Retratação: Cavaleiros do Zodiaco não me pertence... Sem mais explicações.

CAPÍTULO V

O barulho do salto tocando o chão de mármore, mesmo que levemente, ecoava pelos salões do 13º templo, vazios àquela hora da manhã. O sol estava nascendo ainda no horizonte e o Santuário preparava-se para mais um dia. Alice passava de sala em sala, abrindo portas e janelas, permitindo que o ar fresco e os parcos raios matinais invadissem a enorme construção, iluminando as imensas colunas e estátuas que se espalhavam pelo recinto.

Caminhava calmamente, distraída em sua função, quando sem mais nem menos, foi praticamente atacada por um Tatsumi que voava corredor adentro:

- Senhorita Williams! Que sorte a minha!

- Calma Tatsumi! Aconteceu alguma coisa?

- Perdi a hora! Estou completamente atrasado Senhorita! - O velho mordomo falava entre um fôlego e outro, tentando ainda equilibrar um aparelho de chá de prata sobre uma bandeja.

Alice sorriu delicadamente para o homem desesperado. Tatsumi era incrivelmente comprometido com seu trabalho, nunca se atrasava, fazia cada coisa com a máxima destreza e atenção, nada lhe escapava à vista. Por vezes, entrava em um pequeno conflito com a governanta, quando esta o provocava movendo do lugar, um vaso ou estátua aqui e ali.

- Tatsumi, foram apenas 10 minutos. Não tem com o que se preocupar, está tudo sobre controle. - A jovem tentou acalmar o homem, mas este balançou a cabeça bruscamente, negando o conselho.

- Não! Não! Não! Não consegui fazer a prova do café da senhorita Saori ainda e pior, nem acordá-la fui! - e de repente, como se tivesse a melhor idéia do mundo, o mordomo largou o aparelho no chão, que ecoou como uma bomba por todo o templo. - Mas como não pensei nisso antes! - segurando Alice pelos ombros, chacoalhava-a vomitando-lhe instruções. - Entre no quarto e abra a janela num ângulo de 30º mas não movimente muito as cortinas, não toque nela, apenas a chame numa voz suave para que não se assuste, separe a roupa e prepare o banho! Nem muito quente, nem muito frio, na temperatura ambiente, com a medida exata de sais de banhos para não ressecar a pele da Senhorita Saori! Eu vou experimentar o café!

Dito isso, Tatsumi saiu como um raio por uma das portas, em direção à cozinha. Alice não entendera muita coisa, apenas que deveria acordar Atena.

Foi em direção aos aposentos da Deusa, batendo levemente à porta e abrindo-a delicadamente. Vendo que a moça de cabelos lavanda permanecia em sono profundo, a governanta entrou com cuidado no recinto, tentando evitar causar qualquer barulho. Aproximou-se cautelosamente da cama, chamando a outra mulher.

Saori, preguiçosamente abriu os olhos, encontrando as íris enevoadas de Williams à sua frente, aguardando-a. Espreguiçou-se e se virou para o outro lado, abraçando um dos travesseiros com exagerado carinho.

- Já são 6:00? - Perguntou bocejando.

- Sim Madame.

Saori virou novamente na direção de Alice e com um sorriso triste falou:

- Se eu pedir mais 15 minutos você fará o mesmo discurso do Tatsumi sobre como o mundo não pode esperar nem um minuto pela grandeza do cosmos de Atena?

Alice não pode conter um sorriso com a pergunta humorada de sua patroa. Olhando de forma travessa para a porta respondeu:

- Na verdade, creio que hoje o mundo possa esperar uma manhã inteira pelo cosmos renovado e mais radiante de Atena, após maravilhosas 8 horas de sono.

Saori arregalou os olhos com o comentário da jovem. Receosa, falou:

- Tatsumi jamais permitiria que eu faltasse a um compromisso por simples capricho e quanto aos cavaleiros, eles...

- Não entendem nada sobre as necessidades e aflições femininas. - Saori foi interrompida por Alice, que explicou seu inocente plano. - Desde que cheguei aqui a vejo levantar-se religiosamente no mesmo horário. Sua atenção é dividida ao longo do dia entre vários problemas no Santuário, na Fundação. Dê a si mesma um instante para relaxar, os outros precisam aprender a caminhar com as próprias pernas de vez em quando!

Com um sorriso tímido, Saori meneou a cabeça, concordando com a governanta, mas ainda mantinha um ar de preocupação:

- Mas como posso ficar no quarto a manhã inteira sem que eles percebam?

- Não se preocupe, eu cuido disso. - Alice respondeu com um sorriso maroto, enquanto fechava a enorme porta dos aposentos da Deusa Atena.

Assim que se viu sozinha, Saori revirou-se na cama com um salto, abraçando novamente o travesseiro e mergulhando no mar de sonhos, com um sorriso nos lábios.

- Senhorita Williams! - Quando a porta finalmente fechou-se, a jovem de cabelos castanhos foi surpreendida por uma voz forte e rouca atrás de si. Virando-se assustada, Alice comentou ainda ofegante:

- Tatsumi! Quer me matar do coração!

- Onde está a Senhorita Saori? Já preparou tudo para o seu despertar? Ela já está se aprontando? - O mordomo estava com cara de poucos amigos, mas nada que Alice não conseguisse contornar.

Com a voz mansa, a governanta começou a enrolar o homem, enquanto o afastava daquele lugar:

- A Senhorita Kido acordou um pouco indisposta hoje Tatsumi. É melhor para ela ficar de repouso por algumas horas até que restabeleça suas forças.

- O que quer dizer com isso? A Senhorita Saori está doente? Ela está passando mal? Precisamos fazer alguma coisa! Chame Mu! Diga para ele ligar para um hospital! Não! Eu mesmo ligo! Mas chame Mu! Alguém tem que ficar no comando enquanto a levamos até o médico! Não! Melhor ainda! O médico que venha até aqui! Vou ligar para...

- Tatsumi. Tatsumi. Já chega. Está tudo bem. - Mantendo o tom de voz calmo e melodioso, Alice conteve o desesperado mordomo, bem como o seu chilique. - Não é preciso chamar um médico. É apenas um mal estar inevitável.

- Como assim?

Sorrindo da inocência daquele homenzarrão, Alice explicou:

- Mesmo que o cosmos seja o de uma Deusa, o corpo ainda é o de uma mulher, e padece dos mesmos males que qualquer outra mulher em qualquer parte do mundo, Tatsumi. É apenas uma cólica, vai passar logo. Apenas deixe-a descansar.

O argumento de Alice derrubou o mordomo. Embora tenha praticamente criado Saori, pouco ou nada sabia sobre como ajudar sua mestra naquele momento. Contrariado, viu-se obrigado a aceitar os conselhos da governanta e entregar os cuidados de sua adorada patroa àquela mulher misteriosa.

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Ajoelhado sob o chão da entrada da Casa de Peixes, Afrodite descontava toda a sua raiva matinal em uma escova e um azulejo, enquanto realizava a limpeza de sua casa, quando viu um par de All Star enlameado parar diante de seus olhos.

Fervendo de raiva, o pisciano levantou-se com escova, balde e tudo o mais, pronto para arremessar naquele Escorpião filho da puta que ousava trazer aquela imundice para sua residência, quando foi detido por Milo que fazia um sinal de paz:

- Calma meu amigo! Vim em missão de paz! Guarde as suas armas!

- O que quer Milo? Não está vendo que estou ocupado?

- Vim tratar de assunto que interessa a nós dois. - Milo falou num tom misterioso, já entrando na última casa e tomando um lugar na sala.

Intrigado com aquela visita repentina, Afrodite o acompanhou, sentando-se também:

- Então, o que você tem a me dizer que é assim tão interessante?

Aproximando-se do outro cavaleiro, Milo baixou o tom de voz, como se temesse ser ouvido por mais alguém:

- Preciso de sua ajuda numa missão particular.

- Que tipo de missão?

- Tenho razões para desconfiar de uma pessoa...

- Refere-se à Williams? - Afrodite matou a charada na hora.

- Como sabe? - Milo endireitou-se no sofa, surpreso com a perspicácia do pisciano.

Com um sorriso triunfante nos lábios, Afrodite tomou um assento ao lado do Escorpião:

- Soube do pequeno desentendimento de vocês, além do mais, também tenho meus motivos para não gostar dela, como você pode notar. No que precisar da minha ajuda, é só pedir.

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- Bom Dia! - Alice entrou no quarto de Saori trazendo uma bandeja com um cheiroso cappuccino.

- Bom dia Alice! Hum! Como eu queria sentir esse cheirinho todos os dias! - Saori respondeu enquanto penteava os cabelos em frente ao espelho.

- Então? Conseguiu descansar?

- Consegui, muito obrigada pelo que fez. Há tempos não dormia tanto quanto o fiz hoje. Só espero que o caos não tenha se instaurado lá fora.

Sorrindo do comentário da patroa, Williams falou:

- Todos eles são grandinhos o suficiente para cuidarem de si mesmo. Ficaram preocupados com você, mas um em especial, não saiu da frente da porta, até agora.

Saori virou-se nervosa para a governanta, sabia muito bem à quem ela se referia:

- Ele ainda está ali?

Alice respondeu com um aceno.

- Ai meu Deus! Ele falou alguma coisa?

Com um ar divertido, Alice respondeu:

- Chegou aqui quase demolindo tudo, nervoso. Hyoga e Shiryu precisaram segurá-lo para não invadir o quarto. Estou surpresa que não tenha ouvido.

Saori esfregou a testa apreensiva:

- Não posso conversar com ele agora.

- Também não pode ignorá-lo para sempre.

- Você não deve estar entendendo nada... bem... é que... o Seiya e eu... bem..nós... quer dizer... - Saori tentava nervosamente arranjar alguma desculpa para a governanta, que com um gesto à interrompeu:

- Ele está apaixonado por você e você por ele, não há nada de errado nisso. Muito pelo contrário, é um sentimento lindo, pode-se ver a preocupação que ele tem com você.

- Não é assim que as coisas funcionam por aqui... - Saori falou com a voz embargada. - Sou a encarnação de uma Deusa, meu amor deve ser dedicado a toda a humanidade e não a um homem apenas.

- Que eu tenha entendido, você tem o espírito de uma Deusa, mas ainda assim é uma mulher. Como Deusa, seu dever é proteger a humanidade, como mulher, seu direito é amar o homem da sua vida.

Saori sorriu, era tão bom ter alguém como aquela jovem por perto. Mesmo sendo tão bem tratada por todos, sentia-se sufocada às vezes, sem ter alguém com que conversar, alguém que não fosse daquele meio. Sabia que a mulher à sua frente não era quem dizia ser, bem como conhecia seus problemas e passado. Mas acreditava que todos mereciam uma segunda chance, mesmo alguém como ela, por isso permitiu que ficasse. Alguma hora, a jovem de olhos cinzas se sentiria a vontade para se abrir e Saori a ajudaria, assim como ela acabara de ajudá-la..

- Posso deixá-lo entrar? - Alice perguntou tirando Saori de seu momento introspectivo.

Com um meneio, a jovem de cabelos lavanda assentiu e a governanta foi até a porta, chamando o aflito cavaleiro que andava de um lado para o outro, quase cavando um buraco n chão de mármore.

Seiya entrou como um furação quarto adentro:

- Saori!... quer dizer... Atena! Como está? Está se sentindo melhor? Doi alguma coisa? Está ferida!

- Seiya, acalme-se, eu já disse, foi só uma indisposição, nada de mais! - Alice divertia-se com o jeito atrapalhado do rapaz.

Ainda aflito, Seiya perguntou desconfiado:

- Tem certeza?

- Eu estou bem Seiya. - Saori respondeu acalmando um pouco o cavaleiro de Pégasus. Alice cuidou muito bem de mim.

Seiya não pode deixar de lançar um olhar aliviado ao ver que o motivo de sua aflição encontrava-se bem. Vendo que sobrava no recinto, Alice despediu-se sorrindo:

- Bem, tenho algumas coisas para resolver, espero que não se importem se me retirar. - Mas a saída da governanta nem notada foi.

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O jardim assemelhava-se à uma agradável praça, nada lembrava-os de que estavam no necrotério da cidade de Piraievs. Ambos os cavaleiros caminhavam firmemente em direção à porta do lugar, ao entrarem no recinto, dirigiram-se à recepção, encontrando um sonolento atendente.

Sem nenhuma dó, Afrodite bateu com força na campainha sobre o balcão, derrubando o pobre homem no chão com o susto. Cambaleante e irado, o atendente levantou e com um mau-humor absurdo perguntou:

- Em que posso ajudá-los?

- Procuramos por um corpo. - Milo foi direto ao assunto.

Com sarcasmo, o homem rebateu:

- Sério amigo? Então veio ao lugar certo, estamos cheios de corpos por aqui! Vai precisar ser mais específico, camarada.

Milo já estava a ponto de esmurrar aquele sem noção, quando Afrodite atravessou-se entre os dois, questionando o homem atrás do balcão:

- Uma conhecida nossa está desaparecida e acreditamos que ela pudesse estar no ônibus que caiu de desfiladeiro. Como não a localizamos no hospital, essa é nossa última opção.

Com cara de entediado, o homem puxou uma velha caixa de arquivos, folhando de forma displicente as fichas amareladas:

- Sobraram alguns corpos que ainda não foram reconhecidos ou reclamados por ninguém. Estavam sem nenhum tipo de documentação e tem que ficar aqui tomando espaço. Antigamente era mais fácil, se enterrava todo mundo como indigente e pronto! Agora com essa história de direitos humanos nós temos que guardar os corpos por muito tempo até poder fazer isso... hunf... direitos humanos..como se gente morta se importasse com isso! Ah! Aqui, tem uma mulher aqui que nós não conseguimos identificar, eu vou chamar o legista, ele vai lhes mostrar o corpo.

Alguns minutos depois, um homem imensamente mais educado que o anterior acompanhava os dois cavaleiros pela sala gelada, repleta de gavetas de aço:

- Aqui está, a D014. Apresenta politraumatismo na região abdominal bem como ferida corto-contusa(1), provocada por perfuração que atingiu parte do coração e pulmões, foi fatal. Ela foi atingida por um tronco enorme! Vocês precisavam ver o tamanho daquela coisa quando encontramos o ônibus! - O homem falou com um entusiasmo exageradamente mórbido, que não foi compartilhado pelos visitantes.

- Pode nos mostrar o corpo? - Milo perguntou entre dentes, sem muita paciência.

O médico puxou a gaveta, revelando o cadáver esbranquiçado devido ao frio da câmara:

- Mulher caucasiana, aproximadamente 45 anos, cabelos e olhos castanhos, alguns fios grisalhos, dentes um pouco amarelados devido ao alto consume de substâncias contendo cafeína. Tinha a saúde de um touro!

Os dois cavaleiros observavam o cadáver buscando algum indício que os ajudasse em alguma coisa com relação ao que procuravam. Sem perceber a importância do que dizia, o médico continuou:

- Sinceramente, acho que essa não é a amiga de vocês, a não ser que ela fosse originária do Norte, da Inglaterra ou Irlanda, um desses países.

- Como assim? O que quer dizer com isso? - Afrodite questionou o médico, já intrigado.

- Mesmo que o nosso país receba muitos turistas, essa região não costuma recebê-los e ela não se enquadra no tipo físico do mediterrâneo. Mesmo que morasse aqui, teria a pele mais queimada pelo sol, é óbvio que ela nunca morou aqui. É até engraçado, desde o acidente ninguém veio procurar esse corpo, mas só nessa última semana, já é a segunda vez que alguém vem ver esse corpo em especial.

As últimas palavras do médico chamaram a atenção de Milo, que até então limitara-se a observar o corpo:

- Disse que outros vieram antes de nós?

- Sim, dois homens, muito mal educados e mal encarados ainda por cima. Entraram aqui dizendo que eram da seguradora da empresa do ônibus e que precisavam ver os corpos que ainda estavam por aqui, mas queriam ver o de uma mulher em especial. Mas pra mim, eles não eram da seguradora, pude ver que andavam armados e o carro em que estavam era importado, agentes de seguros não ganham tão bem assim né!

- E eles encontraram o que procuravam? - Milo estava quase encostando o pobre homem na parede, arrancaria o que ele sabia nem que fosse na marra!

Nervoso, o médico começou a gaguejar, até Afrodite segurar o amigo pelo ombro, reformulando a pergunta:

- Esses homens do seguro pediram algum tipo de informação ou levaram alguma coisa?

- Não levaram nada, nem deixaram cartão, disseram apenas que retornariam qualquer dia e que era para eu ficar esperto. - mais calmo, o médico relatava os fatos. - Mas quanto à informações, eles eram muito parecidos com o seu amigo aí. Procuravam específicamente por uma mulher, jovem, cabelos castanhos, olhos cinza, altura mediana. Eu falei que o único corpo feminino que tinha aqui era esse e mesmo assim quiseram vê-lo. Depois foram embora simplesmente.

- Tem alguma idéia de para onde poderiam ter ido?

O legista parou um instante para pensar, logo balançando a cabeça num gesto negativo:

- Não... Infelizmente não, tudo o que sei é que eram da capital, bem, pelo menos a placa do carro era de lá.

- A placa?! Você lembra o número da placa? - Milo novamente se exaltava, métodos científicos de investigação nunca foram o seu forte, preferia o jeito antigo, bater até arrancar o que precisasse saber!

- Não, mas o estacionamento deve ter. Eles controlam a entrada e saída dos carros pelas placas.

Milo não esperou por mais nada, correu até o estacionamento, Afrodite ainda manteve a compostura agradecendo ao médico e lhe pagando um pequeno agrado pelas informações, mas logo correu até o amigo, também estava sedento de curiosidade, não imaginara que uma morta fosse capaz de lhe revelar tantas coisas.

Após uma série de ameaças de Milo e a abertura da carteira de Afrodite, os dois cavaleiros descobriram a placa do mercedes preto que trouxera os dois homens misteriosos, bem como confirmaram ser o veículo de Atenas:

- Agora precisamos descobrir à quem pertence o carro, só espero que não seja roubado. - Afrodite conjecturava enquanto caminhavam pela praça central de Piraievs.

- Não é roubado, tenho um palpite de quem é o dono. - Milo rebateu sério, fitando a rua.

Intrigado, Afrodite levantou uma sombrancelha:

- Me parece que você tem certeza de quem estamos falando.

- Só quem tem dinheiro anda num carro como este e só dois tipos de pessoas têm dinheiro na Grécia...

- Turistas ou traficantes. - Afrodite logo pegou a linha de raciocínio do Escorpião.

- E não creio que aqueles homens estão interessados nas praias da região.

(1)Politraumatismo: Quadro em que o indivíduo apresenta uma série de lesões provocadas por objetos contundentes (que causam apenas contusão, não chegando a perfurar o organismo). - Ferida corto-contusa: Ferida provocada por objeto cortante bem como contundente, geralmente apresenta extravasamento de material orgânico. ( às médicas de plantão, peço desculpas, retirei esses termos de minha aula de medicina forense, na qual nos limitamos a ver algumas fotos ( o que já é mais que suficiente para o meu estômago) e estudar os termos usados em laudos do IML)

N/A: Eu nem acredito! Finalmente consegui terminar este capítulo. Eu sei que demorei, por essa razão esse capítulo é enorme. Sempre que tinha um tempinho livre, escrevia um pouco. Espero que os próximos capítulos venham mais rápido. Meninas! Reviews please! B-jos a todas!