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Mona mantinha a cabeça baixa , haviam dado a ela um cobertor , coisa que ela não entendeu muito bem.
Os policiais andavam de uma lado ao outro pela delegacia , de vez em quando um deles paravam para fazer perguntas.
A interrogaram algumas vezes , chamaram ela para uma sala e é claro que disse o que ouve , não só ela , mas Gui que havia chamado a policia , era o único que tinha alguns arranhões pois durante sua fuga ele havia se safado de ser pego por alguma parte do trem , mas apesar dos arranhões , só se safou por que havia tropeçado e deslizado pelo pequeno barranco , uma sorte incomum como havia dito ao rapaz pelo policial gorducho enquanto havia sido interrogado , mas agora Mona e ele estavam sozinhos sentados em um banco preto em frente a sala de interrogação , Dean estava lá dentro , mas se perguntavam por quanto tempo ela ficaria lá.
- Você e Mona são irmãs não é mesmo ? Bem parecidas – Disse a policial, ela usava o uniforme que de acordo com a opinião de Dean era o símbolo da tragédia, tinha uma opinião formada em relação a policiais.
O uniforme dela era assim como o do homem ao seu lado, uma camiseta branca com um símbolo de uma pomba branca, o que para ela era irônico, a calça azul possuía um tom incrivelmente recheado que conseguia capturar a visão de Dean de vez em quando.
- De acordo com o que sua irmã disse antes de sair daqui, era que você não fala absolutamente nada – o policial novato sorriu para ela, mas nada recebeu de volta, apenas conseguiu fazer com que ela dobrasse os braços.
Ela ainda mantinha a sobrancelha erguida devido à pergunta da policial.
- Mona disse que você salvou ela, você deve ser incrível – ela se se sentou à mesa em frente da menina , o rapaz ficou na cadeira ainda com um sorriso.
- Dean é seu nome não é ? – Perguntou o rapaz, era claro que era o nome dela e só de olhar nos olhos dela, os dois sabiam que não iriam adquirir nada com ela – Você não parece o Jensen Ackles.
Dean colocou a mão no rosto, tinha a leve impressão de que o dia seria longo.
Haviam feito perguntas, mas nenhuma resposta foi obtida, ela não respondia a nenhum deles, apenas olhava para eles entre seus dedos, as perguntas eram tão banais que ela ainda não conseguiu tirar a mão do rosto, disseram a ela que estavam fazendo as mesmas perguntas que fizeram para os outros dois.
Tentaram até mesmo linguagem de sinais, o que se tornou mais um motivo para ela ficar com a mão no rosto, para esconder a vontade de rir.
Eles provavelmente não sabiam o que estavam falando, estavam a ofendendo e muito, mas mesmo assim ela não queria comentar nada.
Insistiram por mais alguns minutos, até que desistiram, ninguém iria tirar nada dela, o que era obvio, Dean não os deu motivação para continuar.
Para sua alegria foi dispensada.
- Oi...
Ela passou do lado do homem que havia tentado iniciar um comprimento , nem se quer ligou e andou até onde estavam os dois sobreviventes.
Eles se levantaram afobados , lançaram um montante de perguntas , mas ela só ergueu os ombros.
- Você viu o pai?
A jovem colocou a mão na cabeça e balançou a mesma.
- Mas eu juro que eu vi ele passando por você.
Dean ergueu a sobrancelha e virou a cabeça , não tinha mais ninguém no corredor , e não tinha certeza , se a pessoa que passou do seu lado era ele , mas se quer havia visto o rosto e não reconheceu a voz.
Olhou para a irmã e balançou cabeça inocentemente.
- Vamos embora - disse Mona em tom chateado.
Gui lançou um olhar para Dean , e olhou para Mona que quase se arrastava pelo corredor , não tinha como dizer nada , ele nem ela , poderiam pedir muito a Dean , ela já havia feito o que precisava , era claro que havia feito , Mona estava ali andando , não estava ?
Ignorou o olhar do amigo e passou pelos dois, queria checar uma coisa antes, chegou no hall da delegacia , se levantasse a cabeça iria ver todos dos três andares acima de sua cabeça . Já conhecia as paredes brancas, os corrimões gelados e o pessoal uniformizado.
Apoiou os braços sobre o balcão e olhou para a mulher de pele morena , as duas se encararam por alguns segundos , e ela deu um papel e uma caneta para a menina , que escreveu e mandou de volta.
" O que houve com o Stan ?''
- O rapaz que acharam do lado do corpo de uma menina ? – Começou ela , enquanto mexia nas papeladas sem ao menos olhar a menina – ele foi levado para o hospital.
Ela escutou um grunhido, quando olhou a menina virou os olhos e saiu acompanhando os outros dois , passaram pela entrada e ficaram do lado de fora , sentados em um dos degraus.
- Cara , não acredito nisso , enquanto você tava falando com os policiais nós ligamos para os pais do Stan , ele ta apagado .
Dean se virou para ele , com os olhos bem abertos.
- Apagado quer dizer , dormindo , sabe ? Acho que podemos dizer em coma . Não sei direito , foi o que eu entendi.
- Bom pelo menos , ele ta inteiro.
- Bom isso é verdade – Diziam os dois , enquanto a menina continuava observando o céu , Dean apenas havia ouvido a conversa , enquanto Mona estava sendo questionada , ela havia ficado próxima há uma janela , onde via o céu azul desaparecer aos poucos.
- Vamos para casa Dean
Mona se levantou e junto a ela Dean se pois de pé , a ruiva olhava a gêmea chutar o pé do amigo.
- Acho que ela quer que você venha também.
- Hmm , não vai dar, meu velho vai me pegar logo logo.
Dean deu de ombros e Mona se despediu.
Pegar carona com um dos policiais não era bom , muito menos quando um desses policiais era da família.
Seu primo era um de baixa patente , o mais incrível era que ele , diferente de seu pai , era brincalhão , pensava em onde estava o pai , ultimamente ele andava ocupado com algumas coisas que andaram acontecendo pela cidade.
Assim como de ônibus , demoraram quase meia hora para chegar no bairro.
Como sempre ao chegar em casa , a mesma se encontrava vazia , as gêmeas se acostumaram a isso.
Dean acenava sem vontade o primo ir embora com seu parceiro, enquanto Mona entrava na casa.
As horas passaram e nenhuma das irmãs se encontraram pela casa , Dean evitava , pois sabia que Mona iria chorar as magoas , e no momento ela nem se quer tinha vontade de ouvir , e para não fazer nenhum gesto desagradável , ela evitava a ruiva.
Por mais de cinco vezes durante a noite , ouviu sua mãe bater na porta dê seu quarto , chamando para comer , mas não respondia.
Não tinha fome.
Ao fechar os olhos , teve vontade de ir para um lugar distante , mas o lugar para onde foi , era o cenário que já estava familiarizada , Mona ao lado se olhando no espelho , enquanto olhava para fora , viu a mesma criatura , mas dessa vez todas as pessoas que a encaravam estavam iguais , apenas algumas.
Despertou com o som do despertador , que chutou com vontade assim que levantou.
Fez suas ações rotineiras que fazia diariamente em toda as manhãs , olhava pela janela , as nuvens brancas pareciam desaparecer aos poucos ,
Desceu as escadas e virou a esquerda indo para a cozinha , no balcão encontrou Mona , apoiando os braços no mesmo , como de costume , só havia as duas , Se sentou na mesa , encarando a toalha de mesa, que tinha uma galinha e seis pintinhos com ela.
- Bom dia . Quer chocolate?
Concordou ao acenar com a cabeça e notou que Mona estava já vestida.
- Dormiu bastante hoje.
Ela deixou a caneca com chocolate na mesa de frente a Dean.
- Eu queria falar com você sobre ont...
Mona foi interrompida com o som da campainha, foi até a porta atender.
Dean se sentia pouco confortável entre as paredes verdes de tom bem claro, observava cada parte do balcão de mármore, o fogão preto e a geladeira, o armário grande com uma das portas abertas, revelando sacos de arroz e feijão entre outras coisas.
Mona voltou, e para sua surpresa não voltou sozinha, Gui aparecia encabulado, as bochechas se tornaram coradas ao ver a jovem sentada, trazia consigo sua câmera do dia anterior.
- Oi.
Dean piscava sem entender , ele não amanhecia tão cedo , olhou para o relógio encima do fogão.
'"'Ah".Piscou." Eu acordei tarde " pensou ela, enquanto tentava levar a xícara de chocolate à boca.
- Se ta bem Dê? – Perguntou o rapaz enquanto via a mão dela tremer, a menina deixou o copo na mesa e apoiou a cabeça na mão.
- Você deve estar pensando no Stan não é? – Ficou em silencio quando ela lhe lançou um olhar perigoso.
- O que foi Gui?
- AH sim bem, ontem a noite , eu tava vendo o que eu filmei , eu achei algo muito estranho.
- O que ? – Perguntou Mona – O que poderia ter achado ai?
- Bem, não sei direito o que é só sei que não é comum.
Dean tirou de sua mão a câmera, e quando ia começar a ver o vídeo Mona ligou a pequena TV no canto do balcão.
-''As noticias de hoje se seguem a partir do incidente de ontem, durante a manhã às dez e meia onde um trem e um ônibus se chocaram um contra o outro... ''
Mona mudou de canal, passou por um de culinária e quando mudou de novo , se surpreendeu com a visão.
Uma jornalista foi atacada por um civil que havia tentado morde-la , um dos homens a socorreu enquanto um policial, prendia o agressor.
- " Vocês viram isso ? Ele tentou me morder..."
Os três olhavam para a TV em silencio , enquanto ouviam alguns comentários , Mona aumentou o volume.
- " Parece que os estranhos ataques continuam , essa é a quinta vez na semana onde um civil age agressivamente , os policiais e os médicos ainda não encontraram respostas para isso que vem ocorrendo a mais de um mês"
Olharam preocupados quando o homem que havia sido preso jogou o policial no chão e foi atrás da mulher mais uma vez
Dean olhou curiosa para a tela , enquanto Mona olhava preocupada para a janela , via uma sombra por trás da cortina.
BAAAAAMMMMM
Um clarão e um grito.
Mona abraçou o rapaz enquanto Dean pegava o copo de chocolate quente e olhava para a TV.
- Hoje...vai chover...
Os dois em sua frente olharam para ela e depois se entreolharam enquanto ela tomava um gole de chocolate e se sentia a vontade.
