3º cap ai, galera! \o/
por favor, comentem: D
Ps: Assim, eu imagino a Sakura parecia com a Giselle Bündchen(ou aquela mulher que fez a MOA de da cor do pecado). Só que ela é um pouco mais alta que a tal : P (detalhe: a Giselle tem 1,79 - sakura deve ter uns 1,82)
Ps2: galera, o Takio tem 30 anos... certo?
Ps3: outra coisa, eu imagino a sakura de cabelos longos. Pq não curto? na minha opinião, todo mundo quer ver o cabelo crescer : P entao, a sakurinha deixou crescer até o meio das costas (repicado meio que em u).
ps4: enfim XD todo mundo imagina do jeito que quer! uashauhsauhsauhsa tenha uma boa leitura!
hey ya ! o/
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Capítulo 3 - O jantar com tempero de ciúmes.
Juntou todas as suas forças e tocou a campainha. Estava nervosa e principalmente assustada. Ela devia ter juntado as peças: Quando Takio perguntou onde ele estava hospedado, ele disse que estava na casa de parentes... Que burra! Merecia o prêmio mundial da burrice.
Ao tocar a campainha, segurava a bolsa com todo o nervosismo que uma garota jovem poderia ter. Não demorou muito um dos empregados da mansão abriu a porta.
- Boa noite, Hiiragizawa se encontra? - perguntou forçando um sorriso no rosto.
- Claro! Por favor, senhores, entrem. Sintam-se à vontade! O senhor Hiiragizawa junto da senhora sua esposa lhes esperam na sala de jantar - era a mesma mulher do telefone, com o mesmo japonês horrível.
Entraram dentro da casa. Sakura tinha uma sensação nostálgica, lembrava de cada detalhe, de cada escultura, de cada escada... Ela já estava ficando incomodada com os olhares de Takio. Takio sabia que a sua menina não estava normal, estava nervosa e principalmente tensa. Por que ela ficou de repente dessa maneira? Só foi ficar na frente desta casa. Mais uma vez, resolveu ignorar. Vai ver era porquê estava com saudades da prima e estava nervosa com o reencontro das duas.
A empregada da casa os levou para uma grande sala de jantar. Era bem iluminada, tinha uma arquitetura belissima, várias flores, sófas... Mas o que chamava mais atenção na casa era a tranqüilidade que dali transmitida. Sakura olhava tudo, a casa continuava a mesma. Os mesmos móveis, a mesma pinturas e, principalmente, o mesmo dono. Estava tão concentrada no que fazia que quase toma um susto com o grito que escuta.
- Sakura! PRIMINHAAAAAAAAAAA!!!! - gritava uma Tomoyo animada, corria em direção da prima junto com a sua câmera. - Nossa! Você tá mais linda do que antes, prima.
Sakura abraçou a prima com toda força que possuía.
- São seus olhos, Tomoyo! - ao falar isso, as duas cairam na risada.
- Meus olhos e os olhos do Japão inteiro! E quem é esse aí do seu lado, hein? - olhava uma Tomoyo desconfiada - Não vai me apresentar ao seu "amigo"?
- Tomoyo! - falou Sakura levemente corada. - Esse aqui é o Takio Yamakusa, meu sócio. E essa é a minha prima de quem tanto lhe falei: Tomoyo Daidouji! Que, agora, é Hiiragizawa.
- Então é essa a famosa Tomoyo? - ele sorri - Sra. Hiiragizawa, muitíssimo prazer conhecê-la. - ele pegou a mão da moça e a beijou. - Hiiragizawa é um rapaz de sorte!
- Não, querido! Você que é um rapaz de sorte. Quem dera eu, poder passar o dia inteirinho filmando a Sakura e fazer roupas para ela - falava com os olhos brilhando. - Pena que agora eu moro tão longe... - choramingava Tomoyo.
Os dois riram com a cena que Tomoyo fazia. Takio sabia que a prima de Sakura tinha a mania de ficar filmando a tal. Na época, Sakura dizia que detestava! Só deixava ser filmada, para agradar a prima.
- Então vamos nos juntar aos outros? - sorria Tomoyo - Todos nós estamos famintos. Creio que vocês devem estar também...
- Boa idéia Tomoyo! Vamos, estou faminta! - tentava dar um sorriso.
Tomoyo levava os dois para a mesa de jantar, Sakura ficava cada vez mais nervosa... E se ele estivesse lá? Como ela iria reagir com o encontro? Sakura ficou surpresa. Quem estava na mesa? Eriol, Meiling e a mãe de Shaoran, Yelan Li. Ela ficou paralisada com o os olhares que lhe lançavam, não sabia nem o que dizer as três figuras a sua frente. De repente, a matriarca do clã Li levantou-se da mesa e foi até a jovem. Tomoyo e Takio ficaram só olhando. Tomoyo com um sorriso no rosto e Takio meio confuso.
Yelan Li continuava com a sua beleza misteriosa, seu jeito sério e imponente. Ela tocou levemente a face da dona das cartas Clow, olhava profundamente nos olhos de Sakura, que estava mais nervosa do que antes. A senhora acariciou mais um pouco a face da menina e depois lhe deu um terno abraço. Sakura sorriu, sabia que a mãe de Li gostava muito dela, apesar de não se falarem muito. Mas o que surpreendeu a dona das cartas foi o que a mais velha lhe disse em seu ouvido:
- Seja bem vinda, pequena mestra das cartas. Espero que consiga se entender com o meu filho. Saiba que gosto muito de sua presença em minha casa e adoraria se lhe tivesse como nora. - ao falar isso, sorriu para a garota, que parecia assustada com o comentário. Como sempre, ela olhou para o outro visitante, deu um pequeno sorriso e virou-lhe as costas. Chegou perto de sua sobrinha, falou algo em seu ouvido e se retirou do aposento.
Meiling fez uma cara de surpresa, mas sabendo das intenções da tia, deu um terno sorriso para os visitantes. Ela se levantou da cadeira, foi até Sakura e lhe deu um belo beliscão no rosto.
- Sua magrela! Nem pra dizer que virou modelo... Né? Se eu não tivesse visto a propaganda do Hugo Boss na tevê. Dá-lhe garota Pure Purple! - todos riram com o comentário maldoso da menina. - Vamos sentar? Acho que temos muitas novidades!
- É verdade, Meiling! - ria Sakura da amiga. - Estou brava com você! Por que não me mandou notícias? Agora vem falar de mim, só porquê eu não disse que tinha virado modelo.
- Hehehe... Você me conhece, Sakura! - Tomoyo e Eriol riam da situação - Mas, quem é esse bonitão aí? - Meiling olhava discretamente para Takio, ficou um pouco corada ao ver o sócio da amiga.
- Desculpe! Esse aqui é meu sócio: Takio Yamakusa. - sorria - Bom, a chinesa em minha frente é Meiling Li. Uma amiga de infância!
Takio olhava a chinesa com um certo interesse, ela era tão... bonita. Tinha uma beleza bem diferente da de Sakura, ela parecia ser mais ousada, cara-de-pau como diriam por aí.
- Senhorita Li, prazer em conhecê-la. - ele pegava em sua mão delicadamente, e a beijava.
- Por Buda! Não me chame de senhorita e muito menos de Li. Me chame de Meiling, certo? - tirava a mão um pouco envergonhada, havia gostado do rapaz em sua frente.
- Tudo bem... - falava Takio, meio confuso com a reação da garota.
- Pois bem! - Eriol tomava partido do embaraço - Oi Sakura, Oi Takio. Vamos nos sentar? Acho que devem estar cansados de ficarem em pé esse tempo inteiro. - sempre simpático.
Enfim, os quatro resolveram sentar-se. Antes de pedirem o jantar, Sakura estava contando como havia sido descoberta por Takio um ano atrás. Todos caíram na risada, o que um super-mercado não faz? Os comentários maldosos de Eriol pra cima de Sakura aumentavam cada vez mais. O loiro estava com uma certa raiva do amigo de sua modelo, ele era extremamente cara-de-pau! Mesmo ao lado da esposa, ele não cansada de cortejar a mulher. Isso era irritante. Depois de algum tempo, escutaram passos vindo em direção a sala de jantar. Sakura, mais uma vez, ficou branca feito um fantasma. Tomoyo viu a reação da prima, resolveu perguntar o que estava acontecendo.
- Sakura, tá tudo bem? Você tá pálida! Quer um pouco de água? - perguntava a prima, preocupada com a amiga.
- Nã-não Tomoyo, obrigada! - tentava não gaguejar, era impossível.
Eriol soltou um dos seus sorrisos misteriosos... Resolveu dar a cartada final na história.
- Meiling, acho que seu noivo chegou. - falou o menino de cabelo azul da meia noite.
Todos da mesa olhavam em direção ao som dos passos, menos Sakura. Ela colocou as mãos em seu colo e apertava o guardanapo que lá estava com força. Estava tão tensa que não conseguia olhar de onde os passos vinham. Sabia, sabia que Li estava ali, havia sentido a presença dele. Sakura, por algum instindo do coração, levantou-se da cadeira e ficou em pé, parada, olhando para baixo.
Os homens que se aproximavam estavam de terno e gravata. Um deles possuía cabelos preto, tinha olhos castanhos, estava com um óculos escuro na cabeça, era um pouco moreno e parecia ser bem simpático. Já o outro, parecia ser marrento e mandão. Tinha cabelos castanho escuro, os olhos cor de caramelo, a pele meio morena e não parecia nem um pouco feliz. Ele estava calado, só escutava o mais simpático tagarelar sobre os procedimentos da empresa. Porém, ao chegar na sala de jantar, por ver alguém que ele conhecia muito bem, parou repentinamente. O pobre homem continuava a tagarelar sozinho, quem estava na mesa estava assustado com a reação de Sakura. Passaram mil coisas na cabeça do jovem guerreiro. Por Buda! O que Sakura estava fazendo na China? Ele não estava errado quando havia sentido uma presença mágica hoje cedo na cidade. Só não entendia, porquê não havia reconhecido antes? Sakura estava tão forte assim?
Ela juntou toda a coragem que um pobre coração despedaçado poderia ter e resolveu encarar o olhar duro de Li. Repentinamente, ela levantou a cabeça e ficou olhando para ele. Continuava lindo. Sempre fora lindo, atraente e bruto. Disso, ela não esquecia de jeito nenhum.
- Boa noite a todos! Nossa, olha que horas chegamos? - o homem simpático se aproximava de Meiling - Oi, amor, estava com saudades!
Todos olhavam para o homem que falava com Meiling mas, ao mesmo tempo, suas atenções era pro casal de amigos que, depois de muitos anos, finalmente se encontravam. O clima era pesado e tenso, ninguém sabia o que dizer ou o que fazer. Meiling, diante da situação, começou a tagarelar alguma coisa.
- Chang! Isso é horas de chegar?
- Desculpa, doçura! Estava atolado de trabalho... - falava Chang, morrendo de vergonha. - Desculpa, amor.
Shaoran e Sakura nem davam atenção ao que Chang e Meiling diziam. Os olhares eram profundos, de certo, poderiam ver um a alma do outro. O jovem chinês olhava para a bela mulher que Sakura havia se formado. Ele olhava com toda a atenção do mundo para aqueles olhos cor de esmeralda, os quais ele adorava apreciar. Entretanto, nesses olhos esmeraldinos havia tristeza, mágoa, dor e principalmente desgosto. Ele sentiu uma pontada no peito, sabia que tinha errado com a sua flor. Não cumpriu a promessa que lhe tinha feito. Se arrependia até a alma de não tê-la cumprido. Já a menina de olhos esmeraldinos não fazia a mínima idéia do que o seu chinês sentia. Ele sempre fora tão fechado, nunca falava o que sentia. Estava começando a se arrepender de ter ido aquele jantar, não queria encontrar Li, pelo menos não agora. Mas, seus pensamentos mudaram de forma, quando viu um pequeno sorriso brotar nos lábios carnudos de Li. Ela sentiu as pernas enfraquecerem. Sem força nas pernas, Sakura sentou pesadamente na cadeira. Ela queria falar, todavia, a voz não saía.
- Boa noite, desculpem pelo o atraso. - falou Shaoran Li com um pequeno sorriso no rosto.
- Boa... - falou Sakura, baixinho.
- Li, atrasado? - Eriol sorria maliciosamente - Não é estilo de um Li se atrasar para seus compromissos. Não é, meu caro descendente?
Li fez uma cara feia ao comentário do amigo, ainda tinha a mesma mania chata de lhe chamar de caro descendente. Tomoyo, que estava bebendo um pouco de água, diante da cena que vira, se engasga com o comentário do marido e lhe olha assustada. Sem perceber, ela fala: - Eriol! - O tal olha para a mulher e lhe solta um sorriso cheio de amor. Já Takio Yamakusa estava mais confuso do que antes. Não estava entendendo nada do que estava se passando. Primeiro, Sakura se levanta e fica olhando um estranho com a cara mais assustada do mundo. Segundo, o tal do Eriol chama o estranho de caro descendente. Vai entender!
- Tava na hora de chegar, né? Xiaolang! Vá deixar essa pasta lá dentro junto de Chang que eu vou pedir para trazerem o jantar. - falou Meiling, mandona como sempre.
O garoto de olhos castanhos nada disse, apenas sorriu. Ele passou por trás de Sakura, que estava sentada ainda assustada com o reencontro dos dois. Li sentiu o coração acelerar com o cheiro do perfume da pequena. Fazia muito tempo que o jovem guerreiro não sentia-se tão bem, ele realmente estava feliz com a visita inesperada de Sakura. E agora? O que seria dos dois diante daquela situação? Só iria saber como estavam as coisas quando sentasse naquela mesa e conversasse com ela.
Sem reação a coitada da Sakura ficou. Quando Li passou por trás de sua cadeira, ela sentiu aquele perfume forte saindo de seu corpo, sentiu as pernas amolecerem mais ainda e o coração acelerar. Por Kami! Esse homem realmente mexia com ela, mesmo depois de tantos anos. Takio, ainda confuso, começou a fazer perguntas.
- Quem era aqueles dois? Pelo que eu entendi, um deles era o noivo de Meiling, mas e o outro?
- Era o primo da Meiling, Shaoran Li. - respondeu Tomoyo, ainda se recuperando da cena anterior.
- Sei... - soltou Takio, que já entendia um pouco a situação.
Passou algum tempo, a pequena flor estava se sentindo desconfortavel com a situação.
- Gente, eu acho que já vou indo... O jantar pode ficar pra outro dia? - finalmente falou Sakura, meio insegura do que dizia.
Repentinamente, ela sentiu alguém por trás. Ela ficou estática na cadeira, não movia nem um dedo sequer.
- Eu ficaria um tanto magoado se você fosse embora, Sakura. - falou Li, que puxava uma cadeira ao lado de Sakura.
Ela corou violentamente com o comentário de Li. Para completar a situação, o tal ainda sentou ao seu lado. Aquele perfume, a presença dele no local, o jeito que ele se acomodava na cadeira, era tudo um charme. Realmente, Shaoran Li era um charme em pessoa. Que seja o charme em pessoa, ele não teve o direito de fazer o que fez anos atrás. Sakura sentiu o coração doer, pedir por socorro. Sentiu uma grande vontade de chorar, de correr e principalmente de desaparecer daquele lugar. Como é que ele consegue ser tão frio assim? Ao menos ele não pensou no que Sakura havia passado? Sentia mais ainda o coração quebrar, por que tudo tinha que ser logo hoje?
Takio fuzilou Shaoran Li com o olhar, ele estava morrendo de ciúmes da mulher. Quem ele pensava que era pra falar assim com Sakura? Nem ao menos a conhecia! Na cabeça de Takio, Li era apenas um garoto mimado que queria aparecer. Tomoyo, notando a situação na mesa, começou a fazer perguntas para a prima.
- Prima, me diga: Que tipo de trabalho você veio fazer na China?
- Fotos, propagandas e desfiles. - falou Sakura, que estava morrendo de medo e vergonha.
- Então que dizer que eu vou ter várias oportunidades de filmá-la? - Tomoyo já estava com os olhos brilhando. - Não acredito nisso! Você vai deixar, né?
- Por Kami, Tomoyo! Às vezes, você me assusta!
- Querida Sakura, deveria ter se acostumado com as manias de minha mulher. - dizia Eriol, com o seu jeito galante de ser. - Se fosse eu no lugar de Tomoyo, certamente faria o mesmo. Quem não se encantaria com tal beleza?
Li ficou pasmo com o comentário de Eriol. Depois de muito tempo, sentiu uma pontada violenta de ciúmes. Com Takio não fora diferente, ele ficou olhando para o homem conquistador de mocinhas inocentes a sua frente, desde o começo do jantar que Eriol não parava de cantar Sakura, mesmo na frente da mulher.
- Hiiragizawa, você sempre banca o conquistador barato nas horas vagas? - perguntou Takio com um tom de ironia na voz - Você daria um ótimo amante latino.
- Que é isso, Yamakusa! Mas não concorda com o que digo? Sakura é uma bela mulher! E sem falar nas qualidades que a mesma possui. - continuava sorrindo. - Se você estivesse em meu lugar, garanto que faria a mesma coisa.
E assim, Li contava carneirinhos em sua cabeça para tentar se acalmar. Agora eram dois? Antigamente, vivia com ciúmes de Eriol por causa de seus comentários maliciosos... Agora, só faltava chegar um cara que estava apaixonado por Sakura! Ele odiava sentir aquela sensação de ciúmes. Por mais que ele sentisse ciúmes da mulher, ele não poderia dizer: - Ela é minha mulher! - Porque ele sabia da situação em que se encontravam. Um plano começou a brotar em sua mente, iria conquistar Sakura de qualquer maneira. Não iria perder sua flor para um loiro oxigenado.
- Parem, por favor! Assim vocês me matam de vergonha! - Sakura parecia uma pimenta, de tão vermelha que estava.
- Quem mandou nascer tão bonita, Kinomoto? - falava Meiling, irônica. - Até eu, se fosse homem, não perderia uma oportunidade dessas! Alias, falar em cortejar, cadê meu noivo?
- Ele foi se deitar, Meiling, estava com dor de cabeça. - falou Li, um tanto simpático. - Espero que venha nos visitar mais vezes, Sakura. Minha mãe já lhe viu?
- Já... - falava timidadamente.
- Bom, em falar em tia Yelan, ela pediu que eu fizesse um pedido à vocês. - a jovem Meiling sorria. - Ela pediu que você e o Takio ficassem aqui em casa, ela se sentiria muito mal em saber que a Sakura está em um hotel. Você sabe como é minha tia, Sakura! Ela não aceita não como resposta.
- Meiling... Eu não sei nem o que dizer... - Sakura sentiu a respiração parar com tal pedido, ela pensou: Debaixo do mesmo teto que Li? Agora tudo vai ficar mais difícil! - Não sei se devo aceitar! Será que não vai ser incômodo?
- Se falar não para minha mãe ela vai se sentir ofendida. - falou Li. - Você sabe que não seria incômodo nenhum! Você e Tomoyo já ficaram aqui em casa uma vez, não se lembra?
- Eu me lembro sim! É que... - Sakura estava cada vez mais embaraçada. - Eu não sei...
- Vai prima, aceita! Assim a gente fica no mesmo lugar e teremos mais tempo para conversarmos! - se manifestou Tomoyo, empolgada com a idéia. - Por favor, priminha! eu queria tanto...
- Sakura, se você tá preocupada comigo, por mim não tem problema algum! - disse Takio.
- Por Kami! Por que Takio disse isso? Agora eu vou ter que aceitar! - pensou Sakura em um grande desespero. - Tudo bem, então. Amanhã a gente traz as nossas coisas. Certo?
Sakura, ao falar isso, sentiu o mundo cair em sua cabeça. Ela não queria se envolver com Li de maneira nenhuma, estava magoada demais com o tal, não queria vê-lo tão cedo e agora teria que ficar no mesmo ambiente que ele. Agora começaria o grande desafio: Como não cair nos vacilos do coração? Vai ver, as coisas com Shaoran Li não estavam tão feias assim.
Todos ficaram animados com a decisão da japonesa, principalmente um certo chinês. Takio não estava gostando muito da idéia... Aquele primo de Meiling a olhava de um jeito, parecia que iria voar em cima da garota. - Definivamente, eu detestei a China. - Pensou ele, ao observar Sakura e Li. Não iria deixá-la sozinha, se era pra ficar naquela mansão junto do seu novo inimigo, ficaria sem problema algum. Pelo menos com Eriol ele se sentia um pouco mais tranqüilo, apesar dele cortejar a japonesa de cinco em cinco minutos.
Por fim, o jantar foi servido. Era peixe ao molho de abacaxi, com saladas que acompanhavam castanhas. Era tudo muito apetitoso, a sobremesa era frutas carameladas a moda chinesa. Tudo estava muito gostoso, até Tomoyo cortar o barato do jantar.
- Nossa! - olhava o relógio - Já tá tarde! Acho que vai ficar ruim pra Sakura e Takio voltarem para o hotel hoje... - parecia bastante preocupada com o horário.
- E você acha que eu vou deixar eles irem embora hoje à noite? Vão passar à noite aqui em casa! Amanhã eles vão no hotel e pegam as coisas deles, né? Que dia você começa a trabalhar, Sakura? - perguntou Meiling um tanto curiosa.
Agora terei que passar a noite aqui? E Kero? Ele vai me matar... - Pensava a dona das cartas, completamente desesperada.
- Eu vou ter que passar a noite aqui mesmo? - estava completamente tensa.
- O que há de mal nisso? Deixa de coisa, Sakura! Você já vai ficar aqui em casa mesmo, era bom ir logo se acostumando. - sorria Meiling, sabia que tinha ganhado a amiga na persistência.
- Meiling, Sakura está feliz por ficar esta noite conosco, não é, querida flor? - perguntava Eriol. - Tenho certeza que ela vai adorar essa estadia.
Takio e Li soltaram um olhar venenoso para Eriol, que apenas sorria com a situação. - Vai ser mais divertido do que eu pensei - Pensou Eriol, com um sorriso nos lábios.
Conversaram até altas horas, viram que já estava tarde e cada um resolveu ir para o seu aposento. Por obra do destino, o quarto que Sakura ficou era bem perto do de Li. Ela sentiu calafrios em pensar que veria o guerreiro chinês todos os dias. Como Sakura e nem Takio tinham roupas para dormir, Shaoran lhe emprestou uma bermuda e uma blusa e, para Sakura, Tomoyo sempre andava com várias roupas da prima dentro da mala. Ela lhe deu uma camisola de seda verde, um verde bem claro, junto de um robe e um par de sandálias. Cada um foi para o seu quarto.
A mestra das cartas tentava dormir mas não conseguia, virava de um lado para o outro na esperança que o sono chegasse, sem sucesso. Levantou-se e fitou a janela. Era uma bela noite, a lua estava alta e cheia. Ela sorriu ao ver o grande espetáculo da natureza em sua frente. Resolveu colocar o robe e ir para o jardim.
Estava um pouco frio la fora, as flores estavam lindas e as árvores? Belíssimas como sempre. Principalmente uma cerejeira que havia no local. Lembrava-se muito bem daquele jardim, adorava ficar conversando com a prima por ali. De repente, ela vê algo familiar: era um poço que, há muito tempo, tinha lhe trazido problemas. Sorriu com o canto da boca e foi até o poço. Algumas lembranças vieram em sua mente, nunca esqueceria da aventura que passou por ali. Sem perceber, ela pegou no seu braço e apertou com força. Tudo estava indo rápido demais, não queria que as coisas fossem daquela maneira. Ela se encostou no batente do poço e começou a fitar a lua. Por que o destino é tão cruel? Como se já não bastasse o que ele fez comigo... - Ao pensar, Sakura fecha os olhos lentamente e suspira pesadamente. Mas algo acaba lhe tirando de seus pensamentos mais íntimos.
- Sakura?
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Hohoho quem será que chamou por ela?
aguardem o próximo cap: D Obrg pelos comentarios :
