Disclameir: Twilight não nos pertence mas temos um plano…UHAHAHA

Cinderela Man

(POV Edward)

Aquela festa estava a deixar-me exausto e não tinha nada para fazer, não conseguia ver nenhuma rapariga que conseguisse captar o mínimo interesse pela minha parte, ninguém que achasse minimamente boa fisicamente, se tinha que beijar alguém pelo menos que esse ser fosse quase prefeito…

…tal como eu.

Pelo menos fisicamente eu podia considerar-me quase perfeito, tinha consciência dos meus dotes, o meu interior é que era…

…negro.

Era dessa cor devido a pedaços da minha vida que não conseguia deixar para trás, abandona-los por mais que tentasse, se tinha que voltar a beijar outra rapariga então que fosse boa, quer dizer, boa companhia.

Se estava condenado ao inferno como pensava mais valia consumar todos os pecados ou quase todos.

Avistei o meu irmão Emmett e perguntei-lhe:

- Então, já escolheste? – estava aborrecido e não escondi isso, ele que nem se atravesse a obrigar-me a beijar uma deslavada qualquer., tinha que ter algum voto na escolha pensava. Pensava pois ele apontou para uma loira de nome Lauren que eu conhecia da escola que frequentava.

Impressionantemente estava mais desinteressante do que costumava ser, a sua fantasia mostrava bem o tipo de rapariga que era, fazia jus à fama de se atirar a todos os rapazes que via – segundo os que se designavam "populares". Ela não me reconhecia senão saberia para quem estava a olhar, não retirava os seus olhos de cima de mim e isso deixavam-me tão irritado. Para piorar a situação ela vinha disfarçada de coelhinho da pascoa. "Hello!! Estamos no Halloween!", pensei para comigo mesmo embora o meu desejo fosse de lhe gritar aos ouvidos.

Mas havia algo muito pior na escolha do Emmett além de ela ser absolutamente desprezível, ela não chegava sequer aos calcanhares da minha ex-namorada, eu recusava-me a beija-la.

- Emmett! – gritei – Ela não, aquela coelha felpuda nem, pensar, nem sequer nos teus sonhos irias fazer-me beijar aquela rapariga. – disse firmemente. – Se tenho que beija-la e tenho pelo menos que seja uma de verdade e não toda de plástico – eu estava horrorizado só agora tinha chegado à conclusão que ele tinha mesmo apontado para ela, eu não estava a delirar.

- Aposta é aposta Ediee – disse enquanto abanava o dedo em sinal de reprovação com um sorriso trocista na face.

Olhava para mim com malícia nos olhos e eu questionava-me se ele iria levar esta aposta avante.

- Mas Emmett – disse, a voz falhou-me porque as lembranças de uma antiga vida assolaram-me – eu…

- Tu nada – resmungou, o Emmett não costumava irritar-se mas ficou desse modo – já chega Ed, basta de te esconderes atrás de uma mascara. – ele viu que eu ia falar e continuou – fizemos uma aposta, cumpre a tua parte!

- ok, ok, - concordei relutantemente - mas como tu dizes a noite é uma criança, tenho muito tempo. - pois provavelmente só a beijar aquela criatura aloirada e penugenta quando me mentaliza-se mesmo que tinha de o fazer, não conseguia tirar a ideia da minha mente que o estuque daquela cara ia subir todo, desfazer-se, ou que ia sujar os meus ricos lábios com ela. – virei costas ao Emmett e vaguei pela festa, vagueei sem rumo, sem objectivo porque só queria tirar aquelas recordações da cabeça, queria que ela parassem.

Eu amara-a mais do que a qualquer outra pessoa, amara-a como nunca conseguira amar ninguém e acabei por ser a causa da sua…

- Está ma hora – ouvi a voz usualmente irritante da minha irmã a retinir no meu ouvido.

(POV Emmett)

Talvez tivesse exagerado ao falar daquele modo rígido com o meu irmão mas eu realmente queria que ele esquecesse aquela rapariga de uma vez por todas! Já bastava o sofrimento que perdurara estes anos!

Bastava de andar feito parvalhão, sem se fazer homem respeitosamente... depois que ele beijasse a pessoa que eu tinha escolhido em conjunto com Alice as coisas iam mudar, pelo menos era o que eu esperava assim como a minha irmã.

Vi umas lindas pernas a aproximarem-se de mim, o meu olhar foi subindo desde o chão, lentamente, até aos olhos, sabia que ela amava quando eu fazia isso, que eu despi-se cada parte dela mentalmente, ate que cheguei ao seu rosto de boneca, minha Rose.

Puxei-a rapidamente para mim deixando os nossos corpos colados, sussurrei ao seu ouvido:

- A capuchinho vermelho é a miúda que… - parei, fingi que estava a pensar no que ia dizer – o gnomo hoje vai atacar, amo-te.

Ela arrepiou-se toda, sabia que quando dizia que a amava ela perdoava-me logo e o que vinha de seguida era algo impossível de descrever de tão bom que era, apesar de saber disso não me aproveitava e dizia o que sentia apenas em ocasiões especiais.

Tentou afastar-se dos meus braços mas dali não iria sair.

- Emmett, não é com lamechices que eu te desculpo, ninguém se pode esquecer de mim, ainda por cima tu, agora larga-me e deixa-me em paz. – disse ao mesmo tempo triste e zangada.

- Mas eu não estava a mentir quando disse que foi no gozo - falei docemente - achas que alguma vez me iria esquecer de ti? – fixei os meus olhos nos dela para mostrar o quão sincero estava a ser.

Os seus olhos penetravam-me como se me estivesse a fazer um raio-X.

- Claro que não – respondi à minha própria pergunta – repara, estão aqui um monte de miúdas e eu nem sequer estou a olhar para elas, tu és a minha rose, eu nunca ire desviar os olhos de ti nem esquecer-te. Nunca.

Ela beijou-me intensamente em resposta ao que acabara de dizer e eu senti-me arder.

- O que é que tu e a Alice estão a aprontar para o Edward? – ela conhecia toda a história.

- Uma brincadeira – respondi o mais inocentemente possível.

Ela voltou a fitar-me como se me estivesse a avaliar – estava a dar-lhe para aquilo hoje – e disse:

- Uma brincadeira? De que tipo? Eu quero saber, posso ajudar em alguma coisa? – parecia a Alice toda histérica com aquilo, a Rosalie normalmente não demonstrava qualquer sentimento pelo Edward, mas no fundo gostava dele, acompanhava o seu sofrimento e adorava-o por ser meu irmão, ela tal como todos nós também o queria ver longe daqueles fantasmas, queria vê-lo feliz.

- Hum, acho que não posso dizer mas chega aqui – sussurrei-lhe ao ouvido toda a história e ela começou a sorrir maliciosamente.

- Acho prefeito, - respondeu esbanjando felicidade – quem vai para a mesa de Dj nessa hora sou eu, isto vai bombar – eu sabia que aquilo ia ser perfeito não pensei é que seria assim, beijou-me mais e mais e mais… ela matava-me.

Ela matava-me mas eu tive que voltar a viver para fazer o meu irmão cumprir a sua parte do acordo.

- Está na hora – proferi ao ouvido dele enquanto apontava para a Lauren.

(POV Bella)

Acordei com os gritos da minha madrasta – aquela coisa ruiva ambulante!!

Quem sou eu? Isabella Swan, filha de Charlie e Rennee.

A minha mãe morreu quando eu ainda era pequena, ficamos só eu e o meu pai – um empresário de renome – há três anos ele casou-se com a "coisa ruiva ambulante"...

…nunca mais tive sossego.

Aquele gritos davam-se não só de manhã, mas durante todo o dia. Era impossível não me sentir como a Cinderela, em que Victoria era a madrasta má, e, em vez de irmãs malvadas, havia Jacob.

Jacob, o meu "irmão" mais novo que nem filho da Victoria era ao certo (nunca tinha percebido ao certo essa história) e que passava a vida a salvar-me das garras da sua mãe – bastante longas devo dizer.

Vivemos em Forks desde que nasci porque o meu pai acha que é um bom ambiente para me criar, quando se casou com a madrasta malvada recebeu uma proposta para dirigir uma empresa em Los Angeles, contra a vontade da galinha ruiva recusou a proposta. Ela passou a odiar-me depois disso.

Meu pai amava-a e eu respeitava isso, mas agradecia que ele visse como ela me tratava, ele era a única coisa que eu tinha e apesar de nunca mostrarmos muitos dos nossos sentimentos um para o outro, tínhamos os nossos dias lamechas e eu confiava nele, mas ele não tinha a mínima ideia da víbora de mulher que a Victoria era, aquela ruiva tresmalhada!

Estava sempre a tentar pôr-me para baixo, não que me tratasse mal fisicamente mas se não fossem os meus amigos, que sinceramente, verdadeiros eram poucos - eu estaria tal e qual um farrapo.

enrolei-me mais uma vez nos lençóis estava tão bem, tão confortável, olhei para o telemóvel para ver as horas, e deparei-me com este cheio de sms's e chamadas não atendidas, era Alice, minha melhor amiga desde que ela viera para aqui, ela dizia que ia ficar em casa, talvez uma crise com Emmett que era o seu irmão estilo urso, ou com o seu irmão nerd.

Ora bem, a minha amiga Alice é uma espécie de furacão dentro de um pequenino corpo, perfeito mas pequeno.

Tinha o aspecto de uma fada das histórias de encantar, com o seu cabelo curto revoltadamente espetado em todas as direcções mas sempre com uma noção de estilo impressionante.

Pelo sim, pelo não, liguei-lhe, não fosse Alice ter uma quebra de paciência e passasse dois ou três dias sem me dirigir a palavra, argumentando que não era uma boa amiga e que não lhe prestava atenção nenhuma – ela utilizava sempre esse argumento.

O telefone tocou. Passava sempre ao atendedor de chamadas. Que estranho! Até quando estava nas aulas atendia logo ao primeiro toque. Decidi despachar-me e tentar mais tarde

Talvez o Emmett lhe tivesse feito alguma partida, ele era o tipo de pessoa que adorava fazer isso e talvez fosse por isso e pelo seu incrível senso de humor junto com a depravação tão característica dele que eu o considerava um irmão mais velho, - aquele que nunca tive – aliás ele tinha a constituição física própria de um irmão mais velho, alto e musculado, com os cabelos pretos curtos e dois olhos pequenos mas brilhantes tal e qual os de uma criança.

Quando ia jurar que Victoria não podia gritar mais ela fê-lo. O meu telefone tocou. Era Alice. Atendi ao primeiro toque.

– Tanto tempo a atender? – ela gritou.

– Tem calma. Foste tu quem não me atendeu o telefone.

- Hã? Liguei-te umas vinte vezes! Estúpida! Odeio-te. És a pior melhor amiga de sempre! – aqui estava o seu usual argumento para me fazer sentir mal.

- Eu estava a dormir Alice, sabes o que isso é? - ouvi-a bufar do outro lado da linha - desde que horas estás acordada? – como se eu não soubesse a resposta.

- 6:00 da manha

- O quê? Mas que é que te deu? - já sabia a resposta.

- Tinha que escolher a roupa que vou usar hoje - respondeu sem hesitar.

- És doida – acusei mas ela não ripostou como seria esperado.

- Pois, sabes porque não te atendi logo? Acabei de me fechar no quarto, não vou à escola, porque o meu irmãozinho mais velho não queria vir a minha festa e o Edward não quis vestir as roupas que lhe disse. Tu vens não vens? – implorou até mesmo via telemóvel ela tinha uma capacidade impressionante de conseguir o que queria.

- Festa? Não vais mesmo a escola por causa de quê? – acho que não tinha ouvido bem.

- Por causa do Edward que não ser quer vestir convenientemente e o estúpido do Emmett que é estúpido – respondeu monotonamente.

Edward, o irmão da Alice com o qual eu nunca convivera e o pouco que conhecia não me interessava. Tinha-o visto poucas vezes e de bastante longe.

- Mas, como te estava a dizer, Belinha, minha querida amiga... - agora, já éramos de novo amigas? Onde é que estava a historia de que eu era uma péssima amiga? – A Rose passou cá a noite e acabou de sair. Ela, pelo menos, vem. E o Emmett também. O Edward também, em principio; estamos a tratar do assunto. – boa. Agora, tinha de sair com nerds? Era o que me faltava.

- Mas Alice, não me apetece - queixei-me.

- Querida, amor da minha vida – literalmente –, não me faças uma coisa dessas, ate já encomendei o teu fato, eu sei que sou muito eficaz, vão ai entrega-lo e agora vais imediatamente para o spa, - spa? Mas que raio é que ela tinha em mente? – tens tudo marcado. Depilação, massagem, maninure, pedicure, eu é que não posso ir porque tenho de tratar dos pormenores da festa – presa num quarto? –, mas logo à noite vamos estar as duas perfeitas, ponto final paragrafo.

Eu sabia que ela sorria triunfantemente do outro lado da linha telefónica ou então estava a fazer beicinho, esta rapariga era impossível.

- Alice Cullen, eu tenho escola! – tentei arranjar uma desculpa que ela não pudesse descartar.

- Também já tenho justificação para as faltas – apostava que estava a rir do outro lado enquanto imaginava a minha cara – diz lá quem é amiga, quem é? – perguntou indolentemente.

- Alice?? Como é que conseguiste isso? Óh meu deus…diz-me que não andas de novo metida com falsificadores de faltas lá na escola.

-Eu tenho os meus métodos amor, mas não te preocupes não ando metida em nada obscuro. Agora faz o que a mãezinha disse. - gargalhou para quem estava em casa estava de muito bom humor...

- eu…eu…tu vais vê-las Alice. – resmunguei.

- Beijo, até logo. – desligou a chamada.

Desliguei o telemóvel, tomei banho, vesti-me e segui para o spa.

Aquilo era sem dúvida maravilhoso e talvez até tivesse que agradecer à Alice, fiquei com uma pele super suave e como tinha certeza que a minha mascara para a festa não devia ter quase roupa nenhuma mais-valia ter o corpo maravilhoso como diria a minha querida e pequenina amiga.

Cheguei ao spa e na recepção mandaram-me para uma sala, quando entrei estava de costas um rapaz alto e realmente bem constituído tinha o cabelo loiro, e olhos azuis, repare quando se virou de frente para mim com um sorriso malicioso nos olhos.

- Olá. – disse com uma voz suave.

- Olá, onde esta a minha esteticista? - ele notou que estava assustado e tentou acalmar-me.

- Sou eu que te vou fazer a depilação, - apressou-se a esclarecer - fui chamado de propósito, mas se quiseres eu posso chamar outra pessoa. – ele estava a ser simpático, e não podia ser assim tão mau ser depilada por ele, era sim vergonhoso mas teria que lidar com isso.

- Não é necessário - disse corando.

- Despe-te ali na casa de banho eu vou preparar as coisas, a propósito é em todo o corpo que esta marcado, não sei se é a primeira vez ou não, por isso deve-se despir totalmente – rebentei, ele não podia estar a falar a serio, não me ia por nua à sua frente, deus do céu

Eu matava aquela diabinha – disse para mim mesma.

Fui despir-me mas azar dos azares

Acabei por bater com um pé na porta, o que fez com que me desequilibrasse e derramasse um monte de óleo por cima de mim na tentativa vã de arranjar estabilidade com os braços. Fiquei toda pegajosa, assim o rapaz iria demorar o dobro do tempo porque teria que pôr um monte de esfoliante em mim.

Só a mim para me acontecer algo do género.

Da mesma maneira que só a mim para derrubar uma taça de ponche sobre o meu corpo no aniversário da Alice – à frente de todo o mundo, e o vestido que eu estava a usar era tão bonito, branco, o que tornou ainda a situação mais embaraçosa porque ao ficar molhado o tecido tornou-se meio que transparente, – ou então cair numa das poças junto à praia de La Push no casamento do Sam – impressionantemente nem as crianças com cinco anos caiam naquelas poças mas eu, Isabella Swan, tinha sido capaz de tal feito.

O rapaz que ia cuidar de mim mal me viu desatou a rir sonoramente.

- Desculpa, agora vais ter o dobro do trabalho, eu sou mesmo um desastre. – queixei-me.

-Não faz mal, não é que eu realmente me importe de ficar o dobro do tempo contigo. – ele estava a atirar-se a mim?

- huh, eu... – comecei a gaguejar – eu tenho um irmão mais velho emprestado chamado Emmett muito maior que tu e não se importa de te dar uma lição! - disse de uma assentada só.

Eu não estava no meu perfeito juízo, eu tinha acabado de dizer aquilo, não conseguia mesmo estar calada.

O rapaz permaneceu em silêncio, parece que às vezes ser desleixada dava jeito. Começou por me fazer a depilação na cara, fazendo no fim massagens no rosto, ele era tarado mas tinha umas mãos de ouro, depois passa para as axilas como eu estava só de toalhinha arranjei-me de maneira a que não visse nada de nada do meu peito, mas quando chegou à massagem esticou-se um bocado e quase levava um estalo.

Agora íamos para o mais difícil as pernas e virilhas, pensava eu, mas quando ele tinha dito que era para me despir era mesmo porque ia me fazer a depilação em todo o corpo, olhei para ele escandalizada.

Ele pareceu assustado ao ver a minha expressão, talvez se estivesse a lembrar da minha ameaça e a perguntar-se quão grande era Emmett, o meu irmão emprestado.

- Eu... ok, mas nem te atrevas a tocar-me mais que o necessário. – deitei-me para trás, eu não queria fazer aquilo, nunca nenhum rapaz me tinha tocado em tal parte – PARA, chama uma colega tua, não quero que me faças as virilhas e afins...- ele olhou com cara de agradecimento e saiu para chamar a colega

E pronto, lá veio uma colega dele e tratou dessa parte. Estava a imaginar a cara da Alice quando fizera a marcação – estava decidido, eu ia mesmo vingar-me daquela pequena duende irritante mas que eu adorava.

Ela nem sonhava o quão constrangedor era, pelo menos para mim, dali foi para a massagem "pérolas do Oriente" realmente relaxante. A massagista tinha umas mãos de fada, cada vez que me tocava todo o meu corpo relaxava era uma sensação óptima, mas foram as duas horas mais rápidas da minha vida.

Depois daquela longa estadia no spa, fui para casa. Era tempo de ir para o meu lar e de conformar-me com o facto de que Alice não iria desistir e que eu tinha de ir àquela festa.

Como se estava mesmo a ver a minha madrasta estava à minha espera com uma cara falsamente amigável. Esperava que a gritaria fosse começar mas havia ali algo diferente, reconheci logo a expressão, o meu pai devia estar em casa, ou seja, ela iria tratar-me especialmente bem.

Ela já tinha normalmente cara de penico mas quando o meu pai vinha ficava bastante pior.

Agora até já tinha uma desculpa para não ir à festa, a chegada do meu pai.

-Querida a sua fantasia sexual chegou, não sei onde estas a pensar ir com aquilo, mas isto é uma casa de respeito. - olha quem fala, sem dúvida tem uma moral...

Ainda no outro dia tinha visto o baby doll dela – um deles – tentei reprimir aquela imagem da minha cabeça, quer dizer, oh meu deus, eu estava a imaginar a Victoria de baby doll! Conseguia sentir o rubor nas minhas faces, devia estar como um pimento naquela altura.

-Tudo bem? – perguntou tentando parecer doce.

- Aquilo que você viu é obra da Alice, eu nem sequer sei o que é a minha fantasia – ainda, acrescentei mentalmente. O impressionante disto é que enquanto eu dizia as verdades aquela coisa ruiva estava a ser falsa descaradamente.

- Querida chegaste! – ouvi a voz carregada de alegria que pertencia do meu pai de dentro da casa. O meu pai denotava traços de antiga juventude feliz, o trabalho desgasta-o intensamente, os seus cabelos encaracolados tendiam a tornar-se mas fracos assim como os olhos castanhos a perder a vida, ainda assim, na sua voz ressoava toda a sua alegria e vontade de viver.

- A Bella já chegou? – a voz do Jacob ressoou pela casa.

- Sim, eu estou aqui mas quem chegou de viagem foi o meu pai, porquê é que está todo o mundo à minha – dei ênfase naquela palavra – espera? – estava confusa com aquilo, o meu pai veio da sala e abraçou-me fortemente.

- Estás linda minha filha. – ele sorria orgulhosamente.

- Coisas da Alice paizinho, hoje é a festa de Hallowen lá na casa dela e ela marcou spa para mim, mandou vir a fantasia e tudo mais, coisas da diabinha.

- Sim, eu sei disso tudo, vamos jantar e eu no final levo-te… - disse docemente.

- Ah, eu posso ir, não é? Acho que ainda tenho a minha fantasia do ano passado... Vou já procurá-lo. – era o Jacob que estava a falar aquilo.

Só faltava mais esta! Jacob ir comigo a reboque, e provavelmente também a tentar assediar-me durante toda a noite, para a festa! Tinha de sair dali e arranjar uma boa desculpa.

- Ninguém vai a lado nenhum! – Victoria contrapôs. – Charlie está em casa. A Bella fica cá e o Jacob segue-lhe o exemplo. – Ok, agora é que a Alice me ia mesmo matar-me...

- Eu fico cá? – comecei a olhar para o meu pai enquanto fazia beicinho e ele parecia tão surpreendido quanto eu.

- Bella podes ir, eu estou em casa mas isso não muda nada, podes até ficar a dormir em casa de Alice, ela com certeza não se importa.. – este era o meu pai, sabia meter respeito na hora certa – e o Jacob não precisa de ir controla-la, afinal de contas ele não tem amigos naquela casa. - owm quem era este homem? O meu pai andava sem duvida a ficar muito liberal e eu gostava disso. Lancei-me para os seus braços enquanto agradecia-lhe com muitos beijos.

- Adoro-te pai!

A Victoria tinha a cara do cor do cabelo de tanta raiva e o meu pai sorria babado.

- Mas o Jacob fica cá. Preciso da ajuda dele – Victoria quase gritou. – E isso não vai mudar só porque a Bellinha – disse o meu diminutivo com raiva – pode sair como se fosse uma galdéria

- Eu apenas disse que ele não necessitava de ir a esta festa, ele está ao teu cuidado Victoria, faz o que quiseres – disse o meu pai muito calmo.

- Mas eu queria ir – continuava a choramingar o Jacob, mimalho de uma figa.

- Eu é que mando em ti, meu menino! Enquanto viveres debaixo do meu tecto, fazes o que eu quiser!

- Posso ir viver para o quintal e levar uma tenda? Não tem tecto lá. – perguntou descaradamente o Jacob e a face da Victoria ficou mais vermelha do que o seu próprio cabelo.

Comecei a rir feita louca e o meu pai acompanhou-me.

- Jacob – gritou a coisa ruiva – quarto! Já!

Aquilo era mesmo cómico, ele saiu e dirigiu-se para o seu quarto fazendo birra, só faltava bater com o pé no chão e dizer "EU QUERO IR", ai sim eu iria deitar-me no chão à gargalhada.

- Filhota, vai-te lá arranjar para te ir levar.

Fez-se um clique na minha mente, por mais liberal que o meu pai fosse ele não iria gostar do meu disfarce – nem eu queria saber o que era. Portanto decidi que era melhor arranjar boleia.

Fui para a casa de banho preparar-me, a minha cara era de terror ao ver a fantasia. A Alice tinha passado das marcas desta vez. Ela podia estar certa que eu não a vestir aquilo. Acabara de pensar quando o meu telemóvel começou a vibrar, olhei para o visor, fala-se no diabo e ela liga.

- Onde é que tu estás? Vem já para cá! Já está na hora, entendes?

-Achas que vou assim vestida? – ela não podia acreditar verdadeiramente naquilo.

- Claro que vais! - refutou ela - é que nem penses em recusar!

- O que acontece se o fizer?

- Lembras-te de como fiquei quando fecharam a loja da Gucci no centro comercial? – relembrei toda a cena e um arrepio percorreu o meu corpo.

A Alice tinha simplesmente transformado-se num pequeno diabo e levado a cabo uma missão que tinha como objectivo infernizar a vida da pessoa que tivera a infeliz ideia

de fechar aquela loja.

- Lembro – disse com medo.

Pronto, a Rosalie vai já passar por ai - informou-me - acabei agora mesmo de lhe mandar uma sms.

- Ainda bem. Se o meu pai se lembra de entrar por aquela porta e/ou me levar, as consequências não vão ser boas. Mesmo.

- Quero-te aqui na próxima meia hora – disse com uma voz ríspida e desligou.

Comecei a vestir aquele fato, ainda não tinha percebido do que se tratava ao certo até que vi uma espécie de crucifixo.

Oh por amor de deus, eu ia a uma festa de Halloween de freira? Freira sexy? Mas quê? A Alice tinha simplesmente enlouquecido?

-Uma liga, saia curta, ela pirou de vez.

De que é que será que ela ia? De chocolate? E talvez o Emmett fosse de borboleta...

Ouvi alguém a bater a porta da entrada – já estava vestida.

Comecei a correr desenfreadamente para ninguém a abrir antes de mim, nem ninguém me ver sair.

- Adeus - gritei enquanto saia de casa e nem sequer olhava para a pessoa a soleira da porta. tinha quase certeza que era a Rosalie, e estava mais interessada naquele momento em me congratular por não ter caído uma única vez ao correr pela casa.

A Rosalie conduzia bastante rapidamente, o que não me deixava tempo para pensar sequer no que as pessoas pensariam ao ver-me assim vestida. Bem, afinal de contas, talvez fosse mesmo melhor não pensar e, assim, aquilo fosse um bónus.

Cometi o erro de olhar para o lado e bem, ficar extremamente embaraçada por ir para aquela festa com a Rosalie Hale.

Quer dizer, já repararam bem que ela não parece nada humana? Ela é meio que perfeita.

E eu sou, hum, o mais normal que há à face da Terra.

- Não penses isso Bella, é parvoíce - disse-me

A Rosalie conhecia-me há muito tempo daí saber que eu estava naquele preciso momento a rebaixar-me.

-Rose, sabes que é verdade não sejas tão honesta...

- Não é ser honesta Bella, simplesmente vocês amam-me e como o amor é cego vocês fazem de mim uma pessoas mais bonitas do que eu sou realmente, tu também és perfeita aos olhos de qualquer rapaz, por isso cale-se "Irmã"- devido a estar de freira agora chamava-me de Irmã, talvez ela tivesse razão eu apenas me tratava por causa dela e de Alice, apesar de na minha opinião nunca chegar aos calcanhares delas, era uma ajuda preciosa, ou talvez não.

- Chegamos - avisou-me.

A grande casa dos Cullen estava a abarrotar de pessoas, mesmo muitas pessoas, aquilo parecia que ia eclodir de tanta gente que tinha.

Entrei acompanhada pela Rose, demoramos um pouco até nos habituarmos às pessoas

Reparei logo que ela tinha o olhar fixo em algo, segui o seu campo de visão e constatei que era o Emmett, o meu querido irmão mais velho emprestado que gostava de fazer piadas infelizes sobre a vida amorosa que eu não tinha.

Não tinha pelos factos que disse em cima, mas ele insistia que eu era "gata" palavras dele...

Entramos no meio da confusão, eu fui buscar umas bebidas enquanto rose começou a dançar quando cheguei onde supostamente ela deveria estar ela já não estava lá, olha que bom passar uma festa de haloween sozinha, ia ser divertido visto que as minhas melhores amigas estavam nos amassos, que ironia...

Comecei a dançar sozinha e reparei numa rapariga que estava ao meu lado com uma fantasia horrorosa de coelhinho felpudo. Era a lauren, eu simplesmente odiava-a.

Então logo me afastei dali, avistei Rose e Emmett e vi que estavam só conversando então fui ate eles.

-Desculpem interromper pombinhos mas não podia ficar perto da Lauren, senão morria.

- Uau, o convento hoje vai abaixo! - ele gozou.

Rose lançou-lhe um olhar furioso.

- Desculpa, minha capuchinha. Sabes que te amo.

Tu, lá para cima, já - ela ordenou-lhe.

- Sabes, tenho de vigiar o meu irmãozinho mais novo. Sabes bem porquê...

Fiquei curiosa, mas não perguntei nada, aliás afastei-me deles – voltei para junto da coelho horror – porque percebi a deixa da Rose "tu, lá para cima, já!"como uma indirecta de que estava a mais.

Começou a musica que eu tanto gostava, não era das melhore mas eu divertia-me com ela, "I will survive" era super engraçada, comecei a dançar que nem uma tolinha como sempre fazia quando a ouvia, aquela musica libertava-me e estava tudo bem até que...sinto algo a tombar-me. Não tive tempo para ver quem é que o fizera. Em menos de um segundo, mesmo antes de chegar ao chão, fui tomada num par de braços fortes. Depois, lá, vi que tinha sido Alice (acidentalmente) a fazer aquilo. Bem, acho que lhe podia agradecer. Não havia melhor sensação do que aquela. Podia ficar sobre aqueles braços para sempre.

Só faltava descobrir de quem eram aquele braços, foi ai que me lembrei de olhar para a cara do meu salvador.

Os seus olhos eram de um verde electrizante, que fazia cada pedaço do meu corpo arrepiar. A sua pele, com pequenas luzes reflectidas da bola de espelhos, era luminosa e muito branca, como se fosse porcelana. Os seus lábios eram um pecado. Apetecia-me tocar-lhes.

Que estava eu a pensar meu deus? Estava a ficar louca, já imaginava cenas mais que pornográficas ao pé daquele deus, mas quem era ele? Quando me apercebi ele estava colado em mim também, e começamos a dançar, não percebi como mas parecia que ele e eu éramos muito íntimos visto que nunca tinha dançado assim com ninguém, começaram a alargar, a dar-nos espaço, estávamos a ser o centro das atenções e nesse momento nem me importava parecia que queria que tudo mundo visse o maravilhoso rapaz com quem eu dançava...

Sentia o seu corpo a bater contra mim ao som da musica. Estava a adorar. Era a melhor sensação do mundo. Puxei-o para mais perto de mim, querendo intensificar a sensação.

Meu deus, era o mesmo que estar mergulhada num mar de esmeraldas quando fitava os seus olhos, e eu só me queria deixar afundar naquele deleite, encostar-me mais aquele corpo.

Eu! A doce Bella! A inocente Bella! Que mal conseguia dizer a palavra S...

…bah, continuava sem conseguir dize-la.

Não sei porque é tão difícil para mim dizer uma palavra tão simples, mas simplesmente não consigo…e cada vez estava mais próxima daquele belo rapaz, tudo em volta tinha parado e olhavam-nos, eu a desastrada Bella com aquele pedaço de pecado...

Ele afastou-me de mim rodou por todo o meu corpo sem nunca tirar os olhos dos meu, desde o inicio, e num só puxão juntou-me ao seu corpo, eu larguei-o e comecei a saltitar, saltei para o seu quadril e ele como muita agilidade agarrou-me com a maior das facilidades, rodou-me e ao pousar-me no chão sem querer tirei-lhe uma das sua sapatilhas.

Raios Isabella Swan só tu para estragares o momento – pensei eu – então comecei a baixar-me ao ritmo da musica e ele teve a mesma ideia....

Ele certamente iria calçar a sapatilha e eu queria ajuda-lo, mas as nossas mãos tocaram-se, desta vez um toque casto que libertou em nós uma espécie de corrente eléctrica e eu olhei para ele – mantinha os seus olhos incrivelmente verdes fixos em mim – e instintivamente comecei a aproximar-me daquele anjo.

Os meus lábios entreabriam-se e ele também respondia ao movimento, pousou a mão na minha face, eu começava a sentir o seu hálito fresco na minha pele, tentava ao máximo restringir o meu olhar aos seus lábios para não me perder, mas eu tinha noção que ele também estava com o olhar fixo nos meus, ele parecia tal e qual um íman, estávamos ligados por algo que não sei explicar, simples, não tinha mesmo explicação.

Senti os seus lábios nos meus, mas parece que no mesmo instante já não os sentia ele tinha-se levantado de súbito e, e... começou a correr, deixou-me ali especada enquanto fugia, só me deixara a sapatilha que acabara por não calçar, tal e qual na história da Cinderela às doze badaladas ela desaparecera, mas no meu caso o meu cinderela man deixaram-me para fugir aos meus lábios...

…quando me apercebi estava a correr atrás dele, mas já não o via mais.

Voltei para o meio da festa, aquilo ia acabar às tantas e eu ali sem fazer nada pelo caminho ouvi Emmett:

- Aquele já era coelhinha, sabes estamos no Hallowen não na Pascoa. - ahahahah só o Emmett para me fazer numa hora de depressão destas, o meu fado era o bar, e de lá só sairia quando estivesse bem tontinha o que não era difícil.

- Quero um shot de abcinto puro - disse furiosa, mal cheguei lá sem me importar sequer com as pessoas que estavam à minha frente, algo que faria se estivesse normal, mas hoje para mim tudo era novidade....

Estava prestes a levar o copo à boca quando uma mãozinha pequena tirou-mo da mão

- Anda Bella - disse a Alice docemente -anda para o meu quarto, vamos deitar-te

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N/As. : Obrigada a todas as reviews!! E viram, a Bella apareceu!! :D Já perceberam o porquê da descrição da freira? Poisss…..hehe

Agora, Bella no quarto da Alice..o que será que vai acontecer??

Bah, a todos vocês que leiem a nossa fic, nós queremos reviews ;__; somos escritoras em sofrimento porque queríamos mais incentivo da vossa parte ,,,contamos convosco para fazerem três crianças desvairadas felizes!!

Deixem Reviews!!