Parte 4:
- Bom dia Dr. House. Disse a secretária animada, mas ele apenas acenou com a cabeça, o que já era algo até muito grande, em se tratando de House.
- Qual o problema dele? Perguntou Cameron a Chase e o mesmo deu de ombros.
- Eu acho que tem a ver com o fato dos pacientes tocarem a barriga da Cuddy. Deixa-o irritado. Foreman sussurrou, com medo de House ouvisse e não só negasse como considerasse estapafúrdia a idéia.
- É isso sim. Wilson concordou.
- Mas convenhamos que a barriga não chama tanto a atenção quanto aquele par de... Chase parou de gesticular sobre o peito ao ver Cameron ao seu lado.
- Do que? Cameron cruzou os braços com uma expressão nada amigável.
- Nada. O que você estava comentando mesmo, Wilson? Ele disse, sem graça.
- Wilson, pode vir até minha sala um minuto? Cuddy apareceu calando todos ao mesmo tempo o que a fez deduzir que ela era o motivo da conversa. Seu humor não andava dos melhores nos últimos dias então nem ligou para o fato de que Chase, Foreman e Wilson olharam diretamente para o decote de sua blusa.
- Claro, claro. Os dois saíram e Cameron aproveitou para reprimir os homens no recinto.
- Ela está esperando um bebê! Vocês não se tocam não?
- Que bebê sortudo vai ser esse. Disse o paciente que estava tendo um corte no joelho costurado por House.
- Se eu fosse você, não teria feito esse comentário. Disse Foreman.
- Porque não? O homem perguntou.
- Porque o pai do bebê sortudo sou eu. Disse House com um sorriso irônico e louco para enfiar aquela agulha em outro lugar que não fosse o joelho dele. – E já chega! Cameron termine isso aqui que eu preciso fazer uma coisa.
- Sem problemas... Cameron pegou agulha assim que liberou seu paciente e House adentrou a sala de Cuddy sem bater.
- House, fosse não sabe para que servem as portas? Ela o reprimiu.
- Pelo amor de deus homem, não a irrite. Disse Wilson.
- Eu sabia que era o Wilson aqui, e como ele nunca se lembrou de bater a porta eu me vejo no direito de fazer o mesmo. House deu um leve sorriso de escárnio.
- O que você quer, House? Ela suspirou tentando manter a calma.
- House? Não foi assim que você me chamou uma meia hora atrás lá no carro. Ele ergueu uma sobrancelha, mas ela não estava para brincadeira e lhe deu um olhar de desagrado, fazendo com que deixasse de brincar e fosse direto ao assunto. - Preciso ter uma conversa a sós com a patroa Wilson. Será que dá? Wilson olhou para Cuddy esperando uma resposta e ela assentiu tranquilamente.
- Nós já tínhamos terminado mesmo. E aquele garoto no segundo andar está esperando por você.
- Toda sua, House. Ele disse sorrindo assim que Cuddy o liberou.
- É, e nem pense em dividir. House fez uma carranca e Wilson saiu balançando a cabeça e rindo.
- Isso é jeito de entrar no meu escritório? Ela indagou levantando devagar e pousando a mão na barriga, que já estava bem aparente.
- Isso é jeito de uma mulher grávida se vestir? Ele perguntou cruzando os braços e deixando claro que se referia ao decote profundo da blusa preta que ela usava.
- Você nunca se incomodou com meu jeito de vestir antes. Ela pareceu confusa.
- Acontece que o tamanho do seu decote cresceu proporcionalmente ao tamanho dos seus seios. Você tem idéia de quantos pacientes tarados tenho que escutar comentando da doutora grávida gostosa? Esse tipo de coisa me faz ter vontade de esquecer a ética médica. Ele vociferou enquanto ela ouvia calmamente com uma expressão um tanto indiferente.
- E quando foi que você ligou para ética? Ela riu.
- Não mude o assunto. Ele disse apontando o dedo e reparando que uma gota de suor escorria entre os seios dela. – Viu? Essa sua roupa tira até mesmo a minha concentração.
- House, você tem idéia de como pode ser cansativo carregar outra pessoa dentro de você? Eu me sinto na menopausa a maior parte do tempo. Por mim eu viria trabalhar nua se você quer mesmo saber.
- Ah é? Porque não anda nua dentro de casa então? Eu não ligaria. Ele deu uma piscadela. Mas quanto ao trabalho acho que devemos usar mais ar-condicionado e além do mais... Ele parou de falar ao ver que ela fez uma careta contraindo um pouco as costas. – O que foi? Perguntou preocupado.
- Essa foi das fortes. Ele ou ela não está gostando da sua conversa também. Disse ela.
- Ótimo. Já estou vendo que vou perder discussões com esse ai também. Logo, tem grandes chances de ser um ela. Cogitou, pousando o dedo no queixo.
- Já pensou na possibilidade de descobrir isso? Já estou grávida de seis meses, está mais do que fácil saber o sexo através do ultra-som.
- Mas ai onde fica o fator surpresa? Já falamos sobre isso.
- Nunca pensei que você fosse tão antiquado. Ela riu.
- Não se trata de ser antiquado. Sinto-me mais seguro não sabendo ainda o que tem ai dentro. Disse ele olhando com desconfiança pra barriga dela.
- Já pedi pra você parar de se referir ao bebê como "isso". Ela o repreendeu.
- E como vou chamar? Pequeno fruto do pecado, você vetou, lembra? Ele perguntou com um ar de chacota.
- Bem que você gostou desse pecado. Ela disse voltando a se sentar, dando uma cruzada de pernas que tirou sua atenção novamente.
- Não basta os seios? Você tem que sair por ai mostrando as pernas também? Ele resmungou novamente.
- Terei que virar uma freira agora por causa do seu ciúmes besta? Ela já estava perdendo a paciência.
- Não é ciúmes? Ele pareceu ofendido. E além do mais, freira com o fruto do pecado na barriga, eu acho difícil viu?
- Pare de chamá-lo assim. Nós temos que começar a pensar num nome.
- Que diferença faz? Não sabemos o sexo mesmo.
- Eu odeio interromper a terapia de casal, mas o seu paciente está lhe chamando House. Disse Wilson entrando na sala sem cerimônias.
- Eu dei uma boa quantia de sedativos a ele, não era para ele estar acordado. House reclamou.
- Mas está. Wilson deu de ombros.
- Conversamos depois. Disse House a ela e ela deu um suspiro entediado dizendo:
- Mal posso esperar.
Os dois saíram e a discussão com House fez com que Cuddy ficasse com uma vontade ainda maior de saber o sexo de seu bebê. Então teve uma idéia da qual não se orgulhava porque teria que mentir para House, porém era o House, duvidava muito que ele deixaria de contar uma mentira para agradá-la.
Aproveitando que ele estava ocupado demais com seu paciente para ficar cuidando onde ela estava e o que estava fazendo, ela se direcionou a área de obstetrícia.
Ninguém conhecido estava por ali e mesmo que estivesse, o que ganharia dizendo ao House que a viu entrando numa sala de ultra-som. Ela era médica, tinha essa desculpa, além do mais, ela não ligava, se House não queria saber o sexo do bebê era problema dele. Afinal ela não via graça nenhuma em fazer um enxoval neutro para a criança.
Deitou-se na maca e espalhou aquele gel gelado na barriga, fazendo com que o bebê se alvorotasse fazendo-a sorrir. E lá estava ele, o fruto do pecado. Como dizia House.
Finalmente ela sabia e era exatamente o que ela esperava. Ficou com vontade de contar a House imediatamente, mas sabia que ele ficaria chateado por ela saber.
Então voltou rapidamente a sua área de trabalho guardando a notícia para si mesma. Todos a olhavam com um ar de suspeita, porque ela não parava de sorrir, principalmente House, porque sabia que ela só sorria daquele modo depois de ter feito algo muito agradável e naquele dia eles não haviam tido a costumeira rapidinha na sala dela.
- O que você está me escondendo? House perguntou com um ar de desconfiança quando já se preparavam para dormir. Ele havia esperado provavelmente o dia todo para fazer essa pergunta e ela não podia negar que já esperava por ela.
- Do que você está falando? Ela fingiu que não tinha idéia do que ele queria dizer.
- Você sabe. Você está muito sorridente hoje. Não é normal. Ele sentou na cama fitando-a franzindo o olhar como se tentasse ler a mente dela.
- House, amanhã eu estou de folga, mas você não. Será que podemos dormir?
- Não mude de assunto.
- Estou cansada! Se soubesse que você ia ficar neurótico tinha ficado na minha casa.
- Eu sempre fui neurótico e isso nunca foi um problema antes. Ele disse com um ar de chateação.
- Não estou escondendo nada, está bem? Estou com os hormônios a flor da pele, é normal que eu mude de humor sem mais nem menos. Ela desconversou sorrindo.
- É, mas nos últimos seis meses o seu humor geralmente só muda para pior. Porque esses sorrisinhos à toa então?
Ela estava começando a perder a paciência então pensou no único modo que o faria esquecer aquela conversa e calar a boca. Sentou-se também e o beijou violentamente, fazendo sua língua brigar por espaço com a dele numa luta sensual enquanto ele escorria as mãos pelos seios dela. Cuddy então dando uma leve mordida nos lábios dele o fitou esperando uma resposta e sorriu ao ver a expressão completamente entregue dele enquanto dizia:
- Diabos! Você ganhou.
Mal terminou de falar e a deitou na cama novamente, apagando a luz do abajur e deitando-se ao lado dela voltando a beijá-la com vontade enquanto sua mão deslizava pelo corpo dela sem pudores.
Infiltrando uma mão em sua coxa por baixo da camisola, ele livrou-se da mesma enquanto a acariciava delicadamente.
Cuddy deslizou as unhas pelo peito nu dele descendo até que fosse possível livrá-lo a calça do pijama e assim tão rápido ambos já haviam se livrado da pouca quantia de roupa que os cobria.
House então jogou as mãos dela para o alto, segurando-as firmemente enquanto perdia-se em seus seios, deleitando-se neles com sua língua e dando lever mordiscadas enquanto a ouvia gemer baixinho. Seus hormônios que haviam se atiçado agora e um senso de posse aflorou em sua alma ao lembrar-se dos olhos gulosos para cima dela no hospital. Ela era sua e de mais ninguém. Havia esperado muito tempo para poder dizer isso e agora que era realidade não permitiria que ninguém cobiçaria o que era seu.
Pensando nisso suas carícias se tornaram ainda mais intensas deixando a pele dela avermelhada devido a sua barba mal feita.
Cuddy gemia cada vez mais alto, apertando-o contra seu peito enquanto ele começava a direcionar as carícias pela barriga dela, deixando seus dedos infiltrarem-se nela fazendo-a contorcer-se.
O bebê se agitou de repente, fazendo com que os dois dessem uma gargalhada, pensando se ele tinha noção do que acontecia fora da barriga de sua mãe.
House nunca fora tão delicado antes, mas ele tinha medo de machucá-la, embora fosse médico e soubesse que grávidas não são de cristal, ele não queria correr o risco de prejudicar Cuddy ou o bebê.
Quando chegaram ao clímax ele estava tão exausto que virou-se de lado e dormiu, deixando Cuddy aliviada por não ter mais que conversar sobre o porque ela estava "diferente".
Sorriu ao imaginar a cara de House quando soubesse que teria uma filha, e assim como tinha brincado anteriormente, teria mais uma mulher para lhe atormentar.
- Dormiu bem? Ele perguntou ao ver que ela já estava em pé ajuntando suas coisas enquanto ele ainda mal conseguia abrir os olhos.
- Muito bem. Ela piscou para ele. – Mas ainda tenho que passar em casa antes de ir para o hospital. Disse ela apoiando-se no criado mudo para se abaixar e ajuntar sua roupa.
- Você não devia ficar se abaixando desse jeito. Ele resmungou.
- Porque você não levanta e me ajuda então? Ela provocou sentando novamente na cama.
- Muito empenho. Ele suspirou. – Ainda é cedo.
- Vou dizer o mesmo da próxima vez que você insistir por uma transa matinal. Disse ela com um sorriso maldoso acariciando as costas.
- Dor nas costas? Perguntou ele levantando uma sobrancelha.
- Um pouco. Mas nada grave. Tenho mesmo que ir. Ela levantou e terminou de se vestir.
- Porque a pressa? Ainda falta uma hora para começar o expediente.
- Porque eu ainda tenho que tomar um banho e trocar de roupa, ou você acha que vou assim?
- Porque você não traz as suas coisas pra cá? Evitaria esse vai e vem... Ele disse com calma.
- Como assim? Cuddy ficou confusa. Ele estava chamando-a para morar com ele?
- Ué, qual a dificuldade mulher? Você deixa umas coisas aqui... Aliás, porque você não se muda pra cá de uma vez? Ele perguntou como se tivesse acabado de pensar naquilo.
- O que? Ela se sentou novamente. – House, você está brincando, não? Ela sorriu.
- Estou com cara de quem está brincando? Perguntou ele franzindo a testa.
- Quer mesmo que eu venha morar aqui com você e o Wilson? Ela perguntou ficando realmente confusa e surpresa com aquela pergunta. Principalmente porque ele havia falado de uma maneira tão natural que não parecia se dar conta de que era um grande passo a dar.
- Ah é mesmo... Tinha esquecido que ele mora aqui... House pensou um pouco antes de continuar. – Mas ele pode arranjar outro lugar. Disse ele dando de ombros e Cuddy teve que dar uma gargalhada.
- Qual é a graça? Ele parecia ofendido.
- Você vai expulsar Wilson para que eu venha morar aqui? Ela continuava rindo. – Até ele achou graça. Disse ela passando a mão sobre a barriga.
- É mesmo? Mais um que nem nasceu e já conspira contra mim. Reclamou ele, pondo a mão sobre a barriga dela e fitando-a profundamente. – Então, o que acha? Afinal quando o fruto do pecado nascer não vamos poder continuar nesse vai e vem.
- Você realmente está falando sério? Cuddy ficou tão emocionada que nem quis reclamar o fato de ele chamar o bebê daquele jeito.
- É claro que sim. É tão difícil assim me imaginar falando algo sério? Ele pareceu ofendido. Cuddy sorriu e as palavras sumiram por completo de sua mente então sua resposta foi com o único gesto que lhe veio a mente: beijá-lo com a maior intensidade possível.
- Nossa, acho que vou fazer propostas decentes mais vezes. Disse ele com aquele ar sarcástico típico dele.
- House, nós três somos uma família agora? Perguntou ela num tom calmo.
- E ainda temos alguma outra opção? Ele deu de ombros tentando soar brincalhão, mas no fundo estava feliz com tudo que estava acontecendo. Feliz por finalmente ter a mulher que amou por tanto tempo em segredo e agora ela lhe correspondia e ainda havia lhe dado uma criança. Algo que ele nunca pensou que pudesse ter ou mesmo que quisesse ter.
- Acho que não. Ela riu. – Mas não precisamos expulsar Wilson.
- É, seria até uma boa, ele não tem muita vida social, pode nos ajudar com o fruto do pecado. House pos a mão no queixo, imaginando a cena.
- Não! Eu quis dizer que nós devíamos procurar um lugar para nós dois. Nosso. Só nosso. Entendeu? Ela se aproximou.
- É... Pode ser. Mas nada de casa no subúrbio. Ai já é querer demais da minha pessoa. Ele avisou com uma expressão assustada fazendo-a rir novamente.
- Tudo bem, você é quem sabe. Mas agora eu realmente tenho que ir. Disse ela levantando e acariciando o rosto dele.
- Nos vemos mais tarde, minha senhora e soberana. Disse ele fazendo continência.
Como se aquele dia já não tivesse reservado surpresas o bastante Cuddy recebeu uma visita completamente inesperada no trabalho. Uma visita que provavelmente era a última que ela esperava ver em sua sala, assim que entrou.
- Você está grávida?! A mulher disse num tom alto e surpreso.
- Mãe? O que está fazendo aqui? Cuddy engoliu em seco. Havia se esquecido de avisar sua mãe que estava grávida. Mas como podia julgá-la? Elas nem se falavam muito mesmo.
- É o que parece, não? Ela deu um sorrisinho amarelo.
- Como nunca comentou isso quando ligo para você?
- Eu... Esqueci. Disse ela embaraçada.
- De quantos meses você está?
- Quase sete. Cuddy disse com uma voz culpada.
- Vou ser avó e nem ia ficar sabendo que não viesse aqui?
- É claro que ia! Cuddy se defendeu.
- Quando? Ela inqueriu com uma expressão séria.
- No batizado? Cuddy sugeriu amedrontada.
- Quem é o pai?
- Mãe você está parecendo uma repórter. Cuddy riu.
- Mas é claro! Só assim pra saber como anda a sua vida. Nem quando está para se tornar mãe você lembra-se de dar noticias. Espero que seu bebê seja melhor filho do que você é. Disse ela um tanto magoada.
- Desculpe! Eu ando muito ocupada e esqueço sempre de falar. Mas agora você já sabe. Pode se acalmar?
- Mas então, quem é o pai? Você nem comentou que estava saindo com alguém. Ela continuava resmungando.
- Ah, você o conhece. Lembra do House?
- House? House... Gregory House? Não pode ser esse… Disse ela duvidosa.
- Esse mesmo. Cuddy riu.
- O que? Aquele sem vergonha pelo qual você passou semanas chorando? Ela reclamou.
- Mãe isso faz quase vinte anos. Cuddy riu.
- E daí? Ele mudou por acaso? Deixou de ter aquele ar de deboche e de ser prepotente?
- Bem... Cuddy balançou a cabeça.
- Pobre dessa criança. A mãe dela suspirou. – Já sabe o sexo?
- Já, mas o House não quer saber então não comente nada perto dele, está bem? E ele não sabe que eu sei.
- Porque ele não sabe que você sabe?
- Porque eu havia prometido que ia esperar o nascimento.
- E quem liga pra ele? Eu não vou falar nada, não. O que é? Ela perguntou interessada.
- É uma menina. Cuddy disse emocionada.
- Uma menina é? Agora você vai entender o que eu passo... Ela disse sorridente acariciando a barriga de Cuddy quando de repente House entrou na sala sem bater.
- Margareth? Disse ele intrigado.
- Gregory House. A mulher endireitou a postura novamente com um ar orgulhoso e nada amigável.
- Bom, pela expressão amigável deduzo que ainda se lembra de mim, não? Disse ele sorridente.
- E como não? Você não mudou nada. Exceto pelo cabelo mais ralo. Ela provocou, fazendo com que ele instantaneamente passasse a mão no topo da cabeça um tanto desconfiado.
- Mamãe! Cuddy a repreendeu.
- Isso foi há tanto tempo, Cuddy não lhe informou a situação atual? Disse ele apontando para a barriga dela. – Obra minha, bonito não? Mais arredondado do que uns que tem por ai. Ele debochou.
- Estou sabendo sim. Fazer o que se minhas filhas nunca tiveram gosto para homem. Ela suspirou entediada.
- Que é isso, sogrinha. Sempre tive muito apreço por você. Disse ele com ironia aproximando-se das duas.
- Sei... Mas então, quando é o casamento?
- Que casamento? Os dois perguntaram juntos.
- De vocês, oras. Não que eu quisesse ver você casada com esse ai, mas agora você já engravidou e essa criança precisa de uma família.
- Não vamos nos casar. House disse claramente.
- Ao menos não por enquanto. Cuddy completou para não provocar muito sua mãe.
- Como assim? Ela cruzou os braços.
- Somos uma família, vamos morar juntos, criar o bebê juntos, mas sem casamento. Entendeu? House explicou vagarosamente.
- Mas isso não é certo! Lisa, olha que tipo de homem você escolheu para ter filho, nem casar com você ele quer. Ela reclamou.
- Quem disse que eu não quero? Ele pareceu ofendido.
- Você quer? As duas pareceram surpresas.
- Desculpem atrapalhar a reunião familiar, mas House seu paciente está chamando. Foreman disse entrando, logo após dar uma batida na porta.
- Eu dei morfina para ele, porque ele não para de encher o saco?
- Quem sabe é por isso. Ele não está falando coisas que façam sentido. Foreman disse num tom incriminativo.
- Vai ficar por ai, sogrinha? Adoraria conversar com você novamente. Disse ele irônico outra vez.
- Vou sim. Disse ela no mesmo tom.
- Mal posso esperar pela nossa próxima conversa então.
- Que bom, porque podemos jantar os três juntos então para falar sobre o futuro de vocês. Disse ela.
- O que? Mãe! Cuddy repreendeu novamente enquanto House saia de fininho e deixava a sala.
- Eu vim até aqui porque seu pai teve um infarto e você não nos liga há duas semanas.
- Pensei que houvesse algo errado por aqui também.
- Infarto?
- É, mas ele já está bem e quer ver você. Mas ele não pode ter emoções fortes e bem... Olhe pra você. Ela indicou a barriga de Cuddy.
- Eu posso dizer, que engordei. Ela deu de ombros sugerindo com inocência.
- Seu pai sabe que você sempre foi neurótica com peso. Ela disse em negativa.
- Bom, nesse caso tenho certeza que ele irá gostar de saber que vai ser vovô. Mas mãe podemos falar sobre isso depois? Eu tenho muito trabalho por aqui.
- Você está dispensando a sua mãe? Ela reclamou.
- Você veio me procurar no trabalho e esperava que eu tivesse a manhã livre?
- Você está pegando o jeito daquele safado do pai do seu filho. Ela resmungou e Cuddy riu. Seria verdade? – E você nem devia estar trabalhando tanto, com uma barriga desse tamanho.
- Eu estou bem e meu bebê também. Cuddy garantiu.
- Já pensou num nome para ela?
- Ainda não decidimos nomes. Agora será que posso voltar ao trabalho?
- Me dê a chave do seu carro, peguei um táxi até aqui e vou aproveitar para fazer umas compras para a minha netinha.
Disse ela sorrindo para a barriga de Cuddy e acariciando-a. Cuddy suspirou e deu a chave porque não queria mais confusão, embora não confiasse na direção de sua mãe.
Aquele dia havia mal começado e já havia tido surpresas demais, House dizendo que eles deveriam morar juntos, sua mãe aparecer sem avisar e House agora propondo casamento?
Aquilo tudo não saia de sua cabeça, talvez por isso ela acabou tendo uma crise nervosa e desmaiando.
