Parte 3:

Parte 3:

Trilha sonora: By your side. – Sade.

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House nem fechou a porta queria jogá-la na cama rapidamente, mas ela não parecia querer pressa. Pois levou as mãos com suavidade até as bordas do roupão que o cobria e o deixou cair no chão. Ele que até antes dela chegar tinha dificuldade para dormir por causa da dor na perna, agora nem sequer lembrava que sua perna o incomodava. Permitiu que ela o guiasse até a parede onde o encostou depositando beijos suaves no pescoço dele.

O perfume que ele usava a excitava assim como seu decote profundo causava a mesma sensação nele. Acariciando as costas dela abaixou a cabeça para sentir o perfume dos cabelos dela e tocá-los enquanto ela descia as mãos pelas costas procurando a borda da camiseta do pijama para retirá-la. Logo em seguida cobriu de beijos o peito recém descoberto e o levou a cama deitando-o enquanto rastejava sorrateira sobre o corpo dele.

House apertou o quadril dela subindo devagar até a altura dos seios e massageando-os enquanto ela o encarava como se esperasse uma resposta.

- O que fiz para merecer isso? Ele perguntou satisfeito enquanto abria o resto dos botões da camisa dela. Ela então se abaixou deitando sobre o colo dele e lhe sussurrando no ouvido. – Eu preciso de você.

- Não. Disse ele sorrindo. – Eu que preciso de você. Agora. Então ele segurou-a pela cintura e virou-a segurando seus pulsos enquanto se acomodava em cima dela. A respiração dela falhou e seu desejo cresceu num nível quase insuportável e de repente ela não queria mais jogar. House soube ler o olhar dela e infiltrou a mão sob sua calcinha fazendo a temperatura ali subir especialmente quando acariciou seu clitóris suavemente.

Cuddy esteva pronta para ele e não queria mais adiar nada, então abaixou a calça do pijama dele e ajudou que ele se encaixasse a ela com suavidade intensificando os movimentos aos poucos até chegarem num ritmo perfeito que logo os levou ao êxtase final. Não era o que ela havia planejado, porém não havia sido nada mal.

A questão era que não havia dito o que queria dizer.

Queria dizer o amava e que imaginava um futuro ao lado dele, mas ao invés disso apenas disse que precisava dele. Algo que já havia dito, que ele já sabia, que já esperava.

O que ele não sabia era que assim como ele pensava não servir para ela, ela também pensou por algum tempo que não servia para ele. Que eles não eram compatíveis. No entanto estava errada, estava apenas querendo se enganar, querendo fugir do que sentia para se manter segura. Pois a segurança que fosse para o espaço.

- Você está bem? Ele perguntou ao ver seu olhar perdido olhando para fora do carro enquanto iam para o hospital trabalhar. Juntos.

- Uhum. Ela fez um sinal afirmativo com a cabeça. Se ele a amava como Wilson disse, porque simplesmente não era capaz de dizer? Ela estava cansada de todo aquele jogo de sedução.

- Tem certeza? Você está com esse olhar esquisito desde ontem. Comeu alguma coisa estragada? Perguntou ele curioso, fazendo-a rir com tal sugestão.

- Não. Ela negou suavemente pondo a mão sobre a dele. – Eu estou bem. Vamos?

Os dois entraram no hospital lado a lado, andando pelos corredores, no entanto Cuddy tomou uma atitude que percebeu que não partiria dele, pois agora que eles não estavam apenas brincando de se esconder, ele havia se tornado mais fechado. Ele parecia ter medo de demonstrar o que sentia por ela então para deixar bem claro o que ela queria, pegou na mão dele e os dois trocaram um olhar inquisitivo. Ela apenas sorriu e pode sentir que ele apertou com firmeza sua mão. Wilson e Chase se olharam com um sorriso de deboche quando os dois entraram de mãos dadas, mas House rabujento disse:

- Qual a piada?

- Nenhuma. Chase continuou rindo.

- Fico feliz em saber.

Disse Cuddy soltando a mão de House e seguindo para sua sala enquanto ele checava o rebolar de seus quadris. Preferia não olhar por muito tempo senão era capaz de ter uma ereção ali mesmo.

– Espera. Esqueci uma coisa. Disse ela, voltando-se de repente. House ergueu a sobrancelha, como se perguntasse o quê.

Ao invés de responder ela voltou fitando-o com intensidade, como se ignorasse por completo a presença das outras pessoas e o segurou pelo colarinho lhe dando um beijo de tirar o fôlego. – Isso. Disse em seguida sorrindo enquanto ele a olhava boquiaberto e surpreso, sem saber o que dizer, então balbuciou um "por quê?".

- Porque eu te amo. Ela disse suavemente, e sem esperar uma resposta se virou novamente em direção a sua sala, enquanto todos olhavam para House e logo em seguida para Cuddy feito uma máquina de pimball como se esperassem mais alguma reação por parte dos dois. Quando o perfil de Cuddy desapareceu House notou que tinha que desaparecer também para evitar aqueles olhares curiosos, então resmungando fingiu que ia para sua sala, mas na verdade quando ninguém olhava, foi para a dela.

- Algum problema House? Ela perguntou naturalmente ao vê-lo entrar na sala dela como se escondesse de um fantasma.

- Você está louca? Ele perguntou arregalando os olhos.

- Não. Acho que não. Pensou ela, pondo a mão sobre o queixo e voltando a ler os relatórios em sua mesa.

- Porque você disse aquilo então? Ele inquiriu com uma voz irritada.

- Aquilo o que?

- Lisa!

- Porque me deu vontade. Ela sacudiu os ombros. – Posso voltar a trabalhar?

- Quer dizer, você realmente... Você falou sério? Ele se sentou em frente a ela ignorando a última frase dela.

- Greg, eu amo você. Qual o problema, você não me ama? Ela perguntou sorrindo.

- É claro que eu amo você, mas você tinha que dizer na frente de todo mundo para eles ficarem fazendo piadinha? Ele disse levantando a voz e ainda mais nervoso. – Quer dizer, não podia ter me dado uma dica, quando estávamos a sós? Cuddy caiu no riso e levantou encostando-se à borda da mesa e fitando-o com um olhar doce.

- Eu tentei, mas você ignorou todos os sinais. Então eu tive que tomar uma atitude drástica. Ela continuou rindo.

- Do que você tanto ri? Ele cruzou os braços com a testa enrugada.

- Você disse que me ama. Ela sussurrou no ouvido dele deslizando as mãos pelos ombros dele.

- Grande novidade! Todo mundo sabe disso, você era a única que não queria ver.

- E quando eu vi você fica gritando. Homens! Ela cruzou os braços imitando-o.

- Mas da próxima vez você pode ver enquanto estivermos a sós? Ele disse baixinho.

- Quem diria que o doutor House era um puritano. Ela balançou a cabeça.

- Eu não sou! Eu posso transar com você em cima dessa mesa agora mesmo. Ele ergueu a sobrancelha com aquele ar maroto que ela adorava.

- Ah é? Pois eu quero ver. Ela o desafiou puxando-o pelo quadril. House sentou-a em cima da mesa com agilidade e a beijou enquanto jogava as coisas da mesa dela no chão, fazendo bastante barulho para que todos lá fora entendessem que não era uma boa hora para entrar ali.

Quando já havia deixando-a quase sem ar ele fitou-a e segurou seu rosto por um momento, analisando as bochechas coradas, a respiração falhada e os lábios entreabertos. Instantes depois com uma voz suave, uma voz que não condizia com o que esperavam do doutor House, ele disse:

- Eu a amo Lisa Cuddy. Sempre amei, mas nunca esperei que você sentisse o mesmo. Por isso eu nunca fiz, o que você fez hoje quando chegamos. Ele se aproximou dos lábios dela e ela sorriu.

- Admita que você gostou. Ela provocou.

- Ok. Você me pegou.

Ele deixou um sorriso transparecer no canto dos lábios e voltou a beijá-la com avidez deixando sua língua explorar a boca dela com sofreguidão, fazendo-a gemer quando sua mão começou a acompanhar o movimento de sua boca, seguindo em direção a virilha dela.

A barba dele estava comprida e ela sabia muito bem o efeito que aquilo teria sob sua pele e os olhares que receberiam dali pra frente por parte dos funcionários, mas ela não ligava. House a amava e ela demorou a perceber, mas agora sabia que sentia o mesmo e que não havia homem melhor para estar ao lado dela seja qual fosse a situação.

- Maldita saia apertada! Ele reclamou de repente soltando-a e fazendo-a levantar. Ela estranhou e ficou sem ação, esperando para ver o que ele faria. Então de repente, ele simplesmente abriu o zíper da saia, pois já sabia de cor onde este ficava e deixou que a saia dela caísse no chão.

- Ficou louco? Ela sussurrou enquanto ele a sentava novamente em cima da mesa.

- Quem é puritano agora? Ele deu uma piscadela com as mãos, uma em cada coxa dela.

- Você está me desafiando doutor House? Ela colocou as mãos na cintura olhando-o firmemente.

- Entenda como quiser. Disse ele, afastando o cabelo dela, e lhe dando uma mordida no ombro.

Cuddy pensou por poucos segundos e empurrou-o fazendo-o sentar na cadeira e apesar da surpresa ele riu de uma forma sórdida.

- O que você tem em mente? Perguntou ele passando a língua entre os lábios. Cuddy não respondeu, apenas abriu o zíper da calça dele sem deixar de olhar para ele. O olhar dela o enfeitiçou tanto que quando ele viu, ela já havia puxado a calça dele para baixo e se colocado entre as pernas dele.

- Você só pode estar brincando! Ele resmungou entre um gemido e outro afagando os cabelos dela. – Meu Deus eu amo você!

- Deus não tem nada a ver com isso, querido. Nada mesmo. Disse ela sorrindo ao levantar a cabeça.

- Eu adorei esse seu lado sacana. Ele disse sem conseguir desmanchar o sorriso.

- E eu... Sussurrou ela sentando-se no colo dele de frente para ele. – Quero você dentro de mim. Agora! Ordenou no ouvido dele, passando a língua pelo lóbulo da orelha.

- Ok eu já posso morrer feliz. Disse ele afastando a calcinha dela com dificuldade para encaixá-la nele. – Justo hoje você tinha que usar calcinha?

- Você fica chateado por eu não usar. Ela se defendeu e assim que ele finalmente conseguiu encaixá-la a calcinha rasgou e ele a olhou como uma criança que havia acabado de aprontar.

- Não era minha preferida. Ela mordeu o lábio e voltou a beijá-lo apertando as pernas contra ele.

Os movimentos se tornaram tão intensos que a cadeira moveu-se de lugar e fazia um barulho bem característico do que eles faziam, mas não importava. Nada importava depois de tanto tempo acumulando tanta tensão sexual.

Eles precisavam extravasar aquela energia e era o que estavam fazendo nas ultimas semanas incansavelmente.

Cuddy que ficou chocada quando House havia lhe dito que Chase e Cameron andaram fazendo sexo no depósito, agora se sentia excitada só de imaginar-se fazendo a mesma coisa. Aos poucos ninguém mais comentava o que eles estavam fazendo, pois se tornou normal. E desde que Wilson havia os flagrado ficou claro que ninguém devia entrar

No entanto nos últimos dias Cuddy andava preocupada, sentia falta de algo, um vazio inexplicável, uma sensação ruim. Algo ardia em seu peito e ela não sabia o que era. Então num dia como outro qualquer ela entrou no banheiro da casa de House e lá estava: um pacote de absorventes lacrado que ela havia deixado lá para emergências desde que haviam decidido assumir um relacionamento. E lá estava a prova de que fazia um mês e meio que algo lhe faltava: sua menstruação.

Nos primeiros minutos ela não soube como agir. Espiou House, como se ele pudesse prever o que acontecia ali dentro e ele estava dormindo, mas mesmo assim fechou bem a porta e trancou.

A possibilidade que veio em sua mente a assustou, pois embora ainda fosse muito jovem para entrar no climatério duvidou que estivesse grávida, pois já havia tentado outras vezes antes e nunca conseguiu ter um bebê.

E se realmente estivesse, conseguiria levar a gravidez até o fim? Seria uma boa mãe?

Uns milhões de perguntas encheram sua cabeça e ela teve que se sentar e colocar a cabeça entre as pernas para tentar clarificar sua mente. Um filho de House, seria possível?

E mesmo que fosse, ele ia querer essa criança? Como eles iriam lidar com um filho? Entao percebeu que ela ainda nem tinha confirmado a possibilidade e já se fazia mil questionamentos, mostrando-se preocupada com algo que ela nem tinha certeza que existia.

No entanto lembrou-se da atitude de House quando ela quis ter um bebê por fertilização in vitro, de sua preocupação para que ela fizesse uma escolha correta, fazendo-a notar pela primeira vez como ela pensava que ele era a escolha correta. Mas será que ele queria ser a escolha correta? Colocaria tantos empecilhos em sua decisão porque no fundo ele queria ser o pai do filho dela?

- Você está bem? Faz tempo que está ai dentro. Ele bateu na porta tirando-a de seus pensamentos.

- Sim. Ela escondeu a caixa de absorventes como se tentasse ocultar a prova de um crime e abriu a porta sorrindo pra ele.

- Então venha para a cama. Senti saudade. Disse ele puxando-a pelo cordão do roupão que ela usava. Que na verdade era dele.

Quando os dois já haviam deitado e ele havia se encaixado ao corpo dela para dormir, ela virou a cabeça e o chamou.

- House?

- Hum... Ele resmungou.

- Está acordado?

- Não. Bocejou.

- House!

- O que? Não podemos conversar amanhã? Ele perguntou acariciando os cabelos dela e lhe beijando o topo da cabeça.

- Você lembra quando eu quis ter um bebê e você me fez mudar de idéia?

- Eu não fiz você mudar de idéia. Só na queria que você tivesse um filho de qualquer idiota. Genes importam.

- Você queria ser o pai do meu filho House? Ela se arrependeu assim que perguntou.

- Eu nunca disse isso. Queria que você escolhesse alguém que você gostasse. Ele garantiu.

- E se eu tivesse escolhido você? Ela insistiu.

- Porque essa pergunta agora?

- Por nada.

Ela percebeu que não havia porque insistir numa conversa como aquela sem ter certeza. Então fechou os olhos e adormeceu. Porém os de House estavam bem abertos, tentando entender o porquê daquela conversa. Ela não devia ter tocado no assunto, pois sabia que ele provavelmente estava tentando entender de onde veio aquela conversa. Afinal aquilo fazia tanto tempo, porque ela tinha que lembrar agora?

E ele não admitiu isso, mas sim, ele teve certeza naquele dia que achava que ninguém mais podia ter filhos dela, além dele. Cuddy era dele, sim ele sentia um direito possessivo em relação a ela, mas porque a amava demais e nem sabia como expressar tanto amor. Porque normalmente tudo que ele colocava a mão estragava. Porém desde então ele vinha aprendendo várias coisas e achava que devia ter dito que sim. Mas como sempre sua boca agiu antes de seus pensamentos.

E por causa disso Cuddy pensava justamente o contrário: que ele desconversou porque não queria ter filhos.

Mas porque ela queria saber isso agora? Estava grávida? Será? Preferiu não pensar nisso.

E ela sentia falta disso em sua vida e se realmente estivesse grávida ficaria deleitada com a notícia.

Mas podia esperar o mesmo dele? Não tinha certeza disso.

Tinha sérias dificuldades em enxergar House como pai, afinal ele não tinha o menor tato com crianças.

Aliás, ele não tinha tato com qualquer ser humano a não ser ela. E mesmo com ela muitas vezes ele não sabia como levar uma conversa. Exatamente como aconteceu há pouco.

No dia seguinte, como não conseguia trabalhar, nem pensar em nada e muito menos olhar para House resolveu fazer um teste e tirar a dúvida. Na verdade ela adiava essa idéia por medo do resultado, seja qual fosse a alternativa. Por um lado queria que fosse positivo porque sempre desejou ter um filho e achava que no momento era a única coisa que faltava em sua vida para que ela se sentisse completa. Por outro seu relacionamento com House ia tão bem e ela temia que uma notícia como essa estragasse tudo.

No entanto não tinha volta, o resultado não ia mudar independente do quanto pensasse a respeito.

Após concluir o teste faltava-lhe a coragem para olhar, não sabia descrever o que sentia: um misto de nervosismo, ansiedade, alegria e expectativa. Então olhou! E lá estava um sinal positivo encarando-a fazendo com que um sorriso enorme preenchesse seu rosto e de repente esqueceu-se de suas preocupações e mesmo de House.

Se ele não quisesse essa criança não importava, pois ela seria a melhor mãe que ela ou ele poderia ter. Passou a mão pelo ventre imaginando como ficaria em poucos meses.

- O que está fazendo? House entrou sem bater e a pegou de surpresa.

- O que você está fazendo? Disse ela pegando rapidamente o teste, mas ele segurou a mão dela.

- O que é isto que está escondendo patroa? Ele a olhou de uma forma sarcástica e sorriu, mas não havia sorrisos nos lábios dela.

- Ok, eu não queria que você descobrisse assim. Disse ela soltando o teste e permitindo q ele visse enquanto se virava e mexia nos cabelos num gesto de nervosismo.

- Isso é o que estou pensando? Ele perguntou após olhar com uma expressão suspeita.

- House você é médico, você sabe muito bem o que isso é! Disse ela irritada.

- Pelo humor já tenho a certeza. Mesmo tendo feito uma piada ela pode ver a cor esvair de seu rosto e seus olhos perderem o foco.

- Greg! Ela gritou e foi a última coisa que ele ouviu antes de tudo se tornar escuridão. Quando acordou estava numa maca com Cuddy a seu lado, acariciando sua testa e lhe olhando sorrindo. Havia um brilho inexplicável nos olhos dela, algo que a deixava ainda mais bonita.

- Eu pensei que você estava tomando precauções. Foi a primeira coisa que ele disse, com a voz ainda falhada.

- Eu não tomo pílula faz algum tempo, porque eu nunca engravidei mesmo e a gente costumava usar camisinha... Quando lembrávamos... Ela acrescentou ruborizando um pouco. – Quero que você saiba que eu não planejei isso, eu...

- Lisa, a resposta é sim. Ele a interrompeu.

- Sim o que? Ela ficou confusa.

- House, você está bem? Wilson interrompeu.

- Wilson é uma conversa particular, não notou? Ele reclamou.

- Já vi que está bem. Wilson saiu novamente.

- Bem, sim ao que você me perguntou ontem. House continuou.

- Sim?

- Sim, eu esperava que você me escolhesse... Eu queria ser o pai do seu bebê. Ela não disse nada, porque palavra nenhuma poderia expressar o que sentiu naquele momento, porém ele continuou.

Levantando um pouco e segurando nas mãos dela ele disse olhando-a firmemente:

- Correção: eu não queria ser o pai do seu filho. Eu ainda quero. E eu sou, certo?

Ele a olhou com desconfiança e ela lhe deu um tapa no braço. House a puxou pelo braço e a beijou demoradamente esquecendo-se que estava numa maca deixada num corredor, a mercê de espectadores.

- Acho que precisamos convocar uma reunião de emergência. Disse ele com um sorriso maroto.

- O que? Por quê? Perguntou Cuddy ainda sorrindo. E puxando-a pela mão saiu gritando o nome de todo mundo que devia estar na sala de palestras.

- Qual o assunto em pauta? Perguntou Foreman curioso.

- Bem... Disse House passando os dedos pela mesa e andando de um lado para o outro. – Embora alguns de vocês sejam incompetentes e não gostem de mim o que é totalmente compreensível porque eu também não gosto da maioria de vocês eu estou me sentindo um tanto generoso porque vou ser pai do filho da mulher com belas pernas de fora sentada ali e por isso vou pagar uma garrafa de champanhe pra cada um. Ele apontando Cuddy e matando-a de vergonha. – Ou seja me internem, devo estar louco. Deu de ombros. - É só isso, podem voltar pra seja o que for que vocês estavam fazendo.

- Nunca pensei que você aceitaria a novidade tão bem. Cuddy admitiu quando não havia mais ninguém além deles na sala. – E pensei que não gostasse de discutir particularidades na multidão.

- Bom, as duas coisas foram mérito seu doçura. Durante o desmaio acho que tive tempo para raciocinar. Ele brincou e logo em seguida tocou o queixo dela fazendo-a olhá-lo.

- Nunca achei você muito paternal. Ela riu.

- Eu não sou bom com pessoas, menos ainda com as pequenas. Ele concordou. – Mas eu amo você. Você trouxe um pouco de luz pra minha vida amarga e ranzinza. Ele usou um tom cômico. – E não digo que não estou apavorado com isso. Eu estou. Mas é uma parte de você e não há nada em você que eu possa não gostar. Sorriu por fim fazendo-a tremer, pois jamais imaginou tal reviravolta em sua vida. Abraçou-o com força e sussurrou no ouvido dele:

- Muito obrigada doutor Gregory House!

- Pelo que?

- Deixa pra lá... Ela suspirou desistindo de falar algo que pudesse fazê-lo transformar numa piada para quebrar o clima. House então beijou a testa dela e se abaixou um pouco acariciando a barriga dela e em seguida fitou os seios dela.

- Que foi? Ela perguntou se sentindo incomodada com o olhar dele.

- Será que falta muito para ficarem maiores? Cuddy beliscou o bumbum dele e ele a puxou pela cintura beijando-a apaixonadamente e jogando-a para trás.

- Sempre um prazer, patroa. Dizendo isso selou os lábios dela com mais um beijo.

Seria isso um fim, ou um começo?