Dois mundos
Obs: Universo alternativo... Rosette não é freira, Chrno não é demônio. Chrno Crusade como você nunca viu.
Resumo: Rosette e Satella são irmãs, completamente opostas, e tratadas de modos diferentes por seus pais. O resultado disso é...
Chrno e Azmaria também são irmãos. Unidos até o fim, sempre ajudando um ao outro.
Notas: Fanfic completamente editada. Se não reler desde o primeiro capítulo, pode ficar um pouco perdido na continuação.
Capítulo 2
Após uma noite chuvosa, o sol nasceu brilhando intensamente. Uma conversa tinha andamento na cozinha.
Az: Então o que vocês dois aprontaram ontem à noite?
Chrno: Nada, eu sou vi ela na rua. Então viemos pra cá.
Az: Ah, sim... encontraram por acaso, e voltaram pra cá juntos. – forçava uma teoria absurda – Vai maninho, me conta! – seus olhos brilhavam de curiosidade.
Chrno: É sério Az, não houve nada.
Ouviram passos no corredor e pararam a conversa.
Ro: Bom dia... – disse sonolenta esfregando os olhos e bocejando – Acho que dormi demais.
Az: Bom dia Rosette! Vem tomar o café! – levantou e arrumou uma xícara.
Chrno: Bom dia Ro. – disse timidamente – Dormiu bem?
Ro: Dormi sim, obrigada! – sentou-se ao lado da amiga. – Vocês dois estão sozinhos em casa?
Az: Sim, mamãe foi trabalhar bem cedo, nem tivemos tempo de contar pra ela que você está aqui.
Ro: Melhor assim. Acho que vou embora daqui a pouco. – pegou o café e serviu-se.
Chrno: Vai voltar pra casa? – era difícil acreditar que era faria aquilo.
Ro: Não, vou sair pra passear um pouco. – olhou travessa pro garoto – Você acha mesmo que vou voltar pra casa tão cedo? Com certeza a polícia já está atrás de você!
Az: Polícia? – olhou assustado de um para o outro – O que vocês dois fizeram ontem a noite? – ela exigia uma resposta.
Ro: O Chrno entrou lá em casa e me seqüestrou! – sorriu marota.
Chrno: Rosette! – ele simplesmente não sabia o que dizer. Era só uma brincadeira mesmo. – Ah, você me paga.
Terminaram o café, sempre fazendo piadinhas. O dia começou muito bem.
* * *
Outra casa tinha um começo não muito bom.
O senhor Remington já se encontrava desperto, estava sentado sozinho na cozinha, virando a segunda garrafa de café. Com muito custo sua esposa foi tentar descansar, após muitos calmantes e um pouco de insistência.
Sat: Bom dia papai! – cumprimentou-o quando chegou à cozinha – Alguma notícia?
Rem: Nada Satella. – balançou a cabeça preocupado – Sua irmã ainda me faz ter um enfarto. Como ela some assim? – ele levantou e andou em volta da mesa.
O clima ali não estava nada bom. Satella terminou o café e disse algo sobre sair com umas amigas. Nada melhor que compras pra esfriar a cabeça quente. Poderia sugerir isso ao pai, mas com certeza ele gritaria com ela.
* * *
Voltando à casa de Chrno...
Az: Ro, você não vai avisar pros seus pais que está aqui?
Ro: Não, eles vão me encher de perguntas! Não quero dar nenhuma resposta.
Chrno: Diga o que precisa e desliga – falou distraído enquanto assistia à televisão. – Rápido e simples.
Ro: Não precisa, só vou esperar minha roupa terminar de secar e vou embora.
Az: Ah, Ro, você está sendo infantil. – pegou o telefone e pôs na mão da garota – Liga e diz que está bem. Odeio quando mamãe fica preocupada com a gente.
Rosette tinha o telefone em suas mãos, e o encarava como se ele fosse explodir a qualquer momento. Será que devia mesmo avisar? A troco de que? Eles iriam brigar, reclamar, e depois voltaria o falatório de casamento, de comportamento e de imitar a tão venerada irmã perfeita. Tão rápido quanto o pegou, o telefone foi tirado de sua mão.
Chrno: Olá, quem? – alguém do outro lado respondeu – Oi, Satella, tudo bem? É o Chrno! – ele fez uma pausa esperando uma resposta.
Contudo o telefone voou da sua mão também.
Ro: Pirou? Avisar pra minha irmã que eu estou aqui? – balançava freneticamente o telefone na frente dele - Avisa logo meu pai então e assina minha sentença e a sua de morte!
Chrno: Ro... o telefone ainda está ligado – apontou para o aparelho na mão da garota.
Ro: QUÊ? – jogou-o para cima.
Az pegou-o ainda no ar e desligou.
Az: Calma, isso aqui não é bomba, mas estraga.
Os dois olharam-na boquiabertos. Com sorrisos amarelos nos lábios. Ela voltou o aparelho para o suporte e encarou-os.
Az: Já avisaram a família, agora vamos fazer outras coisas! – saiu à frente dos dois rindo da cara deles – Andem, marchem!
* * *
Outra garota também depositava o telefone no gancho.
Rem: Quem era querida? – apareceu na porta da sala, mas a filha ainda em casa atendeu ao telefone.
Sat: Pelos gritos, era a Rosette.
Rem: Era ela? – perguntou ansioso – Onde ela está?
Sat: Você não vai gostar nada de saber papai... – colocaria a irmã em apuros ou ajudava? Elas nunca se deram muito bem mesmo.
Kate: Onde ela está Satella? – a mãe da garota ouviu um pedaço da conversa e se adiantou até a sala.
Sat: Lembram do Chrno... – olhou maldosamente para os dois.
Alívio e fúria se misturaram. Como Rosette tinha coragem de ir até aquele garoto? Depois de todos os avisos para se afastarem eles voltam a se encontrar? Já chegou a hora de por um ponto final nesse assunto.
Continua...
