Depois de alguns anos, nunca imaginou se sentir entediada e desanimada. Certo, a sua vida não era das piores, ao contrário, sequer tinha do que reclamar. Mas ainda assim, algo faltava na sua vida, e pedia desesperadamente por ação. Bem, seu desejo foi atendido... agora, será que ela agüenta?

Disclaimer: Sakura Card Captors e todos os outros personagens são da Clamp®, eu só sou mais uma doida varrida que vou fazer todos eles sofrerem (e o pior de tudo é que eu até gosto de judiar deles. Hihihi, é divertido, principalmente quando eu faço algum deles pagar mico. Peraí, isso me deu uma idéia...)

Capítulo 4 – Entrelaçados

Sakura ia andando alegremente pelas ruas de Tomoeda, que eram iluminadas apenas pela luz do luar. Estava mais feliz agora que a família Li estava na cidade, principalmente porque Shaoran havia vindo também. Ah, como era bom poder matar a saudade antes do tempo. Imaginava se agüentaria esperar até as férias de verão para ver o amado. Talvez, se não o visse antes, agüentasse. Mas agora, que ficara o dia todo ao lado dele, nunca!

Ela só queria ver a reação de Touya quando soubesse que "o rascunho de homem" havia voltado ao Japão. Não conseguiu deixar de sorrir com esse comentário. O irmão havia inventado tantos apelidos para o "cunhado" que alguns chegavam a ser até um pouco engraçados. E ver Touya fora de sério a cada vez que ela comentava alguma coisa sobre Shaoran era realmente uma bela vingança por todos os anos em que fora chamada de monstrenga.

"Touya vai perder a cabeça quando souber que ele está aqui. Já estou até vendo." – um grande sorriso maroto surgiu no rosto, que sumiu logo em seguida. Pela hora que iria chegar em casa, já podia se preparar para a bronca que iria receber do irmão. E, a partir daquele dia, podia esperar que pra todo lugar que fosse, iria correr o risco de encontrá-lo por perto, seja trabalhando ou apenas a espionando.

"É, isso vai ser bem chato."

Passou na frente do Parque do Rei Pingüim. Era incrível como aquele lugar lhe trazia lembranças. Lá, havia vivido os melhores e piores momentos da sua vida. Inclusive, sua primeira carta havia se transformado lá. A carta fogo... uma lágrima saiu do seu rosto. Por mais que estivesse feliz e esperançosa, ainda sentia uma grande angústia ao se lembrar das suas cartas. Por que alguém as roubaria? O que havia feito de mal àquela mulher, para merecer tanto sofrimento? Eram tantas as suas perguntas que sua cabeça latejava só de pensar no assunto. E tantas coisas haviam mudado desde então, se bem que algumas haviam mudado para melhor. É, o jeito seria seguir em frente, sempre otimista, senão nunca conseguiria vencer mais esse obstáculo.

"Vai ficar aí ou vem comigo pra casa?"

Sakura olhou para cima, e encarou o olhar sério de Touya. Como ele adivinhara que ela estava ali?

"O que você está fazendo aqui, Touya?"

"Passei lá em casa e papai me disse que você não tinha chegado. Fiquei sabendo que o moleque está aqui..."

"É, ele voltou a morar em Tomoeda. Veio me ajudar com as cartas."

"Era por causa delas que estava chorando?"

Sakura confirmou com a cabeça. Touya suspirou e se agachou até ficar na altura da irmã. Limpou a lágrima de seu rosto e ergueu sua cabeça, para encara-la nos olhos:

"Estou te estranhando, minha irmã. Eu me lembro muito bem que você sempre era esperançosa, nunca desistia e nem chorava quando estava capturando as cartas. Também me lembro de uma garota forte e batalhadora, que mesmo morrendo não parou de lutar para mudar todas essas mesmas cartas. Agora, a única coisa que eu vejo é uma Sakura chorona e angustiada, como se não fosse conseguir recuperar o que foi roubado. O que foi, decidiu voltar a ser aquela monstrenga assustada?"

"Touya..."

"Eu não sei quanto a você, mas todos nós estamos dispostos a lutar pelas cartas perdidas. Eu, Kero, Yue, Tomoyo e até mesmo aquela réplica mal-feita de homem. Mas não podemos fazer nada se você não lutar até o fim, e vencer como sempre venceu."

Sakura sorriu tão abertamente que Touya sorriu junto. Os dois se abraçaram demoradamente, como se estivessem buscando forças um no outro. Quando se largaram, Touya deu um sorriso maldoso e comentou:

"Agora, dá pra explicar onde diabos você se meteu com aquele moleque?"

"Touya, pára!"

"Estou falando sério. Já não te falei que não quero você passeando sozinha com essa besta-quadrada?"

"É o meu namorado, não é uma besta-quadrada!"

"Claro que é. Pra começar, ele é chinês. Depois, ele é mais fraco que você. Que tipo de homem consegue ser mais fraco que uma garota chorona como você?"

"Eu não sou chorona!"

Os dois foram discutindo durante o caminho todo. Mas o que ela podia fazer? Certas coisas não deveriam mudar.

"Sabe senhora? Imagino que esteja muito cansada."

"E o que faz com que você formule essa hipótese precipitada, Kim?"

"Ora, chegamos ao Japão e ainda não a vi tomando alguma atitude."

"E acha que eu poderei agir assim, de forma precipitada? Não, preciso descobrir a melhor tática de golpes, os seus pontos fracos, para assim atacar."

"E já sabe o que fazer?"

"Estava pesquisando quando você me interrompeu com essa conversa."

Kim viu que Rytwild segurava um pequeno espelho oval nas mãos, e nele estava aberto um tipo de portal, onde ela vigiava Sakura constantemente. Percebendo que havia cometido um erro, se retirou para deixar a patroa maluca sossegada.

Kim poderia ser o mais fiel dos empregados, mas ainda assim era um tolo e besta. Era muito ágil e excelente espião, pena mesmo que tinha dois defeitos graves: o primeiro era o seu extremo romantismo, e o segundo era a sua grande curiosidade. Ah, mas isso era por pouco tempo, por enquanto precisava muito dele.

"Ora Ild, o que você está fazendo? Pare de pensar nesse empregadinho idiota e volte ao serviço."

Ela voltou a olhar para o espelho. Antigamente, aquele objeto era de tão extrema importância que quebrá-lo era uma sugestão que sequer passava por sua cabeça. Mas, depois de todos aqueles acontecimentos, a coisa que mais queria era que aquele treco desaparecesse da sua vida por completo. Só não havia destruído porque precisava da magia que nele continha, ela lhe era muito útil. Mas quando realizasse os seus objetivos, e tomasse o seu lugar de direito na Hierarquia da Magia Natural, apagaria aquela parte significativa do seu mais primórdio passado.

"Ora, ora, o que temos aqui? Uma linda conversa de irmãos!"

Ouviu tudo o que Touya dizia a irmã caçula, todas as palavras de consolo e o incentivo que lhe dava. Droga, toda aquela ajuda dos amigos era o pior obstáculo que tinha. Sakura era tão adorada, mimada, paparicada... o que viam naquela garotinha pequena e magricela, que mal havia saído das fraldas? Até Clow a preferia, tanto que lhe deu as cartas...

"Você me roubou tudo que me pertencia, Kinomoto. Mas eu juro, com todas as letras, que eu vou tomar o meu lugar de volta, nem que pra isso eu roube tudo o que é seu também: família, amigos, guardiões e até mesmo aquele seu namorado convencido. E começarei hoje mesmo, me aguarde."

Ela virou o espelho, escondendo a face onde estava o portal. Olhou para as caixas espalhadas pelo seu quarto. Odiava mudanças, mas essa foi necessária. Dentro da menor delas, havia o seu maior tesouro, juntamente com a sua pior praga. Se soubesse que aquelas cartas negras fossem tão problemáticas, teria criado as suas próprias. Mas agora não poderia reclamar, tinha que usar as suas armas:

"Corrente, venha até aqui. Vocês também, Poder e Volta."

Uma carta negra saiu da caixa, parando nas mãos da bruxa. De novo, não havia sido obedecida. Concentrou suas energias na caixa, e duas cartas Sakura saíram.

"Não adianta querer desobedecer as minhas ordens, cartinhas. Mais cedo ou mais tarde, vocês serão minhas, e terão que me obedecer rigorosamente. Recebam isso como um castigo pela ousadia." – ela as virou, mostrando os seus versos, e as colocou do lado da carta negra – "Corrente, pode usar todas as energias delas, e acabe com algumas pessoas dessa cidade. E não se esqueça: de forma lente e dolorosa."

As três cartas se fundiram em uma só. Depois disso, uma garota rodeada de correntes apareceu à sua frente, encarando-a seriamente.

"Será um prazer cumprir a ordem, senhora. Matarei a todos como deseja."

Rytwild sorriu. Eram problemáticas sim, mas eram tão divinamente cruéis...

Sakura passou a noite em claro. Alguma coisa lhe dizia que algo muito ruim estava acontecendo. Conseguiu perceber uma pequena presença mágica, quase imperceptível. Seria a mulher doida que estava agindo novamente?

Levantou-se incrivelmente cedo, ainda mais para um dia de domingo. Aproveitou que estava sem sono mesmo e conferiu as horas no relógio. Se não se enganava, ainda era madrugada na Inglaterra, e Eriol com certeza dormia a essa hora. Queria falar com ele, saber que tinha descoberto alguma coisa. E com certeza pedir algumas explicações: o amigo sabia mais do que tinha dito, tinha certeza disso:

"Ele e Tomoyo podiam dar as mãos e sair andando. Incrível como os dois às vezes gostam de me esconder as coisas."

E pensando bem, os dois até que formavam um casal bonitinho...

"Alguém já te disse que você fica muito sinistra com esse sorriso?"

"Você me diz isso todo dia, Kero." – Sakura olhou para o pequeno guardião, o sorriso maroto ainda no rosto – "Estou até começando a achar que é verdade."

"Vejo que está de bom humor. O que é muito esquisito, já que acordou tão cedo."

"E qual é o problema de ter acordado cedo?"

"Simples: quando você acorda a essa hora, parece um dragão furioso, soltando fogo pelas ventas."

Sakura se emburrou e meteu o cascudo no ursinho, jogando ele longe dali.

"Acho que você anda conversando muito com o Touya. Daqui a pouco, já está me chamando de monstrenga."

"Até que ele tem um pouco de razão. E agora que o seu namorado pirralho voltou, pelo jeito vai piorar."

Sakura deu um cascudo na cabeça de Kero, que voou longe. De gente enchendo o seu saco, já bastava o irmão mais velho.

"Ei, essa doeu!"

"Pra você pensar bem antes de falar alguma coisa. Da próxima vez, já sabe o que acontece." – ela abriu o guarda-roupa e escolheu uma roupa. Um vestido jeans bordado com desenhos de flores de cerejeira, combinando com a maria-chiquinha azuis em forma de flores, no qual prenderia o rabo de cavalo.

"Posso saber aonde a senhorita vai toda arrumada desse jeito?"

"Vou sair. Combinei com a Tomoyo que hoje sairíamos com o Shaoran e a Meilin, e já que acordei cedo, irei aproveitar pra fazer um lanchinho!"

"Lanchinho?" – Kero esbugalhou os olhos e parou à frente da mestra, com as mãos unidas – "Que tipo de lanchinho?"

"Ah, coisa simples." – respondeu Sakura, com um leve sorriso maroto – "Só uns bolinhos de polvo e camarão frito."

Kero soltou um grito de felicidade, e saiu voando desesperadamente pelo quarto. Depois, voltou a parar à frente de Sakura e, com o seu olhar mais pidão, suplicou:

"E você vai deixar alguns pra mim, né?"

"Claro, bobinho! Aliás, estava pensando em levar você também."

Kero ficou boquiaberto.

"Espera um pouco... onde está a verdadeira Sakura?"

"Como?"

"Ora, é muito estranho você querer me levar para passear com vocês, assim, sem eu insistir. Diz logo, o que aconteceu? Onde está a minha mestra?"

"Ai Kero, pára de ser bobo. Não posso querer te levar para passear de vez em quando?"

"Sem nenhum interesse? Acho que não. Fala aí, o que está planejando?"

"Nada!" – ela disse com a voz mais inocente do mundo

"Ainda bem, porque não quero fazer nada hoje..."

"Só que você fale com a senhora Yelan!"

Kero olhou para a mestra com um olhar fulminante:

"Não queria nada, é? Realmente, só queria que eu falasse com aquela mulher assustadora."

"Ora Kero, ela que pediu. Além disso, o Yue e a Nakata também irão."

"E eles sabem disso?"

"Bom... ainda não!"

Kero caiu para trás.

Sakura desceu animadamente para a cozinha. Estava um lindo dia de sol e precisava aproveitar para fazer algo bem gostoso. Mas, para a sua grande surpresa, já achou o seu pai levantado, fazendo o café da manhã.

"Oh, bom dia minha filha. Acordou cedo hoje."

"Bom dia papai. Não deveria estar dormindo a essa hora?"

"Sim, mas você também deveria."

Sakura ficou sem graça. Deu bom dia ao retrato de sua mãe e se sentou no sofá, enquanto esperava o café ficar pronto. Decidiu ligar a TV e ver se havia algo passando, se bem que naquela hora, a única coisa disponível deveria ser os telejornais. Enquanto passava os canais, resolveu deixar no Noticiário da Manhã, mesmo porque uma cena havia lhe chamado a atenção.

"Um mistério está intrigando a polícia japonesa nessa manhã. Ontem à noite, foi encontrado no Parque do Rei Pingüim da cidade de Tomoeda uma menina de nove anos, morta por estrangulamento. O mais estranho é que não há nenhuma pista do assassino, sequer uma impressão digital. Com a palavra, o senhor delegado, Yoshi Hideo."

"O que está vendo, filha?" – perguntou Fujitaka, parando para ver o jornal. Sakura, porém, não respondeu. Estava muito concentrada em ficar com raiva.

"Com certeza a menina foi morta por estrangulamento, já que há marcas de torturas e sufocação. Em compensação, não há nada que indique a presença de pessoas no Parque além da criança, nem pistas do assassino, como impressões digitais ou pegadas. A única pista encontrada foi um pedaço de corrente, que a menina segurava."

Sakura olhou bem para o pedaço de corrente, que estava sendo mostrada pelo delegado. Por alguma razão, viu que aquele pequeno objeto era coberto por uma aura mágica negra, que já havia sentido antes. Sua raiva cresceu; como haviam se atrevido a matar uma criança indefesa?

"Você tem certeza?"

"Absoluta. Eu senti a aura mágica, e é daquela maluca. Ai, que ódio que eu senti..."

"Cuidado com o que diz, Sakura. Não é bom perdemos a calma neste momento."

Sakura conversava com Yamato enquanto esperava Tomoyo chegar na sua casa. O garoto havia vindo conferir se ela tinha visto a reportagem, e comentou que também sentira uma aura estranha na corrente. Kero e Nakata haviam ido falar com Yue, para ver se conseguiam uma explicação para isso.

"Eu não sei, mas o que você acha sobre esse assunto?" – perguntou Sakura para Yamato

"Poderíamos desconfiar de uma carta, mesmo porque há mais de uma semana nada acontece por aqui. Mas o que me intriga é o fato de que não sentimos nenhuma presença, ao contrário da última vez."

"Na verdade, eu senti uma presença muito pequena durante a noite. Tanto que foi por isso que não consegui dormir."

Yamato ficou boquiaberto:

"E você não disse nada a ninguém?"

"Estava pensando em contar quando chegasse na casa dos Li. Sabe como é, eu irei passar o dia lá."

"Ah sim. Tomoyo me falou ontem que vocês iriam."

"Vocês? Você e a Nakata também vão!"

"Não, nós NÃO vamos."

"Claro que vão. A sra. Li quer falar com vocês."

"Certo, a Nakata pode até ir, mas eu NÃO VOU!"

Sakura viu Yamato ficar com o rosto extremamente vermelho. Não precisou de muito tempo para entender o que estava acontecendo.

"Já sei, você está assim por causa da Shiefa, não é mesmo?"

"Você também ficaria se tivesse que agüentar quatro malucas como elas."

"Ah Yamato, ela não vai fazer nada com você. Acredite, ela amadureceu."

"Não sei, ainda tenho minhas desconfianças."

Eles continuariam a discutir se Kero e Nakata não tivessem chegado com Yue. De certa forma, foi uma visão bem bonita: pareciam dois anjos sendo escoltados por um leão alado.

"Mandou-me chamar, Sakura?" – perguntou Yue, assim que pousou

"Você chegou a saber do assassinato de uma menina, por estrangulamento?"

"Yukito viu a reportagem. Acha que tem algo a ver com as suas cartas?"

"Acho que sim. Senti uma presença durante a noite, e acho que pode estar relacionada."

"E o que faremos se realmente tiver sido uma carta?" – perguntou Nakata com sua vozinha fina da verdadeira identidade.

"Antes de tudo, descobrir se estamos realmente certos." – comentou Kero – "Por enquanto, estamos dependendo da investigação da polícia."

"Não mais!"

Todos olharam para a voz logo atrás deles. Tomoyo estava parada à frente deles, o seu laptop na mão e uma limusine às suas costas.

"Tomoyo, nem vimos que já estava aí!" – comentou Sakura, sem graça de fazer a amiga esperar.

"Não se preocupe, acabei de chegar. Mas não pude deixar de ouvir sobre o que estavam falando, e acho que tenho a solução."

"Sabe?" – perguntou Yamato

"Sei. Vamos, entrem todos no carro, no caminho eu explico sobre o que estou planejando."

Todos se olharam, mas obedeceram às ordens de Tomoyo. Yue, Nakata e Kero voltaram às falsas identidades, e depois de dizerem a Yukito o que estava acontecendo, todos entraram no quarto. Todos menos...

"Você não vai, Yamato?" – perguntou Nakata, ao ver que ele não entrava

"Não, eu prefiro ficar aqui."

Todos se olharam. Tomoyo estalou o dedo e uma das suas seguranças obrigou o garoto a entrar no carro.

Com as instruções de Sakura, eles chegaram à casa dos Li rapidamente. Meilin estava esperando-os no portão, e já batia o pé de impaciência. Quando todos desceram, ela só faltou gritar:

"Finalmente chegaram. Achei que iam dar o bolo."

"E perder a oportunidade de conhecer a sua casa?" – disse Tomoyo calmamente – "Mas é claro que não."

"Isso tudo é uma casa?" – perguntou Kero, de dentro da bolsa de Sakura

"Não, um estábulo. Claro que é uma casa!" – retrucou Meilin, sem a mínima paciência – "O que mais seria?"

"Calma aí, ô encrenqueira! Estou elogiando a sua casa e você já vem dando patadas?"

"Nada de brigas, Kero!" – retrucou Sakura, dando fim àquela discussão – "Viemos hoje para nos divertir."

"Já que é assim, que tal entrarmos?" – sugeriu Nakata – "Estou doida para ver como é aí dentro."

"Demorou!" – respondeu Meilin, abrindo o portão – "Vamos, minha mãe está no jardim com o Shaoran e a tia Yelan. Ela está doida para conhecê-los."

Todos entraram na casa e seguiram para onde Meilin apontava ser o jardim. Quando estavam chegando, Sakura sentiu uma presença mágica vindo do telhado. Realmente, o amigo tinha suas razões para não gostar de Shiefa.

"Pensa rápido, Yamato!"

Yamato olhou para cima e recebeu uma bexiga cheia de água na cara, ficando todo encharcado. Shiefa ria gostosamente de cima do telhado, juntamente com os outros que se esforçavam para não cair na gargalhada.

"VOCÊ FICOU MALUCA, GAROTA? QUE HISTÓRIA É ESSA DE ME JOGAR ESSA BEXIGA?"

"E você realmente achou que ia deixar a minha volta passar em branco? Claro que não, né? Vamos lá, Yamato, estava morrendo de saudades de você..."

"Depois você ainda me pergunta por que eu não gosto delas!" – reclamou para Sakura – "Aí está o motivo."

Shiefa desceu do telhado e parou à frente de todos:

"Mamãe está esperando vocês. Disse que são todos muito bem-vindos a nossa casa."

"Já os estou levando para lá, Shiefa." – disse Meilin – "Será que você poderia levar o Yamato para trocar de roupa? Ele está encharcado!"

"Não precisa! Posso ficar assim mesmo." – retrucou – "E não insistam."

"Tudo bem!" – disse Meilin – "Mas não reclame se ficar resfriado. Vamos, pessoal."

Todos seguiram Meilin, abafando os risinhos. Quando chegaram ao jardim, se espantaram com a beleza do lugar, principalmente da grande cerejeira ao centro. Abaixo dela, havia uma mesa com diversas cadeiras, onde podia se ver a sra. Yelan, Shaoran e uma mulher alta e pálida, com cabelos negros- azulados e olhos negros, cheios de lápis. Por alguma razão, Sakura não a achou muito simpática. Pra falar a verdade, sequer havia gostado dela. Sentiu que alguém apertava a sua mão, e viu que Nakata era essa pessoa. Pelo jeito, ela não havia gostado de algo também, e poderia jurar que estava com medo.

"Eles já estão aqui!" – disse Meilin, extremamente contente.

A mulher voltou o olhar para todos, e o fixou em Sakura. Um frio percorreu a espinha da garota, e seu primeiro súbito era esganá-la.

"Que bom que chegaram!" – disse Yelan, se levantando para cumprimenta-los; parou ao perceber a roupa de Yamato – "Ué, o que aconteceu com você, garoto?"

"Shiefa?" – perguntou Shaoran, ainda sentado à mesa, e riu quando Yamato confirmou com um gesto de cabeça.

"Ai, essa menina!" – comentou Yelan – "Tudo bem, depois falo com ela."

"Sobre o que estão falando, Yelan?" – perguntou a mulher, fazendo Sakura se arrepiar de novo

"Sobre nada, Fai! Sobre nada."

"Pessoal, quero lhes apresentar minha mãe." – disse Meilin, pegando na mão da estranha mulher – "Mãe, esses são os meus amigos Tomoyo, Yukito, Nakata e Yamato. E sabe quem é essa garota de olho verde? É a Sakura, namorada do Shaoran."

A mulher voltou a encarar Sakura. Por uma fração de segundo, viu o olhar dela ficar vermelho, mas logo depois voltou ao normal. Uma grande raiva cresceu dento dela, que ela sequer sabia a razão. Nakata apertou ainda mais a sua mão.

"Muito prazer em conhecê-los. Meu nome é Fai Li."

"O prazer é nosso." – respondeu Sakura

"Sabe que você me parece alguém que eu conheço?"

"Engraçado, a senhora também me parece familiar."

"Talvez nós já nos vimos alguma vez, não acha?"

"É, talvez!"

O clima ficou tenso no jardim. A mãe de Meilin bebeu um gole de vinho branco e se retirou, alegando ainda estar cansada da viagem. Antes de sair, porém, disse algo que deixou Sakura preocupada:

"Você me parece preocupada. Mas não se preocupe, não podemos lutar contra o que realmente é certo." – e se retirou, deixando a garota intrigada com aquelas palavras.

"Ai, como a minha mãe é demais! Eu a acho tão independente, tão decidida!" – comentou Meilin, cheia de orgulho.

"Eu não gostei dela." – sussurrou Nakata, para que apenas a sua mestra ouvisse

"Eu também não." – respondeu Sakura, também sussurrando.

"Vamos logo ao que interessa." – disse Yelan, assim que viu Fai sair do jardim e entrar em casa – "Guardiões, apareçam nas suas verdadeiras formas!"

Kero saiu da bolsa de Sakura, e assim como Yukito e Nakata, voltaram à sua verdadeira forma. Quando a comitiva dos três apareceram, todos prestaram reverência à senhora. Ela fez a mesma coisa.

"A senhora queria falar conosco?" – perguntou Yue, no seu tom de voz sério.

"Sim, por favor sentem-se. Estava falando com Shaoran antes de vocês chegarem sobre o assassinato da garotinha. Imagino que tenham visto no jornal."

"Achamos que pode ser uma carta negra." – comentou Sakura, se sentando ao lado de Shaoran – "Aquela corrente que acharam na mão da menina tinha uma aura muito estranha."

"Também achei." – comentou Shaoran – "Mas que tipo de carta poderia estrangular uma menina de nove anos de idade?"

"Talvez a Carta Corrente." – comentou Kero – "Ela teria condições suficientes para matar uma pessoa adulta, imagine uma criança."

"Mas por que matariam uma menina inocente?" – perguntou Nakata – "Quer dizer, não há razão aparente, é uma grande injustiça."

"Por isso mesmo." – respondeu Yamato – "Seria uma forma de nos irritar."

"Estamos levantando certezas baseadas em uma suspeita, e isso não é conveniente." – comentou Yelan – "Primeiro, temos que ter todas as pistas que acercam o caso da garota, para depois tirarmos nossas conclusões."

"Tomoyo resolveu este problema." – comentou Sakura – "Ela conseguiu acessar o site da polícia hoje de manhã, e obteve diversos dados."

Todos olharam para Tomoyo, que segurava o seu laptop, sorridente. Ela o colocou sobre a mesa, ligou-o, abriu alguns arquivos e depois o virou para que todos pudessem ver as fotos do show de slides que ela mesma havia montado:

"Fiz essa apresentação no PowerPoint com todas as fotos tiradas da menina assassinada. Peguei-as hoje nos arquivos da polícia."

"Não sabia que você tinha experiência como hacker, Daidouji." – comentou Shaoran, dando início à apresentação – "Bom trabalho."

A cada foto que passava, Sakura ia ficando com mais nojo. A cara de agonia da pequena garotinha, o seu rosto roxo pedindo por ar, e as mãos fortemente cerradas, indicava que ela havia sido sufocada, enforcada. Yue percebeu as marcas de metal no pescoço da menina e também nos seus pulsos e tornozelos. Com certeza, ela havia sido amarrada. No chão, apenas pequenas pegadas de pés, levemente deformadas, e todas formando um círculo enorme. A menina havia corrido em círculos.

"Como eu imaginei, foi a Carta Corrente mesmo." – disse Yue, quando a apresentação acabou. – "Isso explica porque não há marcas ou pegadas: uma carta não possui essas características"

"Eu acho que vou vomitar." – comentou Meilin, sentindo náuseas

"Como alguém tem coragem de matar uma garotinha inocente dessa forma?" – disse Sakura, uma imensa raiva surgindo dela mesma – "Se eu pego quem fez isso, eu juro que mato essa pessoa!"

"Calma, Sakura, temos que ter muita calma." – disse Shaoran – "Yue já confirmou que foi a Carta Corrente, agora só precisamos acha-la."

"Acho que não será tão difícil." – disse Kero – "Corrente vive com as energias e poderes de Poder e Volta. Poder para ter forças e Volta para encurralar o inimigo, fazendo-o correr em círculos."

"Se sentirmos as presenças dessas duas cartas, podemos achar Corrente." – completou Yamato – "O problema é como vamos deter essa carta."

"Não importa, seja lá como for, eu a deterei!" – Sakura bateu a mão na mesa, descarregando sua raiva – "Ah se detenho."

"Antes vamos comer, essa conversa já deu o que tinha que dar." – Yelan se levantou – "Gostam de bolo de morango?"

"Bolo de morango?" – os olhos de Kero brilharam – "Oba, adoro bolo de morango."

"Como sempre, o tio Keberus é um guloso!" – comentou Nakata

"Eu não só guloso!"

"Estou indo buscar, já volto." – Yelan ia saindo quando avistou Shiefa correndo, na sua direção.

"Mamãe... a senhora... não vai acreditar..."

"Fale logo Shiefa, o que aconteceu?"

"Aconteceu de novo... dois garotos... de onze anos... foram assassinados... por estrangulamento."

Yelan ficou estupefata, e Sakura gelou. Como era possível?

"Quando isso?"

"Agora há pouco. Um casal estava passeando pela cidade quando ouviu um grito. Na hora que foram ver, as crianças estavam agonizando por ar, quase morrendo. Eles chamaram a polícia e a ambulância, mas quando eles chegaram, elas já estavam mortas."

"Então a carta atacou há pouco tempo" – comentou Sakura, explodindo – "Kero, se prepare: vamos atrás dela agora mesmo."

"Agora?"

"E quando mais poderia ser? Vamos, não temos tempo a perder."

"Calma Sakura, não vamos agir precipitadamente." – disse Shaoran, segurando a mão dela – "Antes, precisamos saber onde está a carta."

"Tem razão." – Sakura fechou os olhos, tentando sentir a presença de Poder ou Volta. Sentiu uma delas bem fracamente, vindo da direção do Templo Tsukimini – "Já achei. Vamos Kero, temos que ir logo."

"Espera aí, se vocês vão, eu também irei!" – disse Yue

"Eu também!" – disse Shaoran – "Não vou deixar você ir sozinha com essa bola de pêlo."

"Eu também vou!" – se prontificou Nakata

"Você fica!" – disse Yue, sério – "Ainda não terminou o seu treinamento, e precisa desenvolver os seus poderes. Yamato vem conosco."

"Claro que vou." – Yamato voltou a sua verdadeira forma – "Até parece que vou ficar de fora dessa."

"Então vamos logo!" – Sakura subiu em cima de Kero, e Shaoran fez o mesmo – "Vamos pegar essa carta."

Todos partiram em direção ao Templo Tsukimini. Tomoyo e Meilin já estavam indo atrás quando foram barradas por Yelan.

"As duas ficam. Eles são treinados em batalhas, vocês não."

"Mas tia Yelan..."

"Sem mas, Meilin. Ficarão aqui, para suas próprias seguranças."

"Elas ficam, mas eu não!" – disse Nakata, abrindo as asas – "Eu vou junto com eles."

"Você também fica, pequena guardiã." – disse Yelan, segurando a menina pelas asas – "Não tenho poder suficiente para barrar uma carta, por isso precisarei de você por aqui."

"Mas..."

"Está resolvido: eles resolvem o problema, e vocês três ficam."

Quando chegaram no Templo Tsukimini, tudo estava calmo demais. Todos entraram em posição de defesa, Sakura com o seu báculo em mãos. Ela estava sentindo a presença muito fraca de uma carta Sakura por perto, só não sabia dizer de onde exatamente ela vinha.

"Tem certeza que ela está aqui, Sakura?" – perguntou Shaoran

"Absoluta. Mas tome cuidado, ela pode estar em qualquer lugar."

"Melhor nos separarmos para procurar." – disse Yue – "Keberus, Yamato e eu iremos pela direita. Você e o descendente de Clow vão pela esquerda."

"Certo. Qualquer coisa, é só lançar alguma magia para que possamos ver." – Sakura saiu com Shaoran pela esquerda, enquanto os guardiões e o treinador iam pela direita.

Os dois andavam com cuidado, para não chamar atenção. Iam olhando para todos os lados, a fim de não serem surpreendidos. Sakura respirava fundo a toda hora, tentando controlar a sua raiva.

"Tem que ficar mais calma, Sakura. Assim, você é um alvo fácil."

"Eu sei Shaoran, mas é difícil me controlar sabendo que três crianças inocentes já foram mortas, ainda mais com os poderes das minhas cartas. Tem noção da injustiça que isso significa?"

"Claro que tenho, e não pense que estou contente com isso. Mas se quisermos derrotar quem está fazendo isso, devemos ter cautela."

"Eu sei que devemos, mas é que é tão duro... por que alguém faria uma coisa dessas?"

"Parece que o nosso inimigo nos conhece melhor do que nós mesmos. Ele deve saber que nos irritaria matando essas crianças."

"Se essa é a intenção daquela doida-varrida, ela conseguiu. Já me tirou do sério."

"Por isso devemos ter calma. Não podemos satisfazer o lado adversário."

"Estou tentando, mas está muito difícil. Se eu pego essa carta, nem sei o que faço."

"Você não vai fazer nada. Por enquanto, preocupe-se em se proteger."

Os dois continuaram andando pelo templo, sem sucesso. De repente, sentiram uma queda na presença de Kero, depois de Yamato, e por último de Yue. Sakura viu uma bola de fogo no céu, proveniente do guardião do Sol.

"É o sinal. Eles acharam a carta." - disse

"Vamos lá, pelo jeito eles precisam de ajuda." – respondeu Shaoran, a puxando pela mão.

Quando chegaram ao lugar de onde as presenças dos guardiões vinham, suas suspeitas foram confirmadas. No chão, havia uma mulher e um garoto desmaiados, e logo à frente uma garota flutuando e segurando várias correntes. Essas prendiam Kero, Yue e Yamato pelas pernas e braços, enquanto outras os esganavam pelos pescoços.

"Então essa é a Corrente?" – perguntou Shaoran

"Pelo jeito é ela mesma."

"Sakura, faz alguma coisa!" – gritou Kero, com dificuldade – "Precisa destruir a Corrente antes que ela nos enforque."

"Mas como eu faço isso? Estou só com algumas cartas."

"Use uma delas." – disse Yue, quase agonizando – "Mas use logo"

"Ai ai ai... o que eu faço?"

"Precisamos distraí-la, para soltar todos depois." – disse Shaoran, pegando um ófuru – "Eu vou lutar com ela, e enquanto isso pense em um jeito de destruí-la, entendeu?"

"Tem certeza?"

"Absoluta. Vamos lá, temos que ser rápidos."

Shaoran avançou para cima da carta em uma velocidade incrível. A carta lançou várias correntes em cima dele, mas o garoto desviou com facilidade. Ao subir em uma árvore, começou a usar magia:

"Deus dos raios e das tempestades, criador das correntes elétricas, dê-me seus poderes agora. E JÁ!" – diversos raios vieram na direção da carta, mas com movimentos de corrente, essa desviou facilmente do ataque, devolvendo-o para Shaoran.

"SHAORAN!"

O garoto conseguiu pular da árvore e desviar dos raios, mas nesse meio tempo, a Corrente conseguiu pegá-lo pelo pé. Por mais que ele tentasse desviar, em pouco tempo foi envolvido e começou a ser enforcado também.

"Mestre Rytwild ficará feliz... matarei a todos, como ela mandou!" – disse a carta para si mesmo, mas suficientemente alto para fazer Sakura ouvir, e ficar com extremo ódio.

"O quê? Então esse é o nome daquela maluca? E é ela que mandou que matasse todo mundo?"

"Sakura, anda logo, você precisa mandar essa corrente pelos ares!" – reclamou Yamato, quase sem ar

"Eu só preciso pensar numa maneira de fazer isso... a não ser que... é claro, como não pensei antes?"

Ela pegou a carta negra que estava no seu bolso, junto com as outras. Explosão daria conta do recado, mas antes teria que transformá-la.

"Carta criada pelo Mago Clow, abandone sua velha forma e transforme-se para servir ao seu novo dono, em nome de Sakura. EXPLOSÃO!"

A carta se transformou, mas Sakura se segurou antes de usá-la. Se explodisse a Corrente, explodiria todos juntos.

"Preciso soltá-los antes de tudo. Se pelo menos eu pudesse congelar o tempo por um instante, para tirá-los dali... congelar... é isso!" – ela pegou a carta Gelo – "Gelo, congele a Corrente e faça com que ela pare por alguns instantes, GELO!"

Gelo congelou a carta Corrente e, por ser escorregadio, fez com que todos escorregassem. Sakura estava quase indo em direção a eles quando foi alertada por Kero que o efeito da carta estava acabando. Antes que isso acontecesse, ela usou Explosão e Corrente ficou imobilizada.

"Volte à forma humilde que merece, Carta Clow!"

Corrente se transformou em Carta e foi parar na mão de Sakura. Junto com ela, vieram Poder e Volta. Mais duas cartas haviam voltado, finalmente.

"Tudo bem com vocês?" – perguntou aos amigos e ao namorado

"Tirando essa dor no pescoço, tudo bem." – disse Yamato, esfregando-o

"Como conseguiu usar a Carta Explosão sem utilizar Terra, Sakura?" – perguntou Yue

"Eu não sei. Eu só usei."

"Pelo menos tudo acabou bem. Dessa vez." – disse Shaoran, encarando a namorada

"Tudo bem nada, olhe só como você está. Vamos voltar pra sua casa, você precisa descansar."

"Quem precisa descansar é você. Arriscou-se muito lutando sozinha."

"O moleque tem razão, poderia ter morrido." – disse Kero

Sakura encarou o leão alado seriamente.

"Eu sinceramente não queria fazer isso, mas essa tal de Rytwild não está me deixando escolha. Se ela realmente quer lutar comigo, ela vai ter luta."

"Sakura..."

"Não diga nada, Kero. Eu não estava achando a minha vida muito parada? Pois então, já que essa desgraçada veio atormentar a minha vida, pelo menos vou fazer disso algo bom. Se ela quer me dar ação, é isso que eu vou dar a ela também. Ou não me chamo Sakura Kinomoto!" – dizendo isso, ela ajudou Shaoran a se levantar e foi andando com ele de volta à Mansão Li.

Continua

Obs: pronto, eis aqui mais um capítulo de "Os Senhores da Natureza". Nossa, esse aqui foi difícil de escrever... por mais que eu já tenha a história toda montada (ou pelo menos o grosso dela) e já soubesse o que fazer com esse capítulo, eu demorei muito pra conseguir começar de forma decente. E depois de tantas tentativas, eu só consegui graças a um review que me deixaram (pra vocês verem como deixar review é importante). Foi o da Analubru, que me deu a idéia de bolar novos apelidos pro Touya se referir ao Shaoran e à Sakura. Aí, como eu ainda não tinha dado muito espaço pro melhor irmão mais velho da história dos anime (melhor que ele, só o Touya da trilogia-fic da Rosana, "Sem Barreiras" – aliás, eu recomendo que leiam, é simplesmente maravilhosa), decidi dar uma cena só dele. Mas até que gostei do resultado final, principalmente dessa luta final contra a Corrente. Viram só como a Sakurinha está decidida? E aquela cena do raio do Shaoran foi muito interessante... fico até imaginando no real, aiaiai. Só faltou o Eriol aí, pra tudo ser perfeito. Hahaha, ele que me aguarde... ainda mais agora, que a Sakura decidiu não brincar mais em serviço! Huhuhu! E pra terminar, acho que deu pra entender um pouco da relação Yamato- Shiefa né? Esperem que tem mais ainda.

Agora, as respostas dos reviews.

HikariTenchi: Ora, e você achava que eu ia deixar os dois de fora? Até parece... uma das minhas únicas revoltas em relação ao desenho é que os dois ficam separados! E como nem tem como consertar, a gente tenta mudar as coisas através das fics, né? Bom, quanto ao Yamato e a Nakata, foi como está no capítulo 3, mas ainda estou reservando muitas coisas pra eles. O que será? Hihihi, valeu por ter colocado essa como favorita também. Fiquei super-hiper-mega-master-blaster feliz plus contente (nossa, que paga pau do comercial do papel higiênico... isso é que dá estar sem criatividade, sai muita besteira). Beijos

litlledark: ficou fofo? Que bom. Queria ter feito o memorial completo, mas aí teria muita carta, muita história e muito beijo, e o capítulo ia ficar imenso. E sim, ele é um treinador, mas ele ainda é mais que um treinador. Ele é... oops. Melhor não dizer, estraga a surpresa. Só sei que ele vai ter uma função bem legal. Mal posso esperar para escrever... beijos.

Nadeshico: bom, não foi difícil fazer a cena ser bonitinha, afinal os dois são um casal kawaii! Pretendo colocar mais cenas dos dois assim, juntinhos, mas aí tenho que ver como vou fazer isso. Por enquanto, infelizmente vou ter que te deixar na curiosidade. Mas prometo que vou postar o mais rápido possível, certo? Beijinhos.

JuniBristow: valeu pelo e-mail! Mas não precisava ter agradecido. A sua fic realmente está muito excelente, e a história é muito interessante. Já li muitas fics de Sakura princesa, mas essa é diferente, porque não fica naquela coisa "China Imperial", "Japão Medieval" ou "Europa Feudal", está bem atual e moderna. Quando chega o próximo capítulo? Estou louca para ler o resto! E ver como o Touya vai receber o "Salvador da Pátria", hahaha. Quanto ao brigadeiro, sinceramente eu não sei como esse povo vive sem ele nas festinhas, eu mesma como até quando não é pra comer! Pra você ver que brasileiro não é tão burro assim, né? Hihihi, valeu por ler minha fic. Eu quero ver o resto da sua, hein?

Nanda chan: gostou da reação da Mione? Bom, pra falar a verdade, eu imaginei como um inglês deve reagir quando vê as roupas nada discretas das brasileiras, afinal são tão conservadores né? Mas acho que deu pra perceber que ela e a Liz não se dão muito bem na fic. Bom, pelo menos não por parte da Mione. Agora, se você descobrir o motivo, eu te conto o final. Hehehe, brincadeira. Mas fico feliz que você esteja lendo, e também fiquei quando soube que gostou de "Você não me ensinou a te esquecer!", é uma fic muito especial pra mim. E quanto a essa, está muito misteriosa? Bom, não posso desembuchar tudo de uma vez, né? Alem disso, já fiz um prelúdio de E+T, mas por enquanto é só um singelo pontapé inicial. Já sobre a Mick Kimura... acho que você já acertou um pouco sobre ela no e-mail que me mandou. A única coisa que posso lhe dizer é que ela é da natureza. Beijosss

Gente, até o capítulo 5 de "Os Senhores da Natureza!" (E desculpem pelo atraso desse capítulo, o próximo virá bem rápido, certo?).