E vamos para o 4º cap?

Genteeeeeee! se eu demorar pra postar os caps, é pq o site fica dando erro :/. Fazia bem uns 4 dias que eu tinha terminado o cap 3, e n tava consegindo postar.

abraço!

\o/ Boa leitura!

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Capítulo 4 - Conversas e mais conversas.

A menina tomou um belo susto ao escutar o seu nome. Virou-se rapidamente e deu de cara com a prima.

- Oi Tomoyo... O que faz acordada uma hora dessas? - Ainda se recuperando do susto que à pouco levara.

- Não estava conseguindo dormir diante dos acontecimentos da noite. - ria um pouco - Acho que está aqui pelo mesmo motivo que eu... Concorda?

Mais uma vez, a ingênua Sakura respirou pesadamente.

- Eu não sei porquê eu vim parar aqui... - falava Sakura, com lágrimas nos olhos. - Não queria mexer num passado que já estava morto.

Tomoyo vendo a angústia da prima, foi até ela e deu-lhe um terno abraço. Sabia que Sakura ainda sofria pelo o amor não correspondido de Li, e principalmente pela promessa que ele não havia cumprido. Até ela sentia uma mágoa de Li, porém, ele deveria ter alguma explicação pelo fato de não ter acreditado no amor dos dois.

- Sakura, eu sei que você ainda ama o Li... Eu sei que é difícil...

- Não Tomoyo, não sabe! - estava um pouco alterada com o comentário de Tomoyo. - Você tem uma bela casa na Inglaterra, cursa uma faculdade de estilismo maravilhosa e tem o melhor de tudo: Tem o melhor marido do mundo!

- Talvez você e Li tenham que conversar... Sabe? Uma boa conversa sempre resolve as coisas. Ele deve ter uma explicação! - Sofria a pobre mulher, ao ver Sakura do jeito que estava.

- Não tem o que conversar, não tem! Touya cansou de me dizer várias vezes. Se ele quisesse alguma coisa comigo, ele já teria vindo atrás.

- Mas Sakura... Será que ele não teve os motivos dele? - falou tentando mudar o pensamento da prima.

- Eu não sei! E eu acho que vou continuar sem saber. Não quero mais mexer nesse passado que me dói tanto, Tomoyo! - Não conseguia mais conter as lágrimas. - Se Li pelo menos me quiser como amiga, tudo bem! Só não quero mais falar do passado. Éramos crianças, e na cabeça dele, não deve ter passado de um capricho de menino.

- Li ficou morrendo de ciúmes quando lhe viu na propaganda do Hugo... - Falava Tomoyo, olhando para Sakura. - Se ele não gostasse mais de você, ele não tinha saído do quarto do jeito que saiu quando viu a propaganda. - a menina de olhos cor de violeta riu um pouco ao lembrar da cena. - Você precisava ter visto!

- Ué... - Soltou Sakura se recuperando do choro. - Não sabia que essa propaganta tava passando aqui.

- Eu não tinha visto, vi hoje cedo! Li e Meiling estavam comigo quando passou. Ele não acreditava que era você...

A menina que chorava, agora ria da situação. Li não a reconhecera na propaganda? Isso era uma piada!

- Tá falando sério? - parecia incrédula.

- Acha que eu tô brincando, Sakura Kinomoto? - Ria Tomoyo. - Ele saiu pisando duro!

- Vai ver ele ficou bravo que nem a Meiling ficou porque eu não disse nada... Né? - Depois de muito tempo, Sakura deu um sorriso sincero para prima.

Ai, ai! Sakura continua ingênua do mesmo jeito! Quando é que ela vai parar e prestar atenção que, Li só falta babar o chão de onde ela pisa? - Pensava Tomoyo, balançando a cabeça negativamente.

- Bom, acho melhor a gente entrar. Já tá ficando tarde e amanhã você precisa pegar suas coisas.

- Como eu sou tonta! - lembrando-se do que havia esquecido. - Esqueci que o Kero ficou no hotel! Ele vai me matar... Tomoyo, você faz um favor pra mim? Amanhã eu queria dormir até tarde e...

- Eu já entendi, prima! - Falou Tomoyo, interronpendo Sakura. - Claro que eu pego suas coisas amanhã. Não se preocupe, eu dou comida ao Kero. Tá?

Sakura abraçou a prima com força. Sempre que ela precisava, Tomoyo estava ali para ajudá-la. Era incrível como as coisas aconteciam: Tomoyo mesmo morando longe, sabia de tudo que se passava em seu coração. Sem que a prima percebesse, uma lágrima teimosa caiu dos olhos de Sakura. No entanto, essa lágrima não era de tristeza e sim de felicidade. Graças a Kami, Sakura tinha Tomoyo em sua vida.

- Obrigada! Agora, vamos entrar? Tá tarde! - Pegou a mão de Tomoyo e a segurou.

- Vamos. - Ela sorri

As duas voltaram para seus aposentos de mãos dadas. Sakura estava bem mais aliviada ao desabafar com Tomoyo. Já Tomoyo, estava preocupada com a prima.

No dia seguinte...

Dormia calmamente uma bela jovem de cabelos castanhos na cama. Parecia dormir tranqüilamente. Estava com um pequeno sorriso no lábios, quem olhasse, diria que a tal estava tendo um belo sonho. De repente, ela sentiu algo bater na sua cabeça. Virou-se de lado, incomodada com as batidas na cabeça. O tal causador das batidas, irritado por Sakura dormir tanto, puxou as cobertas de uma vez e lhe deu um grito:

- ACORDA SA-KU-RA!

- Só mais um pouquinho... - Murmurava, enquanto se encolhia toda na cama.

- Você já tem idéia que horas são, Sakura? MAIS DE DUAS DA TARDE! Agora, levanta dessa cama! - Falava alguém, completamente zangado.

Sem nem pensar duas vezes, Sakura levantou-se num susto só. Não estava em casa, não podia simplesmente acordar duas da tarde na casa dos outros.

- KERO! Duas da tarde? Mentira... - Pegava o relógio incrédula. - Perdi o almoço.

- Ainda bem que a Tomoyo é uma alma caridosa e lembrou de me dar comida. - Falava Kero, raivoso. - E por sinal: você me esqueceu naquele hotel e veio ficar com aquele moleque!

- Chega Kerberus! - pegou uma almofada e jogou no pobre ursinho alado.

- Ai, Sakura! - Falou o ursinho, tonto com a almofadada. - E eu tô errado? Não pense que eu vou deixar ele chegar perto de você. Só quero saber quando Touya souber que você tá na casa do moleque...

- Ó não! Esqueci de ligar lá pra casa! - Corria para a bolsa a procura do aparelho celular. - Touya vai me matar! Será que o papai tá bem? A última vez que os vi, pelo menos estavam...

- Sakura, como é que você consegue ser tão... Tapada? - Observava Kero, vendo sua mestra discar o número de casa.

- Por céus. - Desligava o telefone, enfurecida. - Não me chame de tapada, viu? Se não eu lhe deixo sem doces por uma semana!

Escutando a ameaça da mestra, Kero voou até Sakura e começou a choramingar.

- Sakurinha do meu coração, você sabe que eu não quis dizer isso, né? - Choramingava sem parar. - Eu só quis dizer que... Você é meio avoadinha, sabe?

- Eu acho melhor você ficar calado, antes que eu te deixe sem doces por 2 semanas. - Falou uma Sakura nervosa. - Não consegui falar com eles, o telefone chamou que caiu a ligação.

- Mais tarde você liga. Agora, que tal tomar um banho? Acalmar os ânimos é bom de vez em quando.

Sakura deu uma bela esticada no corpo e resolveu tomar um banho. Deixou a água cair em seu corpo descansado. Mais uma vez, as palavras da prima martelavam em sua cabeça.

Ela saiu do banho e sorriu. Havia avistado as malas dentro do quarto. Quis colocar uma roupa bem esporte, afinal, não iria sair pra canto nenhum. Vestiu-se com uma saia jeans, uma blusinha branca e uma sandália. Secou seus lindos cabelos com a toalha, os escovou e os prendeu em um rabo de cavalo. Escovou seu dentes, passou desodorante e uma colônia bem fraquinha. Pronto, agora ela poderia sair daquele quarto.

Ao sair do quarto, a casa parecia um pouco silenciosa. Alguns empregados passavam pela casa com bandejas, outros limpavam o chão e alguns as grandes janelas. Foi até o jardim onde havia se encontrado com a prima ontem à noite. Para sua surpresa, Tomoyo e Eriol estavam lá. Mais parecia com um encontro romantico: Estavam os dois sentados de baixo de uma cerejeira, com uma bela toalha quadriculada no chão, com alguns doces e refrescos. Eriol tocava delicadamente os cabelos negros de Tomoyo, enquanto a tal, ficava envergonhada com o toque do marido. Por fim, os dois se beijaram. Vendo a cena, Sakura suspira apaixonadamente. Alguém toca seu ombro. Ela olha e vê Takio, com um lindo sorriso no rosto.

- Você não dormiu Sakura, você desmaiou! - Brincava o homem. - Fiquei constrangido hoje de manhã, tendo que tomar café da manhã com os donos da casa.

- Eles são tão bonitos, não é? - Observava o casal.

- É verdade... - Takio olhava o casal. - Você gosta de alguém, Sakura?

Sakura assustou-se com a pergunta do sócio.

- Gosto, e você? Desde que nos conhecemos, nunca te vi com namorada nenhuma. - Perguntou um pouco assustada.

- Eu gosto de alguém. Sabe... - Falava Takio, se virando para Sakura e colocando suas mãos em seus ombros. - Eu queria te dizer uma coisa, Sakura. - Ele parecia um pouco tenso.

- Ué! Pode falar. - A garota simplesmente sorriu.

Os dois estavam tão entretidos na conversa que, não perceberam a presença de Li perto do local onde estavam. Ele observava a cena com tanto ciúmes, que se alguém passasse por perto, na certa, ele mataria. Muito nervoso, foi um Li cortar o barato de Takio.

- Sabe, eu gosto... Bem! Eu não sei como dizer, Sakura! - Takio estava mais vermelho do que um tomate. - Eu te-

- Sakura, que bom que acordou. - Chegou um Li, aborrecido e sério. - Não quer comer alguma coisa?

Takio fuzilava Shaoran Li com o olhar. Ele tinha que interromper logo agora? Estava prestes a declarar todo o seu amor por Sakura, finalmente havia encontrado coragem para dizer. Nunca imaginaria que seria interrompido por um moleque.

- Er... Bom dia, Li! - Sakura ficou vermelhinha com a aparição repentina de Li.

- Sakura, depois eu falo com você. Certo? - O loiro nem olhava para garota e sim, para Li.

- Tá bom... - Olhava para os dois, sem entender nada.

Ele olhou mais uma vez para Sakura e sorriu. Ele saiu do local meio nervoso e Li, só fazia acompanhá-lo com o olhar.

- De onde você conhece esse figura, Sakura? - Perguntou Li secamente.

- Ele é meu sócio, Li. - Respondeu meio insegura.

- Presta atenção no que eu vou te dizer. - Ele olhava profundamente nos olhos de Sakura. Que fez a tal, arrepiar-se até o último fio de cabelo. - Eu não quero te ver sozinha com esse cara, entendeu?

- Hein? Mas, ele é meu sócio! E quem você pensa que é? Você não manda em mim! - Falava bem nervosa com o comentário de Li. - Olha só quem fala! Pelo menos Takio promete as coisas e as cumpre. Diferente de algumas pessoas aqui na minha frente.

O jovem guerreiro sentiu uma pontada no peito. Ela tinha razão, ele não era namorado dela.

- ... - ele ficou em silêncio.

- Se quer pelo menos ser meu amigo, tenha cuidado com os seus comentários. Você não manda em mim, entendeu? Seu bruto! - Saiu uma Sakura pisando duro até onde Eriol e Tomoyo estavam.

Ele apenas observava a moça se afastar. Morria de medo de perdê-la. Se perdesse a sua amizade, ele morreria no outro dia. Ele bateu com a mão na testa e pensou: -Tonto! Não é assim que você vai conquistá-la.- Passou a mão nos seus cabelos rebeldes e foi para os seus aposentos.

Pisava duro, ia em direção ao casal de amigos que estavam a namorar. No entanto, eles foram interrompidos com os passos pesados de Sakura. Que bicho havia mordido a menina? Ela simplesmente sentou-se com os dois e começou a resmungar alguma coisa, que o casal não entendia.

- O que foi, Sakura? - Perguntou o casal confuso.

- Li pensa que é dono do meu nariz, argh! Odeio esse temperamentalismo dele. - Parecia emburrada com a cena anterior.

- Ué... O que foi que ele fez pra você tá falando desse jeito? - Curiosa estava Tomoyo.

- Ele simplesmente chutou Takio! Ele ia me falar alguma coisa... Se o grandioso Shaoran Li não tivesse chegado. - Bufava de raiva.

- Nossa... Li parecia mal-humorado, Sakura? - Eriol perguntava se fazendo de inocente.

- Mal-humorado é apelido! Ele simplesmente foi um cubo de gelo comigo e com o Takio. Tem horas que Li consegue me tirar do sério.

- Sakura...- falava uma Tomoyo, segurando o riso com a situação. - Entenda o Li, ele está sofrendo. Por isso estava mal-humorado.

- ...

- Eu sei que você acordou agora. Por que não come alguma coisa? - Perguntou a prima.

- Tá certo. - Respondeu Sakura, sem entender o que diziam.

Depois da explosão repentina da jovem, o fim de tarde ocorreu tranqüilamente. Sakura degustou de tudo um pouco: Bolos, biscoitos, doces...

Enquanto caminhava pela mansão, pensava na cena de cedo. Eu não sei como ele consegue ser tão cabeça dura! - Pensava Sakura, enquanto fazia seu tour. Cansou de andar pela casa e resolveu ir para o seu quarto. Procurou por Kero, mas o tal não estava lá. Não era bem Kero que estava no quarto... E sim, dois bilhetes em cima da cama. Um acompanhava um belo envelope da cor verde com uma bela rosa amarela. Já o outro, estava apenas dobrado em cima da cama. Sakura resolveu ler o primeiro que estava dobrado.

Sakurinha do meu coração,

Se prepare, a partir de amanhã você começa a pegar no batente, viu? Vê se não demora pra acordar! O Sr Wong vai passar amanhã cedo para fazermos as fotos do book de uma loja. Tá?

Beijos,

Takio.

Ela sorriu com o recado de Takio. Mas, o que lhe deixava confusa, era o outro bilhete que ali estava. Ela pegou o envelope e olhou. No envelope, apenas tinha escrito: Para a mulher de olhos mais lindos do mundo. Curiosa, resolveu abri-lo.

Minha flor de cerejeira,

Quando a luz dos olhos meus

E a luz dos olhos teus

Resolvem se encontrar,

Ai que bom que isso é meu Deus,

Que frio que me dá o encontro desse olhar.

É assim que me sinto, ao olhar seus lindos olhos esmeraldinos.

Será que um dia, terei oportunidade de fitá-los sem parar?

Sakura sentiu arrepios ao ler o tal bilhete. Quem era o ser que lhe mandara tal bilhete? Ela deixou cair o corpo na confortável cama e abriu um belo sorriso. Leu e releu várias vezes. Quem será que lhe mandou tal sensibilidade?

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Oi gente!

O Cap 4 tá meio chatinho... Mas, eu juro que vou tentar me esforçar para o 5 cap!

Obrigada pelos comentarios :D ta? Continuem acompanhando a historia! por favor.

Ps: talvez eu vá demorar pra postar os outros caps, talvez eu n tenha tempo... Mas, eu vou continuar a escrever.

Beijocas \o/