Parte 2:

Parte 2:

O barulho incessante da porta batendo finalmente acordou Cuddy, que sorriu ao ver House dormindo com a boca aberta, ainda na mesma posição. Ela levantou, vestiu a camisa dele, porque era mais rápido e correu de pés descalços até a porta.

- Quem diabos pode ser a essa hora? Porque o Wilson não entende essa porta? House reclamou, abrindo os olhos e só então se dando conta que não estava em sua casa.

- Wilson? Cuddy abriu a porta esfregando os olhos porque o sol estava escaldante.

- Parece que a noite foi boa. Ele deu uma risadinha de deboche. Ao ouvir a voz de Wilson, House vestiu as calças e os sapatos e tentou sair pela porta da cozinha, caso o amigo entrasse. Fez o mais rápido que pode, pois teria que passar pelo corredor para fazer isso, e se Cuddy abrisse um pouco mais a porta ele poderia ser visto.

- É... Eu... Sai com umas amigas. Ela disse, sentindo-se idiota por ter contado uma mentira tão estúpida.

- É mesmo? Você me disse que House ia passar a noite aqui, porque não estava em condições de dirigir. Ele franziu a sobrancelha, e ela quis bater em si mesma por ter esquecido que havia falado com ele na noite passada.

- Sim, eu disse, mas sabe como ele é, ele acabou indo embora, não o vejo desde ontem mesmo. Ela garantiu, mas Wilson denotou as bochechas coradas.

- Bom, nesse caso vou levar a bengala dele, caso ele apareça no hospital, é folga dele hoje, mas duvido que ele fica em casa.

- A bengala? Ela parecia confusa.

- É? Ele esqueceu, no seu sofá. Ele explicou apontando com o dedo. Mais uma evidência do crime cometido.

- Ah sim, claro pode levar. Ela disse num to baixo e vago. Ela então pegou a bengala e o entregou, evitando abrir muito a porta para que ele não visse ainda mais do que devia e esperou que ele fosse embora logo, pois sentia o suor frio escorrer em sua testa.

- Bom, eu já vou, aproveite à tarde. Ela assentiu com um meio sorriso. – Ah propósito, bonita camisa. Ela sorriu.

- Obrigada. Ela disse olhando a camisa azulada.

-House tem uma igualzinha. Deixando no ar a frase ele se virou e foi embora, sem poder ver o embaraço dela.

- Merda! Ela disse batendo o pé quando Wilson já estava fora de vista. – House? Começou a procurar por ele pela casa toda e não o encontrava então olhando pela janela da cozinha o viu parado contra a porta como se escondesse de alguém.

- O que você está fazendo ai? Ela deu uma gargalhada.

- O que você acha? Escondendo-me do Wilson. Pode imaginar a vingança mortal dele depois de todas as minhas piadinhas? Á propósito, você fica sexy usando isso.

- Mas fica ainda melhor se ela. Ele sacudiu as sobrancelhas com um olhar malicioso.

- Entre aqui. Acho que fomos pegos. Ela riu.

- Ele já foi?

- Você está parecendo uma criança. Ela abriu a porta e ele entrou dando um tapa no bumbum dela.

- Você acabou com a minha perna ruim essa noite. Onde está minha bengala? Ele perguntou enquanto andavam pela sala e ele olhava em volta procurando por ela.

- Desculpe pelo chute, fazia tempo que eu não dormia no chão e ainda por cima acompanhada. E sobre a sua bengala, bem... Wilson levou.

- O que? Por quê? Ele parecia surpreso.

- Porque eu disse que você tinha esquecido aqui. Que obviamente não está aqui.

- E você acha que ele acreditou nisso, te vendo com essa camisa? House sorriu ironicamente.

- Qual o problema? Não há só uma camisa azul no mundo. Ela disse sem dar importância.

- A camisa, a bengala, essa marca ai no seu pescoço... Cuddy massageou o pescoço. – Estamos fritos, minha cara.

- E porque você está sorrindo? Ela parecia confusa.

- Eu deveria chorar? Não é do meu feitio, como você sabe. Ele disse encostando-se à parede e cruzando os braços.

- Você está se divertindo com isso, não? Ela cruzou os braços imitando-o.

- Estou, mas não fui o único. Foi se divertiu bastante ontem à noite e mais de uma vez. Ele provocou sorrindo novamente.

- House, sem piadinhas agora. Nós temos que ir trabalhar. Ou melhor, eu tenho que ir trabalhar. Ela disse penteando os cabelos com os dedos, indo até o banheiro lavar o rosto.

- Sabe eu gosto desse seu humor rabugenta quando acorda. É sexy. Ele disse seguindo-a e colocando as mãos em torno da cintura dela enquanto ela secava o rosto. Ela queria permanecer séria mas acabou não agüentando e ele a virou de frente para ele.

- Eu preciso me vestir. Ela insistiu delicadamente.

- Você já está vestida demais pro meu gosto. Cuddy lhe olhou, dando-lhe uma reprimenda.

- Ok, você venceu. Mas eu preciso da minha camisa de volta. Disse ele, abrindo os botões da camisa e escorrendo-a pelos ombros dela. –Uau! Exclamou segundos depois, olhando-a dos pés à cabeça.

- Que foi? Ela estava se divertindo com a expressão maravilhada dele.

- Se vista logo ou você não sai dessa casa hoje. Provocando-o ainda mais, ela pos os braços em torno do pescoço dele, e o beijou. House correspondeu carregando-a no colo e levando-a até o quarto. Logo em seguida deitou-a na cama ficando ainda por cima dela, mas ela segurou o rosto dele e disse:

- Eu estava falando sério. Temos que sair.

- Pra que você acende a lareira se não quer aquecer o ambiente? Ao ver que ela começava a ficar nervosa ele saiu de cima dela e desistiu. – Ok, ok, mas se precisar de ajuda, pode me chamar. Ela riu e ele saiu do quarto, para ajuntar sua camisa no chão e vesti-la. Precisava ir para casa se trocar, mas ao mesmo tempo não queria, queria passar o dia inteiro com o cheiro dela impregnado em sua roupa e em seu corpo.

Ele foi pra casa e ela foi para o hospital, mas aquela seria mais uma das folgas que ele aboliria, e dessa vez não porque estivesse mesmo interessado em trabalhar e sim para vê-la novamente, pois depois da noite anterior ele entendera que não poderia mais ficar distante dela.

Então ignorando todos que falavam com ele, dirigiu-se a sala dela, entrou sem bater e fechou a porta com o pé enquanto abria um sorriso ao ver o susto que ela tomou.

- House, o que está fazendo aqui? Ela perguntou surpresa.

- Ontem era Greg, hoje já mudou pra House... Mulheres... Ele balançou a cabeça.

- É sua folga hoje, pensei que ia querer se curar da ressaca. Ela disse enquanto discava uns números no telefone, mas ele colocou a mão sobre este impedindo que ela continuasse.

- Geralmente você me tira da minha folga sempre que possível e agora que eu apareço por conta própria você estranha? Ele esticou-se na cadeira a frente dela e colocou os pés sobre a mesa.

- Ok... Nesse caso tem uma paciente que está com...

- Não estou interessado. É a minha folga. Ele interrompeu.

- Mas o que você veio fazer aqui então? Ela se levantou e tirou os pés dele de cima da mesa, encarando-o de frente.

- Algo mais interessante. Disse ele escorregando os olhos até os botões abertos da blusa dela. Ao ver que ele não continuava, apenas a olhava daquele modo lascivo, ela comentou.

- Estou esperando. Ao invés de responder, num gesto rápido ele a puxou pelo braço fazendo-a sentar-se em seu colo, com uma perna de cada lado. Fazia tempo que ele queria fazer isso, mas aquelas saias justas não permitiam, aproveitando que ela estava com uma calça jeans, tão justas quanto era permitido, a trouxe para si. O contato entre os quadris dos dois estava deixando-o louco.

- Adorei a calça. Sexy. Ele sussurrou no ouvido dela aproximando-se da orelha com um toque suave no pescoço dela.

- Estamos no trabalho, não é lugar pra isso. Disse ela mantendo a seriedade e tentando se levantar, mas House apertou as mãos em sua cintura.

- E daí? Acho que somos os únicos que não fizemos isso por aqui ainda. E eu não gosto de ser o último.

- Do que você está falando? Os funcionários ficam transando por ai?

- Não por ai. Por aqui mesmo. Ele balançou a cabeça afirmativamente. – Ainda acho um desperdício não ter as câmeras de vigilância.

- Greg! Ela bateu no ombro dele e não conteve o riso. House ficou admirando o quanto o sorriso dela era bonito.

- Você fica linda sorrindo. E eu gosto quando você me chama assim. Você não me chamava assim desde...

- Ontem? Ela o lembrou ainda rindo.

- Eu ia dizer desde a faculdade, mas se você quer por assim. Aliás, naquela época você não tinha problemas com transar em lugares públicos. Ele ergueu uma sobrancelha. - Não me diga que se esqueceu daquela vez no...

- Banheiro da lanchonete? Ela o interrompeu.

- Eu ia dizer biblioteca. Mas essa do banheiro também foi boa. Ele pôs a mão no queixo.

- Greg o que estamos fazendo? Ela perguntou com um olhar suspeito e um sorriso no canto dos lábios enquanto acariciava a barba por fazer dele.

- Eu não sei o que você está fazendo Lisa. Mas sei bem o que eu estou fazendo.

- E o que seria?

- Isso. House finalmente a beijou e ela pos os braços em torno do pescoço dele deixando que ele passasse a beijar seu pescoço também. As mãos dela acariciavam as costas dele quando de repente ouviram batidas na porta e se separam rapidamente.

- Cuddy. É o Wilson, posso entrar?

- Claro. Ela disse recompondo-se e House levantou da cadeira. Wilson entrou e viu Cuddy com os lábios e a extensão do pescoço vermelhos e com um sorriso perguntou:

- Vocês dois por acaso estavam...

- Não! Os dois repetiram juntos.

- Um duplo não. Ele comentou. – Isso é igual a um sim. Aprendi com você, amigo. Ele bateu nas costas de House e deixou um envelope em cima da mesa.

- Wilson, isso realmente não é o que...

- Tudo bem gente, só vim deixar o resultado desses exames. Podem continuar o que vocês estavam fazendo.

- Já que você insiste. House balançou a cabeça e empurrou Cuddy contra a parede voltando a beijar agora seus seios.

- Pare! E se mais alguém entrar. O que vão pensar de nós? Ela tentou empurrá-lo, mas ela inútil, porque ele era mais forte e porque ela não queria que ele parasse.

- Você acha mesmo que Wilson vai guardar segredo? Ele vai dizer pra todo mundo que estamos transando.

- Mas ele não sabe disso.

- Ele não precisa. House riu.

- E depois dizem que as mulheres são fofoqueiras... Ela alfinetou.

- Querida, parece que só tem um jeito de manter você em silêncio, não? Ele voltou a beijá-la com furor e a empurrou contra a parede dobrando suavemente a perna dela e deslizando a mão para descobrir a coxa como se ensaiasse o inicio de um tango.

Fez uma pausa para ver se a expressão dela aprovava o ato e os olhos lânguidos dela eram mais que um sinal afirmativo para que ele continuasse, então beijou seu joelho e levou a mão na direção da virilha dela, dando um sorriso quando acariciou sua intimidade.

- Você está sem calcinha. Esperava por mim? Ele perguntou malicioso.

- Eu? Responda-me uma vez que você tenha permanecido em casa numa folga. Ela respondeu com uma voz suave.

- Isso responde a minha pergunta. Ele balançou a cabeça e voltou a beijá-la e soltando a perna dela agarrou-lhe pela cintura, beijando os seios encobertos sob a camisa branca enquanto abaixava a calça deixando visível sua nudez..

Cuddy pôs a perna no chão novamente e ergueu o rosto dele, encarando-o enquanto mordia os lábios e o puxava pela gravata com um sorriso maldoso.

Ele não fez objeções e deixou que ela abrisse o zíper da calça dele e a abaixasse esfregando as unhas generosamente em suas nádegas.

House soltou um gemido de dor misturado com prazer quando ela liberou seu membro já rígido e pronto para ela que o recebeu sem demora, pois tempo era algo que não tinham de sobra no momento.

Empurrando-a com ardor na parede House tentava intensificar a penetração e seus movimentos ao mesmo tempo em que mordia os lábios para evitar que gemidos saíssem de sua boca e denunciassem o ato que ali ocorria. Cuddy escondeu o rosto na camisa dele com o mesmo intuito de abafar o resultado prazeroso que aquilo criava.

E assim se seguiram várias semanas, eles fingindo que não nada tinha mudado perante os outros, porém às escondidas se encontravam, se amavam e agiam como um casal embora as declarações não tivessem saído de suas bocas ainda.

Cuddy não pronunciava aquelas três palavras, porém em seu interior ela já sabia que não havia escapatória, não havia mais espaço para enganação. Ela o amava, e apenas esperava um sinal verde dele, uma atitude que a fizesse ter certeza de que ele estava pronto e queria assumir isso. Ela não era uma adolescente para ficar se encontrando as escondidas com o homem que amava. O que ela não imaginava era que o único motivo pelo qual House não tomava nenhuma iniciativa mais concreta sobre o relacionamento deles era por pensar que ela fugiria, que não iria querer assumir aquilo, pelo menos não ainda. Por mais seguro que aparentasse ser perto dela não se sentia mais que um menino desajeitado esperando uma posição de uma mulher que era simplesmente muito mais do que ele achava que merecia.

- House, estou indo para o hospital, você não vêem? Disse Wilson pegando sua maleta.

- É a minha folga. Ele disse folheando uma revista.

- E desde quando você respeita a sua folga? Ele pareceu confuso.

- Desde que eu esteja com vontade de ficar em casa. House explicou soando cansado só de responder isso.

- Não estaria querendo evitar a Cuddy? Wilson sugeriu sorrindo.

- Do que você está falando. House olhou para ele como se fosse louco.

- Até quando vocês dois vão fingir que não sabem que eu sei?

- Que você sabe do que? House parecia confuso.

- Que eu sei que vocês tão dormindo juntos há quase um mês. House se afogou com o café que recém havia posto nos lábios.

- Viu? Wilson riu. – Nem tente negar porque isso seria uma afronta a minha inteligência.

- Ok. Eu não tenho do que me envergonhar. Nós dormimos juntos sim... Mais de uma vez. Ele confessou sem perder a pose.

- Todas as vezes que você não dormiu em casa? Wilson perguntou por confirmação.

- Não, algumas das vezes que dormi em casa também.

- Você quer dizer que já transaram nesse apartamento, enquanto eu dormia? Ele parecia indignado.

- Para alguém que parecia tão consciente da situação você parece surpreso. House balançou a cabeça sorrindo.

- Mas então?

- Mas então o que? House ficou confuso novamente.

- Vocês estão namorando às escondidas?

- Eu não usaria essa palavra.

- Que palavra você usa para ocultar relacionamentos dos seus amigos?

- Eu não ocultei. Você sabia! House parecia indignado.

- Porque vocês mentem muito mal e deixam vestígios, não porque você me contou.

- E daí? Vai me cortar do seu testamento agora? House debochou.

- Não mude de assunto. Eu estava perguntando do relacionamento de vocês.

- O que eu quis dizer é que eu não usaria a palavra namorando. House explicou ficando desconfortável com a situação.

- Porque não? Não me diga que você vai sumir da vida dela depois de dormir com ela exatamente como na faculdade? Wilson parecia irritado agora.

- Não! Nem posso. Eu perco o emprego, lembra? Ele tentou fazer uma piada para amaciar Wilson, mas não funcionou. – Ok! Eu não usaria essa palavra porque não conversamos sobre isso, está bem?

- Sobre o que vocês falam? Wilson se sentou ao lado dele.

- Você vai se atrasar para o trabalho. House advertiu.

- Cuddy não vai falar nada, ou eu conto pra todo mundo que vocês transam no escritório dela. Ele deu de ombros.

- É, tem razão. House riu.

- Eu sempre pensei que você quisesse um relacionamento com ela. Wilson comentou.

- Eu quero! Eu sou doido por aquela mulher.

- Então qual é o problema? Wilson entendia cada vez menos a conversa.

- Estamos em território desconhecido. Eu não sei como lidar com ela agora. É diferente.

- Claro que é diferente. É melhor! Você está dormindo com ela.

- É, mas ela nunca deu a entender que quer mais que isso.

- E você deu alguma pista de que é isso que você quer?

- Ficou louco? Pra ela descobrir que eu sou louco por ela e me dispensar?

- O louco é você. Wilson sorriu e resolveu ir embora.

- Se você comentar com ela essa conversa eu bato em você com minha bengala.

- Nossa, com uma ameaça dessas, nem vou me concentrar no trabalho.

House não podia crer que havia confessado. No entanto Wilson não parecia surpreso, afinal era bem visível que ele se sentia atraído por Cuddy. No entanto era mais que isso, tinha que admitir que estava apaixonado por ela, a amava muito mais do que era possível suportar e tinha que se controlar para não se expor demais quando estavam juntos.

Ele tinha medo de que ela não estivesse preparada para assumir o que sentiam e por isso permanecia em silêncio, aceitando as migalhas que ela lhe jogava pois qualquer coisa era melhor do que ficar longe dela.

O que ele não sabia é que ela também estava insegura. Quando Wilson a abordou para falar sobre House a ultima coisa que ela pensou que ouviria era que House era completamente apaixonado por ela. Ela tentou negar para si mesma que enxergava isso, pois tinha medo de se machucar mais uma vez. Porém eles eram pessoas diferentes agora, eram adultos e maduros. E quando Wilson fez a derradeira pergunta:

- O que você sente pelo House? Ela sabia exatamente o que responder, mas tinha medo e como se Wilson soubesse disso, apenas continuou: - Se o ama, demonstre. Vocês já estão crescidos o bastante pra ficar brincando de gato e rato.

- Mas eu pensei que as coisas estavam bem entre nós. Ela parou para pensar se ele alguma vez havia dado algum sinal de que ele não estava satisfeito.

- Você não entende, Cuddy. Ele sempre vai estar satisfeito desde que esteja perto de você, mas não significa que ele não queira mais.

- Wilson, é o House! Alguma vez ele levou algo ou alguém a sério? Ela sorriu.

- Você sim. Ele continuou sério. A questão é: o que você vai fazer a respeito?

Ele a deixou a sós com a pergunta que havia feito. O que ela faria a respeito? Ela não esperava aquilo, mas sorriu mesmo assim. Sorriu em saber que House a levava a sério, levava o relacionamento deles a sério. Ela sempre tivera medo de alimentar seus sentimentos por ele porque nunca sabia o que se passava na cabeça dele. Mas era hora de arriscar, não podia mais agüentar guardar toda aquela agonia presa na garganta somente para si. Precisava vê-lo e mesmo que ainda não sentisse a preparação necessária para dizer aquilo que ele queria ouvir. Ela daria a ele um pouco daquilo que ela também necessitava: a companhia um do outro.

- Algum problema? Ele perguntou assustado ao vê-la parada em sua porta segurando o coração nas mãos, de tanta ansiedade. Quando ela o viu de pijamas e roupão com uma cara de sono que demonstrava que ele estava tentando dormir ela quase se arrependeu de tirá-lo da cama.

- Não me convida para entrar? Ela quase sorriu, mas a emoção dominava seu ser e não sabia como reagir. Não era todo dia que admitia para si mesma que nunca o havia esquecido.

- Preciso? Ele levantou uma sobrancelha e direcionou o olhar para dentro de casa.

Ao invés de simplesmente entrar ela se aproximou dele vagarosamente com o rebolar de quadris que o enlouquecia e segurando o rosto dele com as duas mãos o beijou enquanto fechava a porta com o pé e o empurrava para dentro novamente.

- O que de tão bom aconteceu no hospital para que eu merecesse esse tipo de visita? Ele sorriu tentando deixar o clima mais ameno, mas ela permanecia séria e com um olhar intenso. Um olhar desconhecido, como se ela já não fosse um mistério grande o bastante para ele.

- Nada. Ela disse acariciando os lábios dele enquanto o fitava tentando desvendar os pensamentos dele para formar as suas atitudes. Porém ele a deixava na escuridão completa. – Eu apenas senti saudade. Disse ela voltando a beijá-lo e ele deslizou a mão pela cintura dela deixando um rastro do casaco dela no caminho para o quarto.

Parte 3:

Trilha sonora: By your side. – Sade.

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House nem fechou a porta queria jogá-la na cama rapidamente, mas ela não parecia querer pressa. Pois levou as mãos com suavidade até as bordas do roupão que o cobria e o deixou cair no chão. Ele que até antes dela chegar tinha dificuldade para dormir por causa da dor na perna, agora nem sequer lembrava que sua perna o incomodava. Permitiu que ela o guiasse até a parede onde o encostou depositando beijos suaves no pescoço dele.

O perfume que ele usava a excitava assim como seu decote profundo causava a mesma sensação nele. Acariciando as costas dela abaixou a cabeça para sentir o perfume dos cabelos dela e tocá-los enquanto ela descia as mãos pelas costas procurando a borda da camiseta do pijama para retirá-la. Logo em seguida cobriu de beijos o peito recém descoberto e o levou a cama deitando-o enquanto rastejava sorrateira sobre o corpo dele.

House apertou o quadril dela subindo devagar até a altura dos seios e massageando-os enquanto ela o encarava como se esperasse uma resposta.

- O que fiz para merecer isso? Ele perguntou satisfeito enquanto abria o resto dos botões da camisa dela. Ela então se abaixou deitando sobre o colo dele e lhe sussurrando no ouvido. – Eu preciso de você.