Capítulo 2:
4x14- Aquele em que Scully descobre que tem câncer.
Resumo: Scully descobre que tem um câncer no cérebro, que já matou todas as mulheres que supostamente foram abduzidas junto com ela. Exceto uma. Scully decide se tratar com o mesmo médico dessa mesma paciente e ela acaba morrendo. Mulder descobre que o médico não era confiável e conta a Scully. Scully decide voltar a trabalhar e sobreviver.
Ela estava um tanto envergonhada por ele ter lido aquele diário. Aquilo era algo para ser lido somente caso ela morresse e ela não estava mais disposta a permitir isso. De certa forma era um alívio finalmente compartilhar com Mulder suas angústias. Ele havia sido mais que um melhor amigo nesses quatro anos trabalhando juntos. Mulder era a pessoa que ela mais confiava e naquele momento o abraço dele era o melhor conforto que ela podia receber.
- Volte. – Ele disse com um tom que significava mais que simplesmente "volte ao trabalho", era mais um "volte a querer viver, é muito cedo para entregar os pontos, você é uma lutadora, Scully". Sim ela era e por algumas semanas havia esquecido disso, mas era hora de enfrentar seu maior e mais novo inimigo.
Mulder nunca a vira assim tão frágil e isso o assustava, o que o fez apertá-la ainda mais em seus braços. Os olhos azuis dela estavam lacrimejados e com profundas olheiras e ele sentiu uma enorme vontade de carrega-la pra longe daquele hospital e cuidar dela. Ela o fitou de uma maneira que parecia querer exatamente isto e ele segurou o rosto dela em suas mãos e lhe deu um beijo terno na testa. Estavam tão próximos que ele podia ouvir o som da respiração dela. O beijo dele era como uma carícia quente percorrendo seu rosto, assim como o toque de suas mãos. Scully devolvia o olhar com a mesma intensidade e ele sem pestanejar lhe deu outro beijo igualmente suave, porém nos lábios. Ela correspondeu, fechando os olhos, sentindo que aquilo era exatamente o que ela precisava e não havia percebido, por isso andava tão irritada com ele. Ela queria a atenção dele, queria mais que uma escrivaninha no escritório dele. Ela queria um espaço em seu coração. Mulder era o primeiro homem em muito tempo em quem ela podia confiar e ela havia demorado a perceber que talvez seus relacionamentos amorosos fosses dados ao fracasso porque ela estava ignorando a pessoa que estava sempre por perto e por quem ela sentia mais que uma profunda amizade.
- Me desculpe, Scully. - Ele afastou-se envergonhado, tocando os lábios. – Não sei porque fiz isso... – Ele estava mentindo, ele sabia sim porque havia feito aquilo, mas não queria que ela pensasse que ele estava abusando de sua vulnerabilidade.
- Shhh... Ela tapou os lábios dele e voltou a se aproximar, ficando na ponta dos pés para beijá-lo novamente. Mulder se surpreendeu com a atitude dela, com a forma calorosa e audaciosa com a qual o beijou. A língua dela procurou a sua num jogo perigoso e ele agarrou os cabelos dela tentando afastar seus lábios pois se lembrou que estavam no corredor de um hospital.
- Dana... - Ele resmungou no ouvido dela.
- Eu sei...Ela o interrompeu e o puxou pelo corredor, em direção ao quarto dela. Mulder ainda estava um tanto atordoado com tudo aquilo, mas ela parecia tão segura de si, que ele nem podia imaginar que o coração dela estava querendo sair pela boca. Ela estava se sentindo vida, pela primeira vez naquela semana.
Assim que ela entrou no quarto, começou a recolher suas coisas freneticamente e ele se obrigou a interrompê-la.
- Dana, pare! - Ele segurou as mãos dela e a fez sentar na cama. – O que você está fazendo?
- Indo embora daqui... – Ela explicou. – Eu não quero morrer, Mulder.
- Você não vai morrer. Não assim. – Ele apertou as mãos dela nas dele e acariciou o rosto dela.
- Me leve daqui, Mulder. Por favor... Eu quero ir pra minha casa. Só por hoje, eu não quero pensar que tem um câncer me matando.
- Não fale mais isso. Nós vamos encontrar a solução. Ele a ajudou a fazer a mala e fechar a conta do hospital, e eles não falaram sobre o beijo durante todo o trajeto até o apartamento dela. Mas não havia clima pesado, nem tensão, ele apenas estava fazendo o papel de bom amigo que era, naquele momento. Ela ainda estava de pijama, mas não ligava, nem para o fato de seu cabelo estar embaraçado. Ela e Mulder já se conheciam a tempo o suficiente para não se preocupar com certas frivolidades.
- Entregue. Disse ele largando a mala dela no chão de sua sala. – Você vai ficar bem?- Perguntou ele, tocando-lhe o ombro.
- Fique. Ela disse simplesmente, encarando-o firmemente.
- Porque? Ele perguntou com um suspiro.
- Porque eu quero. Não porque eu acho que vou morrer, mas porque eu preciso. Eu preciso de você, Mulder.
- Eu também preciso de você, Scully. Ele confessou sem cerimônias. "Não posso imaginar como seria minha vida sem você" quase completou a frase, mas guardou para si. A confissão colocou um leve sorriso no rosto dela, o que o deixou feliz, porque vê-la depressiva cortava o coração dele.
- Então, fique aqui esta noite. Eu não quero estar sozinha nesse momento.
- Você não está. Ele a abraçou novamente e antes que voltassem a se beijar perguntou: - Você já jantou?
- Tinha sopa no hospital. Mas para falar a verdade, ainda estou com fome.
- Então, eu vou fazer a janta para nós dois, está bem? Você gosta de macarrão com queijo?
- Gosto. Ela respondeu, acompanhando-o até a cozinha.
- Ótimo, porque é a única coisa que sei fazer. Ele disse baixinho e os dois riram. Enquanto ela mostrava para ele onde estavam os ingredientes acabou esquecendo da morte de sua amiga no hospital e da doença que a consumia. Depois que já tinha tudo que precisava Mulder a fez voltar para a sala e descansar no sofá enquanto ele preparava tudo, inclusive a mesa.
- E para beber, alguma preferência? Ele perguntou dando um grito da cozinha.
- Tem uma garrafa de vinho na bancada lateral. Ela respondeu sem se levantar do sofá enquanto passava canais.
- Você pode beber álcool? Ele veio da cozinha com um ar de preocupação e ela garantiu que sim.
- Está tudo bem. Eu só fiz uma sessão de quimioterapia. Ainda bem.
- Ainda bem que eu fui teimoso o suficiente para não me conformar com a sua solução de se internar. Ele revidou suavemente.
- A sua teimosia às vezes é uma benção. Ela concordou.
- Eu não vou desistir, Scully.
- Eu sei. O momento foi quebrado quando ele voltou para a cozinha, com medo que a comida queimasse. Mulder serviu e ela sentou-se à mesa logo após lavar as mãos. Ele abriu o vinho, serviu as duas taças e aguardou pela reação dela sobre a comida.
- Aprovado? Perguntou ele sem insegurança alguma. Ela fez que sim com a cabeça, pois sua boca estava cheia. – Você sabe cozinhar. Ela concordou.
- Você sabe escolher vinho. Ele afirmou e os dois fizeram um brinde.
- E então, como foi trabalhar sem mim? Ela perguntou com um tom convencido.
- Tedioso. Ninguém contestando as minhas teorias o tempo todo. Ele provocou, fazendo-a rir.
- Acho difícil de acreditar que eu seja a única pessoa que conteste você. Ela tomou mais um gole de vinho e encheu a taça dele novamente.
- Você não devia tentar me embebedar. Ele avisou com um ar malicioso.
- Não sabia que era tão fácil. A provocação foi seguida por outro gole de vinho dela, e ele fez o mesmo. – Tem medo que eu descubra algum segredo seu?
- Não é segredo, que eu gostei de beijar você. Ele a encarou e ela sustentou o olhar sem medo, porém não estava tão calma quanto tentava aparentar.
- Eu também gostei de beijar você.
- Já que estamos fazendo confissões... Porque nunca mais falamos sobre o que aconteceu aquele dia no carro?
- Estávamos bêbados. Não pensei que lembrasse em detalhes.
- Como esquecer? Ele deu um sorriso surpreso.
- Porque agiu como se nada tivesse acontecido então?
- Porque pensei que era o que você queria. Os dois trocaram um sorriso cúmplice.
- Então você lembra de tudo? Ela passou a mão nos cabelos e começou a recolher os pratos.
- Deixa que eu faço isso. Ele a interrompeu e empilhou as louças levando a cozinha. Logo em seguida voltou e respondeu a pergunta dela, que já estava sentada no sofá. – E sim eu lembro de tudo, em detalhes. Sentou-se ao lado dela.
- Agora você está me deixando embaraçada.
- E se eu disser que quero beijar você novamente?
- Você precisa de um convite pra isso? Ela provocou.
Ele se dirigiu lentamente até os lábios dela, de forma delicada e gentil, porém logo sua boca se abriu sobre a dela de forma sôfrega e terminou beijando-lhe o pescoço e sussurrando em seu ouvido:
- Porque, Scully? Você não parece doente, pra mim. Ele a abraçou com força, aconchegando-a em seu peito.
- Eu não me sinto doente. Ela confirmou e ele temia contar a ela sobre os óvulos e sua possível esterilidade. Sabia que não era o momento oportuno. – Mas sei que estou e é por isso que eu não queria estar sozinha hoje.
- Me deixa cuidar de você, Dana. Ele acariciou os cabelos dela, quando ela se deitou em seu ombro.
- Você já está fazendo isso. Ela garantiu.
- Sabe, vou fazer isso melhor, depois que estiver limpo. Já que não posso ir pra casa, me empresta o chuveiro? Disse ele de forma descontraída.
- É claro, eu também preciso de livrar desse cheiro de hospital, faz com que eu me sinta meio morta...Ela levantou-se e Mulder fitou-a de forma curiosa, levantando uma sobrancelha.
- Que foi? Perguntou ela confusa. Ele se levantou e a carregou nos braços perguntando: Em que direção fica o banheiro? Scully deu as instruções enquanto ele subia as escadas.
Assim que entraram, ele a soltou e trancou a porta. Scully se aproximou e tirou a jaqueta dele, deixando-a cair ao chão. Entre um beijo e outro Mulder abriu o roupão de Scully revelando o fino pijama que revelava de maneira discreta o formato de seus seios. Ele a sentou na pia e passou a língua em torno do pescoço dela ao mesmo tempo em que ela começava a erguer a blusa dele. Mulder soltou-a para livrar-se da blusa e aproveitou para tirar-lhe as calças do pijama, que saíram com facilidade. As mãos dele estavam quentes quando deslizaram por seus calcanhares em direção as suas coxas, terminando em sua cintura.
- Melhor ligar o chuveiro, demora um pouco para a água esquentar. Ela interrompeu um beijo.
- Eu nem perceberia, mesmo que estivesse congelada. Ele afirmou com um sorriso, voltando a cobrir os lábios dela com fúria. Scully em resposta lhe mordeu os lábios, o pescoço e ombro nu, enquanto suas mãos percorriam o botão e o zíper da calça dele, fazendo-a deslizar pelas pernas. Com habilidade, ele retirou não só as calças caídas mas os sapatos também, num único movimento. Sem desviar os olhos dela, afastou-se para ligar o chuveiro e retirar as meias.
- O que foi? Perguntou ela, um tanto acanhada com aquele olhar lascivo.
- É a primeira vez que verei você nua com tanta iluminação. Ele explicou em tom alegre.
- É, este é um problema...
- Eu não vejo assim. Ele voltou a se aproximar e começou a desabotoar o pijama dela de maneira tão lenta que ela sentiu vontade de abrir o pijama ela mesma. A respiração dela estava ofegante por antecipação até que ele começou a beijar-lhe o pescoço, para em seguida traçar uma linha com sua língua, desde a garganta dela, até o vão entre seus seios, deixando a camisa do pijama cair sobre o granito gelado. Scully com um leve pulo da bancada, colocou-se em pé, encarando-o por um momento e logo em seguida agarrou-o pelo pescoço dando-lhe um beijo demorado enquanto o banheiro começava a ficar esfumaçado pelo vapor da água. Os dois trocaram um olhar cúmplice e retiraram suas roupas de baixo ao mesmo tempo com um sorriso e entraram no box. A água estava em uma temperatura agradável, morna e relaxante, Scully fechou os olhos e deixou a água escorrer pelo seu rosto, sentindo cada gota com prazer, como se juntamente com a água estivesse escorrendo por sua pele um peso enorme que ia embora para o ralo. Mulder também sentia cada músculo tensionado agora sendo relaxado e com um punhado de água em suas mãos, lavou seu rosto e logo em seguida olhou para ela que parecia estar num estado hipnótico com a água ainda caindo sobre seu rosto. Mulder encheu as mãos de sabonete e começou a passar no rosto dela e ela fez o mesmo e então os dois começaram a ensaboar um ao outro aos risos até que ele falou em seu ouvido.
- Me deixa dar um banho em você. Mulder acariciou os cabelos dela, conferindo se estavam bem úmidos e enchendo suas mãos de shampoo, a trouxe para fora do alcance da ducha e cmeçou a esfregar-lhe a cabeça. Ela queria dizer que não precisava tanto shampoo para lavar o cabelo dela, já que o comprimento não chegava aos ombros, mas não queria estragar aquele momento. A sensação dos dedos dele percorrendo seu couro cabeludo era agradável. Como ele estava de costas para ela, ela se apoiou sobre o peito dele e soltou um gemido de prazer. Empolgado ele começou a ensaboar o resto de seu corpo detendo-se muito mais que o necessário em seus seios e entre suas pernas. Ela titubeou por um segundo quando sentiu os dedos dele adentrando-a.
- Você está tentando ver se meu útero está limpo? Ela brincou.
- Está tão úmido aqui dentro, que acho difícil que não esteja. Ele devolveu, dando-lhe uma mordida na orelha. Ele a puxou com ele para baixo do chuveiro, retirando todo o shampoo de seus cabelos e o sabonete do corpo dela, esfregando-a novamente muito mais que o necessário. Ela podia sentir a ereção dele latente atrás dela, mas ele não parecia ter pressa alguma.
- Está se divertindo? – Perguntou ela, virando-se para fita-lo.
- Nem começamos ainda. Vamos conferir se você ficou bem limpa? Ele então lambeu o rosto dela, desde a base do pescoço até os lábios, e a provocou com uma mordida. Quando Scully se aproximou para beija-lo ele se afastou e disse:
- Aqui está aprovado.
- E aqui? Ela perguntou, colocando as mãos dele sobre seus seios. Mulder então ficou de joelhos e passou a língua em torno dos mamilos dela, apertando-lhe a cintura e dizendo em seguida:
- Não deu para descobrir ainda, me deixa tentar de novo. Logo sem seguida sugou cada um dos seios dela demoradamente até que ela soltasse gemidos e inconscientemente abrisse as pernas. Mulder então deixou sua língua passear até o umbigo dela e continuou até a virilha onde deixou mordidas dos dois lados e alguns chupões como se ela fosse uma fruta muito suculenta. Já estava difícil ficar de pé até agora mas então ele levou as coisas a um nível extremo usando a língua e os dedos para preenche-la de forma completa e ousada. Scully não protestou quando sentiu a língua dele passeando por regiões inexploradas de seu corpo e permitiu que infiltra-se um de seus dedos ali também, causando sensações até então desconhecidas. Ela só não teve um orgasmo mais intenso porque era difícil manter a força em suas pernas enquanto ele causava aquele turbilhão de emoções. Seu corpo precisava de muita atenção para manter o equilíbrio.
- Pare, é a minha vez. Ela puxou-o pelos cabelos, fazendo-o afastar-se e segurou suas mãos incitando-o a levantar. Ela repetiu o mesmo processo de ensaboá-lo, porém para lavar seus cabelos Mulder debochou de sua altura abaixando-se para que ela alcançasse. Como castigo, ela deixou suas unhas correrem pelas costas dele, mas ao invés de provoca-lo aquilo o excitou ainda mais. Scully então mordeu um de seus mamilos e ouviu:
- Continue me castigando assim e será a melhor noite da minha vida.
- Ainda não é? Ela se fez de ofendida e com as mãos cheias de sabonete começou a massagear aquela parte de seu corpo que denunciava o quanto ela estava agradando. Então, ficando de joelhos, massageou suas coxas e novamente usou as unhas para apertar o bumbum dele. Logo em seguida, começou a levantar-se, deixando que suas mãos subissem também, colocando-as nos ombros dele e empurrando-o para a água. Quando não havia mais vestígios de sabonete ou shampoo, ela começou a depositar beijos demorados e molhados por toda a extensão do peito dele, abaixando-se até ficar de joelhos e sem cerimônias toma-lo em seus lábios.
- Scully não faça isso. Já aguentei tanto... Ele sussurrou num tom quase inaudível.
- Não segure, é o melhor elogio que eu posso receber. Ela olhou-o nos olhos quando disse isso e continuou a fita-lo enquanto seus lábios e língua faziam coisas indescritíveis com aquela parte tão sensível de seu corpo. Ela sabia ser sedutora e sabia muito bem disso. A cada novo gemido dele, ela intensificava seus movimentos, inclusive com mordidas suaves que o instigavam ainda mais. Inconscientemente ele agarrou a cabeça dela e segurou-a parada quando não conteve mais a excitação e deixou que a boca dela recebesse o líquido quente que parecia ter saído de suas entranhas, tamanha intensidade tivera aquele orgasmo. Scully engoliu com gosto e finalizou lambendo-o em seguida.
- Eu disse que iria cuidar de você. Mas você que está cuidando de mim. Ele falou quando conseguiu recuperar a fala e os pensamentos. – Acho que já estamos limpos o suficiente.
- E já gastamos água o suficiente para abastecer um país de terceiro mundo. Ela sorriu. Mulder fechou o chuveiro e alcançou a toalha para ela. Só havia uma, então ela se enrolou e saiu do chuveiro para pegar uma para ele na cômoda do quarto, onde entrou pingando. Mulder não esperou e a seguiu, a pegando de surpresa e jogando-a na cama.
- Mulder, você está ensopando a minha cama. Ela reclamou com pouca convicção.
- Te ajudo a secar depois. Dizendo isso ele desenrolou-a da toalha e voltou a encher seu corpo de beijos. Sua ereção não demorou a voltar e deitados de lado, finalmente encaixaram-se. Mulder apoiou a cabeça no ombro dela e enquanto uma das mãos a abraçava a outra massageava seu clitóris, aprofundando as sensações causadas pela ereção. O movimento era rítmico e tranquilo, relaxante, como um banho quente depois de um dia tão tenso.
Ela sentia-se viva pela primeira vez em muito tempo e agradeceu a ele por isso. Agradeceu por ele existir em sua vida e ele agradeceu ao fato de ela permitir que ele entrasse em sua vida e sua intimidade. Ambos agradeceram em silêncio e mentalmente a sorte que tinham de ter um ao outro. E naquele momento, nada mais importava. Nem o dia de amanhã, nem doença alguma.
