Oi!

Depois de ANOS eu resolvi voltar a escrever a fic. Estava fazendo as coisas, faziam uns 5 anos que eu não entrava na conta e muito menos entrava no site.

Como eu perdi toda história no meu outro computador, eu resolvi reescrever o capitulo 9 (acho que vai ser uma experiência estranha, afinal, quando eu escrevia a fic eu era bem mais nova... rsrs).

Espero que gostem!

3 Tolie

Capítulo 9 – Magoas

Desde a situação de cedo, Sakura não conseguia parar de chorar. Todas às vezes que tentara segurar o choro, parece que as lágrimas surgiam com mais força. Não era justo o que havia acontecido. Ela lembrara como foi humilhante olhar todas aquelas pessoas na rua, como Shaoran Li havia gritado com ela... Não, aquilo partiu seu pequeno coração em pedaços.

Lá estava ela, deitada em sua cama desde que chegara uma pilha de nervos na mansão Li. A vontade era de desaparecer e entender que reação foi aquela de Shaoran Li. O rapaz nunca havia gritado com a moça... Mas sentindo desgosto e magoa, tentava entender o motivo de tal explosão. Não sabia quantas horas já havia passando desde que chegou, mas também não fazia questão de tomar conhecimento, pois naquele momento, a única coisa que queria era desaparecer.

- Por que você fez isso? Por quê? – resmungava entre lágrimas.

Cansada de se questionar, tentou fechar os olhos e dormir. Sem sucesso. Ela resolveu levantar-se um pouco e olhar pela janela. "'Já era noite", pensou ela, ao olhar o céu um pouco nublado. Sentiu algumas lágrimas pela sua face, Sakura estava um caco. Ela olhou para um pequeno pingente inseparável em seu pescoço e deu um tímido sorriso. Bons tempos de criança! Onde não precisava preocupar-se com pessoas, dinheiro, trabalho... Sentia saudade de sua casa e principalmente de sua família. Arrependeu-se um pouco de ter aceitado trabalhar em outro país. Talvez não devesse ter sonhado tão alto.

Sentiu um leve pingo de chuva, enquanto olhava seu pingente em forma de chave. Ela o segurou firme com as duas mãos e suspirou demoradamente. Intuitivamente decidiu pegar as cartas Sakura e sair um pouco, talvez isso ajudasse a melhorar o seu humor.

~.~.~.~.~.~.~

- Mas por que diabos você fez isso, Li? Sabia que era explosivo, mas dessa maneira? – Perguntava Huang, completamente perturbado.

- Eu nunca vi Li agir dessa maneira, Woo. É a primeira que o vejo com essa atitude... – comentava Chang, completamente transtornado.

Li por hora ficava simplesmente quieto. Sabia que sentia ciúmes, desejo, amor pela japonesa, mas sabia que havia passado dos limites. Dessa vez saberia que todas as suas chances de reconquistar Sakura haviam ido para o ralo. Estava cansado, queria que aquele dia terminasse e esquecer de vez esse episódio de hoje.

Eles acabavam de sair da delegacia e estavam chegando à residência dos Li. Todos estavam cientes do que havia acontecido naquela tarde. Eriol, Tomoyo e Meyling esperavam a chegada de Shaoran Li na frente da grande mansão. Assim que chegara, Li não quis falar com ninguém e simplesmente seguiu para seus aposentos, deixando os que esperavam ansiosos e curiosos.

- Chang, o que aconteceu na delegacia? – Perguntava Meyling preocupada.

- Bem... – suspirou – A sorte é que o delegado é um grande admirador da sua família, Meyling e resolveu abafar a situação.

- Chang, você sabe que não irão abafar a história. – Afirmava Huang – Você sabe muito bem que os jornalistas são cruéis! A situação irá ser a capa principal das noticias de amanhã.

- É, tem razão... – suspirou Chang, frustrado.

- Mas senhores... – Perguntava Eriol – A senhora Li tem conhecimento desde acontecimento?

Todos ficaram mudos com a pergunta de Eriol. Meyling levantou as sobrancelhas num sinal de dúvida. Sabia que a tia não perdoaria Shaoran pelo escândalo que fez passar a dona das cartas clow, porém sabia que a tia iria tentar se retratar de alguma forma com a moça. Suspirou pesadamente. Sabia que esse ciúme do primo estava afastando cada vez mais Sakura e não saberia se depois do acontecido, ele poderia ter alguma chance com a garota.

- Acho que é melhor nós entrarmos, não? Está frio aqui fora e eu estou preocupada com minha prima! – Falava Tomoyo, preocupada com a prima. – Desde que Sakura chegou, ela se trancou no quarto e não quis conversar com ninguém. – completou com uma voz chorosa.

Eriol abraçou a esposa, na tentativa de conforta-la.

- Calma minha pequena... Tudo vai se resolver. – abraçava Tomoyo.

- Concordo com a Daidouji... Vamos! – Falava Meyling, de forma dura.

E assim, todos entraram na mansão.

Já no Jardim...

Sakura estava sentada debaixo de uma grande cerejeira que havia no extenso jardim dos Li. Estava chovendo fraquinho, entretanto não se importava. Olhava para as Cartas Sakura com um grande aperto. Sentia lágrimas quentes e teimosas rolando em suas bochechas coradas, misturando-se com os pingos gelados da chuva. Fechou os olhos e tentou concentrar-se em outras coisas.

Uma pequena luz chamou a atenção de Sakura. Era uma das cartas que estava brilhando com grande intensidade. Logo reconhecera a carta. Não pode deixar de dar um sorriso teimoso... Logo, a carta tomou sua verdadeira forma e fitou-a com carinho.

- Esperança... – falou baixinho, enquanto olhava para a criatura formada em sua frente.

A carta apenas sorriu. Enquanto a carta Flor, Bosque, Brilho e Doce tomavam sua forma. Sakura sentiu os olhos arregalarem. Nunca viu nenhuma das cartas se manifestarem sozinhas. Bosque que era a mais dócil das cartas olhou para a pequena mestra com o seu sorriso e fez uma pequena cabana de troncos de árvore para proteger a mestra da chuva. Já a carta Doce, fez docinhos para a mestra na tentativa de anima-la e tira-la daquela grande tristeza. Sakura apenas olhava com lágrimas nos olhos as atitudes das cartas. A carta Flor, com sua doçura tomaram as mãos da jovem que estava sentada, levantou a jovem Sakura e começou a dançar no meio do jardim. A carta brilho dava um efeito especial naquele ambiente que triste estava.

Sakura deu uma risada gostosa, enquanto rodopiava com a Carta Flor no jardim. Sentiu-se confortada com as suas queridas Cartas mágicas... Cada vez que Sakura e a carta flor rodopiavam, o cheiro de rosas emanava no lugar. Elas dançavam e dançavam, enquanto a chuva caia.

Enquanto rodopiavam, Kerberus olhava encantado. Notara que sua mestra havia chegado abatida, resolveu ficar quieto e deixar Sakura em seus pensamentos naquele momento. Vendo o momento de felicidade da menina, resolveu juntar-se e divertir com sua mestra e as cartas.

- Kero! – Chamou Sakura, que sorria.

Logo, as duas param de rodopiar e fitaram-se sorrindo. Com o dever cumprido, todas as cartas que foram invocadas voltaram para as mãos de sua mestra. Sakura se sentia satisfeita com o carinho e a devoção que suas cartas magicas possuíam. Kero sentia o aroma das flores e alguns pontos luminosos que pareciam mais vagalumes, sumindo e observava as pétalas de rosas, que se afastavam do local com o vento.

- Obrigada... – Disse Sakura, pra si mesma.

Kerberus na tentativa de ajudar sua mestra voou até perto de seu cabelo e fez um carinho. Sabia que estava chateada com o moleque e não saberia o que dizer naquele momento para sua menina. "Aquele moleque safado!" Pensava o pequeno guardião, que, inconformado com a situação, mais uma vez vira Sakura sofrer pelo rapaz. Ele presenciou todas as tentativas frustradas da garota para encontrar Li naquela época. Cartas, telefonemas... Tudo era em vão. Desde que chegaram a casa dos Li, Sakura mudava constantemente de humor, algumas vezes parecia feliz, outras vezes parecia abatida. Sua mestra poderia ter crescido, tornando-se uma bela mulher, porém, seu coração havia parado no tempo. Kerberus fechou os olhos e passou algumas lembranças em sua mente.

"Sakura! Para de chorar por esse moleque! Faz um ano que ele não te manda uma carta, não te faz um telefonema! AHHH!" – Bravejava Kerberus, irritado.

"Você não entende!" – Gritava Sakura – Ele me prometeu Kero! Ele disse que viria, ele viria por mim!

"Mas Sakura..."

"Ele... Ele..." – Tentava argumentar Sakura, engolindo o choro – "Ele disse que me amava Kero!"

"Aquele moleque bobão! Grrrrr!" – Serrava os dentes – "Tente entender! Ele não mandou mais noticias Sakura!"

"Por favor, Kero, por favor..." – Falava Sakura, chorando.

Sentiu uma veia soltar em sua cabeça com o que acabara de lembrar. Se encontrasse o moleque-chinês, ele lhe daria uma boa lição.

- Vamos entrar Sakura, tá chovendo muito! – Chamava Kero.

- Tudo bem...

E assim partia Sakura e Kerberus para seus aposentos. Mas os dois não perceberam que uma pessoa observada tudo, calado e desiludido. Ele olhava a dona das cartas Clow e seu pequeno guardião se distanciarem. Furtivamente, ele pegou uma das pétalas no chão e a cheirou. Sentia a chuva cair em seu corpo, mas, não se importava. Ele andou até a cerejeira e tocou o grosso tronco. Nervoso, passou a mão em seus cabelos molhados e tentava entender tudo o que tinha acontecido. Ele a amava. Sabia que não poderia tê-la em seus braços com tamanha facilidade, pois, há muitos anos fizera uma promessa para sua pequena flor. Estava cansado e agoniado. Angustia algo que há muito tempo não sentia. Ele fora treinado para não ter esse tipo de sentimento. Mas ela fazia-o sentir várias sensações nas quais nem ele mesmo saberia explicar. O medo, desejo, o amor e o ciúme. Ele sabia que precisava dar um basta nessa situação afinal, poderia perdê-la para sempre. Sentiu um vazio enorme no peito, ao cogitar que poderia perder a sua cerejeira. Estava frio lá fora e a chuva não sessara. Ele olhou para o céu e sentiu alguns respingos em seu rosto. E assim, saia um guerreiro triste e terrivelmente apaixonado para seus aposentos...

~.~.~.~.~.~.~.~

Takio acordou mais cedo do que de costume, estava raivoso com a cena de ontem. Por sorte, as fotos que foram tiradas ficaram boas se não, ele teria sério prejuízos e problemas com o seu cliente. Ele ainda estava confuso desde que chegara a Hong Kong, pois na mansão na qual estava hospedado com Sakura, tinha muitos mistérios. Como não era curioso, não perguntara nada a ninguém, todavia, sabia que lhe escondiam várias coisas. Não entendia por que Hiiragizawa sempre chamava aquele irritante do Li de meu querido descendente e muito menos galanteava Sakura na frente da esposa. A única coisa que entendia, é que houve algo entre sua modelo e o chinês mal humorado. O que lhe fez ter mais certeza foi por causa desse belo episódio, que, segurando o jornal do dia, percebeu que a situação havia saído na primeira capa do jornal local. "Empresário envolvido em escândalo" lia o título da matéria. Ele deu um suspiro pesado... Como mostrar isso a Sakura e aos demais? Já estava com problemas demais e sabia que esse seria um, que envolveria outras pessoas. Depois de dar voltas pela mansão e questionando-se com o jornal na mão, Takio resolveu tomar seu café da manhã. Chegando a mesa, ele encontrava uma Sakura abatida. Cadê aquela menina que possuía o sorriso mais belo de todos? Nunca a vira assim. Ele sentiu o coração apertar e a raiva aumentar... Por que ele precisou fechar esse contrato? Nunca passara pela cabeça que essa viagem para China, seria tão conturbada. Ele percebeu que Sakura estava tão concentrada observando uma xícara de chá a sua frente, que não havia notado que ele tinha se aproximado. Num ato de desespero, resolveu começar um diálogo.

- Sakura? – Chamou Takio.

O silêncio na mesa reinava. Ele estava assustado.

- Ei... Sakura? – Tentou o rapaz.

Ela levantou sua cabeça e olhou para ele. Ela não sabia o que dizer, não sabia por onde começar e o que ela poderia falar. Temia que Takio perguntasse algo que não devia e ela, como sempre, nunca soube mentir e teria que contar a verdade... Uma verdade que ela mesma queria esquecer.

- Sim? – Perguntou Sakura, deprimida.

- Sabe... – O rapaz começou a falar – Quando eu te conheci, lá naquele supermercado, tiveram duas coisas que me chamaram atenção. – Takio observada Sakura, que escutava atentamente o que ele dizia – O seu jeito feliz de ver a vida, mesmo num supermercado, sempre com um belo sorriso no rosto – fez uma pausa - E seus incríveis olhos verdes, Sakura. – Ele notara que ela ficou ruborizada com o último comentário.

- Obrigada... – tentou dar um sorriso fraquinho.

- Então! Eu não estou acostumado em te ver assim, Sakura Kinomoto. Eu não sei o que houve entre você e o Li, mas eu queria muito ver minha modelo que sempre acorda atrasada, toma seu café da manhã as pressas e nunca se esqueceria de ser carinhosa com os mais próximos – Falou Takio, coçando a cabeleira loira e sorrindo. – Falta pouco pra gente ir embora, você sabe... Já estamos há tempos demais fora do Japão, então, tenha força! Tá?

Ela confirmou com a cabeça e levantou-se da mesa.

- Vamos? – Chamava a moça – Hoje temos muito trabalho a fazer!

E caminharam os dois, em rumo ao trabalho!

*-* Comeeeeeeeeeeeeeeeeeeentem! Num sei se ficou bom... Eu tive que ler a fic umas 10x pra lembrar-me do que eu havia escrito há cinco anos.

Me perdoem pelos erros de ortografia!

um beeeijo 3

Tolie