Previosly in The OC… ops. Em O Mistério do Bilhete:
- Maddie, ela estava bêbada. Pessoas bêbadas vomitam.
- Sim, Annie, eu sei disso. Mas droga, ela tinha que vomitar em James Potter? Será que ela não percebe o quanto isso é importante para mim?
Elas estão falando de mim. Tenho que me esforçar para não suspirar. Aparentemente, eu sou o assunto de toda a escola.
- Madison, tente ser compreensiva. Você mesma disse que ela tem andado estranha ultimamente.
- Ela tem. Mas eu nunca pensei que isso fosse influenciar nas minhas chances com ele. Qual é! Nós só saímos uma vez. Eu tinha que fazer uma boa impressão naquela festa.
-x-
Ele me puxa com uma força surpreendente, e eu caio na cadeira de forma desajeitada.
- Só pra você saber, James não é um sociopata. E ele não tentou matar Snape. Eu tentei.
-x-
Sinto meu queixo se deslocar verticalmente.
Remus. É. Um. Lobisomem.
Remus é um lobisomem e Black é um assassino.
- Se você é um lobisomem, se Black é um assassino e James é um sociopata, Peter é o quê? Um vampiro?
Peter parece perplexo, e então a gente ouve as risadas de James.
- Ela é ou não é a pessoa mais engraçada que vocês já conheceram?
- Vocês estão todos de brincadeira comigo. – digo, pegando meu livro e saindo decidida da biblioteca.
"Brooke: Thanks for being my friend, you cheating whore.
Rachel: Thanks for being my friend, you crazy bitch."
ONE TREE HILL
Meu cérebro tem uma capacidade monumental de esquecer as coisas. Fato. Por isso é que eu estou tão belamente (dentro da realidade, já que eu não sou nenhuma Miss Hogsmeade) sentada na mesa da Grifinória, comendo minha generosa fatia de torta de maçã como se nada no mundo importasse mais do que comer e ler meu livro para saber se, finalmente, Nathan ia revelar quem matou Scarlett.
Como são boas as coisas simples da vida, não?
Mas é claro que tudo que é bom dura pouco, então a relativa paz do meu dia foi interrompida por um...
- Lily?
Paro com o garfo a caminho da boca.
- Lily, posso falar com você?
Madison está me olhando, revirando as mãos nervosamente. Ela quer falar comigo.
Aimeudeus.
Eu tenho medo do que vai sair dessa conversa.
- É rápido. – ela acrescenta.
Olho para Madison e então para o meu lindo livrinho.
Será que algum dia eu vou conseguir terminar esse livro sem ser interrompida? Sério, ele deveria estar na seção Proibida. Parece que todas as conversas que eu tento não ter começam quando estou lendo-o.
- Tudo bem, Madison. Mas vai ter que ser rápido. – digo, com um ar de leve irritação, afinal, preciso manter minha imagem blasé. Tudo bem, admito, estou morrendo de curiosidade.
- A gente pode ir... sei lá, dar uma volta?
Faço que sim com a cabeça, enquanto junto meu livro e a bolsa e me levanto.
Ela não fala nada até nós sairmos do castelo para os jardins. Ajeito a capa, para me proteger da brisa gelada. Acho que dessa vez o inverno vem mesmo.
- Ah... Remus me contou sobre o que aconteceu na biblioteca. – Madison diz, e eu tropeço no chão e quase caio. Merlin, como é que ela sabe?
Então me dou conta do óbvio. Dã.
- Nossa, a coisa entre você e James deve estar séria, hein? – digo.
Madison me olha como se eu tivesse, de repente, criado uma cabeça a mais.
- Do que é que você está falando?
- Sobre vocês dois. – digo, fazendo o meu máximo para parecer casual.
- Certo. Você está falando sobre mim, e está falando sobre James. – ela diz devagar, repassando tudo como costuma fazer quando não entende algo.
- Exatamente, estou falando sobre vocês. – Enfio as mãos no bolso da capa. Conversa de louco essa. Quero dizer, não é óbvio?
Madison sacode a cabeça.
- Acho que eu entendi. – ela diz, por fim. - Você acha que existe um "nós".
- Bom, existe um "vocês". – digo.
- Não, Lily, não existe. – Madison continua e começa a sorrir. – Existe James e existe eu, mas não nós dois juntos.
Eu suspiro, mexendo as minhas mãos dentro dos bolsos. Ao que me parece, continuamos dando voltas no mesmo lugar.
- Então isso quer dizer... – digo, numa tentativa desesperada de chegar à uma conclusão lógica.
- James e eu não estamos saindo, se é o que você acha.
- Mas vocês estavam.
- Não, nunca estivemos.
- E quanto àquela conversa que eu ouvi? Entre você e Annie Wilmot. Era sobre ele, não era?
Madison franze a testa, tentando se lembrar do que eu estou falando. Por Merlin, como é que ela pode não se lembrar? Quero dizer, aquela conversa basicamente modificou a minha vida, e não foi para melhor, acredite em mim.
Não, não. Segundo Meggin Rubinstein, aquela famosa autora de livros de auto-ajuda para bruxos (Sim, eu tenho lido um bocado deles ultimamente. Qual é! Não é como se eu tivesse uma vida social movimentada ou algo assim), não devo estar nutrindo esse tipo de pensamento. Quero dizer, o Universo é energia. Nós somos energia. Energia atrai energia. Logo, acalentar pensamentos negativos atrai coisas negativas, e como, no momento, a última coisa que eu preciso é mais negatividade, só pensarei coisas boas e positivas. Como os ursos brancos fofinhos. E os peixes no Caribe. E a paz mundial.
Você entendeu.
- Eu sinceramente não consigo me lembrar. – ela diz por fim. Então aparece um povo, provavelmente saindo das Estufas.
Madison olha o relógio e exclama:
- Cara, que droga! É melhor irmos para a aula, ou nós vamos chegar atrasadas.
-x-
Talvez eu só esteja sendo implicante, certo? Minha mãe costuma dizer que eu sou terrivelmente implicante, por que eu não esqueço e nunca desisto.
O que é um pouquinho de verdade.
Mas... É que foi tão estranho!
O mais disfarçadamente que consegui, espiei James (Potter! É Potter pra você agora, Lily!) por cima do ombro. Sentado no fundo da sala, com os amigos. Como sempre.
Ele parece distraído. Rabiscando num papel.
Engraçado, eu nunca tinha notado como as mãos dele são bonitas. Dedos longos, meio nodosos. Eu quase posso sentir as palmas meio ásperas, das vezes que ele pegou a minha mão.
Tá bem, vamos parar com essa coisa de "superei". É uma farsa mesmo. Óbvio que eu não superei. Mas tipos, quem é que supera James Potter? Ele é tipo o topo da cadeia evolutiva.
Eu deveria ter sido mais tolerante com a Michelle. Não que eu tenha sido mal educada com ela nem nada, é claro. Nem mesmo ela, com todo aquele ar de modelo de anúncio da Trapo Belo, vai conseguir namorar alguém mais bonito que o James. Então que esperança tenho eu, pobre mortal?
Ai droga, ele está olhando para cá.
Jogo o cabelo por sobre o ombro, para esconder meu rosto.
Covarde, eu sei.
Mas droga, isso é tudo tão confuso! Quero dizer, na última hora, Maddison simplesmente acabou com o que sobrava das minhas certezas, que eram:
1. Maddison era uma vaca.
2. Maddison não só era uma vaca, mas também roubou o meu namorado – o fato que James não era exatamente meu namorado é só um detalhe.
3. Os amigos do James eram um bando de idiotas.
4. E idiotas perigosos.
5. James era um sociopata que me tinha na lista de próximas mortes.
E agora, o que é que eu tenho? Quero dizer, e se realmente toda aquela história de "não somos o que você pensa" que eles jogaram para cima de mim na biblioteca for verdade? Veja bem, eu não acho que seja.
Entretanto, é meio difícil olhar para o James olhando pensativamente pela janela, enquanto brinca com o lápis e pensar que ele seria capaz de matar alguém.
Ou olhar para o Peter, esfregando os olhos para não dormir, iluminado por uma nesga de sol e imaginar que ele seja um... sei lá, vampiro.
Okay, ele não pode ser um vampiro. Vampiros não dormem¹.
E Peter Pettigrew definitivamente dorme. Muito.
-x-
- Lily, Lily!
Droga, já é hora de acordar? Parece que eu recém fui dormir.
- Lily, que droga, acorde! – Espera. Meu despertador não me chama pelo nome. – Porra, Lily, será que eu vou ter que jogar água em você? – Muito menos diz palavrões ou faz ameaças.
Pisco no escuro, então viro a cabeça para ver o que está acontecendo.
Madison está sentada na minha cama.
Suspiro, e estico a mão para a mesinha de cabeceira, tateando até encontrar o meu relógio. Três e meia da manhã. Bacana, Madison.
- O que é que você quer? – digo, soando um pouco mais ríspida do que pretendia. Qual é! São três e meia da manhã. De um dia de aula. Não é que como se eu tivesse todo o tempo do mundo para dormir depois. Oi? Quando se tem só oito horas de sono por noite, cada minuto é precioso.
- Eu lembrei da conversa que você estava falando.
- Que conversa? – resmungo.
- Ai Merlin... – Madison resmunga de volta, meio irritada. – Hoje de manhã, a gente conversou, lembra?
- Sim.
- E você mencionou uma conversa que eu tive com a Annie...
- Ah, lembrei Aquela conversa.
- Humm... bom, é. Depois que a gente conversou...
- Você e eu? – pergunto.
- Não, eu e o Coelhinho da Páscoa.
Dou de ombros.
- Sei lá, podia ser você e Annie. – São três da manhã. Oi? Não é como se ela pudesse exigir muito da minha capacidade mental.
Madison revira os olhos – o que é um bom sinal. A Madison que costumava ser minha melhor amiga fazia isso um bocado.
- Depois que você e eu conversamos, eu me lembrei da conversa com a Annie. Aliás, não tinha como você saber disso, porque você não estava lá.
- Eu estava lá. Só porque você não me viu, não quer dizer que eu não estivesse.
Ela pára e pensa por um minuto.
- Sabia que é feio ouvir conversas alheias?
- Sabia que é feio falar mal dos outros pelas costas?
- Quem é que estava falando mal de você?
- Evans é uma piranha total?
- Eu não disse isso.
- Não, Annie disse. Você concordou. – ela abre a boca para responder, mas eu a corto rápido. – Tudo bem, Madison. Não interessa quem disse o quê. Você tinha alguma coisa para me falar, não tinha?
Quero acabar logo com essa conversa. Tudo bem que eu estou morrendo de curiosidade para saber o quê ela quer me dizer, mais oi? Só tenho mais três horas e meia de sono.
Três horas e quinze minutos, agora.
- Você não ouviu o resto da conversa, ouviu? Quero dizer... Não é o que você acha o que é. Nada disso é. Eu não estou a fim do James. – ela faz uma pausa dramática para respirar fundo. – Eu estou com o Remus.
¹Olá, eu sou uma Twilighter obsessiva. Papai Noel, pode me trazer um Edward Cullen de Natal?
N/A: Olá pessoas! Eu sei que faz tempo que eu não apareço por aqui, mas é tudo culpa de Sarah Silverman e Jimmy Kimmel (dos vídeos I'm fazendoalgumacoisa Matt Damon) que se separam e desalinharam o chi da Terra. O que eu fiz ultimamente? Me tornei um fracasso monumental em Física (quem é que relmente entende aquela matéria?), desenvolvi um vício em Twilight ("Do I dazzle you?" "Frequently".), mudei meu blog de endereço, fiz Vestibular, passei no Vestibular (mesmo não podendo cursar e sendo um fracasso em Física) e quase enlouqueci com a escola.
Não vai dar para responder reviews, porque elas são muitas e o tempo é pouco (tenho Matemática e Biologia me esperando), mas vocês sabem que eu amo vocês e cada uma das reviews mandadas, né? Bom, eu amo.
E isso me lembra que... CHEGAMOS A 200 REVIEWS!!
Eu realmente amo vocês, leitores maravilhosos.
