N.A: Cavaleiros do Zodíaco não me pertence. Demais comentários ao final deste capítulo.

NÉVOAS

CAPÍTULO X

Tudo aquilo era insano. Os beijos, as carícias, os movimentos, estavam além da realidade, não condiziam com a lógica. A aproximação, num primeiro momento, delicada, tornou-se precipitada, urgente, por fim, selvagem. Nenhum dos dois queria aquilo exatamente, mas não lutavam contra, deixaram-se levar apenas pela necessidade, por qualquer que fosse o motivo que os colocara naquela situação. Não pensavam, ou procuravam não pensar, aquilo era um absurdo, sem lógica, irracional, mesmo assim, o fizeram.

Entre beijos ardentes, Helena posicionou-se sobre o colo de Milo e como que dominada por uma fúria, tentou, desajeitadamente, arrancar a camiseta que ele trajava, sem sucesso. O próprio cavaleiro encarregou-se de tirar a peça de roupa, jogando-a longe, como se sentisse queimar a pele, logo em seguida, as mãos, sempre tão ágeis, mostraram o nervosismo de um adolescente ao trabalhar na blusa que ela vestia.

Também precisou de ajuda para se livrar do incômodo obstáculo, ambos estavam nervosos, por alguma razão, aquilo não parecia fácil. Helena não era como as outras mulheres com quem havia dormido, era uma alma independente, autônoma e autoritária. Milo podia senti-la disputar o domínio da situação a cada movimento que fazia, ela queria o controle, mas isso era algo que ele jamais daria a ela, Milo sempre estava no controle.

Toda essa disputa o excitava e ao mesmo tempo, o deixava apreensivo, assim como Helena, da mesma forma como queria entregar-se às sensações que o parceiro prometia, temia perder para ele, num jogo sem sentido, que só existia entre eles.

Não demorou muito para que o sutiã branco fosse arrancado do corpo de Helena e na seqüência de movimentos, Milo a levantou, segurando-a firmemente, até forçá-la contra o chão. A mulher pareceu surpresa com aquela ofensiva e quando recuperada, armou o contra-ataque, ajoelhando-se, impedindo que ele deitasse sobre seu corpo, Helena segurou firmemente a cintura da calça de Milo e enquanto capturava os lábios do companheiro em outro beijo arrebatador, desabotoou a peça, abrindo o zíper para deslizar a mão por dentro, alcançando o membro do cavaleiro.

Milo não conseguiu disfarçar a reação que aquele movimento lhe causara, podia sentir a rigidez conforme Helena intensificava a carícia, abandonou a boca da mulher e desceu em direção ao pescoço da mesma, depositando ali algumas lambidas e mordidas, deixando uma marca considerável na pele mediterrânea. Seguiu traçando um caminho próprio em direção aos seios firmes, novamente forçando-a contra o chão. Não a deixaria ganhar essa disputa, tinha uma vantagem que não hesitou em usar, com a superioridade de sua força, moveu o corpo contra o dela, empurrando de uma única vez para o chão da sala.

Helena não teve como impedir aquilo, Milo estava sobre ela agora, no controle total da situação. Não queria dar-se por vencida, mas não se conteve quando a mão dele fez exatamente o mesmo que a dela. Abandonou-se ao prazer que a invadiu juntamente com os dedos que a penetravam, a carícia interna a rendera por completo, estava perdida, entregue, não havia mais volta agora.

Aproximando os lábios ao ouvido dele, depositou uma pequena mordida e num sussurro, implorou pelo fim da tortura, ela o queria, pura e simplesmente, sem cerimônias. Ele a obedeceu e cumpriu sua vontade penetrando-a de uma única vez num único movimento que a fez tremer e gemer alto. Milo foi um pouco mais resistente, engolindo o som provocado pela sensação de estar dentro daquela mulher tão incrível. Começou a movimentar-se de forma intensa, não era capaz de controlar velocidade ou força, sentia-se como um menino em sua primeira experiência, apressado, faminto, percebeu Helena mover-se com ele, pressionando os quadris definidos contra sua pélvis, tornando o ato cada vez mais selvagem, mais violento.

Nenhum dos dois era capaz de demonstrar autocontrole, estavam completamente perdidos num turbilhão de sensações inéditas, o proibido unia a culpa ao alívio e no fim, só importava o prazer. Quando sentiu o orgasmo invadir seu corpo, Helena cravou as unhas compridas nas costas bronzeadas do amante, Milo, por sua vez, não conteve o gozo derramado dentro do corpo da parceira e um gemido de puro êxtase proporcionado pelo momento.

O que se seguiu ao sexo foi a situação mais estranha que ainda poderia acontecer naquela noite. Enquanto ainda tomava fôlego, o cavaleiro não insistiu em permanecer enlaçado com a governanta, rolou o corpo, jogando-se com força ao lado dela. Helena também não fez oposição ao afastamento de Milo, apenas permaneceu ali, do jeito em que estava, respirando profundamente, com os olhos bem abertos a fitar o teto.

Da mesma forma encontrava-se o Escorpião, tudo indicava que o clímax fora seguido por um golpe de realidade, no mesmo instante em que alcançaram o prazer juntos, também se deram conta do tamanho do erro que haviam cometido. Ele não passava de um galanteador barato, que só usava as mulheres, ela era uma vigarista baixa, mais preocupada com dinheiro do que com a própria vida. Não disseram nada, não trocaram uma palavra se quer, assim que sentiu a respiração voltar ao normal, Helena levantou-se rapidamente e recolheu suas roupas, caminhando a passos firmes em direção ao quarto de hóspedes, sem olhar para trás uma única vez.

Milo permaneceu por mais alguns instantes deitado no chão, fitava o teto sem piscar o olho, sua cabeça girava e doía, até parecia que tinha tomado um porre do vinho mais vagabundo que poderia existir. Respirou fundo, enchendo os pulmões com o ar que ainda carregava o cheiro de luxúria e levantou-se, também pegando suas roupas e dirigindo-se para próprio quarto, precisava de um banho frio.


Um berro de ódio e raiva pura foi ouvido pela casa inteira, algumas mulheres que cruzavam o corredor próximo ao escritório, correram para os aposentos mais próximos, trancando-se a fim de garantir a própria segurança. Dois homens que guardavam a porta do recinto apenas se olharam, antecipando mentalmente o que viria a seguir. Nicola arrombou a porta de madeira nobre com o próprio pé e aos gritos, xingou céus e terras:

- Aquela vagabunda pensa que vai escapar assim fácil de mim! Eu quero a cabeça daquela vadia pendurada na minha parede até amanhã ou eu capo cada um de vocês, bando de merda!

- Mas senhor... Pela informação que temos Helena fugiu... – um dos capangas que se encontrava na sala do mafioso e cuja ameaça era dirigida ousou apresentar algum argumento, mas foi talhado por um olhar furioso de Nicola.

O chefe aproximou-se ao máximo do subordinado, a ponto deste sentir a respiração violenta do outro sobre sua face e segurando o indivíduo pelo pescoço, Nicola o ergueu até igualá-lo aos seus dois metros e dez, para então dizer:

- Eu conheço aquela filha da puta melhor do que ninguém e se eu digo que ela não fugiu, é porque ela não fugiu. – arremessou o homem com força ao chão e voltando-se para outro capanga, comentou de forma cínica:

- Helena é uma aproveitadora, igual à mãe, ela vai ficar sobre as asas da piranha japonesa enquanto se sentir segura. Acontece que eu sei muito bem onde ela está escondida e conhecendo aquele lugar como eu conheço, ela não está se sentindo nem um pouco segura agora. – um sorriso diabólico brotou nos lábios do moreno, enquanto ele dispensava seus homens com um gesto de mão e caminhava em direção a outra ala da casa.


Nicola estava certo. Sentada sobre os azulejos do Box, Helena encarava o chão, estudando com interesse excessivo a forma que a água assumia ao escorrer do chuveiro para o ralo. Na verdade, estava concentrada em seus próprios pensamentos, não se conformava consigo mesma, era inadmissível o que fizera há alguns instantes. Como se deixou levar daquela forma? Ela provocou Milo, voltou a ser a cobra venenosa que dava o bote na presa maior. Havia se revelado diante dele, ainda era aquela pessoa horrível que vinha tentando destruir internamente.

Como se enganou, continuava tão suja e baixa quanto o era na época em que trabalhava para a organização. Sabia muito bem porque havia se entregado daquela forma ao cavaleiro. Pôde sentir a dúvida dele com relação ao seu caráter, o viu titubear diante de sua história e acreditou ser capaz de eliminar o inconveniente das ameaças, transformando o inimigo em aliado. Mas o tiro saiu pela culatra, Milo não era uma presa, era um predador, assim como ela e se em algum momento ele esteve inclinado a apoiá-la, agora já não estava mais.

O cavaleiro de Escorpião conhecera o verdadeiro caráter da mulher de olhos nublados e já devia ter se decidido por encará-la como uma ameaça, o que ela não podia negar de fato o era. Nicola agora cercava Saori de várias formas, dificilmente ele conseguiria atingi-la fisicamente, mas haviam outros meios de prejudicá-la e tudo isso porque ela estava ali. Helena também sabia que ao menor sinal de ameaça à pessoa de Atena, os cavaleiros passariam por cima da ordem da Deusa e a chutariam para fora do Santuário. Não se surpreenderia se Milo fosse o voluntário para a ação.

Por outro lado... Antes de seguir com o pensamento, Helena abraçou a si mesma, sentindo a pele queimar por um instante, apenas a menção do nome do cavaleiro, mesmo que em sua mente, foi o suficiente para trazer à tona a lembrança das sensações vividas naquela noite. Ela criou a situação, propôs o jogo para dominá-lo, mas quando o tinha em suas mãos, foi ele quem a controlou, não houve resistência, a jovem deixou-se levar. Não sabia ainda por que, talvez por fazer tanto tempo desde a última vez em que fizera sexo, talvez por simplesmente ser tão bom que não havia como não aproveitar, talvez porque...

Foi aí que Helena chacoalhou a cabeça freneticamente, levantou-se desesperada, desligou o chuveiro, enrolou-se na toalha e voltou para o quarto, onde começou a jogar suas coisas dentro da bolsa que Saori trouxera, num visível ataque de ansiedade e nervosismo.

No aposento ao lado, Milo revirava-se na cama, o sono parecia ter ido embora para nunca mais voltar. Quando chegou ao quarto, tomou um banho rápido, sem dar oportunidade ao cérebro para refletir sobre o que havia acontecido, mas agora, completamente sozinho consigo mesmo, só conseguia pensar nos eventos que se sucederam.

Sabia perfeitamente porque havia feito sexo com Helena, estava em conflito a seu respeito, tinha perdido a opinião que formara sobre ela, meses atrás, então, quando a viu chegar na sala, carregando aquele maldito olhar nublado e indecifrável, decidiu que era hora de jogar verde para colher maduro. Insinuou-se, avançou o sinal só um pouco e esperou pela reação da moça. Quando viu a reação dela, o fato de que Helena não fugiu, mas pelo contrário, se prontificou a tentar seduzi-lo, ali naquele momento o cavaleiro se deu conta de que tipo de pessoa ela era.

Já não restavam dúvidas, ela fez por merecer ser perseguida por Nicola, era uma cobra peçonhenta sempre disposta a tirar proveito da situação, mas ele não caíra naquele truque. Não podia negar, foi muito bom, há tempos não sentia tanto prazer, era como se o corpo de Helena tivesse sido feito para atender às suas necessidades. Chegou a se sentir nervoso diante de tamanha perfeição, mas não demorou a recuperar a velha forma.

Milo não conseguiu disfarçar um meio sorriso nos lábiois, quando se flagrou com aquele pensamento, puxou um travesseiro e começou a sufocar a si mesmo, ou dormia por bem, ou dormia por mal.

Continua..

N.A.: Primeiro, eu preciso pedir desculpas a todos vocês, os atrasos nas atualizações dosmeus fics são descomunais, eu lamento muito por não conseguir atualizar como deveira, com frequência. De alguns meses para cá, as coisas vem sendo um poco difíceis, problemas nos quais prefiro não pensar mais. então, desculpas pela demora, mas infelizmente, não posso prometer que postarei amamnhã ou semana que vem ou mes que vem. também estopu atrasada com a leitura, verifiquei meu e-mail hoje, deois de quase um mes, existem 136 mensages do fiction sobre novos fics de autroas que eu ador e simplesmente não consigo ler, então, se alguém estiver brava comigo or nunca mais ter visto um review eu tb peço desculpas, mas acredite, eu ainda não consegui ler os fics... Bem, é isso, desculpas formais foram pedidas, boa leitura e até logo, eu espero.

Yui Minamino