"Não."
"Eu nem sequer disse nada!"
"Consigo vê-lo nos teus olhos."
Deeks ri-se e encosta-se ao fundo da cadeira. "Pelo telemóvel?"
À sua frente, Callen levanta as sobrancelhas, à espera. "Então?"
Deeks sorri de orelha a orelha. "É uma menina."
"Parabéns, aos dois."
"O Callen diz parabéns," ele diz a Kensi. "E também diz que está do meu lado."
"Não, não está!" Callen grita para que Kensi também ouça.
"Ele está." Deeks insiste.
"Bem, o Callen não tem direito a votar, eu tenho. E o meu voto é não."
Deeks atira uma mão ao ar. "Mas o meu voto é sim!"
"O meu é não!" Callen interfere, e recebe um olhar acusador.
"A Kensi diz que não tens direito a votar."
"Espera aí," ela diz ao ouvido de Deeks, "Estou a reconsiderar."
Ele suspira.
"Okay, estou no carro," ela diz por cima dos som de chaves a tilintar. "Vejo-te num minuto. Amo-te."
"Também te amo, querida. E à Martina, também."
"Eu já disse que não."
"Dá tempo ao tempo. Acabas por te habituar."
"Não vai acontecer."
"Martina!" ele canta a sua versão da música, "Eu fiz uma miúda chamada Martina, e agora esse nome nunca mais vai ser o mesmooo! Mar-"
A chamada cai.
"Ela nunca foi grande fã de musicais," ele diz a Callen. "Ela habitua-se."
Callen olha-o incrédulo, e volta a trabalhar na sua papelada.
No entanto, começa a trautear West Side Story, e Deeks considera isso uma vitória.
