- Que
bom!!!! Estou tão feliz!!!!
Eu e o meu pequeno , bem agora mais
do Reita do que meu, riamos abraçados na sala quando o Uru chegou.
- Olá Ruki!
- Olá Uru…
Antes que eu fala-se ele
aproximou-se de mim e beijou-me.
- Vamos!
Eu abanei a cabeça
concordando.
- Adeus Ruki e boa sorte!
- Adeus Yuki. E Uruha
tu toma bem conta do meu anjinho, ou eu arranco-te a cabeça.
Uruha
desatou a rir, abraçou-me mais forte.
- Tomar conta deste anjo é
o que eu mais quero na vida.
Acenei para o Ruki sentado na moto,
fizemos o caminho rápido até a casa dele. Quando iamos entrar na
casa dele ele parou-me e deu-me um selinho meigo, nem seguida colocou
uma venda nos meus olhos.
- Confia em mim, tenho uma surpresa
para ti.
Eu deixei ele colocar a venda e levar-me para dentro de
casa. Depois deixei de sentir o toque dele.
- Podes tirar a
venda!
Ouvi a voz dele um pouco distante e fiz o que ela me
indicou. Retirei a venda que cobria os meus olhos. Fiquei surpreso,
toda entrada estava as escuras, a excepção de uma vela no início
do corredor. Entendi que seria suposto eu seguir a luz, aproximei-me
da vela e descobri um caminho até o quarto traçado por velas e
pétalas de rosa brancas, como é que ele descobriu uma das minhas
flores preferidas? Continuei o caminho e vi que me levava ao quarto
dele, no quarto dezenas de velas espalhadas pelo chão. Ele ainda vai
pegar fogo na casa… Que raio de coisa para pensar agora!!! As
pétalas traçavam um caminho até a cama, e esta estava coberta de
pétalas, os lençóis negros, a minha cor favorita, repletos de
pétalas brancas. Em cima de uma das almofadas estava uma orquídea
negra, ah isto é demais praticamente ninguém sabe que estas são as
minhas flores preferidas, e um papel. Peguei no papel e li o que
estava escrito, em inglês numa caligrafia impecável. "Close your
eyes and you ill see me" (fecha os teus olhos e vais ver-me). Eu
fechei os olhos, estava cada vez mais nervoso, o meu estômago
parecia que me ia sair pela boca, foi quando senti uma mão a
tocar-me o pescoço, antes mesmo de eu poder fugir do toque ouvi a
voz que eu tanto anseio.
- Meu amor…
Não abri os olhos por
momentos, pensei que tudo fosse uma partida da minha mente. Pensei
que ele não era mais do que um sonho criado pela minha mente
magoada, um sonho tão bom que eu não queria acordar. Perdido no
meio dos meus pensamentos senti os lábios macios a tocarem os meus,
lentamente a língua quente a traçar os meus lábios e eu entreabri
a boca permiti que ele aprofunda-se o beijo. Agarrei o pescoço dele
ficando na ponta dos pés. Agarrei-o com uma intensidade que até a
mim surpreendeu, não queria que aquele momento acaba-se, nunca…
Ele encerrou o beijo, senti a respiração ofegante dele no meu
rosto, depois deixei de o sentir, ainda não tinha aberto os olhos.
Ele entendeu isso.
- Amor, podes abrir os olhos…
Abri os
olhos lentamente e procurei pelo loiro que estava com um joelho no
chão na minha frente. A mão dele procurou a minha e ele levou-a aos
lábios.
- Sei que se calhar posso parecer precipitado, mas eu
tenho mesmo de te perguntar.
O meu olhar interrogativo
instigava-o a continuar.
- Aceitas namorar comigo?
Eu nem
sabia o que dizer, agora sim eu tinha certeza que estava a sonhar,
bem que se lixe se é sonho ou não. Eu nunca me senti tão feliz em
toda a minha vida.
- Sim, claro que sim.
Ele levantou-se e
beijou-me enquanto me beijava eu senti a mão dele a mexer nos meu
anelar direito. Eu interrompi o beijo curioso, levantei a mão até
os meus olhos e vi um brilho de prata. Ele sorria para mim levantou a
mão dele onde o mesmo brilho se fazia notar. Eu mais uma vez fiquei
sem palavras, ele pretendia mostrar a toda a gente que estávamos
juntos. Eu entendia que ele quisesse esconder, ele é famoso, e eu
sou um rapaz, mas ele não queria isso.
- Para toda a gente saber
que nos amamos.
Eu sorri, sei que os meus olhos brilham enquanto
o olho. Ele abraçou-me, um novo beijo se iniciou, mais urgente que
os anteriores, os meus pés largaram o solo quando ele me pegou no
colo. Senti as minhas costas a entrarem em contacto com a cama macia
com suavidade, as mão dele lentamente a traçarem o meu tronco
devagar. A boca dele abandonou a minha e iniciou um caminho pelo meu
pescoço, a língua lentamente encontrou-se com a minha orelha,
brincando com ela. Tudo tão lento e tão calmo, que eu não sentia
nenhum temor, na realidade a minha mente começa a ficar embebida em
toques e beijos. Senti as mãos dele a entrarem em contacto com a
minha barriga. Ele olhou-me.
- Posso?
Eu acenei positivamente
e a minha t-shirt foi removida enquanto ele ia beijando lentamente
cada pedaço de pele exposta aos seus olhos. Eu estava corado, ali
deitado naquela cama, imerso em sentimentos. Ele devagar traçava um
caminho pelo meu peito liso, não me mordia, não me magoava, fazia
tudo para eu não me assustar, quando ele me beijou de novo eu
agarrei o pescoço dele puxando para mais perto. Ao fazê-lo senti o
volume recém formado dentro das suas calças. Senti-me um pouco
culpado ele fazia tudo e eu apenas estava ali estirado a sentir. Mas
ele não parecia importar-se com isso, continuou a beijar o meu
tronco, até que senti a boca dele para no meu mamilo direito. Ele
passou a língua, fazendo um gemido mais alto sair da minha boca.
Depois repetiu o processo no esquerdo, mais gemidos deixaram a minha
garganta. As mãos dele foram acariciando o meu corpo, a língua
macia rodeou o meu umbigo arrancando um suspiro meu. Com as mãos no
cós das minhas calças ele aproximou-se do meu rosto.
- Posso?
Eu permiti-me a sorrir.
- Podes sim.
Senti a minha calça
a ser retirada devagar junto com a minha boxer. Depois a minha perna
esquerda começou a ser beijada, ele foi beijando a minha pele ate
chegar ao inicio da minha cicatriz. Eu pensei que ele ia evitar
toca-la depois de saber como ela tinha sido feita, mas ele beijou
cada milímetro daquela linha que traçava a minha pele. Como é que
ele consegue ser tão meigo comigo? O corpo dele elevou-se ele sentou
na cama e retirou a t-shirt. Voltou a deitar-se ficado ao meu lado,
as mãos dele foram deslizando pelo meu corpo, a mão direita
encontrou o meu membro ele começou lentamente a movimenta-la. Mais
gemidos sussurrados deixaram a minha boca. Palavras sem sentido.
Inebriado pelo prazer que sentia. A boca dele aproximou-se do meu
ouvido.
- Posso tirar o resto das roupas?
Imediatamente
acenei que sim. Ele estava fazer de tudo para eu não me assustar.
Sentei-me lentamente na cama, observando o corpo dele, a pele tão
branca quanto a minha, perfeita e imaculada, o corpo perfeitamente
delineado. Estiquei a mão até o peito dele beijando o seu lado
esquerdo, em cima do seu coração. Ele sorriu para mim. Deitou-me
lentamente na cama, a mão dele no meu membro foi substituída pela
sua boca. Eu soltei um gritinho quando a língua dele deslizou por
toda a extensão do meu membro. Eu nem sabia o que pensar, a boca
dele envolveu-me, senti que ele sugava e lambia. A minha mente parou
de funcionar, tudo o que saía da minha boca eram palavras
desconexas, gemidos e gritinhos de prazer.
- Se quiseres ainda
podemos parar, não tem problema…
Eu sabia o estado em que ele
estava, sentia perfeitamente a excitação dele. Mas mesmo assim ele
dava-me a oportunidade de parar. Era tudo isto que me fazia ama-lo
cada vez mais.
- Eu quero continuar…
- Tens a certeza amor?
- Tenho sim
Ele abriu lentamente as minhas pernas a mão dele
foi para debaixo do travesseiro, pegou num tubo de vi-o a besuntar os
dedos, passou-os na minha entrada muito devagar. O toque frio do gel
que estava nos dedos dele arrepiou-me. Senti um dos dedos dele a
entrar devagar em mim, uma dor passou pelo meu corpo, mas não tive
tempo para me queixar, a boca dele retomou o que fazia e o prazer
voltou a assaltar o meu corpo. Um por um mais dois dedos foram
adicionados ao que estava dentro do meu corpo. Novamente senti uma
dor que foi substituída por prazer. Gemidos voltaram a ser ouvidos
pelo quarto. A boca dele parou de se movimentar e os dedos dele
abandonaram o meu corpo.
Os olhos dele fixaram-se nos meus, como
se pedisse uma vez mais autorização para continuar. Eu concordei.
Vi-o a espalhar lubrificante pelo membro dele, eu não tinha noção
que era tão grande, aquilo de certeza que ia doer, mas tudo o que eu
quero é continuar, senti-lo em mim.
- Confia em mim! Vai doer um
pouco mas depois eu prometo que fica melhor.
- Eu confio em ti…
Senti-o a acomodar-se entre as minhas pernas, o membro dele
pressionou a minha entrada, ele entrou devagar em mim. A dor que se
alastrou pelo meu corpo fez-me cerrar os olhos com força. Ele entrou
totalmente dentro de mim. O meu corpo ficou tenso, a dor bastante
forte e a sensação de estar a ser partido em dois. Ele parou, levou
uma mão ao meu rosto passando pelos meus olhos e só agora eu
percebo que estou a chorar.
- Está a doer muito? Queres parar?
Os olhos dele espelhavam toda a preocupação do mundo. Eu
comecei a acostumar-me ao volume intruso dentro de mim, não queria
parar.
- Não Uru, continua…
Ele começou a mover-se
devagar, lentamente, enquanto uma mão fazia carinho no meu rosto.
Ele tocou num ponto sensível do meu corpo que me fez gemer
longamente. Ele acelerou um pouco o ritmo, eu enlacei as minhas
pernas em torno da cintura dele, a dor desapareceu e deu lugar a um
prazer intenso. As investidas dele foram aumentando de ritmo, os
nossos gemidos enchiam o quarto. A luxuria e o amor que sentíamos
impregnava o ar. Eu olhei-o a boca rosada entreaberta os olhos a
brilhar, via tudo um pouco desfocado pela minha mente inebriada de
prazer.
- Eu… Mais…
Não valia a pena tentar falar, tudo
o que saia da minha boca eram palavras desconexas. Ele levou a mão
até o meu membro movimentando-o ao mesmo ritmo das suas investidas.
Eu já não via mais nada, não pensava mais nada, apenas sentia.
Senti o meu corpo a contrair-se, electricidade pura passava pelo meu
corpo.
- Eu, eu vou…
Antes mesmo de concluir a frase senti
a onda de energia avassaladora que denunciava o meu orgasmo. Minutos
depois foi a vez dele fazer o mesmo, senti-o dentro de mim. Depois
ele caiu em cima de mim cansado, abracei-o.
- Amo-te tanto Yuki…
- Eu também te amo Uru…
Ele saiu de dentro de mim e
deitou-se ao meu lado. Puxou-me para si deitando a minha cabeça no
seu peito. Encaixando o seu corpo no meu.
- Estás bem?
- Se
estou bem? Eu estou no céu, nunca estive tão feliz.
Ele sorria
para mim, um sorriso doce e amoroso. Abracei o corpo dele e senti que
era abraçado de volta, um beijo foi depositado na minha testa.
-
Dorme bem moreninho…
- Dorme bem também meu amor…
Adormecemos assim mesmo, rodeados por velas já meio apagadas,
suados, peganhentos. Adormecemos assim abraçados, corpos encaixados.
Adormecemos assim, amantes recentes, eternos apaixonados.
No
momento que os dois jovens se deixavam embalar num sono profundo, uma
figura chegou ao aeroporto, no ultimo voo da noite. Um vulto alto e
sombrio com um olhar frio.
- Encontrei-te floco de neve…
