Parte 5:
- O que aconteceu? House entrou no quarto correndo com uma expressão nervosa ao saber que Cuddy havia desmaiado.
- Nada de mais. Estou bem. Ela garantiu querendo levantar, mas Foreman a fez deitar-se novamente. Ele que a encontrou caída no chão após entrar lá para pedir a assinatura dela num documento.
- Como assim nada de mais? House satirizou. Você é médica não sabe o perigo que é uma queda num estágio de gestação avançado assim? Ele resmungou irritado com a negligência dela, mas se arrependeu pelo tom rude, mesmo que fosse simplesmente por pura preocupação.
- House, sem sermão agora, sim? Ela suspirou virando-se de lado, apoiando a barriga no travesseiro.
- Já fizeram um ultra-som, descobriram o motivo do desmaio? Ele perguntou a Foreman. Está tudo bem com o bebê. É forte e saudável. Ele sorriu batendo nas costas de House.
- E o desmaio? Qual o motivo? Ele continuava sério.
- Apenas stress. Convença-a a ficar os últimos dois meses em casa e tudo certo. Disse ele deixando-os a sós.
- Nem tente. Ela o alertou com um ar de desafio.
- São ordens médicas. Ele oscilou a cabeça.
- Eu sou médica e digo que posso muito bem trabalhar, pelo menos por enquanto. Ela garantiu.
- Porque você tem que ser sempre tão teimosa? Para quem queria tanto ser mãe você não parece muito preocupada com a saúde do fruto do pecado. Disse ele tentando usar um argumento que realmente a afetasse.
- Já pedi pra não chamar ele assim! E ele está muito bem, não ouviu? Meu stress não tem nada a ver com o trabalho. E sim com você e minha mãe! Ela alfinetou.
- O que eu fiz agora? Ele pareceu indignado.
- Deixa pra lá... Ela suspirou se levantando. – Vou sair mais cedo hoje para preparar o jantar hoje à noite. Minha mãe vai ficar, ela quer jantar conosco. Disse ela esperando uma reação negativa dele.
- Na minha casa ou na sua casa? Ele perguntou tentando ignorar o fato de que odiava a idéia.
- Minha mãe, minha casa. Ela apertou o queixo dele rindo e o beijou em seguida. Quando ela saiu do quarto ele ficou observando o balançar dos quadris dela até que ela saísse de sua visão.
Cuddy foi ao mercado após o trabalho fazer umas compras, porque não sua casa nunca havia muita variedade de comida e ela conhecia sua mãe o suficiente para saber que ela comentaria o fato. Aliás, pensou onde ela havia de ter ido com seu carro, para demorar tanto? Teve que pegar um táxi para ir ao mercado, coisa que ela realmente achava desagradável naquela situação, mas não havia outro jeito.
Quando chegou em casa sua mãe ainda estava fora, então ela começou a preparar o jantar enquanto a pequena criatura em sua barriga chutava sua barriga de forma eufórica.
- Onde você estava? Ela perguntou assim que sua mãe chegou e pode ver que ela estava cheia de sacolas de compras. Cuddy estava sentada no sofá com os pés sobre a mesinha de centro, pois seus pés estavam inchados e suas pernas doloridas, embora não quisesse admitir.
- Comprei umas coisinhas para a minha netinha. O que você cozinhou? Disse ela, sentindo o cheiro que vinha da cozinha.
- Macarrão. Já está pronto, é só aquecer, assim que House chegar.
- Onde vai ser o quarto dela, para eu deixar as coisas?
Cuddy então se deu conta que eles ainda não tinham pensado nisso. Não haviam comprado nada para o bebê ainda, porém ela ainda tinha o quarto pronto de quando tentou adotar uma recém nascida. E agora que ela teria uma menina, o quarto já estava ali, embora ela nem tivesse se lembrado disso.
- Já encontrei! Avisou ela e Cuddy a seguiu.
- O que você comprou? Ela perguntou interessada sentindo uma certa paz ao entrar naquele quarto depois de tanto tempo.
- Umas roupinhas. Veja isso! Disse ela rindo e mostrando um pequeno vestido xadrez para Cuddy.
- É lindo, mãe. Ainda não compramos muita coisa, não deu tempo. Ela explicou, antes que sua mãe perguntasse sobre carrinho, banheira, fraldas e outros utensílios.
- Não deu tempo? Vocês tiveram 7 meses! Ela disse.
- Passamos a maior parte do tempo no hospital. Cuddy se defendeu dando de ombros.
- Bom, as coisas vão ter que mudar quando o bebê chegar. Ela advertiu e foi interrompida pela campainha.
- Bom, tem dois meses e meio até isso acontecer. Disse Cuddy enquanto ia atender a porta. – Você está atrasado. Ela disse depois que ele lhe deu um beijo suave no rosto.
- Podemos jantar finalmente? Disse Margareth surgindo na sala e dando um daqueles olhares antipáticos a House. Ela parecia uma versão mais velha de Cuddy, mas nem por isso House a considerava menos megera.
- Que sacola é essa? Ele perguntou ao ver que ela estava jogando umas sacolas de plástico no lixo.
- Eu comprei umas coisinhas para a minha neta, já que os pais dela ainda não se lembraram de fazer isso. Cuddy fuzilou a mãe com o olhar, mas ela lembrou tarde demais que House não sabia o sexo do bebê.
- Você sabe o sexo? Ele olhou para Cuddy agora do mesmo modo que costumava olhar para a mãe dela, então ela soube que não era algo positivo.
- Não! Cuddy disse com veemência. Neta ou neto. É que mamãe acha que é uma menina, não é? Ela fitou a mulher novamente.
- Você é uma péssima mentirosa, Lisa Cuddy. Disse ele cruzando os braços.
- Mamãe eu pedi um favor a você! É muito, ficar com a boca fechada? Ela xingou a mãe, que deu de ombros. – E você! Ela apontou House com o dedo. – Você não queria saber o sexo do bebê, mas isso não significa que eu não deveria saber também. Ela se defendeu.
- O que custava você esperar mais dois meses e meio? Eu ficaria mais tranqüilo desses dois meses sabendo que tinha 50% de chances de eu não ter outra pessoa do sexo feminino dentro de casa pra me dar dores de cabeça.
- É só isso que eu dou pra você? Dores de cabeça? Ela se sentiu ofendida.
- É claro que não, querida, mas melhor não falarmos disso na presença da sua mãe. Ele disse com um ar malicioso.
- Se você acha muito difícil ter duas mulheres em casa, que não seja por isso, eu e minha filha não precisamos morar na mesma casa que você. Ela disse com um ar desafio.
- A menina ainda nem nasceu e você já está querendo tirá-la de mim? Ele se ofendeu e de repente ao olhar para o lado se deu conta de que a mãe de Cuddy colocava o jantar na mesa, ignorando-os por completo. – Isso tudo é culpa sua. Ele acusou Margareth.
- Minha? Ela disse num tom de completa indignação.
- Você disse isso de propósito para nos fazer brigar.
- House, não seja ridículo. Cuddy deu um sorriso tocando o braço dele.
- Você está do lado dela agora? Ele ficou irritado. Margareth tinha o dom de fazê-lo perder o pouco de paciência que tinha.
- Porque vocês não sentam e comem de uma vez. Quero falar com vocês.
Disse Margareth indicando a mesa para os dois com uma voz tranqüila. House olhou para ela com desprezo como se dissesse que sabia muito bem que ela havia dito de propósito o sexo do bebê. Os três comeram em silêncio por alguns minutos até que ela resolveu falar novamente.
- E então Gregory, quais são as suas intenções com a minha filha.
- O que? Acha que ainda temos idade pra esse tipo de conversa? Ele debochou.
- Não interessa a idade de vocês, você engravidou a minha filha e agora eu quero saber quando é o casamento. House chegou a se engasgar com a comida.
- Quem disse que temos que nos casar? A lei de Deus? Disse ele num tom mais baixo e Cuddy bateu de leve com seu pé na canela dele.
- É o certo a fazer. Continuou Margareth.
- Olha, sogrinha, eu acho que esse assunto só diz respeito a mim e a sua filha. Não vou discutir esse assunto com você. Ele deu um sorriso amarelo.
- Bom, eu combinei com a Cuddy de amanhã ela ir para casa visitar o pai dela. E tenho certeza que ele pensa o mesmo que eu.
- Mãe, eu já disse, nós estamos procurando um apartamento. Cuddy a interrompeu, pois estava cansada de discutir e sabia como era House, ele jamais falaria desse assunto na frente da mãe dela, afinal ele nunca havia falado desse assunto nem mesmo com ela.
Após o jantar Margareth ajudou Cuddy a limpar a cozinha e finalmente foi embora para alivio dos dois que não agüentavam mais serem pressionados sobre o rumo da relação deles pelo fato de que seriam pais em breve.
- Finalmente. House caiu no sofá dando um suspiro aliviado. – A sua mãe não mudou nada com os anos, hein?
- E você mudou? Cuddy riu.
- É claro que mudei! Ele arregalou os olhos, sentindo-se ofendido. – Você acha que algum dia eu pensei que teria um desses ai? Ele apontou para a barriga dela.
- É, eu ainda tenho dificuldades pra imaginar você como pai. Disse ela, sentando-se ao lado dele.
- Você não é a única. Ele garantiu.
- Você vai se sair bem. Disse ela pegando na mão dele.
- Se for tão bem quanto eu me saio com sua mãe, estou ferrado. Disse ele com um ar descrente.
- Que foi? Está com medo de um bebê? Ela riu.
- É claro! Se ela for um pouquinho parecida com você, ela vai acabar comigo. E ainda vai roubar você de mim. Sua pequena ladra! Ele acusou a filha ainda dentro da barriga da mãe.
- Ela não vai me roubar de você. Ela é sua também. Disse Cuddy pousando a mão dele sobre a barriga dela e instantaneamente o bebê se mexeu para a surpresa dos dois.
- Nossa isso é... Disse House atônito.
- Eu sei. Cuddy sorriu e um brilho inexplicável surgiu em seus olhos.
- Isso é muito esquisito. Não é esquisito ter algo se mexendo dentro de você? Ele perguntou curioso.
Finalizou House, ainda com a mão sobre a barriga dela não querendo admitir para si mesmo o quanto ela maravilhosa aquela sensação. Uma sensação diferente de tudo que ele já havia experimentado. Ele era responsável por alguém agora e ele sabia que Cuddy seria a melhor mãe do mundo. Ele teria que ao menos tentar ser um bom pai embora ainda não soubesse como. Esperava que aprendesse quando olhasse nos olhos daquela menininha, do mesmo modo que entendeu o quanto queria ser pai, quando Cuddy disse que estava grávida.
- Não. Ela riu. – É maravilhoso. Aliás, eu ainda tenho medo de que algo acabe dando errado. Eu já tentei tantas vezes antes e...
- Shh... House a silenciou, tapando sua boca suavemente. – Nada vai dar errado dessa vez. Você é já é mãe, Lisa Cuddy. A melhor do mundo. Ele disse sinceramente.
- Eu amo você.
Ela disse tocando o rosto dele deixando uma lágrima escorrer, não sabia se estava emocionada por House havia lhe dado a segurança que ela precisava para seguir em frente com a gravidez sem temores ou porque realmente ela andava sensível demais.
- Eu amo vocês. Ele disse de forma séria encarando os olhos dela, sem piadas e sem sarcasmo, deixando-a completamente sem fala. Aquele nem sequer parecia o House que ela costumava conhecer. Então sem ter o que dizer ela o beijou profundamente, deixando sua língua explorar a boca dele e suas mãos enlaçarem seu pescoço enquanto ele a trazia para seu colo.
- Greg, nós temos que começar o enxoval do bebê. Ela disse interrompendo o beijo de repente.
- Eu pensei que você já tivesse tudo. Afinal faz três anos que está querendo um filho. Ele disse surpreso.
- Não tenho muita coisa. Além do mais eu marquei com uma corretora ontem pra vermos uns apartamentos, de preferência perto do hospital.
- Amanhã? Eu trabalho, lembra? Ele disse levantando uma sobrancelha.
- E quem é a sua patroa? Ela sussurrou no ouvido dele.
- Eu adoro quando você fala assim. Ele disse pouco antes de beijá-la mais uma vez, escorrendo os lábios famintos pelo pescoço dela até chegarem de encontro aos seios. Tirou-lhe a blusa para tocar a pele dela que já estava arrepiada com o calor da dele.
Por um momento ficou paralisado apenas observando-a, não fora muito tempo, mas o suficiente para deixá-la neurótica.
- Que foi? Estou horrível, não é? Disse ela sem graça ao ver que ele não tirava os olhos dos seios dela, escapando do sutiã.
- Você só pode estar brincando. Ele abriu um sorriso no canto dos lábios e inclinou-se para frente ai encarando-a e só segundos depois ela se deu conta de que ele estava abrindo o sutiã dela. Então sem demora ele se apossa de um dos seios dela, tomando-o nos lábios e sugando-os fazendo-a gemer baixinho para logo em seguida sussurrar com um sorriso maroto:
- Tenho que aproveitar enquanto ainda são só meus. Para a surpresa dele ela se levantou logo em seguida, puxando-o pelo bolso da calça e antes que ele tivesse tempo de perguntar que diabos ela estava fazendo ela simplesmente disse:
- Vamos para o quarto, já! Essa era o tipo de ordem que ele não tinha prazer nenhum em contestar. No entanto ao vê-la de pé completamente nua da cintura para cima soube que não conseguiria chegar até o quarto e preferiu evitar o esforço puxando-a de volta deslizando as mãos pelos ombros dela.
- Não agüento chegar até lá. Disse ele balançando a cabeça e ela sorriu sabendo exatamente o que ele tinha em mente.
- Tire as suas calças. Disse ela rindo.
- As damas primeiro.
Ele ergueu as duas sobrancelhas dando-lhe um beijo suave na boca. Cuddy balançou a cabeça e abriu a calça empurrando-a para baixo. – Sua vez. Disse ela estendendo a mão para que ele lhe entregasse a calça. House abriu o zíper da calça e deixou-a cair aos pés entregando para ela, que por sua vez jogou para trás, beijando-o com ardor logo em seguida. Enquanto o beijava ela colocou as mãos por baixo da camiseta dele e começou a erguê-la deixando-o com o peito nu assim como ela. Em seguida seus dedos buscaram o contato com os boxers dele fazendo com que o corpo dele entrasse em estado de ebulição sem dificuldade.
Ela não estava afim de brincar muito tempo naquela noite, seu corpo estava desesperadamente ansiando por mais então livrou-o dos boxers também jogando-o no sofá e deixando-o completamente surpreso e excitado.
Cuddy então sentou-se sobre ele de costas para ele fazendo com que ele soltasse gemidos enquanto ela balançava os quadris sobre ele até que ambos caíssem em êxtase total.
Após descansar um pouco, House disse:
- Não preciso ir visitar seu pai, certo?
- Greg! O tom dela não era amigável então ele suspirou calmamente e cedeu.
- Está bem... Ele não deve ser pior que sua mãe.
Mas ele estava enganado, podia ser pior sim. O pai de Cuddy também os interrogou sobre casamento, assunto que House não agüentava mais ouvir falar porque agora se ele a pedisse em casamento iria parecer que ele apenas sentiu-se pressionado pela família dela. Malditos parentes! Amaldiçoou.
Nem sequer conseguia se concentrar no trabalho, porque mesmo estando num relacionamento estável com Cuddy, algo que ele nunca pensou ser possível, parecia que o clima de tensão entre eles jamais cessava.
Parecia que sempre havia algo sendo escondido numa entrelinha e outra.
E ao mesmo tempo em que aquilo o irritava, parecia impossível de alterar.
- Esse quarto é muito pequeno! Desista! Ele disse enquanto Cuddy tentava organizar sem sucesso o quarto do bebê durante uma noite de folga.
- O quarto não é pequeno, você que comprou coisas demais! Ela replicou. – Desde quando você estava tão interessado em fazer compras para o bebê afinal?
- Desde que sua mãe jogou na minha cara que eu vou ser um péssimo pai afinal não havia comprado nada para a minha filha ainda, nem demonstrado interesse por ela, o que é uma calúnia porque eu me diverti muito fazendo esse bebê.
- Minha mãe nem mora aqui. Porque você liga? Cuddy pareceu surpresa, dando um sorriso.
- Porque eu sei que vou ser um péssimo pai, mas aquela velha não tem o direito de jogar isso na minha cara! Ele cruzou os braços indignado.
- E por isso você acha que comprar um monte de brinquedos e roupas que provavelmente ela nem vai conseguir usar, porque são tantas e todas do mesmo tamanho, iria fazer você se sentir melhor? Cuddy não parava de rir.
- Eu disse que não levo jeito pra isso, por isso eu tinha concordado em deixar isso com você. Mas a sua mãe... Ele apertou os punhos e cerrou os dentes, mudando de expressão assim que viu o olhar chateado de Cuddy.
- Esqueça as compras. Ela sorriu abraçando-o. – Você pode me ajudar escolhendo o nome dela e sendo o melhor pai que você conseguir.
- O meu melhor, ainda vai ser um lixo. Ele garantiu. – Mas sobre o nome... Eu queria comentar com você, seria muito importante para mim que ela recebesse o nome da minha querida babá que tive na infância e praticamente me criou.
- Qual o nome dela? Cuddy quis saber curiosa afinal ele nunca falava de ninguém relativo a familia, ainda mais de forma carinhosa.
- Honda Lee. Ele disse de forma séria.
- Honda? Você está falando sério? Cuddy deu um sorriso amarelo.
- É claro! Honda era muito amável, adoraria homenageá-la dessa maneira.
- Bem... Podemos cogitar, se é tão importante para você. Ela tentou não gaguejar.
- Você está louca? Você permitiria que nossa filha recebesse o nome de uma marca de carros? Ele se sobressaltou de repente.
- Mas você disse que era importante. Ela ficou confusa.
- Eu estava brincando!
- Eu odeio você! Ela bateu o pé. Eu devia saber que você jamais falaria bem de qualquer pessoa.
- Devia mesmo. Ele riu.
