Capítulo 3:
5x04 – Aquele a caminho do seminário. (com referência ao 4x20)
Resumo: Scully e Mulder estão a caminho de um seminário quando o carro deles é parado por causa de um suposto desaparecimento na floresta. Aquilo chama a atenção e eles resolvem passar a noite num motel e ajudar a polícia local a resolver o caso.
Essa fanfic parte da premissa que Scully pegou apenas um quarto e ao invés de sair em busca de pistas, Mulder ficou no quarto tomando um vinho com ela.
- Você sabe que não devíamos estar no mesmo quarto, segundo o que diriam naquele seminário, certo? Ela brincou, enchendo as duas taças.
- Ah não me venha com este papo... Confesso que a princípio eu quis ficar aqui para me livrar daqueles dois, mas agora o caso está parecendo mesmo interessante.
- Ah é? Porque? Ela entregou a taça a ele e sentou-se na cama. – Mulder virou a cadeira para ela e bebeu um gole.
- A possibilidade de ter um predador desconhecido nesta floresta.
- Isto não é um arquivo x, Mulder. Não se empolgue.
- Veremos. Ele se levantou e foi em direção a porta, largando a taça.
- Aonde você vai?
- Em busca de evidências.
- Agora? – Ela pareceu surpresa.
- Prometo que volto a tempo de fazermos uma pilha com a mobília. Ele brincou. Scully se colocou na frente da porta, fechando-a.
- Podemos fazer isso amanhã. Juntos. Ela ofereceu a taça a ele com um sorriso convidativo.
- Está bem. Ele suspirou. – Sinto que o que você tem em mente, é mais interessante.
- Com certeza. Ela pegou a outra taça e sentou-se na cama novamente, tirando os sapatos e cruzando as pernas. Mulder sentou-se na cama ao lado e largou a taça no criado mudo entre as camas. Tirando o casaco e a gravata ele perguntou a ela algo que há algum tempo queria perguntar, mas acabou deixando para trás quando o câncer dela se tornou agressivo e salvar a vida dela era a única coisa em sua mente.
- Já que estamos aqui... Tem algo que eu preciso saber. Ele a fitou seriamente.
- O que?
- Como você não percebeu, que eu não era eu, quando aquele maluco transformista se passou por mim?
- Do que você está falando? Ela parecia verdadeiramente perdida.
- Eddie Van Blundht. Ele se passou por mim um dia inteiro e se eu não tivesse aparecido você teria o beijado.
- Você não pode ter certeza disso. - Ela comentou, embaraçada.
- Você não parecia estar tentando se afastar. - Ele replicou.
- Confesso que percebi sim que você estava diferente mas... Ela fez uma pausa.
- Mas...? Ele encheu a taça dela novamente e a sua própria também.
- De certa forma eu queria que aquele fosse você. Ela deu um longo gole no vinho.
- Queria que eu não soubesse soletrar polícia federal? Ele debochou e ela deu um leve sorriso.
- Não! Queria que fosse você na parte em que conversamos sobre coisas além do nosso trabalho. Eu gostei daquilo. Ela confessou com um olhar profundo e significativo.
- Nós conversamos sobre coisas além do trabalho. Ele se defendeu.
- Mulder, nós nos conhecemos há quase cinco anos e eu não sei nem qual é seu prato preferido, por exemplo.
- Pizza. O que mais você quer saber? Ele sentou-se na cama em que ela estava e pegou na mão dela, colocando-a entre as suas.
- Não é assim, Mulder. Não quero interrogar você. Ela sorriu.
- O que você quer, Scully? Ele perguntou sinceramente, deixando o vinho de lado. – Você sabe que é a pessoa que eu mais confio no mundo? Que é mais que uma parceira pra mim?
- Eu sou? Ela colocou a taça ao lado da dele.
- É sim, talvez eu não seja tão interessante quanto Eddie, mas isso não quer dizer que não me importo. Scully riu.
- Eddie não era mais interessante que você. Ele apenas nos deu um momento, que com o Mulder real nunca tivemos.
- Que momento?
- Eu já disse, estarmos aqui juntos, porque queremos a companhia um do outro, não porque estamos discutindo um caso. Mulder entendeu o ponto finalmente. Ela bão estava se sentindo apreciada. Eddie fez algo que ele nunca fez: demonstrou um real interesse nela e tomou uma iniciativa de demonstrar isso sem envolver nenhuma desculpa relacionada ao trabalho pra isso.
- Você quer que eu chame você pra sair, Scully?
- Não importa o que eu quero. Não sei porque você quer falar disso, agora. Já passamos por tanta coisa depois disso. Não imaginei que tivesse tido tanto significado.
- É claro que importa. Ele se levantou. Por meses tudo que pensei foi: o que faria da minha vida se você morresse? Eu fui ao hospital enquanto você dormia naquela maca e chorei como um bebê ao seu lado. Sabia disso?
- Você chorou? Ela tentou ocultar o riso.
- É só isso que importa, de tudo que eu falei? Ele parecia chateado.
- Não. É claro que não. Ela se levantou e o abraçou.
- Eu não sou bom em expressar o que eu sinto, mas não significa que eu não sinta nada.
- Entendi. Você gosta de mim. Ele segurou o rosto dela com as duas mãos e a acariciou suavemente.
- Gostar é uma palavra muito fraca para o que eu sinto por você.
- Viu, você tem seus momentos... Ela sorriu e beijou suavemente os lábios dele.
- Eu vou lhe dar um momento agora. Ele se virou e desligou o celular e o computador.
- Está pronta? Ele alcançou a ela o próprio celular e a fitou com um ar de desafio. Scully desligou seu celular e tirou o telefone do quarto do gancho. Mulder fechou as cortinas e apagou as luzes.
- Para todos os efeitos, estamos dormindo. Ele a puxou pelo braço e lhe deu um beijo demorado, empurrando-a contra a parede.
- Ou mortos. É capaz de acordarmos com a porta sendo arrombada. Ela disse quando finalmente recuperou o fôlego.
- Então é melhor nem dormir, e ficarmos de vigília para que isso não aconteça. – Disse ele enquanto depositava beijos quentes no pescoço dela e abria seu casaco.
- O que diriam sobre isso no seminário que estamos perdendo? Scully comentou, enquanto ele segurava os pulsos dela para o alto, prendendo-a contra a parede.
- Pensei que não iríamos falar sobre trabalho, Dana.
- Me desculpe, deixe-me redimir dessa situação. Ela soltou os próprios pulsos e pulou no quadril dele, apertando as coxas contra sua cintura.
- Sabe, você é muito forte, para uma mulher tão pequena. Ele a provocou e antes que ela pronunciasse algo que ele não fosse gostar, ele calou-a com seus lábios e jogou-a na cama. Com rapidez e destreza ele começou a despi-la, jogando seus sapatos para longe e logo em seguida as calças. Scully então ficou em pé em cima da cama, alcançando-o em sua altura e livrou-o da camisa após abrir os botões da mesma de forma desordenada e rápida. Faziam meses que ela não fazia aquilo devido a sua doença e ela não queria perder tempo agora que iria repor o tempo perdido. Mulder permaneceu em silêncio, deixando que ela fizesse o que bem entendesse com o corpo dele. Aquela cena o excitava embora enxergasse pouco, pois a única luz provinha da luminária externa do quarto do motel. Scully abriu e abaixou as calças dele, retirando-a juntamente com o boxer, ficando de joelhos, enquanto suas unhas arranhavam as pernas dele. A pele de Mulder arrepiou-se com o toque excitante e doloroso ao mesmo tempo. Ele abaixou-se e sentou-se no chão, agora completamente nu, dando um suspiro.
- Não pensei que esse chão estivesse tão gelado. Ele encostou-se contra a cama e Scully sentou-se no colo dele, falando em seu ouvido:
- Logo vai esquentar. Os lábios se encontraram novamente de forma apaixonada e Mulder agarrou-se aos cabelos dela enquanto ela usava uma das mãos para acaricia-lo. O frio já havia passado e o calor se instalava por todo o quarto. Ela apertava o quadril contra o dele até que uma de suas mãos conseguiu alcançar a calcinha dela e empurra-la para o lado para encaixar-se a ela. Ele deslizou com precisão e sem demora. Os dois queriam repetir aquilo já havia algum tempo. Na verdade ele queria estar dentro dela o tempo todo, percebeu que a amava já tinha algum tempo e a possibilidade de perde-la o fazia perder o sono. Talvez por isso ainda não havia confessado isso a ela. E se não desse certo?
Scully movimentando o quadril de forma sensual sobre ele o fez esquecer qualquer pensamento. Ele gostava quando ela ficava por cima aquilo o satisfazia tanto quanto a ela, que pouco a pouco deixava o orgasmo chegar, abafando os gemidos mordendo o ombro dele.
Mulder deslizava as mãos sobre as costas dela empurrando-a para o chão, deitando sobre ela. Ela gostou daquilo porque depois do intenso orgasmo que tivera, as forças em suas pernas se esvaíram e ela permitiu que ele regulasse o movimento agora. Ela nem sentiu que o chão sob suas costas estava frio, mas estava sujo. Ela sentia o cheiro de poeira misturando-se ao suor deles. Aquilo em qualquer outra situação não soaria nada sexy, mas seus corpos e mentes estavam longe da realidade.
Quando ele estava quase chegando lá, sussurrou no ouvido dela: - Acabei de lembrar que não tenho nenhuma camisinha.
- E quando foi que usamos camisinha? Ela respondeu, dobrando as pernas para abriga-lo melhor em seu quadril.
- Bem lembrado. Ele balançou a cabeça e deixou que seu corpo relaxasse enfim, rolando ao lado dela quando finalmente terminou ofegante.
- Você quer conversar agora? Ele perguntou, puxando-a sobre o peito dele.
- Talvez amanhã.
