N/A: Eu tinha me esquecido completamente dessa nota! Só agora percebi que não escrevi isso em nenhum dos capítulos postados dessa fic! Como pode isso...já estava acreditando que os Cavaleiros do Zodíaco me pertenciam. Bem, eles não me pertencem, o que é uma pena, mas... infelizmente, não foi a minha, a mente brilhante a criá-los e sim a do nosso querido Masami Kurumada. Mas assim como minha amiga Margarida apossou-se de Shura, eu também me dou o direito de tomar um cavaleiro só pra mim. Então meninas, o Shaka é meu e não tem discussão! Entenderão bem? Ah, e também o Ikki e o Sorento e o Kanon...
CAPÍTULO III
- Meu Deus do Céu! O que está acontecendo?
A jovem de cabelos castanhos levantou-se num rompante, graças ao barulho quase ensurdecedor que ecoava pelo quarto.
Assustada, vestiu o roupão que estava próximo à cama e correu quase sem fôlego para fora do aposento, acabando por trombar em Tatsumi e sua enorme bandeja
- Senhorita Williams! O que pensa que está fazendo correndo feito louca por aí nesses trajes?
Tentando recuperar um pouco o fôlego, a moça perguntou ao mordomo em tom de aflição:
- Que barulho é esse? O que está acontecendo? É um incêndio? Invasão?
Como se estivesse dando uma bronca em Alice, Tatsumi respondeu:
- De onde tirou essas idéias Senhorita? O sinal de perigo é completamente diferente! Este é o sinal para todos despertarem no Santuário. - E enchendo o peito de forma orgulhosa, continuou. - É claro que, como sou um funcionário dedicado e exemplar, faço questão de levantar mais cedo que todos. Até mesmo antes de boa parte dos cavaleiros.
Ignorando a parte orgulhosa do discurso do mordomo, Alice preocupava-se em recompor-se. De fato, estava trajando apenas uma camisola emprestada e um roupão, sem contar nos cabelos desgrenhados e os olhos inchados pelas poucas horas de sono. Novamente perguntou a Tatsumi:
- Só pra saber... Que horas o sinal costuma soar?
- Religiosamente às cinco horas da manhã!
- Cinco da Manhã? - A jovem estava incorfomada, o dia nem amanhecera ainda!
- Sim senhorita. Esta é a hora em que os cavaleiros costumam acordar para treinar. É claro que existem alguns mais dedicados que os outros em suas tarefas e levantam umas três ou quatro horas. - O mordomo explicava à garota alguns dos costumes do Santuário enquanto recolhia a bandeja do chão, juntamente com o conjunto de chá de porcelana, agora esfarelado no piso de mármore. Terminando de juntar suas coisas, Tatsumi deu um último conselho severo à Alice. - Senhorita Williams, eu não sei como funcionavam os costumes na mansão onde trabalhava na Inglaterra, mas aqui no Santuário não costumamos aceitar que os servos caminhem por aí em trajes como estes que está usando. Se isso se transformar em uma atitude permanente, terei de reportar a situação ao mestre Mu!
Enquanto o mordomo saia de sua frente, a jovem o imitava com uma expressão de deboche. Arrumando o roupão cujo decote tornava-se maior com os movimentos que desatavam o nó da faixa na cintura, seguiu para o quarto, decidida quanto à primeira mudança que realizaria no Santuário. Iria extinguir a maldita sirene!
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O café da manhã, no 13º templo, era servido, impreterivelmente, às sete horas da manhã. A jovem de olhos acinzentados entrou na sala de jantar onde o desjejum já encontrava-se servido, trajando a típica túnica dos servos, outra coisa que estava preparada para mudar. Nunca tinha visto nada tão horroroso quanto aqueles trajes, tinham um ar clássico sim e para quem via de longe, eram bonitos, passando a sensação de estarem no período dos grandes filósofos. Mas ainda assim, eram desconfortáveis e quentes, sem contar que aumentavam visivelmente os contornos femininos, fazendo qualquer mulher sentir-se um balão inchado diante do espelho.
Após a refeição, Atena e sua governanta reuniram-se na biblioteca para discutir as funções que a nova funcionária teria no Santuário:
- Eu li as mudanças que você propôs com base nas informações que lhe passei por e-mail quanto ao Santuário e concordo com todas elas. Mas devo avisar uma coisa quanto aos que aqui residem, embora a maioria dos moradores tenha uma faixa etária de 20 a 30 anos, a tradição ainda é muito forte entre eles. Eu mesma, quando cheguei aqui à seis anos(1), evitei implantar muitas mudanças para não criar um certo desconforto entre os cavaleiros, mas nós chegamos à uma situação insustentável, pelo menos pra mim. - Saori demonstrava um certo desespero em explicar a situação à Alice, sua vontade de ver logo aplicadas as mudanças era visível. - Então, o que eu tenho a dizer é, você tem carta branca para fazer o que quiser, mas... Antes de mais nada, por favor, acabe com essa sirene pela manhã!
Alice sorriu, respondendo:
- Essa foi a primeira coisa na qual pensei hoje pela manhã!
Saori abriu um sorriso de orelha a orelha, como se fosse uma criança que ganhou um brinquedo novo. Aquela era a melhor notícia nos últimos seis anos:
- Eu não acredito! Alguém aqui dentro que concorda comigo! Alice! Fique à vontade, faça isso como quiser. E se precisar de ajuda para destruir a sirene, me chame! A armadura de Libra tem uma arma perfeita para quebrar aquele negócio!
Terminada a reunião com Saori, Alice iniciou uma outra com todos os servos e alguns estavam realmente impressionados com as mudanças que ocorreriam. Aqueles que trabalhavam com os cavaleiros de ouro já estavam imaginando certas reações de desagrado por parte de seus patrões. As mulheres, unanimemente concordavam com a mudança nos uniformes, mas questões como uma possível diminuição no quadro de funcionários não era um dos assuntos preferidos:
- Para finalizar, há um ponto que já quero deixar resolvido com vocês. Notei que a casa de Peixes está sem servo. Diariamente, alguém tem sido escalado aleatoriamente para trabalhar lá, quero deixar determinado um servo fixo para esse templo, assim como nos demais. - Terminando a frase, Alice notou o pânico entre os presentes. Não era preciso ter uma intuição aguçada para notar que havia algo de errado na casa de Peixes. Soltando a prancheta que carregava sobre a mesa e colocando as mãos na cintura disse:
- Tá legal! O que está acontecendo? Qual é o problema agora?
Timidamente, a serva da casa de Touro levantou-se falando:
- O problema senhorita, é o Senhor Afrodite.
- O cavaleiro de peixes?
- Isso mesmo senhorita! - O exaltado servo da casa de Capricórnio levantou-se também, esbravejando. - Aquele filho da puta, bicha de uma...
- Por favor, vamos controlar um pouco nosso vocabulário ao nos dirigirmos a alguém? - Alice conteve o rapaz com um tom controlado mas forte, dando espaço para outros servos que já se manifestavam.
- Ele é um perfeccionista! Nada está bom, nunca. Nem que limpemos o chão com nossas línguas, ainda assim estará sujo pra ele! - O servo de Câncer quase gritava do fundo da sala.
- E as panelas? Só se eu usar limpador de prata para ariá-las. Não há esponja de aço que as deixe brilhando como ele quer! - A serva de Sagitário falava em desespero.
Em questão de segundos a sala de reunião transformara-se numa verdadeira feira de reclamações sobre Afrodite de Peixes. Todos os funcionários tinham algum motivo para reclamar do cavaleiro. Alice tentou a todo custo acalmar os ânimos no recinto:
- Por favor! Vamos com calma, não posso ouvir todos de uma vez só! Apenas um me conte o que está acontecendo!
Quando todos se controlaram, o servo da casa de Leão explicou:
- Senhorita. Todos os servos que foram designados para a casa de Peixes não suportaram trabalhar lá nem uma semana! A última saiu do Santuário dizendo que nunca mais voltaria a por os pés aqui. O senhor Afrodite é muito exigente. Aqueles que trabalham pra ele não têm folga ou descanso. São obrigados a refazer tudo umas mil vezes e nada está como ele gosta. Nunca!
- Sem contar a grosseria! Eu não sou paga pra agüentar esse tipo de coisa! - Com a reclamação da serva de Aquário, a sala novamente se inflamou.
Alice massageou a cabeça tentando aliviar a dor de cabeça chamada Afrodite que começava a surgir, pelo visto teria muitos problemas com este cavaleiro, então, a melhor solução, era ensiná-lo como tratar devidamente um empregado!
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Mais um dia ensolarado amanheceu no Santuário e, para a surpresa de todos, sem uma sirene tocando às cinco horas. Aqueles cavaleiros que acordavam antes do horário comum não encontraram problemas, porém muitos foram despertados pelo sol batendo em suas janelas.
Num susto, Saga acordou com sua serva cutucando seu braço:
- Bom dia Senhor Saga. Desculpe-me acordá-lo assim, mas cheguei aqui e o encontrei ainda dormindo, fiquei preocupada, o senhor esta doente por acaso?
Sem entender nada, Saga balançou a cabeça em negativa, questionando a mulher idosa que cuidava da casa de Gêmeos:
- Dona Úrsula... Que horas são por favor?
- Seis e meia senhor.
- Seis e meia? - Num rompante, Saga saltou da cama catando as primeiras roupas que via pela frente e vestindo-se. - Como pude me atrasar tanto. A seção de corridas matinais já deve estar acabando! Como não ouvi a sirene!
- É... Senhor... - A serva tentava explicar, mas o cavaleiro estava preocupado demais em pensar em voz alta, até que finalmente calou-se quando foi escovar os dentes. - Senhor, a sirene não tocou.
Saga largou a escova de dentes imediatamente:
- Como assim não tocou?
- Não tocou, nem tocará mais. São as ordens da governanta do Santuário, com a aprovação de Atena é claro. A recomendação é que cada cavaleiro tenha seu próprio despertador. Se desejar, eu compro um para o senhor.
Saga não podia acreditar! Acabaram com a sirene? Bem, se os outros cavaleiros também estavam tão desavisados quanto ele, provavelmente a primeira bateria de treinos nem tivesse se realizado. Decidiu então por tomar o desjejum e partir para as aulas com os aprendizes:
- Eu agradeço Senhora Úrsula, por favor, compre um pra mim. Já serviu o café da manhã?
- Não senhor. Essa é outra das mudanças.
Saga, que ia saindo pela porta do banheiro estancou, intrigado:
- Como assim?
A velha mulher tirou do bolso uma lista de tamanho considerável e começou a lê-la:
- "Todas as refeições serão servidas no refeitório do 13º templo, onde os demais cavaleiros, soldados e alunos já freqüentam. Se algum cavaleiro de ouro ou amazona de prata desejar alimentar-se em sua residência, deverá pagar do próprio bolso as despesas referentes a este serviço." "Aos servos ficam destinadas apenas as funções de limpeza da casa e lavagem das roupas. Após concluírem tais funções, devem dirigir-se à outros serviços dentro do Santuário."
- Quer dizer que você não trabalha mais só na minha casa?
- Essa é uma medida para reduzir o quadro de funcionários. Como os cavaleiros passam a maior parte do dia treinando, Atena e a Senhorita Williams não vêem necessidade de um servo à disposição deles em tempo integral. Então, fui redesignada para outra tarefa no período da tarde.
Tentando assimilar todas as informações passadas por sua serva, Saga dirigiu-se ao Grande templo, onde o café da manhã seria servido pontualmente às sete horas.
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- Mu! Essa situação é insustentável!
- Acalme-se Milo! - Kamus tentava controlar o cavaleiro de Escorpião que esmurrava a mesa. - Como não podemos comer nas nossas próprias casas?
- Eu não acho ruim comermos todos juntos, cria um espírito familiar. Além disso, a comida dos cozinheiros do refeitório é muito boa! - Aldebaran falava com a boca cheia de donuts.
- Concordo com Aldebaran, a única coisa que não me agradou muito foi o fim da sirene. Eu sempre acordo antes que ela toque, mas todos os meus aprendizes se atrasaram. E também, não há nada que possamos fazer, são ordens de Atena. - Shaka comentou saboreando uma salada de frutas.
- É! E se ela mandasse você colocar um vestido e dançar a Macarena, você também faria! - Milo estava simplesmente inconformado!
Com sua calma habitual, Shura alfinetou o cavaleiro de escorpião:
- O que não te agrada é acordar na mesma hora que todo mundo só pra tomar café. Era muito cômodo ter uma serva que se dispõe à preparar desjejum às dez da manhã porque você acorda tarde e à fazer o jantar às onze da noite porque vai você dorme tarde.
- Nhé! Nhé! Nhé!Nhé! Nhé! Nhé! Os meus horários não são da sua conta! - Milo respondeu prontamente, imitando Shura de forma cômica.
- Eu só achei estranho uma coisa. Acordei e não vi nenhum servo na minha casa. Com certeza o incompetente que viria hoje se atrasou. - Todos calaram-se após a fala de Afrodite, a fama de carrasco do cavaleiro era conhecida pelos demais cavaleiros, graças às reclamações constantes dos servos.
Depois de um tempo, as críticas continuaram caindo sobre o colo de Mu. Este limitou-se a permanecer calado, também era contra certas coisas, mas Atena fora bem clara ao dizer que as decisões de Alice eram ordem e ponto final. E pelo visto aquela garota não estava ali para brincadeiras.
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Afrodite retornou à casa de Peixes após o desjejum, encontrando a mesma vazia. Já se passava das oito horas e nenhum servo aparecera para as tarefas diárias, alguma coisa estava estranha. Voltou imediatamente para o grande templo, invadindo sem cerimônias a sala da governanta.
- Tenho uma reclamação a fazer!
Sem tirar os olhos de sua leitura, Alice respondeu num tom frio:
- Entre na fila, logo depois do cavaleiro de Escorpião.
Batendo na mesa com certa arrogância, Afrodite chamou a atenção da moça:
- Nenhum servo apareceu para trabalhar na minha casa hoje! Quero que ordene um para ir lá agora!
Um brilho surgiu nos olhos enevoados da garota. Mantendo-se clama e com um sorriso cínico no rosto, ela respondeu:
- Senhor Afrodite. Percebi muitas reclamações suas com relação aos serviços prestados pelos servos. Ao que parece, nenhum deles é bom o suficiente para cuidar devidamente de suas coisas. Por essa razão pensei que ninguém melhor do que o senhor mesmo para realizar as tarefas diárias.
- O que? - Afrodite ficou chocado com o que ouvira.
- É isso que o senhor ouviu. Já que nenhum servo no Santuário é capaz de atender às suas exigências, não vejo ninguém melhor para trabalhar em sua casa do que você mesmo.
- Sua... Sua... - Afrodite já estava perdendo as estribeiras. - Irei agora mesmo conversar com Atena sobre isso!
Sem se abalar com a ameaça, Alice respondeu:
- Fique à vontade, só queria avisá-lo que ela foi a primeira a concordar comigo.
Fechado os punhos em frente ao rosto da jovem, o cavaleiro de Peixes praticamente bufava de raiva. Controlando-se, rodou nos calcanhares, dirigindo-se à porta sem pronunciar mais uma palavra, até que a garota o chamou de volta, enquanto pegava um objeto que estava escondido embaixo de sua mesa:
- Afrodite! Esqueceu o balde. - E colocando o recipiente de plástico sobre a mesa, Alice viu um cavaleiro soltando fogo pela boca, deixar sua sala após bater a porta com tanta força a ponto de quebrar a maçaneta.
(1) Seis anos: Essa história, assim como "O casamento de Kamus" se passa a cerca de 6 anos depois do fim do anime. Sem contar, é claro, a saga de Hades e os filmes. Considerei aqui, como se Saori tivesse se mudado para o Santuário logo após a batalha contra Poseidon.
N/A: Fãs do Afrodite! Abaixem as pedras agora! Eu tenho todo o direito de me explicar antes! Ei! Você! Pode guardar esse tomate agora! Bem... vamos às explicações. Gente, é só o começo. "Alice" e Afrodite podem estar se desentendendo agora, mas aos poucos os dois resolverão seus problemas..posso garantir. Ah! Peço desculpas por possíveis erros, esse capítulo não foi revisado por ninguém...é que ele saiu num momento de empolgação e eu queria postar logo, então nem eu revisei! Por favor! Me digam o que acharam dele! Pq eu me diverti tanto escrevendo essa parte! B-jão a todos!
