Capítulo 7
O sol já raiava nos céus do Caribe quando Davy Jones finalmente conseguiu encontrar o caminho de volta para a casa de Desirée. Passara a noite inteira acordado, não havia fechado os olhos nem mesmo um único segundo, portanto, estava extremamente exausto.
Quando chegou a casa, Desirée não estava lá, mas àquela hora, ela com certeza já deveria estar fazendo a sua caminhada diária pela praia. Já que Desirée não estava presente, aproveitou esse tempo em que a moça não deu o ar de sua graça na casa para dormir um pouco e recuperar suas forças.
Não pensou em mais nada, apenas jogou-se em sua cama e dormiu.
Jones acordou horas mais tarde, e imediatamente foi a procura de Desirée pela casa, porém, a moça não estava em nenhum lugar da casa para ser encontrada. Talvez, ela tenha "perdido a hora" outra vez. Decidiu esperar mais algum tempo pela moça.
Porém ele esperou... esperou... esperou por quase três horas... mas nenhum sinal de Desirée.
-Onde essa mulher se meteu? – Pensava ele
Havia algo dentro dele... algo que queria sair e procurar por ela, ter certeza de que ela estava bem e salva. Mas ao mesmo tempo, também havia algo que o impedia de se importar com Desirée. E Jones sabia o motivo deste porque de não querer se importar com Desirée.
Ele havia aprendido a não ter afeição por ninguém após seu relacionamento com Calypso ter terminado de maneira tão triste e cruel. Não, ele não podia de forma alguma ser culpado por suas ações. Davy Jones apenas não queria sofrer novamente por causa de uma mulher.
Mas esse sentimento... essa vontade de saber onde Desirée estava ainda conseguia ser mais forte. A noite caiu. E o fato de não só horas terem se passado desde o sumiço de Desirée, mas sim um dia inteiro o enlouquecia ainda mais.
-Dane-se! – Queixou-se consigo mesmo – Eu vou atrás dela.
No instante em que abriu a porta para deixar a casa e ir para dentro da noite escura, Jones viu Desirée aproximando-se lentamente. Suspirou aliviado ao ver que Desirée estava bem, porém seu alivio foi temporário, pois a moça colidiu com o chão pouco tempo depois.
Ele correu em direção a Desirée, suas roupas estavam rasgadas, porém não havia um único corte em sua pessoa, e havia um ferimento grave em seu tornozelo direito que se assemelhava a uma mordida. Não, não se assemelhava a uma mordida... Com certeza era uma mordida. As marcas de presas eram mais do que visíveis em sua carne.
-O que houve com você? – Ele perguntou.
Davy Jones ajudou Desirée a levantar-se do chão, mas ela protestou.
-Eu estou bem! - Desirée disse – Foi só um arranhão.
-Só um arranhão? – Jones disse – Você está manca.
-Talvez... – Ela disse desviando o olhar do pirata.
Depois de alguns minutos, os dois já estavam de volta a casa, e Jones havia feito um curativo no tornozelo da moça. Ele voltara a questionar o que havia acontecido com ela. Onde ela estava, e porque havia simplesmente evaporado daquela forma.
Novamente, Desirée respondeu que não havia acontecido nada, que havia tido apenas um pequeno problema com uma onça.
Onça?
No mesmo instante em que ela pronunciou o nome do animal, Davy Jones não pode deixar de se recordar dos acontecimentos da noite anterior. Perguntou-se se por um certo acaso se não fora a criatura que atacara Desirée. Porém, se tivesse sido, Desirée não teria motivos para mentir... Teria?
O que Desirée estava tentando esconder? Por acaso ela estava tentando proteger aquela coisa?
Davy Jones não sabia... Mas muito em breve ele iria descobrir. Mas breve do que ele jamais imaginara.
Ele terminou o curativo de Desirée. A moça agradeceu, e levantou-se da cadeira em que estava sentada, gemendo um pouco ao tocar com o pé no chão.
-Precisa de ajuda? – Jones perguntou
-Não obrigada, - Desirée agradeceu novamente – Eu acho que posso ir para o meu quarto sozinha.
Jones observou Desirée distanciar-se dele, porém, a moça colidiu novamente com o chão quando estava na metade do caminho.
-Você tem certeza de que não precisa de ajuda? – Ele perguntou irônico.
Desirée suspirou.
-Talvez... – Desirée respondeu – Mais só um pouco...
Davy Jones ajudou Desirée a erguer-se do chão uma vez mais, ela se apoiou nele, e passo após passo, ela conseguiu finalmente chegar ao seu quarto.
-Boa noite. – Disse Jones para ela, deixando o quarto
-Boa noite. – Desirée disse, porém emendou rapidamente – Eu... eu não quero ficar sozinha esta noite.
Ele parou em sua trilha com as palavras de Desirée, e virou-se para a moça.
-O que disse? – Perguntou Davy Jones.
-Eu... posso passar a noite no seu quarto? – Desirée pediu, tentando ao máximo não encará-lo nos olhos.
O silêncio reinou entre os dois por alguns instantes antes de ser quebrado pelo pirata.
-Claro. – Jones respondeu – Não há nenhum problema. Afinal, a casa é sua.
Desirée sorriu.
-Obrigada... – A moça agradeceu – Ahn... pode me ajudar outra vez?
Mais alguns minutos depois, eles chegaram ao outro quarto. O único problema era que no quarto havia apenas uma cama de casal.
-Ahn... Eu durmo no chão. – Desirée disse
-Você está ferida. – Ele replicou – Se há alguém que deve ficar com a cama é você.
Desirée bufou.
-Eu acho que podemos dividir a cama. – Desirée disse – Se você concordar claro.
-Eu acho que não vai haver nenhum problema. – Jones disse
Ele ajudou Desirée a deitar-se, e logo em seguida ele próprio deitou-se também. Porém ambos mantiveram a maior distância possível um do outro.
-Boa noite, Desirée. – Disse Davy Jones
-Boa noite... Davy. – Ela disse.
ALELUIA!
FELIZ 2013 A TODOS OS LEITORES(AS)! Muita felicidade e boas festas!
I got drunk last night...
Esse é o nosso sétimo capítulo, que eu terminei de escrever ontem faltando 3 minutos para o inicio de 2013.
Espero que gostem.
PREVIEW!
No próximo capítulo, a caça começa quando a criatura resolver surgir. Fiquem ligados!
Captain Jones
