Capítulo 5
-Desirée... – Chamou Jones, sem tirar os olhos da cena que estava diante de seus olhos.
Já haviam se passado varias semanas desde que Davy Jones havia dado a costa. Foi pouco tempo, mas seus ferimentos se curaram incrivelmente rápido, e Jones estava novo em folha outra vez.
Mas enfim, voltando a situação atual, Jones acostumou-se a andar pela praia, afinal, não havia e nunca vai haver muito o que se fazer em uma ilha deserta. Alguns metros da casa de Desirée haviam alguns animais, pareciam ser cegonhas, destroçadas. Manchas enormes de sangue sujando a areia branca.
As pobres aves foram totalmente dilaceradas por algo, ou alguém se piedade alguma. As tripas jogadas não muito longe dos corpos, e os ossos de algumas delas foram visível roídos enquanto a carne era devorada.
Pelas marcas profundas que haviam sido feitas nos ossos, foi algo com presas grandes e afiadas. Por um instante, Jones pensou no quão dolorosa, e desagradável devia ser a dor ter aquelas presas sendo cravadas em sua carne. Mas o que realmente o preocupou, foi o fato de o massacre ter ocorrido tão perto da casa. Por um segundo, pensou em Desirée e suas... "atividades estranhas". Poderia ter sido ela a culpada?
Não tardou para Desirée surgir de dentro da casa.
-O que? – Ela perguntou, só então dando pela presença das aves mortas – Credo!
-Credo? – Ele perguntou erguendo uma sobrancelha – Só isso que tem a dizer? "Credo"?
Desirée deu de ombros.
-Já estou acostumada a limpar a sujeira dela. – Disse Desirée.
Jones encarou Desirée.
-A sujeira dela? – Ele perguntou – Quem exatamente é ela?
Desirée percebeu que acabara de falar mais do que deveria ter falado. Ela suspirou, e tirou seu olhar do que restara das cegonhas para olhar para Davy Jones.
-A criatura. – Disse Desirée se afastando de Jones, e indo em direção a beira da praia.
-Criatura? – Perguntou Davy Jones seguindo a moça – que criatura é essa?
A água salgada das ondas do mar logo tocou os pés descalços de Desirée, e ela começou a sua caminhada pela beira da mar, com Davy Jones logo ao seu lado.
-Desde que eu vim para esta ilha, há uma criatura, um monstro eu acho, que vaga pelas matas matando tudo o que encontra. Só que ela não fica somente na mata, às vezes, ela se aproxima da praia para fazer a sua... "festa". – Desirée contava
-Há mais criaturas, ou somente ela? – Jones perguntou
-Não sei. – Desirée respondeu – Acho que não. Eu nem sei como ela é.
-Você não se preocupa? – Ele perguntou – Não tem medo de que algum dia você vire a... próxima refeição?
Desirée gargalhou.
-Não... – Ela respondeu sorrindo – Eu não sou uma ameaça para ela. Eu a deixo em paz, então ela também me deixa.
Davy Jones apenas olhava para Desirée. Ela tinha coragem. E pelo o que ele podia ver, ela de fato, não temia a morte.
-Por acaso você, ou alguém mais já tentou encontrar essa, essa coisa antes? – Jones perguntou.
-Eu não. – Ela respondeu – Mas que vieram a ilha já tentaram.
-Deixe-me adivinhar... – Disse Davy Jones - Nenhum voltou?
-Não com vida. – Desirée disse – E nem inteiros. Se é que me compreende...
Davy Jones compreendera perfeitamente.
-Você os encontrou em estado pior do que o daquelas aves, não é mesmo? – Ele perguntou.
Desirée concordou com a cabeça, em seguida olhando novamente para Jones.
-Por favor, não. – Ela disse
Ele olhou para Desirée.
-Não o que? – Ele perguntou
-Eu sei o que você está pensando, não tente ir atrás dela. – Desirée disse – Porque se você for, ela vai te matar com certeza. Por favor... não vá!
-Eu não vou. – Jones respondeu – Eu não sou burro. Acabei de escapar da morte, estou tendo uma segunda chance de viver. Não vou desperdiça-la tentando caçar uma criatura sedenta de carne e sangue humano. Eu não pretendo morrer tão cedo.
Desirée sorriu, por um momento ela acreditou no que Davy Jones dissera, e ambos continuaram a sua caminhada pela beira do mar.
Sim, Davy Jones não tinha intenção de morrer outra vez, mas ele queria ver a criatura com os próprios olhos.
-Ver para acreditar. – Pensou Davy Jones – Hoje, a noite vai ser longa...
Aye pessoal!
Great to be back!
Desculpem pela demora, a culpa é do sistema educacional e do meu tecnico em Informatica. :D
Desculpem! Desculpem! Desculpem!
Homens! Quando colocam uma coisa na cabeça, não há quem faça eles tirarem!
Davy Jones: Isso foi indireta?
C. Jones: Claro que não amor! Você sabe que eu te amo!
Captain Jones
