FALA AI GALERA!

CAPÍTULO COM DIREITO A TRILHA SONORA!

Good Enough – Evanescence

AVISO: Este capítulo contém cenas fortes de terror, e outros...

OBS: O verso em alemão pertence a música Soone - Rammstein

OBS2: Um link para cada uma das músicas vai estar disponível no meu perfil assim que eu postar o cap. ;)


Capítulo 8

As horas passaram, e assim a madrugada chegou. A lua cheia estava alta nos céus e as estrelas brilhavam. Porém, a lua e as estrelas foram cobertas por grandes nuvens negras, que abrigavam uma forte tempestade que não tardou a castigar o Caribe. Trovões estouravam e raios incrivelmente longos riscavam o céu noturno. Desirée abriu seus olhos subitamente, um frio intenso fez seu corpo inteiro tremer.

-Não de novo! – Ela pensou – NÃO AGORA!

Ela se levantou, sentindo aquela sensação terrível tomar conta de seu corpo. Ela levantou-se da cama, esforçando-se ao máximo para andar o mais rápido possível com seu tornozelo incapacitado. Para sua sorte, Jones não notou que ela se levantara, ela foi para o seu quarto, trancou a porta e viu-se obrigada a olhar para o espelho, vendo sua pele começar a rachar e se soltar do rosto como uma janela que é atingida por uma pedra. Ela não queria prolongar aquilo, mesmo sabendo a dor que ainda sentiria, cravou as unhas no rosto, e começou a arrancar a própria pele com desespero.

O sangue logo começou a sair dos lugares de onde ela estava arrancando a pele, e de onde ela estava caindo. Algo pareceu começar a crescer/brotar em suas costas rasgando a parte de trás de sua camisa. Mas havia algo mais crescendo/brotando também. Seus olhos começaram a sangrar também, sem pensar duas vezes cravou as unhas nos mesmos e os arrancou, deixando apenas dois lugares vazios e sangrentos. Suas unhas e dentes começaram a cair, e serem substituídos por algo mais... afiado. A moça deu um passo para trás, escorregando no próprio sangue e caiu sentada no chão.

Jones abriu seus olhos e sentou-se alarmado na cama ao escutar um grito de dor, que nem mesmo o barulho da enorme tempestade conseguiu abafar. Ele reconheceu imediatamente que o grito era de Desirée. Ele levantou-se o mais rápido que pode e começou a procurar pela mulher. Não precisou procurar mais, soube que ela havia voltado ao seu quarto no instante em que viu sangue vindo de dentro do mesmo por baixo da porta.

-Desirée! – Ele chamou tentando abrir a porta, mas ela estava trancada – DESIRÉE! ABRA A PORTA!

-EU ESTOU BEM! – Ela gritou, porém sua voz estava rouca, e não parecia ser a dela.

-Não, você não está! – Jones disse – Abra a porta, ou eu vou abrir!

-NÃO! – Ela respondeu, agora com uma voz monstruosa.

-ABRA A MALDITA PORTA, MULHER! – Jones gritou nem um pouco intimidado pelo tom de voz de Desirée.

-EU NÃO QUERO QUE VOCÊ ME VEJA ASSIM! – Voltou a gritar com aquela voz.

Ele suspirou.

-Desirée... Você pode confiar em mim. – Jones disse

-Eu confio em você! – Ela disse – Mas não confio em mim mesma!

-Mas eu confio em você. – Ele disse em um tom mais tranquilo do que anteriormente – Desirée, por favor, abra a porta.

Houve um instante de silêncio absoluto, então ele ouviu o som da porta ser destrancada. Ele a abriu lentamente, e entrou.

-Deus... – Foi a única palavra que veio a mente de Jones.

O chão estava totalmente coberto de sangue, e além disso, haviam unhas, pele, dentes, e os dois olhos da moça, que Jones podia jurar que por um instante, havia os visto encarando-o. Desirée estava encolhida em um canto do quarto, mas... ela estava totalmente transformada. Suas roupas estavam rasgadas, sua pele havia sido substituída por escamas marrons como as de algum tipo de cobra, e havia surgido em suas costas um enorme par de asas negras. Sem mencionar a cauda de cobra, de no mínimo, dois metros e meio de comprimento que havia surgido também. E na ponta desta cauda havia um chocalho, exatamente como o de uma cascavel. As suas unhas deveriam agora ter no mínimo uns dez centímetros de comprimento, e eram totalmente pretas e afiadas como navalhas. Ela havia se transformado em uma mistura de ave com serpente. Porém, Davy Jones sabia de onde já havia visto algo assim antes: A criatura!

Desirée era o monstro! Agora tudo fazia sentido... Desirée não tinha medo de conviver na ilha com um monstro porque ela era o monstro. Ela não acordou quando Jones fugiu durante a noite, pois ela já estava acordada e não estava em casa. O ferimento em seu tornozelo que a moça adquirira em sua caçada na noite passada contra a onça. E o fato de ela estar sempre cheirando a sangue fresco.

Com cautela, ele se aproximou de Desirée, que tentava esconder o rosto.

-Se afaste! – Ela disse se encolhendo mais contra a parede – Corra! Fuja enquanto eu ainda tenho controle!

Jones ajoelhou-se, não se importando nem um pouco se iria se sujar de sangue ou não, ele tocou o rosto de Desirée delicadamente, e a fez olhar para ele. O lindo par de olhos castanhos havia desaparecido, no seu lugar, agora havia dois olhos amarelos brilhantes. Exatamente os mesmo que ele vira anteriormente. Lágrimas de sangue saiam de seus olhos e corriam pelo seu rosto agora coberto de escamas. Mas mesmo assim, ele não havia perdido nenhum de seus belos traços.

-Vá em frente! Diga! – Começou ela, e quando ela falou, suas presas reluziram sob a fraca luz da única vela acesa no quarto – Sou uma aberração...

Bem... Desirée já teve dias melhores. Agora, ela parecia mais com algum tipo de criatura mitológica do que um ser humano. Jones não gostou da situação, mas tinha de admitir que aquelas asas davam a ela um ar tanto angelical quanto demoníaco. E o amarelo de seus olhos era simplesmente deslumbrante!

-Desirée... – Davy Jones tentava dizer – O quê aconteceu com você, mulher?

Desirée hesitou a principio. Mas lhe contou. Ela não fora sempre assim, mas quando tinha vinte anos de idade, uma feiticeira vodu pôs lhe uma maldição. Que ela se tornaria um monstro horrível de tempo em tempo, e mataria, tanto pelo sangue, quanto pela carne de suas "presas".

Die Sonne scheint mir raus den Händen

kann verbrennen, kann dich blenden

wenn sie aus den Fäusten bricht

legt sich heiss auf dein Gesicht

legt sich schmerzend auf die Brust

das Gleichgewicht wird zum Verlust

lässt dich hart zu Boden gehen

und die Welt zählt laut bis zehn

-O quê? –Jones perguntou

-É a minha maldição. – Desirée disse.

-E o que quer dizer? – Ele perguntou

O Sol brilha em minhas mãos

Pode te queimar, pode te cegar

Quando ele irrompe dos meus punhos

Deita-se quente sobre seu rosto

Deita-se dolorosamente sobre o peito

O equilíbrio é perdido

Ela te faz ir com força sobre o chão

E o mundo conta alto até dez

-Eu vim para a ilha logo depois que me transformei pela primeira vez. – Ela contou – Causei um massacre. Homens, mulheres, idosos, crianças... Se eu tivesse ficado entre as pessoas, eu provavelmente teria sido caçada e morta em algum lugar.

Desirée chacoalhou-se. Ele se afastou um pouco dela, no instante em que ela rosnou como se fosse um animal.

-Sangue... – Desirée disse – Eu preciso... matar...

Ela fechou seus olhos, voltou a encostar-se na parede, e começou a respirar pesadamente. Percebendo que esse era o momento para se afastar, Jones levantou-se lentamente e começou a se afastar sem fazer barulho e mantendo o olhar fixo em Desirée. Porém sua retirada estratégica foi mortalmente prejudicada quando seus pés foram de encontro a uma poça de sangue, que fez um som ruidoso. Desirée começou a fungar... na verdade, ela começou a farejar. Ela abriu seus olhos, e direcionou-os imediatamente para Davy Jones. Um arrepio percorreu o corpo de Jones. E seu coração batia mais rapidamente, medo, ele tinha que se acostumar a esse sentimento novamente.

-Onde pensa que vai? – Ela perguntou novamente com aquela voz monstruosa.

-Quem? Eu? – Ele perguntou tentando chegar a porta – Eu não estou indo a lugar nenhum!

-Então por que está se afastando? – Ela voltou a perguntar, e por um segundo, pareceu recuperar a razão e lhe mandou um olhar preocupado – Corra...

Antes que ele pudesse dizer algo mais, a mulher começou a ir de quatro em sua direção como uma leoa prestes a atacar sua presa. A caça de gato e rato começou. Ele percebeu que ela estava prestes a saltar em cima dele, sem que ela notasse, ele pegou a chave da porta. No instante em que ela saltou, ele saiu do quarto e fechou a porta rapidamente, evitando o ataque, e trancando a porta logo em seguida. A porta tremeu com as batidas dadas pela criatura.

-Eu tenho que... – Os pensamentos de Jones foram interrompidos no instante em que um buraco foi aberto na porta, e a coisa passou seu braço para o lado de fora tentando agarrar a primeira coisa que estivesse em seu alcance.

Sem pensar duas vezes, Jones correu, ocupando-se em ir para longe. O mais longe possível. Não estava nem ai para a tempestade, se fosse para ele morrer esta noite, preferia morrer com um raio na cabeça do que ser dilacerado. Um som alto se fez. Davy Jones não precisou olhar para trás para saber que foi Desirée que havia derrubado a porta, e agora estava novamente atrás dele. Jones estava a menos de dois metros de distância da porta da frente, naquele momento, algo o acertou com força nas costas, derrubando-o no chão. Foi a cauda de Desirée que ela utilizara como um "chicote" para derrubá-lo.

Quando Davy Jones virou-se, ela já estava em cima dele, segurando-o contra o chão. Jones debateu-se, tentando se livrar, estava lutando por sua vida com todas as forças que tinha, mas não, ele não iria gritar, muito menos pedir ajuda e mesmo se pedisse, ninguém iria ouvi-lo. Ele não queria morrer, não daquele jeito... Maldição! Como ela era forte! Não conseguia se soltar. Ela voltou a farejar. Com a ponta de sua cauda, ela afastou alguns tentáculos de Jones de seu pescoço, lentamente aproximou seu rosto do mesmo, e sedutoramente tocou o pescoço dele com seus lábios. Exatamente como Drácula faria antes de morder o pescoço de uma bela mulher.

Outro arrepio percorreu o corpo de Jones com aquele toque. Sentindo a respiração quente de Desirée em seu pescoço, ele esperava que ela lhe cravasse os dentes em sua carne a qualquer instante... Porém, ao mesmo tempo, sentiu como se estando junto do monstro que Desirée se mostrou ser, tudo ficaria bem.

Mas por que em nome dos sete mares ele se sentia assim?

Seu conflito pessoal foi interrompido quando ela ergueu sua cabeça e olhou Davy Jones nos olhos, e ele fez o mesmo. Inesperadamente, Desirée lambeu o rosto de Jones, ele sentiu a língua quente, úmida e incrivelmente longa dela percorrer seu rosto, e cobri-lo com saliva, em seguida, ela voltou a olhá-lo, mas desta vez mostrou suas presas. Ela iria matá-lo agora. Tomou uma medida desesperada como último recurso para se libertar, Jones deu uma forte cabeçada em Desirée, que o soltou, e rolou para o lado com as mãos na testa.

Agora as posições mudaram, Jones era o caçador e Desirée a presa. Ele a segurava contra o chão tentando impedi-la de se levantar a qualquer custo, ignorando a dor em sua própria cabeça. Ela se debatia como uma possessa, e fazia o tradicional "Hiss" que as cobras fazem quando estão furiosas.

-Desirée! Pare com isso, mulher! – Davy Jones exclamou – ACORDE!

Davy Jones não sabia exatamente o que ele queria dizer com "acorde", mas achou que valia a pena tentar. Desirée parou de fazer "Hiss" e se debater. Pareceu reagir ao próprio nome.

Jones a segurou pelos ombros, a começou a sacudi-la, como se tentasse traze-la a realidade novamente.

-Desirée! – Ele começou novamente – Você está me ouvindo? Desirée? DESIRÉE!

Ela fechou seus olhos, e seu corpo amoleceu. Davy Jones voltou a sacudi-la, e chamá-la pelo nome. Ela abriu seus olhos depois de alguns segundos. Eles já não brilhavam como antes, ela olhou em volta como se estivesse em um ambiente desconhecido. Depois de alguns segundos, Desirée olhou para ele totalmente confusa.

-Jones? – Ela perguntou – O quê... O quê houve? Como eu vim parar no chão?

Davy Jones não pareceu estar surpreso por ela não se lembrar.

-Desirée, - Ele começou – Olhe para si mesma.

Desirée estranhou o pedido, mas logo olhou-se, e viu no que havia se transformado. Desirée abraçou-o imediatamente.

-Meu Deus... – Ela disse – Eu sinto muito! Eu... Eu quase te matei! Desculpe-me, desculpe-me...

-Está tudo bem... Já passou. – Jones disse com uma voz calma, acariciando a cabeça de Desirée tentando tranquilizar a moça, e a si mesmo também – Você não fez por mau. Você não sabia o que estava fazendo, Desirée, não tem que pedir perdão por nada.

Por alguns minutos, os dois permaneceram apenas abraçados no meio do chão da sala. Logo, Jones percebeu que lágrimas de sangue haviam voltado a correr pelo rosto de Desirée, e manchado seu ombro no qual ela havia afundado seu rosto. Ele as secou. Antes que Desirée pudesse agradecer, ele a segurou, e a ergueu do chão, carregando-a. Mesmo com aquelas grandes asas, e uma cauda, a moça continuava incrivelmente leve. Leve como uma pluma.

-O quê está fazendo? – Ela perguntou com a voz agora fraca de tanto chorar.

-Você precisa dormir um pouco. – Ele respondeu – Eu creio que você teve uma noite longa...

-Você não tem medo de que eu lhe rasgue em pedaços no meio da noite? – Desirée perguntou, porém, Davy Jones apenas riu um pouco.

-Depois do que eu passei hoje, acho que nunca mais vou sentir medo na vida. – Jones respondeu, sem perceber que, mesmo com escamas, o rosto de Desirée corara um pouco.

Ele chegou ao quarto, e a deitou com carinho na cama, e a cobriu. Em seguida, deitou-se novamente ao seu lado, porém desta vez, bem próximo a ela. Por causa das asas, ela deitara de lado na cama, mas de frente para Jones. Estavam muito próximos um do outro, e Jones segurava a mão dela. O silêncio predominou entre eles por quase uma hora. Nenhum deles conseguia dormir.

-Jones... – Desirée sussurrou para evitar acorda-lo se ele estivesse dormindo, o que não era o caso.

-Sim? – Ele perguntou

Desirée não sabia exatamente como dizer aquilo para ele.

-Escute... – Desirée tentava dizer, estava um tanto que acanhada, e com razão – Talvez seja esse monstro selvagem dentro de mim, mas, eu acho que... você... eu... nós... Sim, nós...

-Nós...? – Jones tentava incentiva-la a continuar a fala.

-Que nós... nós devíamos... você sabe... juntos... compreende o que estou tentando dizer? – Ela perguntou – Por favor, me diga que sim. Porque isso está começando a ficar embaraçoso para mim.

Davy Jones compreendera perfeitamente o que ela tentava lhe dizer. Mas... ela não era totalmente humana, e isso acabaria sendo um tanto que... estranho. Para os dois. Mas verdade seja dita, ele também não era totalmente humano. Novamente que a verdade seja dita, ele era mais parecido com ela do que com qualquer outro. Não só porque os dois eram amaldiçoados, mas depois de todo o tempo que passaram juntos, eles acabaram se conhecendo melhor, e tinham muito em comum.

-Desirée... – Ele tentou dizer

-Não. Está tudo bem. – Desirée disse sentando-se na cama – Você deve preferir uma mulher de verdade, e não uma aberração. Eu não sou boa o bastante para você.

Jones sentou-se na cama também, tocando o rosto dela, e ela olhou nos belos olhos azuis dele.

-Você não é uma aberração. Você é uma mulher de verdade. – Ele respondeu – E você não é apenas boa para mim... você é a única boa o bastante para mim.

Com suas palavras finalmente ditas, e sem hesitar por um único segundo a mais, seus lábios colidiram aos dela em um beijo. Ambos fecharam seus olhos. O gosto metálico de sangue que vinha da boca de Desirée era forte, quase como se ele estivesse bebendo um copo de sangue puro, e Desirée não pode de forma alguma não gostar do salgado gosto do beijo de Davy Jones.

Sob o seu feitiço novamente

Eu não consigo dizer não para você

Deseje meu coração e ele estará sangrando em sua mão

Eu não consigo dizer não para você

Lentamente, e com as mãos trêmulas, Desirée deslizou suas mãos pelo peito de Davy Jones, acariciando cada musculo dele, e em seguida pôs seus braços ao redor do pescoço dele. Jones por sua vez, envolveu Desirée em seus braços o melhor que pode devido ao par de assas da moça.

A chuva começou a cair ainda mais forte, mas nenhum deles conseguia se importar com isso. Desirée abriu brevemente os seus olhos, no instante em que sentiu a língua de Jones percorrer seu lábio superior, convidando-os a se abrirem e deixa-lo explorar os cantos mais profundos de sua boca. Quem era Desirée para negar a si própria tais prazeres? Ela não queria desperdiçar nenhum segundo de tudo que estava acontecendo, e não tardou a aprofundar o beijo que davam, cedendo aos toques dele.

Não deveria ter deixado você me torturar tão docemente

Agora eu não consigo deixar este sonho

Eu não consigo respirar, mas me sinto boa o bastante

Eu me sinto boa o bastante para você

Conforme os segundos se passavam, o beijo que antes era apenas um simples contato com os lábios se tornara um beijo ardente que quase chegava a queimar de tanta paixão. Eles quebraram o beijo tentando recuperar o folego, seus lábios não estavam distantes um do outro.

-Eu quero você... – Desirée sussurrou beijando Jones novamente – Eu quero muito...

-Eu também – Ele respondeu sussurrando no ouvido da moça, enviando um arrepio pelo corpo dela no instante em que desceu seus lábios até o pescoço de Desirée beijando-o em seguida. Desirée deixou escapar um suspiro.

Beba desta doce decadência

Eu não consigo dizer não para você

E eu me perdi completamente e não me importo

Eu não consigo dizer não para você

Eles voltaram a deitar na cama sem interromper o contato entre seus lábios, Jones estava sobre ela, mas então pensou se Desirée não machucaria suas asas, pois afinal, ela havia se deitado sobre elas.

-Suas asas... – Jones disse, porém Desirée não pareceu se importar, apenas sorriu e tocou o rosto dele, olhando fundo em seus olhos azuis.

-Não se preocupe. – Ela disse, tirando a camisa dele – Eu não vou me machucar... muito...

Em apenas uma questão de minutos nenhum deles possuía roupas em seus corpos, a única coisa que os cobriam eram os lençóis. Lábios e línguas uniam-se, as mãos de um tocavam o corpo do outro. O contato entre os dois amantes se tornava cada vez mais intimo e possessivo. Desirée arranhou as costas de Jones com suas unhas afiadas como navalhas, cortando-o, e fazendo-o gemer. Ela sorriu, enlaçando a cintura dele com suas pernas.

Não deveria ter deixado você me conquistar por completo

Agora eu não consigo deixar este sonho

Não posso acreditar que me sinto boa o bastante

Eu me sinto boa o bastante

Demorou muito, mas me sinto bem

Desirée gritou. Ela não negava que havia se imaginado fazendo o que fazia com Jones, e agora que realmente estava fazendo, percebera que era ainda melhor do que ela havia imaginado. Desirée chacoalhou o chocalho de sua cauda, de tanto prazer.

Ele sorriu, e cravou seus dentes no pescoço dela, fazendo-a gritar ainda mais. O quarto foi iluminado pela luz de outro raio. Os dois já se sentiam como se estivessem no paraíso, mas mesmo assim, eles ainda desejavam por mais.

E eu ainda estou esperando pela chuva cair

Despejar a vida real sobre mim

Pois eu não consigo me segurar a nada tão bom assim

Eu sou boa o bastante para você me amar também?

O sangue deles fervia, há muito tempo que não se sentiam tão vivos como se sentiam agora. Muito tempo depois, e Desirée dormia tranquilamente nos braços de Davy Jones. Ele acariciava gentilmente a cabeça da jovem, ele beijou delicadamente a testa de Desirée, fechou seus olhos, e dormiu. A tempestade continuava forte, e o destino dos dois, agora estava selado.

Então tome cuidado como que você me pede

Porque eu não consigo dizer não


ALELUIA EU TEMINEI ESSE CAPÍTULO GIGANTE!

Resumo: Desirée é o monstro, Desirée tenta matar Davy, Davy e Desirée passaram a noite juntos ;)

Desculpem-me a demora! Hoje eu fui a praia e consegui a inspiração que me faltava!

Reviews são mais do que bem-vindas a bordo da fic! Por favooor!


Captain Jones