Depois de alguns anos, nunca imaginou se sentir entediada e desanimada. Certo, a sua vida não era das piores, ao contrário, sequer tinha do que reclamar. Mas ainda assim, algo faltava na sua vida, e pedia desesperadamente por ação. Bem, seu desejo foi atendido... agora, será que ela agüenta?
Disclaimer: Sakura Card Captors e todos os outros personagens são da Clamp®, eu só sou mais uma doida varrida que vou fazer todos eles sofrerem (alguém aí tem uma armadura? Mal comecei a me divertir e o Yamato já quer me massacrar. Leiam e vejam por quê. Ai meu pai, SOCORRO! ELE QUER ME BATER.)
Capítulo 3 – Um inesperado retorno
Sakura tentava dormir, mas não tinha muito sucesso. Aquele dia havia sido desgastante, e as revelações a deixaram mais do que chocada. Como não percebera antes? Era considerada a feiticeira mais poderosa da Terra, mas nem percebera que dois seres mágicos estavam ali, do seu lado. Ainda continuava distraída, e muito. Quando mudaria?
"Sakura, ainda está acordada?"
"Não consigo dormir, Kero. Estou pensando na conversa de hoje."
"Ainda? Sakurinha, esquece essa história. Já dissemos que não era para você saber."
"Por que vocês não me contaram?"
"O quê?"
"Sobre a Nakata. Por que não contaram que existia mais um guardião?"
Sakura sentiu que Kero havia ficado perturbado com a pergunta; a presença dele estava bem agitada.
"Pode me contar, Kero. Prometo que não ficarei brava."
"Não é esse o problema. É uma história tão complicada."
"Não me importo." – ela se virou para encarar o amiguinho – "Vou prestar atenção do começo ao fim."
"Bom... não contamos por dois motivos. O primeiro é que Nakateri, pelas nossas previsões, só deveria terminar o treinamento daqui a 120 anos, ou seja, você não deveria nem estar viva quando ela aparecesse."
"Mas não foi isso que aconteceu, não foi mesmo?"
"Não. A sua magia cresceu tanto que foi capaz de quebrar o portão da dimensão que criamos, fazendo ela sair antes da hora."
"E o segundo motivo, qual é?"
"O segundo motivo... é que o Mago Clow pediu para nunca contarmos sobre sua existência."
"Ué, por quê?"
"Porque Nakateri foi criada por acidente. Foi durante uma fase muito difícil que o Mago Clow viveu."
"Fase difícil?"
"É. Foi numa época em que ele vivia angustiado e triste, chorando pelos cantos. Nessa mesma época, descobrimos que Yue tinha um ponto fraco, que é a dependência da magia de um outro ser. Na época, não entendemos porque Clow ficou tão desesperado, mas agora que você é nossa mestra, e Eriol já nos confirmou que Clow sabia de antemão que mudaríamos de dono, imagino que tenha sido porque ele tinha medo que as cartas ficassem sem um dos guardiões. Então, um dia de repente, Nakateri Yue surgiu."
"Surgiu?"
"Surgiu. Clow nos contou, um pouco antes de morrer, que Nakateri nasceu do medo que ele tinha das cartas ficar sem a proteção de Yue. Ela nasceu sem experiência nenhuma, com uma magia fraca, tanto que Clow criou Yamato para treiná-la."
Sakura entendeu o que Kero queria dizer. Lembrou-se de Yamato explicando que ele era, na verdade, o treinador de Nakata, porque a guardiã não tinha pleno desenvolvimento do poder que possuía. Também se lembrou de Yue contando que, quando entraram no livro, logo após a morte de Clow, ele e Kero criaram uma dimensão para que a garota treinasse, e que só poderia ser aberta para a dimensão onde viviam quando ela terminasse o treinamento. Mas, pelo o que parecia, a barreira havia sido quebrada logo que Sakura trancou Vácuo e criou Esperança, já que, pelo depoimento dos vizinhos, foi nessa época que Nakata e Yamato vieram para Tomoeda.
Mas o que mais interessou Sakura nessa história foi quando lhe contaram sobre os poderes de Nakata. Assim como os de Yue, se baseavam na Lua, mas ela mesma não tinha tanta dependência dos poderes de Sakura para sobreviver, o que lhe dava vantagem. Se, um dia, Yue deixasse de existir, ela seria a nova Guardiã e Juíza, mas não correria o menor risco de ficar sem seus poderes mágicos. Clow, mesmo sem querer, havia sido esperto ao criá-la. Com esse pensamento, Sakura se lembrou do momento em que chegaram em casa, logo depois de recuperarem Terra: Yue gritava com Nakata a plenos pulmões, exigindo saber por que ela havia o desobedecido ao sair da dimensão. Sakura percebeu que a menina morria de medo dele, e que pedia desculpas a toda hora por ter "quebrado as regras" dos guardiões. Mesmo sendo mais forte, Nakateri era submissa a Yue, e o respeitava muito. Já com Kero...
"Kero, posso lhe perguntar uma coisa?"
"Claro!"
"Por que Nakateri te chama de 'tio Kerberus'"?
A face de Kero se avermelhou, fazendo a garota rir muito.
"Oras, porque é uma criança. Foi criada com a mentalidade de uma criança, nada mais normal."
"Ah, mas ela não chama o Yue de tio."
"Porque ele não deixa. E já que ela morre de medo dele..."
"Ela não tem medo dele. Só o respeita."
"Bom, pode ser. Ela o vê como um irmão mais velho, e pensando bem, a forma como ele age se parece muito com o Touya."
"Realmente."
Os dois ficaram em silêncio. Kero voltou ao seu quarto- gaveta, e Sakura finalmente conseguiu dormir. Tinha que descansar, para encarar a nova realidade que surgia.
Uma semana se passou desde então. No começo, foi difícil para Sakura, Yamato e Nakata se entenderem como antes, principalmente porque, agora, já não se viam como vizinhos, mas também como mestra e subordinados. Porém, dois dias depois do ocorrido, Tomoyo promoveu um lanche em sua casa, e depois de muita conversa, todos voltaram ao normal. E, mesmo custando a acreditar que os amigos não eram seres humanos, Sakura resolveu esquecer o assunto e seguir em frente. Assim, tudo se resolveu.
Já era sexta-feira à tarde, e Sakura ainda estava estudando na biblioteca com Tomoyo. Teria prova na semana seguinte, e precisava de toda ajuda que pudesse para passar.
"Função modular sempre terá um gráfico representado apenas na parte positiva do eixo y... ou é do eixo x? Ai, eu vou enlouquecer!"
"Calma Sakura, assim nunca vai conseguir se concentrar!" – dizia Tomoyo, sorrindo – "E Matemática exige concentração."
"Eu sei!" – Sakura fechou o caderno e suspirou – "Bem que eu queria ter mais facilidades com a matéria, álgebra está sendo um pesadelo."
"Vamos lá amiga, eu sei que consegue. Você já saiu de situações muito piores do que uma simples função modular. Onde está o seu espírito de Card Captors?"
"Ah, Tomoyo, antes sair atrás das minhas cartas do que enfrentar essa função maluca. Nem sei mais o que fazer."
"Falando nisso, você não pegou mais nenhuma depois da carta Terra?"
Sakura negou com a cabeça:
"Nada. Nem a presença daquela maluca eu senti mais."
Ao terminar de dizer isso, Sakura sentiu três fortes presenças entrando em Tomoeda. Duas delas já havia sentido, mas a terceira, embora parecesse familiar, era desconhecida. Mas era impossível, seria muito bom para ser totalmente verdade. Vendo a amiga nas nuvens, Tomoyo começou a rir, já imaginando o que ela estava pensando:
"Eu sei que para você seria muito mais divertido, mas ele não vai poder te ajudar agora, Sakura."
"Não é nisso que estou pensando." – disse, assustando a amiga – "Estou sentindo a presença dele."
"Do Shaoran? Não, isso é impossível."
"Eu sei, mas eu estou sentindo. E não só dele, mas da sra. Yelan também."
"Será possível que eles vieram para o Japão?"
"Eu não duvido." – Sakura guardou todos os seus livros e se levantou – "Do jeito que o Shaoran adora me proteger, não me espantaria que ele viesse me ajudar." – começou a andar em direção à porta.
"Sakura, aonde você vai?" – perguntou Tomoyo, seguindo-a
"Vou conferir essa história. Se eles realmente estiverem aqui, descobrirei rapidinho."
"Espere aí, eu vou com você."
Sakura parou antes de atravessar a porta. As presenças haviam sumido.
"Não precisa Tomoyo, já desapareceram."
"Desapareceram o quê?"
"As presenças, Tomoyo! Todas elas desapareceram."
"Isso quer dizer que você não conseguirá localiza-los, não é mesmo?"
"Exatamente." – Sakura voltou para a mesa e retirou todos os materiais de novo – "Vamos continuar a estudar, preciso entender esse monstro ainda hoje."
No outro dia, tudo parecia normal na cidade. E pra variar...
"AHHHHHHHHHH!"
"Atrasada de novo, Sakura?"
"Não exatamente, mas eu prometi a Tomoyo que chegaria mais cedo na escola. O Yamato e a Nakata devem estar me esperando."
"Mesmo acordando na hora, você se atrasa. Como consegue, hein?"
"Ah, cala a boca Kero. Não estou a fim de discutir agora."
Sakura se arrumou rapidamente, mas passou um leve perfume debaixo das orelhas e no pescoço. Por alguma razão, achou que seria legal fazer isso. Estava com um pressentimento bom.
Desceu as escadas e sequer tomou o café que seu pai preparara antes de ir para a faculdade. Colocou seus patins e já encontrou Yamato e Nakata parados, esperando.
"Bom dia, gente. Desculpa o atraso!"
"Tudo bem, Sakura, não estamos atrasados mesmo." – respondeu Nakata, já andando
"Você não, mas nós estamos." – replicou Yamato, também andando – "Tomoyo deve estar nos esperando na escola."
Nakata parou de andar e encarou Sakura:
"Sakura... você está usando perfume?"
"Estou." – respondeu, o rosto ficando rubro – "Por quê? Está muito forte?"
"Não é isso, mas é que eu só vi você com perfume algumas vezes, e foi quando o seu namorado veio passear em Tomoeda."
"Por acaso ele está aqui, Sakura?" – perguntou Yamato, sobrancelha erguida
"Que eu saiba não." – respondeu Sakura, ficando ainda mais rubra – "Por quê? Vocês acham que eu só passei perfume por causa dele?"
"Nem só por isso. Sabe... sentimos a presença dele ontem."
Dessa vez foi Sakura quem parou. Ela encarou os amigos de forma assustada e curiosa:
"Sentiram a presença dele?" – perguntou, mal se atrevendo a acreditar.
"Eu disse que ela não ia gostar de saber." – replicou Nakata
"E por que não gostaria? É o namorado dela!" – retrucou Yamato
"Acho que você ainda não se acostumou com a idéia de sabermos sobre magia, não é mesmo Sakura?" – perguntou a menina, ignorando o "irmão" completamente.
"Não é isso." – disse Sakura, balançando a cabeça – "Embora ainda seja meio esquisito pensar em vocês dois como seres mágicos."
"Então, por que essa cara?" – perguntou Yamato, com cara de desentendido.
"É que eu também senti a presença dele ontem, mas de repente sumiu. Além disso, ele não me falou nada, e acho que eu deveria ser a primeira a saber caso ele viesse para cá."
"É, pode ser que estejamos errados." – Yamato disse e voltou a seguir para a escola, dando fim naquele assunto.
"Não se preocupa não, Sakura." – disse Nakata, pegando na mão da amiga – "Se for ele, a gente já vai descobrir."
"Tem razão." – e as duas seguiram em frente.
"Meninas, vocês já estão sabendo?"
"Nossa, Naoko, o que aconteceu?" – perguntou Tomoyo, preocupada com a expressão da amiga
"A Kimura, ela vai sair da escola."
"A Kimura? Mas por quê?" – perguntou Chiraru, assustada, Kimura era uma garota que gostava muito do colégio.
"Parece que o pai dela recebeu uma proposta de emprego na França, e ela vai se mudar para lá."
"Que pena." – disse Sakura, tirando a atenção do caderno de matemática – "Eu gostava dela."
"E pelo jeito, você agora ficou com a carteira à sua frente vaga." – comentou Rika, sorrindo melancolicamente – "É uma pena mesmo que ela vai se mudar."
"Bom dia alunos, todos se sentando." – a profª Kobayashi entrou na sala, iniciando a aula de sábado – "Sinto dizer que não tenho uma boa notícia para vocês. Como alguns já devem saber, a aluna Mick Kimura não estudará mais conosco. Ontem, ela se mudou para a França, onde passará a estudar a partir de agora."
Os alunos que ainda não sabiam ficaram tristes e começaram a comentar os motivos porque Kimura havia se mudado. Mas, para Sakura, aquela conversa não tinha a menor importância, estava com uma estranha sensação.
"Mas não tenho apenas notícias ruins." – continuou a professora, um sorriso no rosto – "Tenho uma boa notícia para vocês. Aliás, duas."
Ao dizer isso, Sakura sentiu a mesma presença do dia anterior. Agora não tinha a menor dúvida.
"Dois alunos irão estudar conosco a partir de agora." – continuou contando a professora, com certeza não percebendo a euforia na qual Sakura estava entrando – "Pelo o que me consta, eles já moraram em Tomoeda durante algum tempo, e conhecem alguns de vocês. Podem entrar agora."
Sakura sentiu o seu coração parando quando viu entrando pela porta o garoto alto, de cabelos rebeldes, olhos âmbares e físico bem trabalhado pelos anos de treinamento, o mesmo que invadia os seus pensamentos todo dia, cada vez mais possuidor do seu coração. Junto com ele, entrava uma garota baixinha, de longos cabelos negros e olhos também âmbares, característico da família. E enquanto todos, inclusive Tomoyo, ficavam espantados com as presenças dos novos alunos, Sakura apenas entrava em um mundo que só ela tinha acesso. O verdadeiro paraíso que aparecia no seu coração quando estava perto dele.
"Esses são Meilin e Shaoran Li. Vieram de Hong-Kong." – anunciou a professora, rindo da expressão de alguns alunos – "E, pelo jeito, já possuem vários amigos por aqui."
"Claro, né?" – respondeu Meilin, com voz de orgulhosa – "Depois de ter morado aqui durante meses, impossível não ter nenhum amigo."
Todos riram do comentário, menos Sakura. Ela estava muito concentrada em encarar Shaoran, assim como ele a encarava profundamente. Era incrível como ela mudara em tão poucos meses, estava ainda mais linda, se aquilo era possível. Certo, ainda tinha a carinha de criança, mas o que importava? Era o grande charme dela, que o deixava maluco a cada vez que a olhava. Poderia amar alguém tanto assim?
"Vamos ver... Meilin, você pode se sentar à mesa que era de Kimura, à frente de Kinomoto. É aquela garota..."
"Não se preocupe, professora, sei quem é Kinomoto." – disse Meilin, encarando uma Sakura hipnotizada – "Já nos conhecemos muito bem."
"Se é assim... Shaoran, sente-se atrás de Kinomoto. Imagino que você a conheça também."
"Se conhece." – comentou Yamazaki, fazendo Chiraru e Rika rirem, e os dois pombinhos acordarem do transe que estavam.
"Como disse, Yamazaki?" – perguntou a professora, não entendendo a brincadeira.
"Deixe, professora." – disse Shaoran, seguindo para o seu lugar, com Meilin – "Ele adora essas brincadeirinhas."
Eles se sentaram. Tomoyo imediatamente começou a conversar com Meilin em voz baixa, as duas extremamente eufóricas. Yamato ria da situação, como sempre fazia quando aquelas duas se encontravam. Já Sakura, essa apenas seguia Shaoran com o olhar. De imediato, havia ficado supremamente feliz com a vinda dele para o Japão, mas agora, depois do primeiro impacto, não conseguia controlar uma certa raiva. Por que ele não contara que viria?
"Não vai nem me falar um 'bom dia'"? – perguntou sorridente, mas ficando sério assim que viu o olhar bravo da namorada – "O que foi?"
"No intervalo a gente conversa." – foi o que disse, antes de voltar a se concentrar na aula.
Estava muito quente. Com a chegada do verão, o sol esquentava todos os ambientes, com sua luz aconchegante. Era bom ficar em cima da árvore, curtindo uma sombra gostosa e refrescante. Mas era ainda melhor agora, que uma certa pessoa subia nessa mesma árvore, a procurando.
"Não sabia que já subia em árvores tão bem."
"Tive um ótimo professor."
"Vai me contar que cara foi aquela no começo da aula, ou será que vou ter que adivinhar?"
Sakura encarou Shaoran. Como conseguia ficar brava com ele, se quando a encarava com aqueles âmbares, ela se derretia por completo?
"Adivinha." – desafiou, fazendo cara de travessa.
"Você ficou brava porque eu não te avisei que vinha para cá." – ele disse, se sentando ao lado dela e recebendo um aceno positivo de cabeça
"Certinho!" – ela deu um largo sorriso, mas em seguida ficou séria – "Por que não me contou?"
"Queria fazer uma surpresa. Além disso, tinha que falar com a minha mãe, e ver se ela deixava que eu viesse morar aqui."
"Não sei por que, mesmo que ela não deixasse, você viria de qualquer maneira."
"Não custava nada tentar, não é mesmo?" – perguntou, fazendo Sakura rir – "Mas não tive nenhum problema, ela aceitou numa boa que eu viesse."
"Eu sei, ela até veio junto."
"Como sabe?"
"Senti a presença de vocês ontem, quando chegaram em Tomoeda. Mas depois vocês as ocultaram, e eu fiquei um pouco confusa."
"Aposto como quis ir atrás de mim." – ele se aproximou dela, fazendo-a sentir um leve arrepio.
"E o que te faz pensar isso, hein?" – perguntou, aproximando o seu rosto do dele.
Conforme os rostos ficavam mais próximos, os corações pareciam sair da boca e a respiração ficava cada vez mais rarefeita. Os olhares não se desviavam nem por um milésimo de segundo, que eram extremamente importantes. Depois de tanto tempo separados, finalmente estavam ali, juntos novamente, e dessa vez, parecia ser para sempre. Os lábios iam se aproximando, os olhos se fechando, e o desejo se consumindo. Quando finalmente se uniram, o mundo desapareceu, e eram somente os dois.
Incrível como as coisas parecem se tornar perfeitas quando estamos perto de quem amamos, mesmo quando nossas vidas estão no mais profundo inferno. Desde o sumiço de suas cartas, Sakura não se sentia assim, tão feliz e segura. Aliás, não se sentia assim desde a última vez que vira Shaoran. Estava começando a duvidar que todo aquele paraíso fosse apenas mais um gostoso sonho que tinha todas as manhãs, desses do qual só acordava com um grito...
"Assim vocês ficam sem fôlego!"
Sakura e Shaoran se separaram com tudo, quase caindo da árvore. Ao olharem para baixo, viram Meilin parada de braços cruzados, com Tomoyo, Yamato e Nakata rindo baixinho.
"Meilin, quer nos matar de susto?" – gritou Shaoran, seu tom de voz mostrando a raiva que estava sentindo.
"Desculpa, mas se formos esperar vocês pararem de se beijar, ficamos aqui o intervalo inteiro." – disse, encarando o primo – "Aliás, já perdemos metade dele, esperando vocês se largarem!"
Sakura enrubesceu. Era sempre assim, toda vez que se beijavam depois de um longo tempo de separação, tinham que ser chamados por alguém, senão morreriam sem ar.
Os dois desceram da árvore. Shaoran cruzou os braços e encarou Meilin, pedindo uma explicação.
"E não me olha assim!" – disse a garota, ao ver o olhar feio do primo – "Você sabe muito bem que poderia ter ficado sem ar se eu não tivesse te chamado."
"O que você quer, Meilin?" – perguntou, sem descruzar os braços
"Na verdade, somos nós quem quer, Li." – disse Yamato, se aproximando dele e de Sakura com cautela, Shaoran não gostava muito dele.
Sakura percebeu o receio do garoto em se aproximar. Desde que ele e Shaoran se conheceram, há um ano e meio antes, o namorado agia de forma desconfiada e cautelosa com ele, como se quisesse se defender. Ela percebera que ele agia da mesma maneira com a profª Mizuki, e agora que sabia de muitas outras coisas do qual não tinha conhecimento na época em que os apresentara, descobrira o motivo de tanta implicância.
"O que quer, Yuninoyo?" – perguntou, de maneira grossa, recebendo uma cotovelada de Sakura – "Ai, Sakura, essa doeu!"
"Pra você aprender a ser mais educado." – ela disse, olhando feio para ele.
"Por favor, não briguem." – disse Nakata, se aproximando dos dois – "Não se preocupe Shaoran, viemos em paz."
Shaoran olhou para a garotinha que estava a sua frente. Engraçado, ele sempre tivera uma cisma com Yamato, mas com Nakata era totalmente diferente. Achava a garotinha maravilhosa, e tinha um carinho por ela que podia ser comparado a de um irmão mais velho, ou até mesmo a de um pai algumas vezes. Sabia que, da mesma maneira que Yamato era suspeito de algo que não podia explicar exatamente o que era, Nakata também era, mas com ela não conseguia se zangar ou cismar. Olhou para Sakura, e ela leu os seus pensamentos. Agora ambos estavam começando a entender os motivos daquela diferença.
"O que foi?" – perguntou a garotinha, vendo a troca de olhares dos dois.
"Shaoran estava me perguntando por que você não contou a ele que é uma guardiã." – disse Sakura, rindo
"Exatamente. Achava que era o seu melhor amigo." – ele disse, encarando a menina com um meio sorriso no rosto.
"E é. Mas você também não me contou que viria ao Japão. Qual é, não é só a Sakura que sente falta de vocês." – respondeu, fazendo biquinho.
"Olha lá Nakata, posso ficar com ciúmes." – brincou Sakura, fazendo todos rirem.
"Eu sou mesmo uma burra." – replicou Tomoyo, baixinho, para que apenas Meilin ouvisse.
"O que foi, esqueceu a câmera de novo?"
"Mais do que isso." – Tomoyo pegou a câmera que cabia no bolso de sua blusa e abriu o compartimento de baterias – "Não coloquei a bateria para filmar essa cena hoje." – Meilin caiu no chão.
"Agora, dá pra explicar essa vinda de vocês para cá?" – perguntou Yamato, interrompendo a seção de cócegas que Shaoran e Nakata aplicavam em Sakura. O garoto olhou feio para ele, mais por costume do que por qualquer outra coisa. Sakura já havia lhe contado quem ele realmente era, e suas suspeitas de que Yamato não era uma pessoa qualquer haviam se confirmado. Mas, mesmo sabendo que era do bem, ainda não conseguia confiar no garoto.
"Claro." – respondeu, se encostando à parede – "Eu vim porque quero ajudar Sakura a recuperar as cartas."
"E a Meilin?" – perguntou Tomoyo, olhando para a amiga
"Você acha mesmo que eu deixaria o Shaoran vir para o Japão se divertir, enquanto eu teria que agüentar aqueles anciões idiotas na minha cola?" – perguntou Meilin, com cara de incrédula – "Não mesmo. Além disso, minha mãe decidiu que queria conhecer Tomoeda, e aproveitou que tia Yelan veio para nos acompanhar."
"Sua mãe está aqui, Meilin?" – perguntou Sakura, espantada
"Está. Ela comprou uma casa para nós duas morarmos, do lado da casa do Shaoran."
"Pelo jeito, a família inteira veio, não é mesmo?" – perguntou Tomoyo, sorridente.
"A família inteira?" – perguntou Yamato, começando a se assustar – "Isso quer dizer que aquelas malucas das suas irmãs vieram também?" – apontou para Shaoran
"Sossegue, só a Shiefa veio." – disse Shaoran, não conseguindo conter um sorriso maroto – "Dessa vez, só ela vai te encher o saco."
"Pelo menos." – ele suspirou de alívio – "Se eu tivesse que agüentar mais um aperto de bochecha da Fuutie, acho que me mataria."
Sakura começou a rir. Se Shaoran não gostava de Yamato, as suas irmãs eram totalmente o contrário. Da última vez que ele viera ao Japão, trouxe todas as suas irmãs, que quase enlouqueceram o garoto de tantos abraços, pulos e apertos de bochechas.
"Ei, isso não tem graça, Sakura." – replicou Yamato, de cara feia.
O sinal bateu, indicando que o intervalo havia acabado. Nakata se despediu de todos eles e pulou a grade para voltar a Escola Tomoeda, enquanto todos voltavam para a sala de aula.
Sakura voltava da aula de mãos dadas com Shaoran. Embora o principal motivo fosse para matarem a saudade, eles também precisavam conversar com Yelan Li. Ela havia pedido para a mestra das cartas lhe dar mais detalhes sobre os últimos acontecimentos, e principalmente sobre os sonhos da semana. Os dois sabiam muito bem que a senhora poderia desvendar alguns mistérios, e até mesmo saber de coisas que ninguém sabia: conversar com ela era de extrema importância.
"Acha que a sua mãe poderá nos ajudar com alguma coisa?"
"Acho que sim. Minha mãe sabe muito sobre a história das cartas, e talvez saiba de algo que possa nos ajudar. Hiiragizawa não te contou nada?"
Sakura balançou a cabeça em negativa:
"Como imaginei."
"Sabe, Shaoran? É a primeira vez que me tiram alguma coisa. Nunca me senti tanta raiva como estou sentindo agora."
"Acho que sei como você se sente. Odiaria se me roubassem algo que gosto muito."
"É mais do que isso." – ela apertou a mão do namorado, fazendo-o arregalar levemente os olhos – "Ela tirou parte de mim ao roubar as minhas cartas. Estou com tanta raiva que poderia esmagar alguém."
"Estou percebendo. Você está quebrando a minha mão."
Sakura percebeu que a mão de Shaoran já estava ficando roxa, e a largou mais do que imediatamente. E enquanto ele tentava mexer os dedos, ela pedia desculpas freneticamente.
"Sakura, pára com isso! Já sofri coisas muito piores."
"Eu sei, mas eu não deveria ter descontado a minha raiva em você. Desculpa, desculpa, desculpa..."
"Você já está me irritando. Não precisa pedir desculpas."
"Claro que preciso. Desculpa, desculpa, desculpa..."
Já sem paciência com o falatório da namorada, Shaoran a agarrou pela cintura e a trouxe para perto de si, dando um beijo nela logo em seguida. Ela se assustou de início, mas logo se rendeu ao beijo, descontando nele toda a saudade que estava sentindo. Os dois só pararam porque estavam sem fôlego e também porque já haviam chegado na casa dele. Uma grande mansão, com uma imensa árvore de cerejeira logo atrás. Havia uma grande sacada na frente, e a pintura da casa era em um tom claro de verde, com detalhes vermelhos, mostrando as cores da família Li. O telhado era em estilo triangular, com pequenas janelas ao canto, onde Sakura pode ver que havia quartos/sótãos. No portão, havia um pequeno símbolo do yin-yang na fechadura, mostrando a influência chinesa.
"Minha mãe mandou fazerem algumas reformas antes de virmos para cá." – comentou Shaoran, percebendo a cara espantada de Sakura – "Deu pra perceber bem, não é mesmo?"
"Ela é linda. Acho que é maior que a da Tomoyo."
"Pelo que me parece, era da família dela. Um tal de senhor Amamiya nos vendeu, há alguns anos. Era para eu morar aqui de início, mas preferi o apartamento. Não gosto desse luxo todo."
Sakura sorriu. Já não era novidade que o namorado não gostava de luxos e ostentações, mas aquele nome Amamiya... lhe era familiar.
"Vai ficar aí ou vai entrar?" – perguntou Shaoran, já abrindo o portão da casa.
"Ah, claro." – ela acordou do transe que estava e saiu correndo para dentro.
Ela admirava o jardim que havia na casa. Havia vários tipos de plantas ali, inclusive algumas mudas de cerejeiras. Quando chegaram na porta da frente, Yelan a abriu, dando um grande sorriso aos jovens.
"Achei que nunca chegariam. Como vai, Sakura?"
"Levando." – respondeu, com o melhor sorriso que podia dar no momento.
"Sei como se sente. Entrem, temos muito que conversar." – ela olhou para o filho – "E Meilin?"
"Foi para a casa da Daidouji." – respondeu, entrando em casa – "Por quê?"
"Por nada, só a mãe dela que queria saber. Já conhece Fai, ela odeia esperar. Então, vamos à biblioteca? Acho que tenho muito que saber, não é mesmo?" – ela encarou Sakura com um leve olhar doce
"Com certeza." – respondeu a menina.
Os três se encaminharam até a luxuosa biblioteca. Lá, havia inúmeros exemplares de livros de todos os assuntos, e os de magia ocupavam uma prateleira especial. Yelan se sentou em uma mesa cheia de papéis, e indicou duas poltronas para os jovens se sentarem. Assim que se acomodaram, ela iniciou a conversa:
"Desculpe-me a bagunça, Sakura, mas ainda não tivemos tempo de arrumar as coisas da mudança. Então, Shaoran me disse que você andou tendo sonhos ultimamente. Pode me contar?"
Sakura contou todos os detalhes do sonho, até mesmo alguns que nem sabiam que existiam, mas que Yelan conseguiu retirar com muita facilidade e categoria. Depois, explicou tudo que havia acontecido no dia do roubo das cartas, a forte presença, a ligação de Eriol, o surgimento da carta Explosão, o portal que a estranha mulher havia criado e que a levara para um lugar desconhecido, e por fim a descoberta de Nakateri Yue, a verdadeira identidade de Nakata. Yelan ouvia tudo de olhos fechados, refletindo sobre o que a menina contava. Ao fim se levantou, pegou um livro roxo da prateleira de magia e abriu em uma específica página.
"Como foi mesmo que as cartas foram roubadas, Sakura?" – perguntou, mas sem tirar os olhos da página.
"Saíram todas voando em uma única direção, e de repente sumiram no ar, restando apenas as quatro que estão comigo."
"O que acha que pode ser, mãe?" – perguntou Shaoran, encarando a senhora.
"Já ouviram falar de laços sentimentais mágicos?" – perguntou, agora encarando os dois, e fazendo Sakura se lembrar de uma coisa que a mulher estranha havia falado...
"Devo admitir que você foi muito esperta em criar laços sentimentais mágicos com algumas delas."
"Aquela mulher... ela me disse algo do estilo no dia em que nos encontramos." – respondeu Sakura, lembrando-se da cena – "Mas eu não entendi."
"Já li em um livro de Clow, quando iniciei meu treinamento em magia." – respondeu Shaoran, encarando a mãe de forma séria – "Mas o que isso tem a ver com a nossa situação?"
"Objetos mágicos como as cartas só podem ser retiradas dos seus donos com uma magia baseada em um sentimento muito forte." – explicou Yelan, enquanto pegava uma das cartas Sakura – "O que quero dizer é que, para se roubar algo que se alimenta de magia como uma carta Sakura, é necessário que se tenha algum tipo de relação com ela, seja mágica ou até mesmo sentimental. É o que chamamos de laços sentimentais mágicos: é o sentimento que nos liga ao objeto mágico. A extinta carta Vácuo, por exemplo. Ela mantinha um grau de 'parentesco', podemos dizer, com as outras cartas, porque foi criada pelo mago Clow como elas, e graças a isso conseguiu atraí-las para perto de si, roubando-as de você." – ela olhou para Sakura – "Imagino que, sem querer, você tenha criado laços com algumas cartas, principalmente com Esperança, que foi a que não saiu de seu quarto. E essas cartas acabaram ficando, por terem mais laços com você do que com a pessoa que as roubou."
"Isso quer dizer que a pessoa que as roubou também possui laços sentimentais com as minhas cartas?" – perguntou Sakura, não estava gostando do rumo daquela conversa.
"É o mais provável. Mas isso não quer dizer nada: pelo o que você me contou, ela não consegue usar nenhuma carta, o que significa que elas ainda são fiéis a você. Por isso usa cartas como Explosão, para tentar ativá-las."
"E por que algumas vieram parar comigo?" – perguntou Shaoran – "Quer dizer, é normal que Sakura tenha um laço com elas, porque é a mestra. Mas eu não tenho nada a ver com isso, ao contrário, minha magia tem fundamento bem diferente."
"Pois saiba que tem mais a ver do que imagina, meu filho." – disse Yelan, agora encarando Shaoran – "As cinco cartas que pararam conosco lhe pertenceram um dia, e até onde eu saiba, elas tiveram papel importantíssimo na sua história com Sakura. A carta Areia, por exemplo. Ela foi a primeira carta que vocês capturaram juntos, como uma equipe. Obviamente ela criou um laço com você."
"Faz sentido." – comentou Sakura – "Capturei Trovão no dia em que nos conhecemos."
"E Nuvem foi uma carta que eu te dei, porque fiquei preocupado com sua gripe." – ele disse, dando um sorrisinho.
"Doce foi a primeira carta que a gente não brigou pra ter..." – ela foi se aproximando dele, aproveitando que estavam relembrando momentos tão bons.
"E Gelo foi a primeira carta que eu tive quando já gostava de você." – ele também se aproximou, aquelas lembranças lhe davam uma imensa vontade de beijá-la
Estavam com os lábios quase colados quando Yelan pigarreou, chamando a atenção dos dois. Vermelhos como pimentões, eles se endireitaram na poltrona. Teriam tempo para namorarem depois.
"O que realmente me incomoda é que, para se ter algum tipo de laço com as cartas, é necessário que se conviva com elas. Isso quer dizer que o nosso inimigo já as teve em seu poder de alguma forma." – continuou a senhora Li, tentando conter uma risada; o filho e a namorada estavam realmente engraçados vermelhos daquele jeito.
"Mas como? Apenas nós e o Mago Clow convivemos com as cartas." – replicou Shaoran, emburrado. Não estava gostando daquele sorrisinho da mãe.
"Talvez haja alguns segredos que ainda não saibamos." – disse por fim, se levantando e levando com ela o livro que ainda estava aberto sobre a mesa – "Seja lá como for, melhor seguirmos os conselhos de Hiiragizawa e tomarmos cuidado. Estamos lidando com alguém muito poderoso."
"Já irá se retirar, senhora Li?" – perguntou Sakura, se levantando também.
"Sim, querida. Estou cansada, e ainda preciso arrumar as minhas coisas. Desde que chegamos ao Japão, não tive tempo para mais nada. Shaoran, avise Wei e Shiefa que não irei jantar, pesquisarei mais sobre o roubo das cartas. Outra coisa: avisem os guardiões, inclusive a menina Nakata, que quero vê-los. Acho que eles podem nos dar algumas informações preciosas."
"Avisarei. Boa noite, senhora Yelan." – Sakura fez uma referência antes da senhora sair. Assim que se viram sozinhos, os dois trataram de começar a namorar logo. Já haviam perdido tempo demais naquele dia para matar a saudade.
"Finalmente, um pouco de privacidade." – disse Shaoran, enquanto emendava um beijo no outro.
"Eu juro... que se não fosse... todos esses problemas... eu estaria no... paraíso!" – disse Sakura, interrompendo as falas entre os beijos – "Não sabe... o quanto... estava com... saudades."
"Agora a gente não se separa mais. É só nós dois."
Eles deram mais um longo beijo apaixonado, antes de saírem para conhecer a casa.
ContinuaObs: Olha só, mais um capítulo! Ficou um pouquinho menor que o outro, mas ainda assim está um pouco longo né? Preciso realmente saber se vocês querem que eu encurte mais ou se assim está bom. É uma fraqueza minha, sempre escrevo de dez páginas pra frente. Coitadinhos de vocês, que ficam lendo esse monte de besteiras. Ai ai...
Outra coisa: espero ter explicado mais sobre as coisas que aconteceram no capítulo 2. Senti que deixei um pouco confuso... mas é assim mesmo, uma hora tudo se esclarece.
Quanto a esse capítulo, como eu disse, eu gosto muito dele. Primeiro, porque o nosso grande Pequeno Lobo dar o ar da sua graça ao vivo e a cores, e segundo, porque é um pequeno prelúdio de umas maldades que pretendo fazer com um dos meus personagens, o Yamato. Como vocês podem ver, ele tem meio que pavor das irmãs do Shaoran, mas posso garantir que pavor é pouco perto do que ele realmente sente. Mas isso é uma coisa que vocês vão ter que esperar pra ver... huahuahua.
Agora, os recadinhos do pessoal que deixou review pra mim nessa fic e na do Fantasma da Ópera.
Analubru: ih, também não consegue passar pela fase da Chun Li? Olha, eu vou te dizer a verdade, só depois de tentar muito que eu consegui passar, e eu derrotei com a própria Chun Li mesmo. Uma dica: tenta desenvolver aquele golpe especial dela, que ela vira de cabeça pra baixo e sai rodando pra atacar, ele é de uma utilidade maravilhosa (pelo o que eu saiba, você tem que apertar muito botão do pc ou do vídeo game pra fazer. Eu aperto um monte e sai sem eu querer). E também não hesita em ficar desviando dos ataques, porque a especialidade dela é golpe físico, e enquanto mais longe você se manter, mais fácil atacar (por isso, pule bastante, viu?). E quanto a fic... que bom que você gostou do elo que eu fiz com o filme. Embora eu ache que tenha ficado bobinho, foi interessante pensar no que aconteceu depois. Já a Rytwild... não posso falar muito dela, é uma coisa que você vai ter que descobrir lendo né? Senão perde a graça. Por último, acho que vou criar novos apelidos pra Sakura e o Shaoran e dar todos pro Touya; também me mato de rir quando ele fica falando isso. Beijos.
Hikari Tenchi: nossa, fiquei tão feliz quando vi que você colocou a fic do Fantasma da Ópera como uma das suas favoritas. Pelo jeito, você adora muito o casal Eriol e Tomoyo né? Bom, nessa fic, eles não serão o casal principal (mesmo porque o Eriol só vai aparecer realmente um pouco mais para frente), mas eu vou tentar ao máximo fazer dos dois um lindo casal apaixonado, e que fica junto no final. Mas posso te garantir uma coisa: eles vão aprontar muito juntos, principalmente a Tomoyo. Será que você imagina? Hehehe, beijos pra você também.
Nanda-Chan: Juro que não acreditei quando você me mandou o e-mail dizendo que estava lendo as minhas fics de HP lá na Floreios e Borrões. Fiquei tão feliz quando li, que até separei um arquivo pra te mandar, com a continuação delas. É que, tipo, lá dá um trabalho imenso pra postar, e acabei desistindo, por isso estão incompletas. Mas, se você quiser, é só me dizer tá? E nem sei se você está lendo essa fic aqui, mas eu queria muito que, caso estivesse se dando a esse trabalho, me mandasse um e-mail ou review dizendo o que achou, certo? Beijos.
AislinLeFay: encantador? Ah, nem tanto vai! Foi como eu disse, foi a primeira vez que eu tentei fazer uma song-fic, e tentei justo com um tema com o qual não estava acostumada. Mas fico eternamente agradecida com o seu elogio, e feliz demais por você ter gostado. Queria saber sua opinião sobre essa fic. Não é ET, mas eles aparecem também (e aprontam). Beijinhus. NarcisaLeFey: sério que ficou? Bom, eu sempre achei as personalidades parecidas, por isso não foi muito difícil fundir as duas. Valeu pelo elogio.litlledark: não, o Yamato não é uma carta, mas eu acho que já deu pra perceber, pelo capítulo, o que ele mais ou menos é. Mas foi uma boa sugestão, acho que posso usa-la no futuro, mais pra frente. Valeu pela dica, pode deixar que eu vou aproveitar.
Gente, até o capítulo 4 de "Os Senhores da Natureza!" (e já vou avisando, teremos ação novamente, nossa vilã entrará em ação, huahuahuahua!)
