente seria discutido com os outros, e logo todos eles...

— Iriam querer levá-la para cama? — sugeriu Edward, e se arre pendeu em seguida, quando foi tomado por uma sensação inespe rada e absurda de ciúme.

— Dificilmente. Mas, para manter a minha autoridade sobre eles, tenho de garantir que me respeitem. Eles não fariam isso se achassem que podiam fazer sexo comigo. — Ela deu de ombros. — Parece brutal, eu sei, mas é a verdade. O mundo financeiro possui uma imagem muito machista, e os rapazes que trabalham lá gostam de manter esta imagem. Eles testam os limites o tempo todo. São como animais enjaulados... se você mostra uma fraqueza, sentem o cheiro de sangue e partem para o ataque. Se eu quiser sair com um homem, tem de ser alguém de fora do banco, e minha carga de trabalho torna isso impossível.

Edward sabia que aquilo tudo era verdade.

— E, assim, você decidiu incluir algum sexo recreativo no pa cote ao contratar um acompanhante — sugeriu ele.

Furiosa, Bella enrijeceu o corpo.

— Quantas vezes tenho de lhe dizer que não houve tal deci são... nem da minha parte nem da parte de minha mãe?

— Você não faz sexo há muito tempo, julgando pela maneira que estava respondendo a mim. Faria sentido se pensasse num be nefício duplo pelo preço de um.

O rosto de Bella tinha começado a queimar com o calor de suas emoções.

— Eu não pago e jamais pagaria por sexo. Já lhe falei isso. E se essa tivesse sido a minha intenção, pode ter certeza de que eu teria dado passos para assegurar minha própria proteção. Não uso nenhum tipo de contraceptivo — murmurou ela com ferocidade. — Muito menos carrego preservativos comigo só para o caso de um imprevisto.

Edward podia ouvir as lágrimas emotivas engrossando a voz dela. Se Bella estava falando a verdade, então suas acusações não eram apenas injustas, mas também cruéis. O desejo dela deveria ter sido realmente muito grande para que tivesse lhe respondido daquela maneira sensual.

— Tudo bem, eu me enganei. Você deve levar em conta que minha falta de sutileza se deve ao fato de que estou muito frustra do e desapontado por não podermos continuar o que estávamos fazendo.

Bella emitiu um som abafado e o deixou puxá-la de volta e aconchegá-la em seus braços, enquanto descansava a cabeça no ombro largo.

— Faz muito tempo para mim também — murmurou ele bai xinho, e sentiu o súbito movimento de choque dela. — Não, eu não estou mentindo. É verdade. Ao contrário da impressão que provavelmente estou dando agora, não costumo seguir impulsos momentâneos no que se refere a sexo. Meu próprio trabalho signi fica que encontrar a parceira certa não é fácil.

Bella presumiu que, pelo fato dele ser ator, as oportunida des eram muitas, mas também eram muitos os riscos. Como Angela lhe contara uma vez, sempre que dormia com um homem novo, sentia-se contrariada pelo pensamento de que estava, em parte, dormindo com todas as parceiras anteriores dele... e os parceiros delas, também.

— Talvez eu não esteja pensando de modo aberto o bastante — murmurou Edward.

— Sobre encontrar uma parceira sexual?

— Não, sobre ter a satisfação de dar a você o prazer e a rea lização que eu gostaria. Afinal de contas, não precisamos de um preservativo para conseguir isso.

O coração de Bella disparou no peito, e então pareceu parar por um instante. Não sabia se devia se sentir chocada ou excitada, e acabou sentindo uma mistura das duas coisas, uma sensação que foi acentuada por uma firme resolução.

— Se está dizendo isso porque ainda acha que eu o contratei com o motivo oculto de fazer sexo com você... — começou ela.

Mas Edward não a deixou terminar a objeção, cobrindo-lhe os lábios com os dedos para silenciá-la, e então abaixando a cabeça para lhe sussurrar no ouvido:

— No momento, estou bastante frustrado, e, como falei, esta é a melhor maneira em que posso pensar para me livrar, pelo me nos parcialmente, desta frustração.

— Satisfazendo a mim?

Edward podia ouvir a descrença na voz dela.

— Não sei que tipo de homem você conhece, mas não acre dito que eles não tenham lhe mostrado quanto prazer um homem pode obter satisfazendo sua parceira. Por ver isso nos olhos dela, sentir em seus beijos, por testemunhar que consegue satisfazê-la.

— Não houve homens — Bella se sentiu obrigada a admitir. — Apenas um homem. Foi quando eu estava na universidade e senti que devia...

Ela só tivera um amante? Edward foi pego desprevenido pela onda inesperada de carinho que o percorreu. E estava ainda mais atônito pela facilidade com que ela aceitava a verdade que lhe dissera. Ele começou puxá-la para mais perto, as mãos moldando-lhe o corpo, mas ela resistiu.

— O que há de errado? — perguntou — Você não quer que eu a toque?

— Sim — respondeu Bella honestamente, pausando antes de acrescentar, com maior honestidade ainda, em palavras ofegantes:

— Mas quero que, em nossa primeira vez juntos, nós estejamos juntos.

Edward a estudou em silêncio por um tempo que pareceu lon go demais para ela, antes de reagir ao que ela dissera. Porém, quando reagiu, não foi com palavras. Em vez disso, segurou-lhe o rosto, roçando-lhe os lábios trêmulos repetidamente com a pon ta do polegar antes de inclinar a cabeça para beijá-la com tanta intimidade que ela temeu que pudesse de fato atingir um clímax, afinal. Quando ele finalmente afastou sua boca, e falou com uma voz deliciosamente rouca de excitação, Bella tremeu.

— Pergunto-me se você sabe o quanto eu estava tentado a quebrar minhas próprias regras em relação à saúde e irresponsabi lidade. Todavia, mesmo que eu aceitasse quebrá-las, não tenho o direito de esperar que você quebre suas próprias regras por mim. Uma outra vez, teremos de organizar as coisas melhor.

Talvez aquelas não fossem as palavras mais românticas do mundo, mas para Bella tinham um significado profundo que iam além de mero romance.

— Quais são os planos para hoje?

— Não tenho certeza — admitiu ela. — Mas se for possível, eu não me importaria de voltar àquela cidade pela qual passamos para chegar aqui. Sinto que devo comprar um pequeno presente de Natal para cada uma das crianças.

Edward hesitou por um segundo. De seu ponto de vista, fazia sentido passar o máximo de tempo que conseguisse com Phil. En tretanto, sentia-se extremamente relutante em perder a oportuni dade de ter Bella para si e conhecê-la melhor.

— Verei se consigo descobrir o melhor jeito para nós irmos à cidade, se você quiser — ofereceu. Afinal de contas, eles fica riam lá por uma semana. Haveria muito tempo para se aproximar de Phil mais tarde.

Oi flores... estou amando todas as reviews... obrigada pelo elogios e comentários... e só pra contar... O QUE É ECLIPSE... filme simplesmente MARAAAAAAAAAAAAAAAAAAA... a cena mais legal foi a da baraca... e o bjo do Jacob foi TUDO...o Ed ficou meio emo/corno...mas me apaixonei por ele de novo... aiai...

Não esqueçam das minhas reviews... bjuxx^^