Olá meus lindos, peço desculpa pela demora, mas as minhas aulas começaram á pouco tempo e tem sido uma confusão para conseguir escrever!
Espero que gostem ! Ficou um pouco diferente do que eu queria , mas não foge ao que eu esperava escrever , então a história não se vai desviar :)
Março, 1975
Helena suspirou, batendo levemente com os dedos sobre a mesa e observando o enorme grupo á sua frente. Os alunos tinham dispensa para visitar Hogsmeade e ela tinha decidido ir beber cerveja amanteigada com Severus no Três Vassouras. Agora arrependia-se. Os Marotos também se encontravam lá com maior parte dos alunos do 5º ano, para comemorar o aniversário de James. Os seus olhos pousaram em Lily. Desde o incidente com Mary MacDonald que as duas mal falavam, mesmo depois de Helena lhe explicar que não havia nada que pudesse fazer para ajudar Mary naquela situação.
Severus estava de má cara desde que todos tinham aparecido, mas os olhos dele não perdiam Lilian de vista, era como se tivessem colados.
Helena observou perplexa enquanto Lily beijava James e o seu namorado saía disparado pela porta dos Três Vassouras, sem sequer olhar para ela. Sentiu-se furiosa, magoada e desapontada. Segurou as lágrimas e seguiu-o, esperando que a cena não tivesse suscitado curiosidade de ninguém.
Encontrou-o minutos mais tarde.
X-x-X
Sirius riu quando Lily beijou James e o pegou de surpresa, mas parou quando os seus olhos se voltaram para a mesa em que Helena estava sentada com o ranhoso. Snape tinha-se levantado e saía pela porta como um furacão. A loira parecia a pontos de chorar. De repente, o braço de Marlene ao seu redor pareceu-lhe um estorvo. Soltou-se da namorada com uma desculpa esfarrapada e ignorou os olhares reprovadores do melhor amigo, enquanto saía pela porta momentos depois de Helena ter saído também.
Varreu a rua com o olhar, vendo os seus cabelos loiros brilharem ao longe. Seguiu-a, esperando não ser apanhado e parou, escondendo-se atrás de uma árvore quando a viu aproximar-se de Snape e começar a falar com ele.
Não conseguia ouvir o que diziam, mas não tinha onde se esconder caso tentasse aproximar-se. Engoliu a curiosidade e ficou onde estava. Snape tinha começado a gritar com Helena. Ela ouvia-o, calada e a chorar.
Cerrou os punhos, irritado pelo modo como ele a tratava.
Então, Snape foi embora, ignorando-a enquanto ela o chamava e Sirius questionou-se se deveria segui-la quando Helena se afastou também.
Suspirou e voltou para o Três Vassouras, não valia apena.
Abril, 1975
Helena tropeçou numa raiz e caiu sobre a terra húmida, encolhendo-se de imediato e começando a chorar. Não que a queda a tivesse magoado... Era mais o motivo que a levava a esconder-se na Floresta que a feria naquele momento.
Severus nunca tinha gostado dela. Agora, depois de encontrar as cartas que ele escrevia para Lily e que nunca chegava a enviar, sabia-o. Ele era perdidamente apaixonado por ela, e Helena nem sequer o podia censurar por isso, afinal, tinha começado a namorar com ele para substituir Sirius e o conseguir esquecer.
E agora ali estava ela. Sem Sirius. Sem Severus. Completamente sozinha.
Encolheu-se numa bola e chorou.
Chorou até as lágrimas secarem e os olhos ficarem vermelhos.
Chorou até perder as forças e adormecer.
X-x-X
Acordou com o cheiro de chocolate quente. Estava envolta numa manta enorme e a primeira coisa que viu foi Hagrid, cozinhando alguma coisa a alguns metros dela. Espirrou e ele voltou-se para si imediatamente, dirigindo-lhe um sorriso.
– Encontrei-te na Floresta, mas fica descansada, não direi nada ao professor Dumbledore – apontou para a mesa – Fiz-te chocolate quente, espero que gostes.
– Sim, obrigada – respondeu-lhe, levantando-se e pegando a caneca.
Hagrid sentou-se numa das cadeiras e Helena fez-lhe companhia, abandonando o cobertor em cima da cama e sentando-se mais perto da lareira – Então, o que te fez sair a meio da noite para a Floresta? – quando ela não respondeu, ele continuou – Se não quiseres contar, não tem mal, mas devias ter mais cuidado. É lua cheia, dizem que há um lobisomem nas redondezas.
Ela arregalou os olhos, lembrando-se subitamente dos marotos e sacudiu a cabeça, como se isso a livrasse do pensamento – Eu... Alguma vez te apaixonaste Hagrid?
– Claro, até mesmo meio-gigantes se apaixonam – disse-lhe – Então quem é o rapazinho que te fez arriscares-te tanto numa noite tão perigosa?
– É complicado – suspirou.
X-x-X
Sirius não tinha o habito de ouvir a conversa dos outros.
Era lua cheia e apesar de querer acompanhar Remus novamente, a sua cabeça estava noutro lugar completamente diferente. Não conseguia esquecer a loira desde que vira a discussão dela com Snape. Tinha ido procurar Hagrid para conversar, mas ouviu outra voz e parou antes de sequer bater á porta.
Helena.
X-x-X
– O meu problema é gostar da pessoa errada, e tentar substitui-la pela certa.
Hagrid observou-a, atento – e essa pessoa de quem gostas, quem é?
– Uhm – Helena mordeu o lábio, nervosa, tomando um gole antes de responder – Sirius Black... – um barulho no exterior surpreendeu-a e levantou-se rapidamente. Hagrid olhou para a porta, esperando algo, mas voltou a olhar Helena quando nada se passou – o melhor é eu voltar, podem dar pela minha falta. Obrigada Hagrid, por tudo.
X-x-X
Sirius transformou-se e correu o mais que conseguia. As palavras de Helena continuavam a martelar na sua cabeça, confundindo-o. Tinha começado a gostar dela no ano anterior, mas descartara a ideia pouco tempo depois por vários motivos, investindo numa relação com Marlene. E agora sabia que ela sentia o mesmo.
Devia sentir-se a pessoa mais feliz naquele momento, mas não conseguia. Estava confuso. Lembrava-se dela com Severus, mas também se lembrava daquele momento no 3º ano em que chorara nos braços dele. Lembrava-se das suas discussões, mas também do momento que passaram um ao lado do outro depois do baile do Slughorn. Lembrava-se de que ela tinha assistido Mary ser humilhada, mas também que tinha salvado Lily. Não sabia quem era a verdadeira Helena.
Só queria correr.
Julho, 1975
Os últimos meses tinham sido confusos. Helena terminara com Severus, e isso fora assunto na escola durante vário tempo. Todos especulavam sobre o motivo, mas nenhum deles tinha realmente certeza do que tinha acontecido.
Tinha voltado a aproximar-se de Lilian, e os marotos até que a suportavam, uma vez que a ruiva era agora namorada de James e passava bastante tempo com ele.
A sua relação com Sirius, no entanto, era confusa. Ele mantinha o namoro com Marlene á frente de todos, mas procurava-a, ás escondidas, sempre que precisava de alguém para desabafar. Helena não se queixava, é claro. Gostava cada vez mais dele, mas a cada beijo que trocavam, era como se espetassem uma faca no seu peito.
Naquele momento, encontravam-se os dois a passar por uma das passagens secretas descobertas pelos marotos, a fim de visitar Andrómeda, a prima favorita de Sirius, e a pequena Nymphadora, que já tinha dois anos. Ele tinha feito questão que ela o acompanhasse e Helena não tinha sequer pensado duas vezes antes de aceitar. Era uma pequena vitória contra Marlene.
X-x-X
Andrómeda Tonks, nascida Black, morava numa pequena, mas confortável casinha. Á primeira vista, a sua parecença com Bellatrix era estranhamente assombrosa, mas depois, notava-se que os seus cabelos eram mais claros, e os olhos amigáveis, ao contrário do olhar insano de Bella.
Helena simpatizou com ela quase que de imediato.
X-x-X
Sirius acompanhou a prima á cozinha, enquanto Helena ficava na sala a brincar com Dora. Andrómeda procurou chávenas nos armários e depois de colocar o bule de chá no tabuleiro, virou-se para o olhar.
– É uma Auvray, que estás a pensar Sirius? São tão loucos como a nossa família.
– Ela é diferente, eu... Eu sei que ela não é como eles.
Andrómeda suspirou, olhando-o com pena – até tu duvidas disso Sirius, sei que namoras com a filha dos McKinnon – suspirou – só espero que ninguém saia magoado desta história.
Agosto, 1975
Walburga Black era de longe uma mulher confiável. Enquanto mostrava a casa a Helena e á sua mãe, sorria, mas avaliava-as constantemente. Morgana não era mulher para se intimidar, e retrocava cada pergunta com a melhor das respostas. Já Helena, mantinha-se calada. Não queria abrir a boca e dizer por descuido que se dava com o filho mais velho da matriarca.
No momento, observavam uma enorme tapeçaria de parede, com a árvore genealógica dos Black. A loira fez de tudo para ignorar os bocados queimados, mas os seus olhos traíram-na e pararam no pedaço recém-queimado de Sirius.
Walburga acompanhou o seu olhar e fez uma careta, desviando imediatamente o olhar e sorrindo para Morgana – ali está um erro que foi remediado, felizmente. Já o meu Regulus é um verdadeiro orgulho para nós.
X-x-X
O jantar estava a ser o que Helena tinha esperado. Walburga falava dos direitos puro-sangue como uma lunática, sempre apoiada por Morgana, que parecia estar a divertir-se. Orion era mais calado, mas trocava algumas ideias com Renier ocasionalmente, enquanto comia. Até Regulus participava na conversa deles em alguns momentos. Só Helena se mantinha calada, perdida nos seus devaneios.
–... Ficavam perfeitos não achas? Helena? – olhou para Walburga quando esta a chamou. O olhar confuso na sua face deve tê-la denunciado, pois ela suspirou e voltou a repetir – Estava a dizer que tu e o meu filho fariam um casal bonito.
– Oh.
– Eu concordo, Helena, devias mesmo pensar no assunto – disse Morgana, sorrindo para a filha. Regulus corou, mas a loira limitou-se a comer. Walburga não sabia o quanto estava certa no que dizia. Só que ela pensava era no filho errado.
