O Mistério do Bilhete

by Marmadue Scarlet

Disclaimer: Não é meu. Nada. Nadinha. Nem sequer uma migalhinha. Jk agora, por favor, pare de ficar fazendo complô com o meu Word.


CAPÍTULO 3

"Olá estrelinha, a Terra lhe diz olá."

- WILLY WONKA

PASSO o dia inteiro pensando nisso, e lá pela hora do jantar chego à conclusão que isso não faz sentido nenhum para mim. Não comento nada com Domenic nem com Madison, porque, se o que o Potter falou for verdade, há um quase-assassino a solta em Hogwarts. E toda a minha experiência com assassinos (que se resume, basicamente, a um punhado de livros de terror e/ou suspense e um ou dois filmes do mesmo gênero) me diz que quanto menos gente você envolver, melhor. Acho que Snivellus, Moony e o outro nome que Potter falou (Padfoot, se eu não me engano) são pessoas. Embora sejam nomes bem estranhos para pessoas. Quero dizer, que tipo de mãe coloca o nome do filho de Snivellus? E eu que achava a minha mãe anormal por colocar nomes de flores nas filhas...

Como isso é a única coisa suspeita que eu tenho até agora, decidi ir na biblioteca depois do jantar.

Entro na biblioteca e vou procurar a lista de monitores. Eles tem na biblioteca a lista de todos os monitores, desde que a escola foi fundada. Tem um pouco de informação sobre cada um, tipo matéria preferida, ambição, essas coisas. E também tem a lista dos times de Quadribol, dos integrantes dos Clubes de Estudo, Clube de Duelos...

Começo procurando por Snivellus. Não há nada com esse nome nem na lista de Monitores, nem nos times de Quadribol nem em lugar nenhum. Também não acho nada com o nome de Padfoot. E o mais perto que eu chego é um tal de Mike Mooney, mas eu não consigo ver mais nada porque Madame Pince praticamente me arranca pelos cabelos da biblioteca, porque já são dez e meia da noite e ela quer dormir. Acho que se a senhora Pince incluísse em sua dieta diária um copinho de suco de maracujá, a vida dela iria ficar mais bonita. Quero dizer, nunca vi alguém tão estressado!

Quando eu chego no dormitório, Madison já está deitada, o cortinado fechado ao redor da cama. Tenho a impressão que ela está me evitando, mas deve ser paranóia minha.

Arrumo minhas coisas, tomo meu banho e me deito na cama, mas não consigo dormir. Fico pensando nas coisas que descobri hoje. Será que o Potter corre algum perigo de vida? Ele está com aquele corte horroroso e tal. Será que ele sabia que eu estava lá dentro do armário? Aquele olhar que ele deu... Era como se ele estivesse vendo a mim. Acho que o Potter é o centro de tudo isso. Acho que ele conhece o pseudo-assassino e as vítimas.

Seria bem prudente me manter longe dele, decido, antes de dormir.


PASSO a manhã inteira toda errada, porque tive um sonho muito estranho envolvendo James Potter sem camisa, um assassino com uma machadinha e um galo garnizé. Tentando fazer algum uso das aulas de Adivinhação que nós fizemos até o quinto ano, Domenic e eu analizamos o sonho, e chegamos a conclusão que: o galo garnizé é um mau presságio, me alertando contra o perigo dos galináceos; o assassino da machadinha é um protesto do meu subconciente contra o desmatamento das florestas da América do Sul e James Potter semi-nu é culpa dos hormônios, que segundo Domenic, me fazem imaginar coisas. Me senti culpada por não poder dizer para ele que eu todas as imagens do Potter sem camisa geradas pelo meu subconciente eram fruto de uma experiência visual real, e tinham base nas imagens armazenadas na minha memória visual. Resumindo: chegamos a conclusão que eu não devo comer frango/galinha/peru por uns tempos, se não posso morrer sufocada por um ossinho e ir para o purgatório, onde uma versão paranormal de James Potter sem camisa irá testar minha pureza. Seja lá o que isso quer dizer.

Logo depois do almoço, Domenic tem um de seus ataques. Isso envolve Domenic jogando-se sobre o móvel mais próximo, gemendo algo como "Perguntas, perguntas. Por que tenho que agüentar tantas perguntas?". De vez em quando ele se compara à Merlin e Dumbledore, dizendo que a genialidade deve ter liberdade para se manifestar. Eu adoro os ataques de Domenic. Há sempre uma pequena multidão ao seu redor no fim de um ataque.

Quando eu chego na aula de Herbologia, Madison não está lá. O que é realmente muito encantador da parte dela, porque, além de sumir sem avisar, agora ela me deixa sem parceiro de mesa.

Sensacional.

Tenho que lembrar de agradecer à Maddie por isso.

- Senhorita Evans, vai ficar aí parada na porta por muito tempo? - Professora Sprout pergunta.

- Ah, não, professora, é que a minha dupla não veio.

- A senhorita pode fazer com o senhor Potter, ele também está sozinho.

Fico olhando com uma expressão abobada para a cara da Sprout. Potter e sozinho na mesma frase sem um advérbio de negação no meio? A Sprout andou enrolando umas folhinhas verdes e fumando?

- Senhorita Evans? - Eu pisco, incrédula. Será que ela está tendo alucinações, tipo ver o Dumbledore de sunguinha estampada dançando e cantando Summer Nights, do filme Grease, em dueto com a MaGonagall, que por sua vez está usando um modelito bufante verde-limão com bolinhas roxo-uva? - Poderia se sentar do lado do sr. Potter agora, para que eu possa dar a minha aula?

- Claro, claro, professora. - Acho que entendi porque tanto mau-humor. Dumbledore de sunguinha deve ser uma visão do inferno.

Me sento do lado do Potter e tomo o cuidado de ficar o mais distante possível dele, evitando tocá-lo enquanto fazemos a primeira tarefa do dia: preparar os potes para as novas mudas (o que é bem ridículo para os alunos do sexto ano, mas suponho que as folhinhas verdes enroladas tenham diminuído a capacidade dos neurônios da Sprout de fazer sinapse).

Noto que a Michelle não pára de olhar para o nosso lado, mas toda vez que eu viro para encará-la, ela olha para o outro lado, disfarçando.

Merlin, será que ela sabe de alguma coisa e está tentando me dar um aviso telepático de que devo me manter longe do Potter, pois ele tem um distúrbio de personalidade e é o pseudo-assassino?

- Sabe, Evans, eu entendo que você não vá com a minha cara, mas você está agindo como se eu tivesse uma doença altamente contagiosa. - Potter diz bem perto do meu ouvido, do nada, e eu me assusto e derrubo um vaso, mas ele é rápido e o pega no ar. Por isso que eu digo que a copa é dos Leões!

Espera, eu nunca disse isso.

Enfim. Fico vermelha que nem um pimentão, porque o que ele disse é absolutamente verdade. Quer dizer, não tudo. Eu vou com a cara dele. Não é como se ele fosse antipático ou coisa assim. Se a situação fosse outra, eu ficaria bem feliz de sentar do lado dele. Quero dizer, podia ser o Jason! Potter pelo menos cheira bem. Aliás, bem demais.

- Você pediu a Michelle em namoro? - pergunto, contrariando totalmente a minha regra de não me meter nos relacionamentos dos populares. Os über-populares, como Potter, Black e Michelle, tem suas próprias regras de relacionamento, regras as quais eu desconheço.

Potter fica bem sem-graça, o que é relativamente novo para mim.

- Na verdade, eu terminei com ela, por quê?

- Ah, nada não. É que ela não pára de olhar para cá. - Como eu disse, esses über-populares são engraçados. Há alguns dias atrás eles pareciam o anúncio publicitário do amor eterno e verdadeiro, e agora, terminaram.

- Ah. - ele diz.

- Por que você terminou com ela? - pergunto. Por Deus, Lily, não tem como você ser mais metida, tem?

Potter parece pensar um pouco.

- Eu gosto da Michelle, de verdade, ela é uma boa amiga. Mas é isso. Uma amiga.

- Você está apaixonado por outra pessoa?

- Sim. - ele sorri para mim.

- Quem? - Oh sim, Lily, você consegue ser mais metida.

Potter não responde porque nesse momento Sprout manda um integrante de cada dupla pegar as mudinhas que nós vamos replantar,e Potter se manda.

O que provavelmente significa que não é da minha conta, então eu caio na real e me ligo que tenho que parar de perguntar essas coisas para o Potter.

Ele volta com as mudinhas e nós começamos a replantá-las em profundo e desagradável silêncio. Não sei porque, mas a presença do Potter me faz falante. Eu sinto necessidade de falar alguma coisa para ele, fazer algum comentário, mas não é como se eu tivesse intimidade com ele suficiente para isso. James Potter é aquele tipo raro de pessoa, eu percebo, que você tem vontade de ter como amigo. Que você olha na rua e pensa: "eu realmente gostaria que esse cara fosse meu amigo".

Enfim.

O mundo é estranho mesmo.


SÁBADO é o meu dia favorito na semana. Sábado é o dia em que eu não preciso acordar mega cedo, que eu não tenho reunião da monitoria (que vamos e venhamos, é um saco de tão inútil), e que, claro, não tem aula, o que por si só já é uma coisa maravilhosa.

E não há detenção, nota baixa ou tempestade de neve no Saara que me impeça de perder um sábado em Hogsmeade. Como monitora, eu sempre tenho a desculpa que tenho que ir para ajudar as criancinhas felizes do terceiro ano, que incrivelmente conseguem se perder num povoado que tem, basicamente, duas ruas.

Hogsmeade é um dos meus lugares favoritos. É o único povoado totalmente bruxo da Grã-Bretanha, e eu não sei se é por isso ou pelas milhares de lojinhas que despertam meu lado consumista, mas eu realmente adoro.

- Madison? - eu chamei baixinho, quando acordei. Maddie nunca acorda cedo no sábado, então ela sempre pede que eu a acorde, pra gente ir para Hogsmeade.

Ela resmunga qualquer coisa e abre um olho.

- Acorda, garota, hoje tem Hogsmeade.

Ela geme, e se levanta um pouco na cama.

- Acho que eu não vou ir.

- Por quê?! - Pergunto, incrédula. Em três anos de visitas ao povoado, dá para contar nos dedos de uma mão as vezes que a Madison não foi.

- Não tô muito legal.

- O que você tem? - pergunto, preocupada agora.

- Tô com um pouco de dor de cabeça. Eu vou ficar aqui descansando, eu acho.

- Ai Maddie, vai! Domenic e eu prometemos que não vamos ficar gritando histericamente como dois loucos hoje! - Domenic temos a mania de gritarmos um com o outro quando vamos à Hogsmeade, como se um de nós estivesse em Hogwarts e o outro na Antártida. Acho que é o ar do povoado.

Ela sorriu fracamente. Parecia um pouco mais que mal.

- Ah Lily, eu to enjoada, realmente não tô afim de ir. Vá você e Dom.

- Não, né? Se você está mal, nós ficamos aqui para te fazer companhia.

- Sinceramente, não precisa. Eu sei como você gosta de ir para Hogsmeade e tal..

- Eu não me importo de ficar aqui com você e tenho certeza que Dom também não.

- Não precisa, é sério. Eu vou dormir mais um pouquinho, depois passo lá na Enfermaria e tomo alguma coisa.

- Tem certeza, Maddie?

- Tenho.

- Mesmo?

Ela me olhou como se eu fosse retardada.

- Tá bem, então.

Meio incerta de deixar a Madison sozinha, eu me arrumo e vou encontrar o Domenic.

Dom querido não consegue enteder que quando se marca horários, se deve cumpri-los, então eu fico uma meia-hora plantada na frente sa sala comunal da Corvinal, esperando a pessoa sair.

Domenic aparece e nós vamos tomar café. Quando chegamos à fila para as carruagens que levam para Hogsmeade, já tem um monte de gente. De fato, somos os últimos.

- Epa, agüenta aí que a gente vai com vocês! - Potter diz, derrapando na porta da carruagem. Domenic e eu nos entreolhamos.

Droga, cara, o que o Potter tá fazendo aqui?

Ele entra, seguindo de Pettigrew, e senta do meu lado.

Logo em seguida a carruagem começa a se mexer. Fico em silêncio durante o percurso, pensando. Será que o Potter sabe do bilhete? Será que ele sabe que eu ouvi a conversa dele com o Pettigrew? Será que ele sabe das minhas investigações secretas? Será que foi ele que assassinou esse Snivellus?

Observo ele discretamente, enquanto ele bate um papo animado com Domenic sobre Quadribol. Quadribol é um tipo de assunto genérico para os meninos, eu acho. Tipo o tempo.

James Potter não parece ser um assassino. Mas assassinos nunca têm cara de assassinos, né? Ele realmente parece ser um cara bacana. Quem sabe ele não é um sociopata?

Ai Merlin, e se ele for um sociopata?

Ele decididamente é irresponsável e tem ausência de sentimentos de remorso e de culpa em relação ao seu comportamento, porque, quero dizer, ele vive de detenções.

Mas se bem que eu nunca vi o Potter ser realmente mordaz. Ele é uma pessoa tão simpática! Mas, Lily, não seja burra! É claro que ele é querido e simpático, isso é uma característica da sociopatia. Além de, não raramente, os sociopatas terem uma inteligência normal ou acima da média. Como o Potter.

Só que ele nunca foi agressivo, que é uma das características da sociopatia. Se bem que os sociopatas podem ser tão convincentes em suas manipulações que poucas pessoas, após um contato duradouro com um, são capazes de imaginar seu lado negro, vil e perverso.

Olho para o simpático rapaz sentado ao meu lado e engulo em seco. Merlin nos ajude.

A carruagem finalmente pára, e antes que alguém sequer abra a boca, levanto correndo e arrasto Domenic comigo para fora, andando o mais rápido possível para longe de Potter e sua sociopatia.

Domenic finalmente me faz parar quando descemos toda a rua e chegamos na frente do Três Vassouras.

- Lily, Lily, calma, o que houve? - ele pergunta, preocupado e sem fôlego, as mãos apoiadas nos joelhos.

Eu apenas olho para ele, totalmente sem fôlego também e fungando o nariz, que insiste em escorrer.

- Por quê você saiu daquele jeito? - ele pergunta, se endireitando. Eu não respondo e ele continua. - Foi o Potter, não foi? - eu concordo com a cabeça. - Lily... não me diga que... não me diga que você está apaixonada pelo Potter.

- Ah, Dom... - eu digo, e o abraço. Se eu pudesse te contar. Mas não vou envolvê-lo nisso, não vou. Potter é um sociopata, ele é perigoso, e eu não quero que Domenic se machuque por minha causa. Sabe-se lá o que um sociopata pode fazer.

- Vai ficar tudo bem, querida. - Domenic diz, fazendo carinho na minha cabeça.

Eu simplesmente o abraço mais.

- Vamos na Dedosdemel! - ele sugere. - Eu compro uma barra bem grande de chocolate para você, e aí a gente pode sentar no Três Vassouras para afogar as mágoas.

É nessas horas que eu me dou conta porque Domenic é meu melhor amigo. Ele está sendo todo solidário, e eu nem estou realmente apaixonada pelo Potter.

A gente vai para a Dedosdemel e nos perdemos escolhendo coisas. Eu normalmente compro Delícias Gasosas e Penas de Acúçar. Só que, desta vez, segundo Domenic, é uma emergência, e cada um compra um chocolate de cada tipo da prateleira (e é uma prateleira gigante).

Vamos para a fila pagar. A loja está cheia, então a fila está enorme. Mas tudo bem.

- Evans? - olho para trás. A pessoa atrás de mim na fila é James Potter.

Tarde demais. Agora não posso fingir que não o vi.

- Você está bem? - ele pergunta, parecendo sinceramente preocupado. - Você estava um pouco transtornada aquela hora. - Eu não me deixo enganar. Potter é um sociopata, Potter é um sociopata, Potter é um...

- Então... - ele continua, um pouco desconcertado pelo meu silêncio. - Eu só queria saber se está tudo bem. Se você precisar de alguma coisa, pode vim falar comigo, tá?

Eu concordo com a cabeça efusivamente, então me viro para a frente, pago as coisas apressadamente (na pressa, deixo dois nuques a mais no caixa) e saio rapidamente da loja.

Por que Potter está me perseguindo, hein?


N/A: QUAL É O PROBLEMA COM O MEU COMPUTADOR!?!?!?!?!? Quando não é a internet que está sem conexão, é o Word que não abre ou o Photoshop que abre sozinho. Me diz, o que foi que eu fiz pra merecer isso? Me diz!!!!

Tá, tá, tudo bem. Meu momento revolta passou.

E eu estou sem Word. O que significa que também estou sem beta, porque atualmente meu word é meu beta. Resumindo, capítulos com erros.

Enfim.

Vocês viram que as Spice vão voltar:D YUUUPII!!

Tá.

Chega de inutilidades.

AAAAHH LEMBREI DE UMA COISA!

Ganharam um 'thank you very much' e um beijo do James: Jhu Radcliffe (Eu simplesmente adoro o Sirius nessa fic! Ele basicamente só sacaneia o coitado do James!), Helena Black (Beijo do Sirius? Esse eu guardo só pra mim! Okaoskoakoasosk :D Mas pode ser que eu me sinta generosa), Mary M Evans (okdsaokaokf Lily é uma figura, não é mesmo?), Thaty (Obrigada por comentar), WoW.05 (Aah, obrigada! Fico muito lisongeada!), Eliza Evans Potter (continue comentando vc tb!), Mel.Bel.louca (Postada ;D), Julix.Potter (Ah, que bom que você gostou! Continue por aqui!) e Benni :) (Obrigada. Continue comentando!).

Próximo capítulo:

BEIJOS DO GIDEON PREWETT PRA TODOS QUE COMENTAREM!

(sabe como é, né, todo esse sucesso meio que subiu à cabeça dos Marotos e o cachê também subiu... para fora das nossas condições monetárias.)