Disclaimer: NADA me pertence. É tudo da tia J.K. Rowling e da Warner. Infelizmente. E não tenho intenção de ganhar dinheiro algum com essa fic.
Capítulo II: Pra você é Ginevra Weasley!
Certo, hoje, definitivamente, não era meu dia. Você deve estar se perguntando o por que.
Vejamos, por onde eu começo, ah sim, primeiro eu fui para uma nova "escola" com meu inimigo mortal nº1 – ok, sem exageros - e segundo, ele está mais do que gato.
E por fim, já passou quase metade do intervalo e ainda não falei com ninguém. Ah, e meus meios irmãos não contam.
Nessa academia - era como as pessoas ricas chamavam essa escola - o intervalo era bem dividido, tinha diversas mesas e definitivamente não sabia em qual sentar.
Uma garota de cabelos bem pretos deve ter percebido, pois ela me chamou:
-Ei, ruivinha! – eu virei para responder – quer sentar com a gente? – terminou ela apontando para uma cadeira vazia na sua frente. Sem hesitar eu fui até lá.
Não devia ser a mesa dos mais populares, havia pessoas de todos os tipos, e todos mesmo.
Mas eu não me importava com isso, nunca quis ser popular mesmo. E nas circunstâncias que eu me encontrava, não podia pedir muito.
Ela deve ter notado a minha timidez, pois logo tratou de quebrar o gelo.
-Ei, garota, eu me chamo Suzze, e este é Jack. – ela apontou para um garoto bem engraçado, não parecia ser muito alto, tinha cabelos castanhos claros quase loiros. E um sorriso cativante.
Ele me olhou e deu um aceno. – E este outro aqui é o Brad. – e apontou para um garoto que estava ao lado dela, era moreno e tinha um aspecto meio nerd, acho que era por causa dos óculos.
Seus óculos escondiam um par de olhos verde-água realmente lindos. Este também devia ser tímido, pois mal tirou os olhos do próprio almoço.
- E você é? – continuou Suzze olhando para mim.
-Ah desculpe, prazer, meu nome é Ginevra, mas podem me chamar de Gina. – disse eu, e certamente devo ter ficado da cor dor meu cabelos, que não sei se mencionei, são vermelhos, muito vermelhos.
-Bem eu prefiro ruivinha. – disse Jack, que tinha uma voz bem suave.
Meio sem graça eu apenas sorri, não era exatamente um sonho de primeiro dia, mas parecia que as coisas agora iam dar certo.
O resto do almoço foi bem legal, eu nunca tinha feito "amigos" tão rápido. E logo os três me mostraram como funcionava a academia.
Devo dizer que as pessoas ali agiam como todas as outras. Tinham um grupinho dos populares e arrogantes. Nem preciso dizer que Malfoy fazia parte, e, para a minha surpresa, Michael também.
Isso deveria ser porque ambos não eram de se jogar fora. Principalmente, o Malfoy. Ginevra se controle.
Gostaria muito de dizer que o resto do dia foi normal, mas eu estaria mentindo, e isso não é muito legal.
Foi mais ou menos no meio da aula de história do jornalismo quando aconteceu.
Sabe, eu não sou nenhuma defensora dos fracos e oprimidos, mas uma coisa que me irrita são os valentões. Aqueles caras fortões que se acham e prejudicam os mais fraquinhos, e no caso não populares.
Draco Malfoy não era exatamente o senhor Força, mas ele sabia pisar nas pessoas de outras maneiras, com a língua.
Ninguém melhor do que ele para ofender alguém. Eu mesma era prova viva disso. E como ninguém tinha coragem de retrucar, eu acabei ficando conhecida bem rápido.
Eu ainda não tinha feito exatamente amigos, mas o ato de Suzze, Brad e Jack me chamarem para almoçar com eles, foi muito legal. E quando eu começo a gostar de alguém, odeio que mexam com a pessoa.
Porque ai eu tomo as dores, e meu amigo, coitado de você.
Ok, não sou nenhuma lutadora profissional, mas eu tenho uma varinha e uma língua bem afiada, se é que você me entende.
E por isso começou meu pequeno desentendimento com um certo Malfoy.
O professor estava num incansável discurso de como deveríamos aproveitar sua aula da melhor maneira, um típico discurso de primeiro dia de aula.
Se aproveitando disso Malfoy quis soltar sua "asinhas" de fora.
E adivinha quem ele escolheu como primeiro candidato, Brad.
Tudo bem que eu não sou nada dele, mas além de ser muito legal discutir com aquele prepotente, não podia o deixar zoar do meu novo amigo certo?
Brad sem querer derrubou alguns livros de Malfoy enquanto passava para ir ao seu lugar. E daí tudo começou.
Brad se sentiu envergonhado e começou a recolher tudo e pediu desculpas.
-Essa é boa, além de nerd, é cego. – começou ele.
Brad estava mais envergonhado que nunca, e enquanto recolhia as coisas do Malfoy, este fez questão de cutucá-lo de novo.
-Tira suas mãos imundas de cima das minhas coisas. – disse Malfoy empurrando Brad e fazendo-o cair com tudo no chão. – vai contaminar algo. – disse ele por fim.
Brad se ajeitou, e enquanto se levantava eu disse:
-Ah não se preocupa Malfoy, inteligência não se pega. Ou você nasce com ela, ou vira um babaca qualquer aí.
Se você visse a cara que Malfoy fez... Foi única. Uma mistura de surpresa com nojo. E claro, ele não deixou por isso mesmo.
-Olha aqui Weasley, você é nova e pelo visto tem que aprender muito por aqui.
-Não se preocupe, já sei o bastante.
-Parece que não. Se soubesse não andaria com gente desse tipo.- disse ele apontando para Brad que acabara de se levantar.
-Porque não? Porque eles não estão com um monte de amiguinhos interesseiros? Porque eles são legais e inteligentes? Acho que você não pensou que talvez algumas pessoas não sejam tão fúteis e mesquinhas como você. Ou melhor, você pensa?
Ai tudo meio que começou a pegar fogo. A classe estava explodindo em risos e todo mundo estava agitado, ouvia muitos "isso ai, ruivinha" e também "acaba com ela, Draco".
Ele me encarou por um momento, achei que eu iria apanhar, mas logo o professor interrompeu nossa pequena conversinha e Draco apenas olhou para frente.
Eu tinha deixado Draco Malfoy sem resposta. Talvez meu dia não estivesse tão mal...
Até chegar a hora da saída, tudo ocorreu normalmente. E foi incrível, uma boa parte da academia - ok, menos - a parte de jornalismo, já sabia meu nome!
Muitos vieram me cumprimentar, eu adorei me sentir um pouco sabe, mas o que eu mais gostei - depois da cara do Malfoy claro - foi ver que eu tinha conseguido a confiança de Suzze, Brad e Jack.
Eu já estava indo em direção ao carro quando senti alguém segurar meu braço e me puxar.
Levei um baita susto e ainda maior quando vi de quem eram os braços - bem musculosos, diga-se de passagem - que me puxaram.
Não preciso dizer que era uma ótima sensação ter sido "agarrada" por aqueles pares de braços, só que como nada é perfeito, era duro lembrar que aqueles braços vinham juntos com o Malfoy.
Ele me arrastou até um canto, e ao invés de eu pensar no quanto ele era insuportável, fiquei pensando em como seu cabelo ficava lindo ao vento.
Eu deveria estar mesmo desesperada, pensando isso de um Malfoy...
Ele me levou até um lugar que não sei onde ficava ao certo, mas era bem isolado. E daí ele me falou:
-Olha aqui Weasley, eu tenho uma reputação, e não quero por nada a perder por sua causa.
Era inacreditável como ele conseguia ser tão imbecil. Realmente ele achava que eu me importava em quebrar a tão preciosa reputação dele?
Fiz uma cara de espanto.
-Ok, é só você não se meter comigo ou com algum amigo meu.
-Eu não recebo ordens de uma Weasleyzinha...
-E eu não faço acordos com Malfoys. – falei ríspida.
Ele me olhou feio, mais feio do que quando eu o deixei sem fala na aula. Mas o nosso "lindo" momento foi interrompido com a chegada de John.
Estávamos entre dois prédios e quase grudados. Não faço ideia de como chegamos naquela posição constrangedora, então, eu tratei logo de me explicar.
-Hei, não é nada disso que você ta pensando, John. A gente estava apenas conversando...
-Não se preocupa, Gina. Acredito em você. – foi muito simples convencer ele.
Ainda sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha, entrei no carro rápido e tratei de encarar o chão.
O caminho para casa foi até divertido. Ver Malfoy de cara emburrada é sempre um ótimo programa.
Depois de uma meia hora, demorava muito ir de carro, mas mamãe insistia, chegamos em casa.
Michael parou no portão para Draco sair e depois entrou com o carro.
Estava realmente cansada, talvez tenha sido porque fiquei me revirando na noite passada e não consegui dormir. O sono parecia ter desaparecido de noite, o contrário de agora.
Quando entramos em casa, a primeira coisa que fui foi gritar:
-Mamãe, to no quarto! - e me dirigi a ele.
Se jogar naquela cama enorme e fofa era uma sensação ótima.
Quase tão boa quanto ver a cara do Malfoy. E lá estava eu de novo, pensando naquele insuportável...
Gostaria de poder dizer que o resto do dia foi "normal", mas como eu disse antes, odeio mentir.
Mais ou menos uma hora depois do almoço que aconteceu.
Lá estava eu no meu quarto, entretida com a minha redação, e daí começou a barulheira.
Lógico que eu sabia que com dois novos irmãos e um novo pai, minha casa não ia ser um silêncio, só que aquilo estava ridículo.
Era uma música alta, bem alta mesmo, e vinha do quarto do Michael.
Acho que era das Esquisitonas, não que eu não goste delas, mas não era uma hora própria. Quer dizer, eu realmente precisa estudar.
E lá fui eu bater na porta do quarto dele, sabe para pedir pra ele abaixar aquilo.
Enquanto ele abria a porta, eu estava pensando que não devia ter saído do quarto com essa roupa.
Estava lá eu com um mini-shorts que ficava coberto pela minha camiseta enorme.
É definitivamente deveria ter me trocado, pois para minha surpresa quem abriu a porta não foi Michael, foi ninguém menos que ele, o pior de meus pesadelos – ok, sem exageros - Draco Malfoy.
Minha cara foi pro chão, eu estava ligeiramente constrangida, digamos que não era uma das minhas melhores roupas. E certamente não queria que ele, principalmente ele, me visse assim.
Mas logo ele começou com aquelas provocações, e lógico, eu tinha que responder.
-Ora, ora, Weasley, isso lá é roupa de se usar numa casa dessas? – ele falou me olhando de cima a baixo.
-Eu tenho coisa melhor pra me preocupar do que o que você acha das minhas roupas Malfoy. – tentei parecer o mais normal possível.
Sim, ele tinha conseguido de novo, me tirou do sério. Se bem que não é muito difícil.
-É que nem eu digo, uma vez Weasley, sempre Weasley. – ele falou com aquele tom de voz superior irritante.
-A faça-me o favor. – revirei os olhos - Eu vim aqui dizer pra vocês abaixarem a musica. Tem gente que estuda sabe?
-É que tem pessoas que não precisam estudar tanto, são mais inteligentes por natureza. – ele disse ainda me provocando.
-Com certeza, mas não é seu caso, né Malfoy? Você pretende passar o resto da vida na barra da calça do papai? – eu disse ácida.
E às vezes eu perco ótimas oportunidades de ficar quieta. Lógico que atazanar o Malfoy sempre é uma atividade divertida, mas eu senti que extrapolei.
Na hora em que eu falei aquilo, me arrependi. Malfoy também perdeu o pai durante a guerra. Sua mãe acabou ficando um tanto desequilibrada depois, e vive até hoje no St. Mungus.
Eu sabia o que era perder um pai. Aquilo não havia sido maduro da minha parte.
-Weasley, não diga o quer você não sabe! – berrou ele com uma cara que eu nunca tinha visto, era como se tivesse sido magoado. Será que Malfoys também têm sentimentos?
Isso era uma coisa que eu não estava a fim de descobrir.
Eu fiquei por um minuto sem resposta, e sentia um leve arrepio com aqueles olhos azuis acinzentados me encarando.
No segundo seguinte, fiz o que qualquer garota no meu lugar faria. Voltei para meu quarto morrendo de vergonha.
Acho que ele não entendeu nada, pra falar a verdade, nem eu sei o que fiz. Só sei que me senti mal com aquele olhar.
E o pior de tudo foi que, a música continuou, e ainda mais alta. A única solução sensata que se passou pela minha cabeça foi sair de casa.
Lembrei da vista da minha janela, o tal parque e decidi ir até lá.
Aparatei entre duas árvores que eu havia visto da janela. Não estava tão quente, apesar de ser começo de setembro. (N/a as aulas na Inglaterra começam em setembro e é verão essa parte do ano!)
O dia estava começando a ficar agradável. Exceto por uma única coisa, um certo loiro não saia da minha cabeça.
Eu, definitivamente, tinha endoidado. Por que diabos de 5 em 5 segundos tinha que lembrar daquele olhar? Daqueles olhos, daqueles braços...
Chega Gina, foi o que eu disse a mim mesma antes de resolver procurar algo para fazer.
Tudo estava tranqüilo, eu estava curtindo a brisa leve que bagunçava meus cabelos em baixo de uma grande árvore.
Fechei os olhos alguns segundos, eu me sentia exausta. Viagens, mudanças, tudo novo, muita coisa para absorver.
Quando abri os olhos, quase morri de susto. Vi a minha mãe vindo em minha direção, com o Malfoy, um dos elfos e claro, o Dennis.
-Ginevra Weasley! – berrou ela, e foi bem alto.
-Hum? – eu disse já sentindo minhas bochechas corarem.
Já estava pronta para dizer: EU JURO QUE SOU INOCENTE. Mas não precisei de tanto.
-Onde a senhorita esteve? – ela perguntou parecendo irritada. - Eu andei procurando por você por toda a casa. Onde já se viu, acabou de chegar, sai de casa e nem avisa onde vai. Você sabe que eu em preocupo muito com você... – e assim começou um enorme discurso sobre como eu era desatenta e coisas do gênero.
-Se não fosse esse seu amiguinho.- e ela apontou pro Malfoy. Minha cabeça ia explodir, eu já estava pronta para dizer, "ele não é meu amigo, e está longe de ser".
Mas com medo daquilo gerar mais algum sermão, me limitei a perguntar o que estava acontecendo.
Ela é a mestre em exageros.
-O que ele fez agora?
-Ele deu a grande idéia de virmos até aqui.
Não preciso dizer que a cara de Malfoy estava no nível máximo de arrogância. Não havia nada pior do que tomar uma bronca bem na frente de Draco Malfoy.
E pra piorar mais a situação, minha mãe fez a pior coisa que ela podei ter feito, deu um abraço em Malfoy e falou obrigada.
Ela estava se superando.
A cena estava cada vez pior, e eu estava pronta para vomitar quando ela falou:
-Agora vou fazer compras com Dennis, e conversei com o senhor Malfoy e ele vai levá-la até em casa.
"Hello! Eu moro a 5 minutos daqui! Eu sei aparatar! Sou uma bruxa! E alguém liga?"
-E não adianta falar não, mocinha. – terminou ela séria.
Naquele momento não sabia o que era pior, o que minha mãe falava ou aquela cara esnobe dele.
Depois que minha mãe já estava a uns metros de nós, ele falou com uma cara de dar nojo:
-Então, ruivinha...- que horror, ele me chamou de ruivinha. To perdida. - eu vou levar você até em casa, vai que algum maníaco tarado tenta de agarrar?
-Eu tenho uma varinha e sei me cuidar sozinha. Obrigada por nada. – eu disse me virando e caminhando com o restinho de dignidade que sobrou em mim.
-Ui, a ruivinha se estressou é?
-OLHA AQUI! PRA VOCÊ É GINEVRA OU WEASLEY, E EU NÃO QUERO VOCE PERTO DE MIM. – eu disse me virando e encarando-o.
E foi daí que ele fez. Ainda estávamos entre as duas árvores, e ele meio que me pressionou entre um delas e disse no meu ouvido com uma voz sexy.
-Eu prefiro ruivinha. – Não sei por que, mas eu senti meus joelhos amolecerem, fiquei meio zonza. Não entendi como aquele garoto conseguiu fazer isso.
Mas como eu não sou boba, logo consegui tirar aqueles braços - e que braços - de cima de mim.
Ele ainda continuou me encarando.
-Perdeu alguma coisa, Malfoy? – eu disse arqueando uma sobrancelha.
-Sabe Weasley, até que pra uma pobretona você tá bem jeitosinha.
'JEITOSINHA? COMO ASSIM? TÁ EU NÃO SOU NENHUMA FLEUR DELACOUR, MAS POXA EU SOU BONITNHA, SÉRIO!' e quem disse que eu falo sempre o que penso?
-E para um Malfoy metido e insuportável, você também dá pro gasto. – Meu Merlin, porque quando eu abro a boca só sai besteira?
A maioria das pessoas tem um tipo de filtro na boca para não falar tudo o que pensam, e creio que eu nasci sem ele.
-Confessa, Weasley... – ele disse com um sorriso torto.
Por Merlin, que sorriso sexy ele tem... PÁRA, GINA.
-Confessa o que Malfoy? – perguntei tentando parecer o mais entediada possível.
-Que você tá caidinha por mim. – ele disse como se fosse óbvio.
Acho que tanto ego um dia deve fazer ele explodir. Dá pra acreditar no que ele me falou?
-Ah me poupe, você realmente acha que garotos sem cérebros, metidos e mesquinhos chamam a minha atenção?
-Esqueci que você prefere os com cabeça rachada. – ele disse ácido.
Ele tinha que citar o Harry? Poxa foi um amor infantil e coisa e tal. Hoje somos apenas bom amigos, mas ele tinha que falar.
-Pelo menos ele era gentil. - eu não dou uma dentro.
-Mas pelo visto, nem ele quis saber de você. – ele conseguiu! Certo, não sou um imã de garotos, mas ele não precisava tocar no meu ponto fraco.
-Fique sabendo que só foi uma paixonite de criança e acabou porque eu vi que não gostava dele. – e enfatizei bem o eu. Mas espera ai, porque eu estava me explicando pra um Malfoy?
-E outra coisa, Malfoy, você não tem nada a ver com a minha vida.
E eu já estava cansada dessa conversinha, e fiz o que qualquer outra pessoa no meu lugar faria desaparatei.
Só que não esperava que ele segurasse no meu braço bem nessa hora.
E o resto você pode imaginar. Meu destino era minha cama, e em segundos lá estávamos, eu e o loiro oxigenado, sentados na minha cama. Ele quase em cima de mim.
Essa foi à segunda cena constrangedora do dia, e o pior não foi isso. Foi o que ele fez depois.
Ele me olhou sério. Aquele olhar fez os cabelos da minha nuca se arrepiarem.
Não sei como ele fez, só sei que segundos depois eu me encontrava encurralada por aqueles braços, se eu estivesse em pé, teria caído no chão.
Mas como estava sentada apenas fez meu coração quase sair pela garganta.
Ele estava tão próximo que eu podia sentir a respiração dele. Nossos narizes quase se tocavam.
Minha respiração estava começando a ficar ofegante. Eu queria me distanciar, mas eu não conseguia mover nenhum músculo.
E foi ai que a minha maçaneta começou a girar. Draco me olhou mais uma vez antes de aparatar.
A porta se abriu, era minha mãe. Minha cara não deveria ser das melhores, porque ela disse logo veio cheia de perguntas.
Privacidade é uma coisa que ela não compreende muito bem, sabe?
-Você está bem querida? – ela me olhou curiosa. – ela tinha o dom de chegar nos piores momentos.
-Cl-claro, mamãe. – falei tentando não gaguejar e parecendo o mais natural possível.
-Só vim avisar que desistimos das compras.
-Ok – disse eu querendo que ela saísse logo do quarto, mas não funcionou.
-Gi querida, tem certeza que não aconteceu nada? – ela conseguia ser muito inconveniente quando queria.
-Eu só quero ficar sozinha, mãe. – agora sim ela pareceu entender.
Minha mãe me deu um sorrisinho e fechou a porta.
A minha única reação foi por o travesseiro na cara e gritar o mais alto que eu pude.
N/a Amouras queridas!
A coisa agora começa a esquentar!
Muito obrigada pelo incentivo! Ta dando mais trabalho do que pensei repostar isso aqui. Vou tentar reescrever pelo menos um cap. por semana. Certo?
Amei as reviews, brigadinha! =) Vocês fazem uma autora feliz rs.
Para não perder o costume, reviews, pls!
Beijos,
Flora Sly.*
