N/a.: Olááá, como estão? Espero que estejam empolgados, porque eu estou amando escrever essa fic. :D

Algumas pessoas comentaram, dizendo que estão gostando e talz. Fico super feliz com isso, espero que eu não decepcione! Enfim, vamos aos comentários. Beijos e até o próximo capítulo!

Blackforever: A Lili sempre teve um lado maroto (6). Hahahaha. Eu pelo menos, acho! :D

Caroline Evans Potter: Só lendo o capítulo para saber quem morreu ou quem vai morrer. ahsuhasuhsauhsauhsa. boa sorte e espero que você não pare de ler a fic quando descobrir! :D Beijos.

Thaty: Ahh, uma fã da Lili mandona? Oba! :D


Cap. 4: A Fuga I

-Bom dia!

Eu estava animado, tenho que admitir. Acordar sete horas da manhã não era o meu jeito predileto de me divertir, mas o que não fazemos por uma garota, já diria o meu pai. Ela apenas resmungou algo, o qual eu resolvi entender como "Bom dia Potter".

Me sentei ao seu lado, cruzando os braços e esperando que a boa vontade de Sirius o fizesse sair da cama. Não que eu tivesse muita fé nisso.

-Como vamos chegar até o Salgueiro Lutador sem ninguém ver?

Era uma pergunta inteligente. Não esperava que ela fosse perguntar até que o momento de fato chegasse, mas já que estamos aqui, por que não me mostrar um pouco?

Levantei e, após toda uma preparação de suspense (ao qual fui recebido com um olhar debochado e aquela revirada de olhos rotineiro) estendi a Capa da Invisibilidade. Ela olhou por uns cinco segundos a Capa e eu estava começando a achar que ela não sabia o que era.

-O que é isso?

Ta de brincadeira comigo, não é?

-Isso, minha cara Evans, é uma Capa da Invisibilidade.

Os olhos dela brilharam e aumentaram de tamanhos. Achei que eles fossem saltar para fora.

-Uma Capa? Mas são incrivelmente raras!

-Eu sou uma peça rara...

Infelizmente ela não ouviu a última frase, pois já havia pegado a Capa da minha mão e a vestido. Ou seja...

-Evans, quer parar de brincadeira e aparecer?

Silêncio.

-Evans?

Nada. Nem uma brisa. Baguncei meus cabelos. Olhei para os lados. Nada. Para o chão. Á alguns metros eu podia ver uma parte do tapete um pouco amassada. Fingindo não ter visto nada, olhei para o teto.

-Se você estiver flutuando é roubo!

Eu sabia exatamente onde ela estava obviamente. Apenas queria que ela acreditasse que eu não sabia que ela estava á poucos metros da onde eu estava. Merlin, que confusão.

Comecei a andar de costas, olhando para o teto, fingindo procurá-la. Ouvi um riso abafado. Tks, tks iniciantes. Antes que ela percebesse, me joguei onde, supostamente, eu rezava para que ela estivesse ou seria um belo de um tombo.

-Ai!

Caí em cima dela, derrubando nós dois no chão. Quando dei por mim, a estava olhando de uma vista, digamos, sugestiva.

-Potter, quer sair de cima de mim?

-Querer eu não quero.

Ela corou. Aquilo me fez sentir algo engraçado e, podem me bater, mas eu dei risada. Ri até dizer chega enquanto me levantava. Ela ficou estática no chão me observando.

-Quer ajuda?

Eu agora limpava os olhos, estendendo a mão para ela. Ela aceitou a ajuda, ainda me olhando desconfiada.

-O que foi?

-Você é maluco.

É, talvez eu seja. Muitas pessoas já me disseram isso.


Nós cinco estávamos reunidos no banheiro do terceiro andar. Isso significa que éramos nós seis, se você considerar que a Murta-Que-Geme seja, de fato, alguém. Mas se você for um hipócrita insensível como eu, como Lílian acabara de falar, você vai acreditar que hoje em dia ela é só a lembrança do que ela já foi.

-Pobre Murta, ela não tem culpa!

-De ter morrido? Ninguém tem Lílian... Talvez os que se suicidam, mas até aí.

-Você é um hipócrita insensível.

E lá vamos nós de novo.

-Ela está morta, Evans! M-O-R-T-A!

-Eu sei o que isso significa Potter, não precisa soletrar, não sou uma criança igual á você.

-Em menos de um minuto você me chamou de três coisas: hipócrita, insensível e infantil. Já chega por hoje, não acha?

-Parabéns Potter, você sabe contar até três.

-Você só está brava porque se jogou em cima de mim hoje.

-Eu não me joguei em cima de você, foi totalmente o contrário!

-Você gostou.

-Eu detestei.

Eu ri. Ela me olhava irritada, mas... Aquilo seria um sorriso escondido nos cantos dos lábios? Seria? Talvez eu estivesse fazendo algum progresso, afinal.

-Eu sei que você me ama Evans.

-Eu amo mais o meu cachorro do que um fio de cabelo seu.

-Desisto... Almofadinhas, o que temos que fazer antes que eu me afogue na privada?

-Vocês ainda vão casar.

Pedro e seus comentários impróprios, em momentos ainda mais impróprios. Fingimos não escutar.

-Aluado e Rabicho vão vigiar para que ninguém apareça enquanto estivermos apertando o nó do Salgueiro Lutador. Depois, quando chegarmos a Hogsmeade, vamos seguir até um local seguro e Lílian irá aparatar com nós dois no encalço. Você consegue, não é?

Eu a olhei desafiante. Não sei por que, mas eu adoro desafiar essa garota, me dá uma satisfação danada. Eu já conheço todos os seus movimentos e sei que nesse exato momento ela vai falar...

-Lógico que consigo.

Uma garota muito previsível. Saímos para o café da manhã, os cinco. Era estranho ter aquela intrusa no nosso grupo, mas de alguma forma ela já conquistara meus três amigos babões. Remo e Pedro estavam rindo de suas histórias com a adorável irmã, a tal da Petúnia. Enquanto descíamos as escadas, Sirius se postou ao meu lado.

-Ela é engraçada.

-É, acho que sim.

Ele quer falar mais alguma coisa, mas acaba não falando. Após passarmos pelo primeiro andar, Aluado e Rabicho já estavam quase fazendo xixi nas calças de tanto rirem e, admito que aquilo me incomodasse. O que eles estavam rindo de tão engraçado? E por que eu não estava ali no meio, rindo também? Até Almofadinhas já tinha entrado na história!

Fingi não ligar. Eu não ligo, só me incomodo, mas na realidade eu não ligo. Isso é ao menos possível? Estou ficando maluco.


Nos sentamos para tomar o café da manhã, ela sentou um pouco mais afastada com um grupinho de meninas. Era a primeira vez que a olhava de verdade aquele dia e notei que seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo. Muito bonito.

-Vai ficar babando em cima da garota?

-Almofadinhas, eu não estou "babando". Estou avaliando o produto, é totalmente diferente.

-Diferente é essa sua baba enorme escorrendo desde que saímos da Sala Comunal. Você podia ao menos disfarçar.

Aluado sempre conseguia se expressar de um modo tão delicado, até me emocionava. Resolvi não responder, esperando sinceramente que eles se esquecessem do assunto. O que não aconteceu, é claro.

-Afinal, o que você vai receber em troca?

Encarei Rabicho, que no momento comia uma omelete de bacon. Algo não muito agradável de assistir, mas é meu amigo, o que posso fazer?

-Nada.

-Nada?!

Isso foi dito pelos três ao mesmo tempo, sendo seguidos por três risadas debochadas. Eu sou tão mercenário a ponto de os meus amigos não acreditarem?

-Essa garota pirou mesmo a sua cabeça. Você vai se arriscar a ser expulso e não pediu nada em troca?

-Eu não pensei que alguém fosse nos pegar saindo da escola, é praticamente...

-Possível. A segurança está mais acirrada desde que as mortes começaram. Isso faz o quê? Um ou dois anos?

-Por aí.

Eu não tinha pensando no fato de nos pegarem. Pensando por esse lado, é um risco enorme. Com toda a confusão que ocorria no mundo bruxo era até risco de...

-Vocês podem morrer, sabiam disso?

Quem falava essas palavras tão confortadoras era Remo, o otimista. Acho que ele acreditou que aquilo nos faria recear, mas sinceramente? Aquilo só aumentou a minha vontade de ir. Olhei para Almofadinhas.

-O que acha?

Ele olhou para a mesa dos Professores e eu sabia que ele estava procurando por Dumbledore. Ás vezes, quando não tínhamos muita certeza de algo, olhávamos para o Diretor e, dependendo do olhar que recebíamos em troca nós íamos em frente ou desistíamos. Fico imaginando o que Dumbledore faria se descobrisse que todas as nossas maiores travessuras dependessem de seu olhar. Encontrei o Diretor, ele estava sentado na grande cadeira tomando o seu mingau-sagrado-de-todas-as-manhãs. Continuei com o olhar fixo. Ele me mandou uma piscadela e o típico sorriso de quem sabia de muita coisa. Eu sorri, marotamente.

-Vamos fazer.

Rabicho começou a bater palmas e nós três o olhamos tediosos.

-Menos, Rabicho.

-Desculpa. Mas então, preparados?

-Eu já nasci preparado, Rabicho.

-Humildade é algo muito bonito, Almofadinhas. Você poderia procurar pela sua qualquer dia desses.

Aluado recebeu um pão com geléia na testa.


E lá estávamos nós, esperando a boa vontade da garota.

-Lílian, quer andar logo? Desse jeito nós vamos sair daqui á noite!

-Não me apressa!

Foda isso. Íamos arriscar nossos pescoços e ela estava preocupada em prender o bendito cabelo.

-Não adianta Evans, é um caso impossível.

Ela fingiu não escutar a minha brincadeira, o que eu agradeci. Desceu as escadas, vestindo roupas trouxas. Todos decidiram usar roupas trouxas, para no caso de alguém nos ver no Beco Diagonal. Afinal, o que fariam ao verem três alunos de Hogwarts perambulando por ali? Convidar para o chá é o que não iriam fazer. Eu estava vestido com a calça jeans mais surrada que encontrei e o meu tênis mais surrado ainda. Pelo menos a camiseta branca era nova. Ela desceu vestindo uma calça jeans também e, por Merlin, como ela conseguiu entrar naquela calça?! Não que ela seja gorda, mas a calça estava tão apertada que achei capaz de deixá-la sem ar.

-Está conseguindo respirar?

-Não enche. Onde está o Black?

-Passando a maquiagem.

Aquilo a fez rir um pouco. Essa garota devia sorrir mais, o sorriso dela é muito bonito. Bom, talvez ela apenas não sorria quando está perto de mim. Não que eu seja um tédio, modéstia á parte, eu sou muito divertido.

-O que você pensa que está fazendo?!

Ela perguntou aquilo em um tom de espanto. Não entendi no começo, mas depois, pensando com mais calma eu vi que ela estava certa em estar espantada: eu estava abrindo o zíper da minha calça. É onde eu guardo a Capa, para o caso de alguém nos pegar. Afinal, o máximo que vão conseguir desconfiar é de que eu tenho "algo" muito volumoso ali, nada demais. Não que esse "algo" já não seja volumoso normalmente, é até um orgulho dizer isso, mas...

-Vou pegar a Capa.

-Você guarda a Capa aí dentro?!

-Tem alguma idéia melhor?

-Não, mas... Por Deus, eu vesti isso!

Eu não tinha pensado nisso. Vendo por esse lado, é hilário. Comecei a rir descontroladamente enquanto ela queria me socar até me matar. Se ela pudesse, ela faria.

-Não é algo para se lamentar, convenhamos.

-Nojento. Você sempre a guarda aí?

Ela apontou em direção á minha braguilha, agora já devidamente fechada e sem o volume anormal. A Capa estava em minhas mãos.

-Tenho que acrescentar, ela não é uma das melhores "coisas" que eu guardo aqui.

Cara de pau até o último fio do meu cabelo espetado. Ela ficou tão vermelha que poderiam confundi-la com uma beterraba. Fiz menção de me aproximar, apenas para me garantir de que ela continuava respirando depois de tanta vergonha. Afinal, ela iria sair comigo depois de tudo e eu não sou o tipo de homem que perde um encontro com uma garota daquelas.

Mas ela se afastou apenas um passo. Estamos progredindo!

-Lílian, eu não vou abusar de você.

-Melhor prevenir.

-Você tem medo de mim?

-Não.

-Então por que está se afastando?

-Não estou me afastando, estou andando.

-Andando para trás? Essa é nova.

-Você devia tentar quando estiver perto da janela da torre de Astronomia.

-Você quer que eu morra?

Ela parou de se afastar. Encarou-me profundamente. Eu estava acreditando piamente que ela diria "Sim Potter, eu quero que você morra, eu quero que você caia da torre mais alta desse Castelo e se esborrache no chão, só para eu ter o prazer de assistir as corujas comerem a sua carne moída!". Felizmente, não foi isso o que ela disse.

-Ficou maluco?

Me chamar de maluco era melhor do que a opção anterior. Eu sorri aliviado.

-Ás vezes eu acho que você quer que eu caia da torre de Astronomia, de verdade.

Ela maneou a cabeça negativamente.

-Por que você acha isso?

-Sei lá.

Ela deu risada, agora se aproximando. Eu fiquei parado vendo seu rabo de cavalo balançar delicadamente atrás de sua cabeça. Aquilo era hipnotizante. Ficamos em silêncio por alguns segundos até ela voltar a falar.

-Eu não odeio você, Tiago. Não quero que você morra.

-Então você apenas não liga que eu esteja aqui?

Ela deu de ombros. Eu estava sendo dramático, admito. Mas ela estava entrando no jogo, por que não tentar?

-Dizem que o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.

Ela ergueu a sobrancelha, surpresa. Até eu estou surpreso, o que é que eu estou falando?!

-Faz sentido.

-Eu preferiria que você me odiasse.

Antes que qualquer um dos dois pudesse dizer alguma coisa Sirius desceu as escadas acompanhado de Aluado e Rabicho.

-As maricotas já estão prontas?

-Maricota é a sua mãe.

Acreditem, quem falou isso foi Lílian. Sirius a olhou espantado.

-É isso aí, ruivinha.

Muita gente espantada para o meu gosto. Me virei e sorri para Almofadinhas.

-Vambora!


Eu estendi a Capa por cima de mim e de Sirius. Lílian receou um pouco antes de entrar embaixo, mas acho que ela percebeu que não havia mais volta.

-Não vai desistir?

-Não!

Um brilho em seus olhos me fez rir. Eu sabia exatamente o que ela estava sentindo naquele momento: a excitação de estar fazendo algo proibido. Era uma das melhores sensações do mundo, a adrenalina espalhava-se pelo corpo, fria e quente ao mesmo tempo. Seus olhos e ouvidos ficavam mais apurados, pois sabiam que qualquer ruído seria fatal. A agilidade era algo inédito, você sentia como se tivesse o peso de uma pena, conseguindo se desviar dos mais variados obstáculos. Isso era a mistura do medo, da adrenalina e da excitação. Algo poderoso.

-Isso vai ser mais complicado, Pontas.

-Eu sei.

Andar com a Capa á noite era baba, não havia quase ninguém pelos corredores e nós conhecíamos quase todas as passagens possíveis e impossíveis dentro daquele castelo. Mas de manhã a coisa era mais complicada, havia muita gente e poucas passagens acessíveis á luz do dia.

-Como vamos fazer isso?

-Bom –Sirius começou- Algo que eu aprendi nesses anos em Hogwarts é que tudo é possível. Desde invadir o escritório de Dumbledore até fugir para Londres.

-Vocês invadiram o escritório do Diretor?!

Tecnicamente, nós nunca havíamos tentado. Motivos não haviam faltado e oportunidades também.

-Sempre tínhamos coisas melhores á fazer.

-Tipo o que?

-Ah, coisas como Quadribol e garotas.

Ela revirou os olhos.

-Vocês só pensam nisso?

-Rabicho pensa em comida também.


E no próximo capítulo... A Fuga II

-Vocês vão ficar aí fofocando ou vão vir comigo?!

-Eu vou azarar essa garota, Pontas.

-Relaxa Almofadinhas, ela mal começou o dia...