— Então, você estava dizendo que sua responsabilidade no banco é encontrar oportunidades éticas de investimento para seus clientes?
Eles estavam no restaurante elegante do hotel, jantando. Bella dissera a si mesma que estava feliz quando Edward sugeriu que se arrumaria primeiro, desceria para o bar e a esperaria lá, de modo a lhe dar toda a privacidade na suíte enquanto se vestia. Era muito mais sensato para ambos. Desse modo, haveria embaraço e nenhum risco de intimidade não indesejada. E nenhum risco dela fazer papel de tola, como havia feito mais cedo na rua. Não podia realmente culpá-lo pelos avanços que fizera. Não depois do jeito como lhe fitara a boca, como... como... Rapidamente tentou reorganizar seus pensamentos e responder a pergunta dele.
— Sim. Meu departamento é responsável por encontrar investimentos éticos e ecologicamente seguros para os clientes que os especificam. Não ganhamos os bônus enormes que outras seções do banco ganham, mas eu gosto do que faço, e gosto de ensinar os estagiários sob minha supervisão a pensar de forma que una o lucro a coisas que tragam benefícios para outras pessoas.
— De algum modo, não acho que você conseguiria convencer alguém como Phil a se interessar por seu tipo de investimento — disse Edward com cinismo.
O garçom estava completando as taças de vinho, e Bella agradeceu. Tinha ficado chocada ao ver os preços no menu, mas Edward lhe dissera para não se preocupar, porque o jantar era incluído na diária da suíte.
Até agora, o jantar estava delicioso. Após uma entrada de frutos do mar, ela optara por carneiro, pelo qual a região era famosa, e não se desapontara. Porém, começava a se sentir ligeiramente tonta. O vinho... sua segunda taça... era obviamente mais forte do que imaginara. Ou seria a companhia que estava lhe causando um efeito arrasador? Era muito perigoso levar tal linha de pensamento adiante. Em vez disso, seria mais seguro se concentrar na conversa que ele havia iniciado, mesmo que no momento preferisse estar... Onde? Na cama, fazendo amor com Edward? Ela tremeu tão intensamente que teve de pôr a taça sobre a mesa.
— Com frio? — perguntou ele, franzindo o cenho.
Com calor era mais adequado, pensou Bella, zonza. Sua pele ardia por ele, por seus toques, seus beijos, seu corpo...
— Se Phil algum dia pedir minha orientação financeira ou algum conselho, ficarei encantada em ajudá-lo — murmurou ela com a maior leveza de que foi capaz. Na verdade, suspeitava que Phil, julgando pela interação entre os membros de sua família, provavelmente tinha o tipo de moral profissional que ela mais abominava. Mas sua mãe o amava, ou pelo menos acreditava amá-lo, e, pela segurança de Renée, era melhor manter as suas opiniões para si mesma.
— Mas você não acha que ele vai fazer isso, acha? — Edward sabia que estava pressionando muito... tanto, na verdade, que era quase como se quisesse provocar uma discussão com Bella. Para compensar o efeito de vê-la naquele vestido, que, de alguma forma, parecia ser tanto conservador quanto incrivelmente sexy ao mesmo tempo. Ele se movimentou na cadeira, tentando acomodar suas pernas numa posição mais confortável. A mesa podia estar fazendo um bom trabalho em esconder a ereção que já lhe causava dor, mas isso não tornava sua presença mais fácil de suportar.
— Você parece uma candidata improvável a defensora da ética — disse ele, abruptamente decidindo não esperar uma resposta da pergunta que fizera antes.
Havia alguma coisa que estivesse fazendo Edward se comportar de maneira tão agressiva em relação a ela?, se perguntou Bella com tristeza. Ou era apenas uma forma de avisá-la que queria manter distância entre os dois?
— Se isso é algum tipo de crítica à minha mãe — começou Bella, desistindo de tentar fingir que não percebia as provocações dele —, só porque está apaixonada por Phil, isso não significa que ela concorde com as opiniões dele. Na realidade, minha mãe conheceu meu pai num evento de levantamento de fundos para uma instituição chamada Salve as Crianças. — Não ia lhe contar que sua mãe tinha ido ao evento pensando que era um baile de caridade. — Meu pai é um ativista de causas ambientais muito comprometido. Ele e minha madrasta administram uma pequena fazenda orgânica em Dorset.
Ele conseguia visualizá-la naquele tipo de cenário, pensou Edward. Galinhas caipiras, as quatro crianças ingovernáveis, e provavelmente algumas cabras mais ingovernáveis ainda. O que o perturbou, todavia, foi o fato de que também conseguia imaginar aquelas crianças com as características físicas deles. Ele? Com quatro filhos? Franziu o cenho para sua taça de vinho. Estava pisando em ovos naquele momento, um momento que tinha o potencial de mudar sua vida inteira. Era isso que realmente queria? Porque, se não fosse, precisava banir tais pensamentos da mente com urgência, e substituí-los por alguma coisa que o lembrasse de todos os motivos pelos quais precisava tirar Bella de sua vida. Como quão culpado se sentiria quando visse a expressão nos olhos dela ao descobrir a verdade. Não podia se permitir esse tipo de envolvimento emocional com ela.
— Acabou?
Bella assentiu com um movimento de cabeça. Estivera brincando com o resto de seu café, que havia sido servido meia hora antes, havia tanto tempo que não ficou realmente surpresa com a pergunta de Edward. Mas se sentiu enervada. Pela pergunta e por ele, admitiu, enquanto se levantava sobre as pernas que, de súbito, pareciam estranhas e trêmulas.
A cada passo que dava para fora do restaurante e ao longo do corredor que levava ao elevador, o tremor e a mistura de desejo e apreensão que o acompanhava aumentaram. Em alguns minutos, estaria sozinha com Edward na suíte. E então estaria sozinha com ele na cama... E então...
Bella devia ter uma das cinturas mais finas que ele já vira, concluiu Edward, enquanto tentava evitar os pensamentos muito menos inocentes que já lhe povoavam a mente, medindo-a com as mãos. E então, com muito mais erotismo, mentalmente permitindo que suas mãos deslizassem pelas curvas dos quadris delicados e subissem pelas costas, de modo que pudesse abrir o zíper do vestido, revelando os seios magníficos e prontos para seu toque.
Ela e Edward estavam dentro do elevador. E Bella se sentia tão excitada que mal conseguia respirar.
— Tenho de dizer que acho difícil entender como alguém que se diz tão preocupada com a ética ambiental não se sente mais inclinada a discutir tal questão com um homem como Phil Cullen... especialmente quando a mãe dela vai se casar com ele. Ou o fato de Phil ser bilionário o poupa disso?
O elevador parou e Edward saiu. Bella estava chocada pelo inesperado ataque verbal. Podia sentir as lágrimas queimando no fundo de seus olhos.
— Não, isso não o poupa — disse ela com firmeza, enquanto Edward abria a porta da suíte e a esperava entrar. Passando por ele, ela foi para a janela, incapaz de confiar em si mesma para encará-lo, temendo que ele visse o quanto aquelas palavras a tinham magoado. — Posso não concordar com a moral profissional de Phil, mas preciso pensar na minha mãe. — Ela falou de costas para Edward, mordiscando o lábio inferior com força para conter as lágrimas traidoras que sentia inundar em seus olhos.
A noite anterior havia sido difícil para ela, uma vez que não fora capaz de retrucar algumas coisas que Phil e a família tinham dito. Mas avisara a si mesma que discutir com eles não os faria mudar o modo de pensar, e possivelmente dificultaria ainda mais a situação para sua mãe. Renée poderia acabar magoada.
Mas agora era ela quem estava magoada, e o choque de descobrir o quão fácil e letalmente os comentários críticos de Edward podiam feri-la tornara difícil reagir calmamente às opiniões negativas de outras pessoas. O problema era que Edward não era como as "outras pessoas". De alguma forma, conseguira transpassar as defesas sutis que ela pensara serem tão eficazes e colocá-la em uma posição vulnerável. Vulnerável demais, como sua reação provocava.
Edward podia ver o reflexo de Bella na janela. A visão das lágrimas que ela estava lutando para conter lhe causou uma dor quase insuportável. Sua reação às lágrimas dela abalou tudo em que acreditava, despertando um mundo de emoções totalmente novo e desconhecido. Ele a observou cuidadosamente, enquanto seu coração batia descompassado no peito. Mal podia reconhecer o homem em que se transformara. E certamente não reconhecia a intensidade de suas emoções, que pareciam travar uma batalha interna. Sua culpa e sua dor pelo sofrimento de Bella eram feridas abertas nas quais ele jogara ácido. Como podia ter mudado tão rápida e dramaticamente? Sentia como se algo além de seu controle tivesse aberto a força um caminho, pelo qual passavam emoções e verdades que, apenas poucos dias antes, eram completamente estranhas a seu jeito de sentir e pensar.
Andou até Bella. Ela estava tão concentrada em tentar reprimir suas emoções que nem percebeu a presença dele até senti-lo tocar seu braço.
Então, ficou imediatamente tensa, o orgulho fazendo-a rejeitá-lo, porque acreditava que Edward sentia desprezo e pena por sua vulnerabilidade, e tentou se afastar. Mas era tarde demais. Ele a estava virando para si. Bella acreditara que conseguira se controlar, mas uma única lágrima a traiu, escorrendo por sua face. Ouviu o gemido abafado de Edward, mas sua luta desesperada para controlar suas próprias emoções a impediu de interpretar aquele som.
Quando ele estendeu o braço e tocou-lhe o rosto com as pontas dos dedos, pegando a lágrimas, ela se encolheu e tentou empurrá-lo, falando com firmeza:
— Não me trate assim. Apenas me deixe em paz.
— Tratá-la como?
— Não tenha pena de mim.
— Se eu sinto por você, é porque a estou sobrecarregando com o peso de minha própria necessidade de você, Bella.
Bella podia ouvir a voz dele engrossando com um misto de sofrimento e raiva de si mesmo. Foi uma sensação tão forte que causou um nó em sua garganta. Olhou-o e viu a tensão no belo rosto. Podia sentir a mesma tensão na pressão das mãos em seus braços, puxando-a para ele.
— Eu a quero com uma compulsão que não compreendo. Você me faz sentir emoções que não reconheço. Estar ao seu lado é como andar por uma paisagem tão desconhecida que não sei para onde estou indo, não sei de nada... nada além do desejo em si. Você me transformou em um estranho para mim mesmo, Bella. Encontrou alguma coisa em mim que eu não sabia que existia.
— Eu não fiz nada — Bella começou a protestar, mas Edward a impediu, roubando-lhe a negação dos lábios, provando-lhe o gosto maravilhoso dos lábios, misturado com o sal das lágrimas, enquanto a beijava e mais e mais, até que ela o abraçou, suas lágrimas escorrendo livremente dos olhos abertos, deixando-o ver claramente as emoções que a dominavam.
— Você sabe o que está acontecendo conosco, não sabe? — perguntou Edward ante os lábios dela, enquanto beijava a última lágrima.
O quê? Bella queria lhe suplicar, mas temia que a pergunta estragasse a magia que a transportara para aquele novo mundo e quebrasse o encanto que os unia. Então, em vez disso, sussurrou apaixonadamente:
— Mostre-me! Não diga, Edward. Mostre.
OI FLORES... SORRY PELA DEMORA... FUI VIAJAR E QUANDO VOLTEI... MINHA VÓ TINHA MORRIDO AI NEM TAVA COM CABEÇA PRA ESCREVER... MAS VOLTEI...
C LOPES... OI FLOR QUE BOM QUE ESTA GOSTANDO... E SE VC PUDER ME AJUDAR... EU NÃO SEI COMO DEIXAR PESSOAS QUE NÃO SÃO CADASTRADAS COMENTAR... SE SOUBER FICARIA FELIZ COM A AJUDA...
GBY00... OI FLOR... COMO VC VIU AS COISAS ESQUENTARAM... FINALMENTE SE DESIDIRAM...
JANA MI... QUE BOM QUE ESTA GOSTANDO...NAO ESQUEÇA DE COMENTAR... BJUXX
VISIL... OI FLOR... QUE BOM QUE ESTA GOSTANDO DAS FICS... OBRIGADA POR COMENTAR...
ESTOU UM POUCO CHATEADA... TANTA GENTE LÊ A FIC... E QUASE NINGUEM COMENTA... UM OBRIGADO ESPECIAL POR TODAS QUE ME DEIXAM REVIEWS TÃO LINDAS...E NÃO SE ESQUEÇAM DE COMENTAR... BJUXX^^
