Novamente, muito obrigada a todos que leem as minhas fics. O que seria de mim sem vocês, galera?
Capítulo três
Lentamente, Davy Jones abriu seus olhos depois de quatro dias inconsciente. Sua visão estava embaçada a principio, ele piscou algumas vezes em uma tentativa de ver melhor. Como era de se esperar, ele não reconheceu o lugar. Ele tentou erguer-se da cama, mas uma súbita e forte dor em seu peito o fez deitar novamente, gemendo.
-A bela adormecida finalmente resolveu acordar. – Disse Desirée encostada a porta, chamando a atenção de Jones.
Ele olhou imediatamente para a bela mulher, mas nada disse, por alguns instantes, ficou apenas admirando-a encostada à porta.
-Eu estou no paraíso? – Ele perguntou voltando a sentar na cama, ainda olhando para Desirée.
Desirée gargalhou um pouco devido a pergunta, mas lhe respondeu assim mesmo.
-Não, você não está. – Ela respondeu – Na verdade, este lugar está longe de ser em qualquer aspecto o paraíso.
Desirée ofereceu a Jones uma caneca com uma bebida quente escura, que parecia chocolate quente. Ele a pegou e deu um gole, para sua surpresa, era mesmo chocolate.
-Quem é você? – Perguntou Davy Jones.
-Quem é você? – Desirée perguntou
-Eu perguntei primeiro. – Disse Jones – Ou a senhorita não tem nome?
-Desirée Blacksoul. – Ela respondeu – E você é...?
-Davy Jones. – Ele respondeu
-Sério? – Desirée perguntou sem parecer se importar muito, e Jones apenas confirmava – O capitão do Holandês Voador? O demônio dos mares?
-Eu tenho algum motivo para mentir? – Ele perguntou desviando seu olhar de Desirée, agora ele olhava para o chão – Eu perdi tudo. Meu navio, minha tripulação, minha dignidade... a minha vida acabou.
Desirée sentiu uma pontada de pena dele, pois sabia como era perder tudo o que tinha de um instante para o outro. Ela lembrava-se muito bem de como poderia ser doloroso perder tudo, vendo a dor e tristeza naquele par de olhos azuis. Desirée adorava olhos azuis. Ela queria abraça-lo, tentar conforta-lo de alguma maneira, mas ele não parecia ser o tipo de pessoa que gosta de ser abraçado por alguém que acabou de conhecer.
-Eu sinto muito. – Desirée disse, pois não havia mais nada que ela pudesse fazer além disso.
-Não sinta. – Jones a disse, voltando a caneca de chocolate quente – Eu mereci cada coisa que me aconteceu nas ultimas semanas.
-Bem, eu poderia dizer que você não merecia, mas como eu não conheço você... – Ela disse.
-Obrigado. – Davy Jones agradeceu ironicamente – Sua sinceridade é comovente.
-Só para lhe informar, você não é o primeiro a me dizer isso. – Desirée lhe contou sorrindo um pouco.
Houve um breve momento de silêncio entre os dois.
-Então senhorita Blacksoul, – Começou Jones – onde exatamente estamos?
-Na ilha que Deus esqueceu que criou. – Ela respondeu
-Estamos em uma ilha no meio do nada. – Ele disse - É o que você quer dizer. Estou correto?
-Sim. – Ela respondeu – Vou adicionar que é uma ilha deserta.
Deserta. Este detalhe chamou e muito, a atenção de Davy Jones.
-Quer dizer que você está aqui sozinha? – Ele perguntou.
-Sim. – Desirée respondeu novamente.
-Como você consegue viver aqui sozinha? – Jones perguntou
Desirée apenas sorriu.
-Eu nunca fui uma pessoa muito sociável. – Desirée respondeu
-Me refiro a como você consegue sobreviver aqui. – Ele disse
-Não é difícil. – Desirée respondeu – A ilha é deserta, mas é grande e de solo fértil. Tudo o que tenho foi cultivado aqui. Inclusive o cacau que mais tarde virou o chocolate que está na caneca em sua mão.
Houve outro breve momento de silêncio entre eles.
-O quê aconteceu com você? – Ela perguntou
-O quê aconteceu com você? – Davy Jones perguntou
-Eu perguntei primeiro, senhor Jones. – Ela disse ironicamente
Jones suspirou.
-O quê aconteceu comigo? Aconteceu exatamente o quê as lendas contam. – Ele respondeu – Não há mistério.
-Não! Não isso. – Desirée disse.
- O quê é que você quer saber então, mulher? – Jones perguntou, começando a ficar irritado.
-Eu quero saber como você ficou ferido. – Ela respondeu – O quê houve? Como você veio parar na costa desta ilha?
Davy Jones suspirou novamente.
-Sente-se, é uma longa história... – Ele pediu, fazendo um gesto com a mão para a mulher se sentar na beirada da cama. E foi o que Desirée fez.
Primeiramente, ele contou sobre o acordo que havia feito com Jack Sparrow, e a luta da sua tripulação em Isla Cruces para recuperar o baú onde seu coração estava. Enquanto ele contava, Desirée prestava atenção a cada mínimo detalhe da história com um olhar de fascinação pura.
Em seguida ele contou sobre Cutler Beckett, e o que ele o obrigou a fazer sob as ordens da companhia de comércio das índias orientais. Omitindo o seu reencontro com Calypso no Pérola Negra. Depois ele contou sobre a batalha, sobre o seu coração sendo apunhalado, e que a ultima coisa que ele se lembrava era de cair pela amurada do Holandês Voador dentro do redemoinho que havia se formado. Como havia dado a costa da ilha, não tinha a menor ideia.
Desirée ficou um tanto confusa, se o coração dele havia sido apunhalado, como ela sentiu as batidas do coração dele enquanto fazia os curativos? Mesmo com a curiosidade sendo grande, ela não lhe perguntara nada. Depois que ele contou a ela o que havia acontecido, ela o ajudou a levantar-se, e ir para a cozinha. Pois ela havia preparado o café da manhã.
Agora os cappítulos estão ficando um pouco maiores (graças a Deus). Logo um pouco de emoção vai entrar na história.
Me perdoem se eu demorar a postar, mas para quem não sabe, eu estou trabalhando em 3 fics ao mesmo tempo, e postando-as aqui no ff:
A hora do pesadelo - O recomeço
Mistérios de um deserto
Sonhos sangrentos
Por favor, não esqueçam de mandar reviews.
Captain Jones
