NA: Hey pessoal, como disse antes, cada capitulo será 1 ano passado em Hogwarts e assim sucessivamente.

Espero que gostem!


Outubro, 1971

Quando Horace Slughorn entrou nas masmorras, todos os alunos se calaram.

O professor de poções avançou até ao quadro e voltou-se para eles sorrindo. Helena revirou os olhos, antes de puxar uma folha de pergaminho e uma pena, pronta para começar a aula.

Ouviu alguns risos e trincou os dentes com força, sabendo perfeitamente quem se sentava na mesa atrás de si. Sirius Black e James Potter, obviamente, não sabiam ficar em silêncio. Ao seu lado, Severus Snape parecia prestes a ter um ataque de coração por estar na frente deles, mas isso não era novidade nenhuma nos últimos dois meses.

- Hoje vamos realizar uma Poção de Esquecimento. Quero que abram os vossos livros na página 12 do manual e que juntem os materiais necessários na vossa mesa. Façam a tarefa em pares, estarei na minha secretária para vos ajudar com qualquer duvida.

Helena puxou o livro e abriu na página pedida. Observou Snape fazer o mesmo e só necessitou de uma troca de olhares para que ele se levantasse e fosse buscar os materiais precisos para a poção.

Poção de Esquecimento:

Ingredientes:
- meio caldeirão de azeite fervendo,
- um chifre prateado de unicórnio,
- cílio de unicórnio,
- pelos do rabo de um leão dourado,
- uma pena de uma fênix de fogo,
- uma papoula da floresta proibida,
- mel da lua prateada em sua fase minguante.

Modo de preparo: misture o cílio de unicórnio e deixe fervendo junto ao azeite por aproximadamente 4 minutos. (não deixe passar desse tempo). Junte a papoula e depois a pena da fênix de fogo deixe cozinhando por mais 3 minutos e em seguida adicione os pelos do rabo de leão dourado. Deixe a poção cozinhar por mais 5 minutos e introduza o mel da lua prateada e o chifre de unicórnio juntos. Deixe mais 5 minutos e após isso é só deixar esfriar. Se a coloração final For verde diamante você foi bem sucedido , se obteve uma cor amarelada é porque a poção foi feita de modo errado.

Ignorando os risos na mesa atrás de si, e as várias explosões pela sala, começou a trabalhar juntamente com Severus. Era fácil conviver com ele. Falava pouco e não se metia em confusões, mesmo que elas viessem ter consigo. Ele seria o companheiro perfeito, se não fosse amigo de Lilian Evans.


Novembro, 1971

As primeiras aulas de Helena pareciam promissoras. Começaria o dia com Feitiços, seguido por Transfigurações e pouco antes de almoço, DCAT. Durante a tarde teria apenas a aula de Herbologia e depois tinha o resto do tempo livre até ao dia seguinte.

Havia decidido estudar um pouco de História da Magia na Biblioteca, contudo, devido ao enorme barulho causado por nada mais que os quatro Marotos – Sirius Black, James Potter, Peter Pettigrew e Remus J. Lupin – todos os alunos do 1º ano haviam sido expulsos pela Madame Pince e estavam de proibidos de voltar lá até á semana seguinte.

Naquele momento estava confinada no dormitório, irritada por partilhar o quarto com um bando de garotas idiotas que pareciam não saber fechar a boca e, irritada por não se conseguir concentrar no meio daquela algazarra.

O barulho na Sala Comunal incomodou-a e deixando para trás as suas companheiras de quarto, foi averiguar o que se passava. Ao chegar lá, todavia, arrependeu-se.

Severus Snape estava amarelo, literalmente, da cabeça aos pés e recebia uma reprimenda de Lucius Malfoy. No meio das várias palavras que conseguiu captar da gritaria, ela conseguiu distinguir algo como desonrar a casa de Slytherin e que ele deveria aprender a defender-se dos nojentos Griffindor que faziam a sua vida negra.

Ela nem precisava tentar descobrir de quem Lucius falava, afinal, os Marotos perseguiam Snape desde a sua entrada no colégio, humilhando-o na frente de todos.


Dezembro, 1971

- Hei Ranhoso! Vais passar as férias de Natal em Hogwarts? – perguntou Sirius Black, soltando uma gargalhada, sendo de imediato seguido pelos seus três amigos. Helena revirou os olhos, assistindo á cena de longe. Lilian Evans não estava por perto daquela vez e ela estava realmente curiosa para saber como Snape iria reagir sem a sua amiguinha por perto. Bem, depois da reprimenda de Malfoy á pouco menos de um mês, era bom que Severus se saísse melhor naquela tentativa.

- Melhor passar o Natal em Hogwarts, do que a fugir da minha família passando o Natal em casa dos Potter! – retorquiu Snape, levantando-se do banco e pegando os seus livros, preparando-se para deixar os Marotos para trás. No entanto Sirius não parecia concordar e impediu-o.

- Se tivesses uma família como a minha também ias querer fugir de perto deles, mas a tua família nem sequer te quer em casa para o Natal, então não sabes como é – zombou, deixando Severus calado e á beira das lágrimas. Helena levantou-se, cansada daquela palhaçada. Não entendia o porquê de Sirius ser um Griffindor, ele era bem cruel quando queria, assim como James.

- Não precisas descer tão baixo, Black, ou será que o teu sangue fala mais alto, mesmo que negues a suposta crueldade que vês nele? – os olhos cinzentos de Sirius voltaram-se para si rapidamente, com uma fúria contida. Helena sorriu de canto e puxou a sua varinha das vestes quando o viu fazer o mesmo.

- Auvray. Perguntava-me quando ias meter-te no que não deves – rosnou.

Helena sorriu em resposta e decidiu provocá-lo – sabes usar um bom feitiço, Black? Se fosse a ti não puxava essa varinha sem o saber, podes magoar-te.

- Vamos embora Sirius, não vale apena – disse James, puxando o amigo e lançando um olhar irritado na direção de Helena – temos mais oportunidades para falar com o Ranhoso sem ela por perto, sabes bem o quanto ela te irrita.

Ao ver os quatro deixar o corredor, soltou um suspiro e arrumou a varinha, voltando-se para Severus que a observava em silêncio – desaparece Snape e se dizes a alguém que te ajudei estás morto, vê se aprendes a defender-te sozinho, a tua querida Evans não te pode proteger para sempre.


Abril, 1972

- Professora Galatea? Tenho uma duvida quanto aos feitiços de proteção – disse Helena, chamando a atenção da professora de DCAT e dos restantes alunos. Clareou a garganta antes de falar. – Expecto Patronum, Estupore e Petrificus Totalis são feitiços de grande concentração e de um nível mais avançado que o nosso, então porque os estamos a estudar no 1º ano se não os pudemos praticar?

- Auvray, por vezes consegues ser uma garotinha irritante – resmungou a professora, causando a risada de vários alunos – o Ministério da Magia concordou que devemos falar dos feitiços de proteção logo no 1º ano, uma vez que o nosso inimigo está cada vez mais forte e com mais adeptos. Queremos que os nossos alunos comecem a preparar-se desde cedo e é por isso mesmo que falamos deles agora, para nos poupar tempo quando chegarem ao 5º ano e poderem aprender de imediato a realiza-los.

- Aposto que o Remus já os deve andar a praticar – riu Sirius, dando uma pancadinha nas costas do seu companheiro. James gargalhou, concordando, Peter imitou-os e o pobre Remus limitou-se a corar. A professora, no entanto, não pareceu achar tanta piada.

- Esses feitiços não podem ser praticamos por alunos de 1º ano, além disso, agradecia que parasse de fazer comentários desnecessários na minha aula, Sr. Black.

- Claro professora Galatea, mas nesse caso devia proibir os comentários chatos da Auvray.

- Engraçadinho – murmurou Helena irritada encarando Sirius, que apenas lhe esboçou um sorriso convencido. Marlene McKinnon, uma garota ruiva de Gryffindor que recentemente seguia Sirius por todo o lado e que a irritava profundamente, gargalhou alto.

Depois disso, ignorou as piadas de Sirius e os seus amigos durante o resto da aula, um dia, ele teria o que merecia, ele e Marlene.


Agosto, 1972

Voldemort estava cada vez mais poderoso.

O Ministério da Magia não podia fazer muito contra ele, e apesar dos esforços incansáveis de Albus Dumbledore e outros bruxos poderosos para auxiliá-los, havia cada vez mais Devoradores da Morte. Os seus pais, inclusive, haviam treinado Rodolphus Lestrange e Bellatrix Black no verão anterior e naquele ano, eles já eram grandes Devoradores.

Helena, agora com seus 12 anos, era uma jovenzinha curiosa e com bastante talento. Tinha adquirido uma grande admiração por Bellatrix nos últimos tempos e, havia decidido recentemente, quando tivesse idade de se juntar ao Lorde das Trevas, queria que Bella a treinasse.

Desceu as escadas em silêncio quando ouviu barulhos no andar de baixo a meio da noite. Os murmúrios, que ela decidiu classificar como ligeiramente irritantes, começavam a ficar cada vez mais altos á medida que se aproximava da sala. Compreendeu, ao entrar no compartimento, que os Devoradores da Morte estavam reunidos na sua casa.

Os vários bruxos sentados pelos cantos, vestidos de cores escuras e murmurando entre si, calaram-se ao vê-la entrar. Alguns, olharam-na de cara feia, mas os que já a conheciam, esboçaram sorrisos, mesmo que sinistros, ao observa-la atentamente.
O Lorde das Trevas, sentado juntamente com os seus pais, na comprida mesa da sala, abriu um sorriso macabro e estendeu a mão na sua direção, para que se aproximasse.

- Boa noite Helena, espero que não te tenhamos acordado – disse, olhando para os seus seguidores com um sorriso torto.

A menina mordeu o lábio e balançou a cabeça.

- Diz-me quem, de Slytherin é claro, achas que se deva juntar nos próximos tempos?

Não precisou sequer de pensar duas vezes – Lucius Malfoy, meu Lorde – ouve um resmungo qualquer na sala, e Helena não preciso procurar muito para encontrar Allanora, uma jovem bruxa puro-sangue que tinha terminado o Sétimo ano em Julho.

- Discordas? O jovem Malfoy de certo parece ter certo potencial, mesmo estando apenas para começar o seu Sexto ano.

Allanora baixou ligeiramente a cabeça, em submissão – não meu Lorde, apenas creio que Lucius ainda é muito imaturo para se juntar a nós, e talvez lhe devêssemos dar mais um ano de aprendizagem em Hogwarts – ergueu o olhar, encarando Helena com frieza – creio que uma criança não possa dar uma opinião consistente sobre o assunto. Terminei o ensino este ano, sei perfeitamente que alunos indicar para se juntarem a nós.

Voldemort riu – não deverias ter ciúmes da Helena, Allanora. Vou ter em consideração aquilo que disseste. Agora – olhou Helena sorrindo forçadamente – que tal voltares para a cama, Helena? Temos várias coisas de adultos para discutir.


Setembro, 1972

- Black, Regulus – aquilo certamente a pegou de surpresa.

O garoto era bonito, uma cópia quase exata de Sirius exceto pelos olhos, que eram escuros ao contrário dos olhos cinzentos do mais velho. Concluiu de imediato que eram irmãos e decidiu assistir atentamente á seleção, curiosa por descobrir para que casa aquele Black iria. Seguiria a tradição e pertenceria a Slytherin? Ou, assim como o irmão, quebraria as regras e se juntaria a outra casa?

As suas duvidas, todavia, foram extintas no momento em que o Chapéu gritou:

- Slytherin!