Capítulo 4:
Arquivo X o filme. Cena da picada de abelha.
Resumo: Scully vai dizer a Mulder que está pedindo demissão porque nunca o ajudou realmente, pois seu trabalho era desacreditá-lo. A cena de beijo foi substituída por uma picada de abelha na hora H.
- Scully você não me deve nada. Eu que devo tudo a você.
Aquelas palavras entraram pelos ouvidos dela como um bálsamo relaxante depois de tanta tensão acumulada pela culpa que sentia pelo fim dos Arquivos X. Ela o considerava um lunático quando o conheceu e acreditava que seria fácil desmerecer seu trabalho, no entanto durante aqueles cinco anos ela sempre fez o possível para colocar bom senso nas teorias malucas dele e dar-lhe crédito de alguma maneira. Ela não era uma crente completa como ele, mas tivera sua parcela de experiências inexplicáveis para ainda acreditar que ele era maluco. Mulder era um ótimo parceiro e a pessoa em que ela mais confiava e acreditava apesar de sua tendência para desacreditar em absolutamente tudo sem antes buscar muito fundamento.
Ouvir que ela o tornava uma pessoa completa por tentar explicar tudo que para ele era inexplicável enchia seu coração de alívio e seus olhos se encheram de lágrimas quando o abraçou profundamente.
Ela não queria perde-lo, nem como parceiro, nem como amigo, e doía ver todo seu trabalho destruído. Eles ainda não tinham encontrado as respostas e ela não estava pronta para desistir delas.
Ela não tinha ideia de como ele a apreciava como ser humano. Ele não podia imaginar-se trabalhando com outra pessoa, por mais que acreditasse que ela merecia fugir de toda aquela maluquice e exercer a medicina.
Olhou profundamente nos olhos dela e sentiu um magnetismo inexplicável os conectando e os atraindo em direção um ao outro. Ela estava tão perto dele que ele podia ouvir sua respiração. Ele se aproximou mais e ela não fugiu, ela também sentia aquela atração inexplicável.
Scully não era somente uma parceira inestimável mas uma mulher atraente e inteligente que o fazia sentir que ele não estava sozinho nesse mundo.
Ele não sabia explicar quem tomou a iniciativa primeiro, mas antes que percebesse seus lábios já estavam unidos aos dela num beijo nada fraternal. Os gemidos dela começaram a ficar mais altos e se confundiam aos dele, então antes que fossem interrompidos ele a carregou nos braços e a levou de volta para o apartamento. Aquele era um péssimo momento para seu quarto estar cheio de arquivos, o sofá teria que servir, então ele sentou-se nele com Scully entre suas pernas já buscando o zíper de sua calça enquanto o beijava. Com rapidez ele tirou o casaco dela e logo em seguida ela tratou de tirar-lhe a camiseta. Mal teve tempo de respirar e Mulder já invadiu sua boca novamente, instigando-lhe com sua língua, passeando pelo seu pescoço, buscando os botões da camisa. Scully apertou as unhas contra o peito dele e ele soltou um gemido de prazer e dor ao mesmo tempo. A ereção já podia ser sentida entre as coxas dela, então ela finalmente liberou-o das calças. O corpo dela latejava em expectativa ansiando por mais, especialmente quando Mulder mordeu de leve um de seus mamilos, após liberá-lo do sutiã. Ela sentia o calor crescendo desde sua virilha e irradiando pelo corpo, quando num salto, levantou-se e retirou as calças e a calcinha, para surpresa e êxtase de Mulder que assistiu a tudo aquilo com um sorriso nos lábios. Ele ainda sentado fez o mesmo e com um único movimento retirou as calças e a boxer. Ela voltou a sentar-se sobre ele, encaixando-se suavemente. Nenhuma palavra foi trocada durante o tempo todo enquanto seus corpos seguiam um ritmo próprio. Scully se contorcia e apertava os joelhos na cintura dele, quase sufocando-o e ele agarrou-lhe as coxas fortes movendo-a sobre ele, aprofundando as sensações. Os cabelos dela colavam em sua testa quando ele a puxou pela nuca para mais um beijo desesperado. Ele desejava cada milímetro daquela mulher o fato de poder perde-la como parceira o fazia desejar ainda mais tê-la como amante.
- Mais. Ela sussurrou com a voz fraca no ouvido dele, agora comandando o ritmo. A intensidade dos movimentos fez as molas do sofá fazerem um barulho que ele nunca tinha ouvido antes e por um momento os dois trocaram um sorriso. As lágrimas nos olhos dela foram trocadas por pingos de suor que escorriam da testa. O suor também se acumulava entre os seios dela, então Mulder finalmente os liberou do sutiã e lambeu a fenda que os separava sentindo o gosto salgado dela. A respiração dele deslizando até seu pescoço a fez sentir um arrepio na espinha e ela fechou os olhos deixando-se contagiar pelo momento que chegava ao êxtase final fazendo-a tremer e afrouxar a força de suas pernas em torno da cintura dele. Mulder segurou-a e seus lábios alcançaram os dela novamente enquanto dominava a situação controlando o movimento novamente. Scully sabia que ele estava quase chegando ao ápice então interrompeu o beijo e o fitou intensamente enquanto ele deixava o orgasmo chegar num espasmo suave. Quando conseguiu raciocinar novamente ele perguntou num tom sarcástico:
- Muito tarde para procurar uma camisinha?
- Acho que sim. - Respondeu ela sorridente ao sentir o líquido quente escorrendo pelas coxas. Scully deitou a cabeça no ombro dele e ele acariciou as costas dela enquanto as batidas fortes dos corações se confundiam e se acalmavam vagarosamente. O silêncio pairava no ar e havia uma briga mental sobre quem falaria primeiro e o que falaria. Não era a primeira vez, nem seria a última mas nenhum dos dois queria levar isso ao outro nível por medo das consequências. E se não desse certo? Ele perderia sua melhor amiga e melhor parceira de trabalho. Não podia correr esse risco. Scully também tinha este medo, especialmente porque Mulder não tivera relacionamentos duradouros, nem ela. Eles acabariam estragando as coisas mais cedo ou mais tarde. O frio interrompeu seus pensamentos e Mulder puxou um cobertor que estava dobrado ao lado deles e a cobriu, depositando um beijo suave na testa dela.
- Fique aqui esta noite, Dana.
- Eu fico. – Ela acariciou o rosto dele e lhe deu um beijo terno nos lábios. Mulder deitou-se no sofá fazendo-a aconchegar-se em seu peito enquanto arrumavam o cobertor sobre eles. Ela se sentia segura e protegida e antes que ele pudesse perguntar qualquer coisa sobre o que fariam a seguir, ela pegou no sono e ele contentou-se em fazer o mesmo.
