Depois de alguns anos, nunca imaginou se sentir entediada e desanimada. Certo, a sua vida não era das piores, ao contrário, sequer tinha do que reclamar. Mas ainda assim, algo faltava na sua vida, e pedia desesperadamente por ação. Bem, seu desejo foi atendido... agora, será que ela agüenta?
Disclaimer: Sakura Card Captors e todos os outros personagens são da Clamp®, eu só sou mais uma doida varrida que vou fazer todos eles sofrerem (agora eu vou dizer a verdade, estou começando a ficar com dó dos coitadinhos, se bem que é tão divertido... ô dúvida cruel!)
Capítulo 5 – Some e Reaparece
Na Mansão Li, o silêncio reinava em absoluto. Enquanto a matriarca da família, Yelan Li, esperava na janela, sua filha, sobrinha e convidadas esperavam pela volta dos amigos. Shiefa, Meilin e Nakata estavam sentadas no sofá, extremamente impacientes, enquanto Tomoyo falava ao celular, sua voz um pouco alterada:
"Foi como eu disse, Eriol, descobrimos que foi uma carta, mas ainda não temos certeza de onde ela está. O quê? Sim, a Sakura já foi atrás dela, parece que sentiu uma presença. Claro que ela estava nervosa, como você queria que ela ficasse depois de três crianças terem sido mortas? Eu sei, mas não podíamos fazer nada, além disso Yue, Yamato, Kero e Shaoran foram com ela. Não, eles estavam calmos, a única que saiu nervosa daqui foi a Sakura. Credo, Eriol, vira essa boca pra lá! Escuta, por que você não relaxa um pouco e depois a gente se fala? Sim, se eu receber alguma notícia dela eu te ligo. Certo, tchau!"
"Era o Hiiragizawa?" – perguntou Meilin
"Era. Ele soube dos assassinatos e ligou para saber se realmente era uma carta como estava desconfiando."
"Mas não era melhor ele ter ligado direto pra Sakura?" – perguntou Nakata, intrigada – "Quer dizer, ela é a nossa dona, e é quem tem todas as informações. Não vejo necessidade dele ter ligado justo pra você."
Tomoyo enrubesceu com o comentário da menina, e isso não passou despercebido dos olhos dela e de Meilin:
"Bom... é, talvez." – disse, toda sem graça
"Tomoyo, por que você ficou vermelha?" – perguntou Meilin com voz maliciosa
"Eu não estou vermelha."
"Está sim!" – comentou Shiefa, dando risinhos – "Como um pimentão."
"Foi por que o Eriol ligou pra você?" – instigou Nakata
"Claro que não!"
"Nossa, essa é a grande novidade, Tomoyo apaixonada." – Meilin começou a brincar – "Estou até vendo, a futura senhora Hiiragizawa cantando para o seu grande amor..."
"Ah, acho que ouvi alguém no portão." – Tomoyo desviou da conversa e foi para o lado da sra. Li – "Eles já chegaram?"
"Não, mas já estão vindo. Estou sentindo a presença de Sakura, está muito agitada."
"O que será que aconteceu? Eu estou tão preocupada..."
"Não fique! Essa não é a primeira vez que Kinomoto entra em problemas, e tenho certeza de que sairá dessa."
"A senhora gosta muito dela, não é mesmo?"
"Gosto. Devo confessar que, no começo, sentia raiva dela, mas com o passar do tempo, eu aprendi a gostar dessa garotinha travessa. Assim como o meu filho também aprendeu."
Tomoyo sorriu. Não havia dúvidas, Sakura realmente era encantadora.
Quando todos entraram, a confusão tomou conta da casa. Todos saíram para o portão, perguntando o que havia acontecido, se eles haviam sido bem-sucedidos, se alguém estava machucado. Nakata e Yue entraram em uma feia discussão, ela alegando que deveria ter ido, ele rebatendo que ela ainda estava despreparada para lutas.
"Estou dizendo, vocês estão me subestimando demais. Eu já estou mais do que preparada."
"Obviamente que não está. O seu treinamento só acaba daqui a 120 anos, e até lá ainda tem muito que aprender."
"Você diz isso porque sabe que eu te venço em um duelo cara a cara."
"Você? Acho muito difícil. Eu te derroto em menos de um segundo."
"Claro que não derrota!"
"Oras, e você tem dúvidas? Derrotar uma pirralha como você é fácil, em menos de um golpe faço isso."
"Ora seu..."
Eles iriam continuar se um barulho alto de algo sendo derrubado (e quebrado) não tivesse sido ouvido. Todos olharam para a janela de onde o barulho vinha, mas perceberam que ele havia parado.
"Parece ter vindo do quarto da tia Fai." – disse Shiefa
"Veio de lá mesmo. Será que ela deixou alguma coisa cair de novo?" – perguntou Shaoran
"Isso anda ficando muito freqüente." – reclamou Yelan – "O que é estranho, porque Fai nunca foi distraída assim."
"Pobre mamãe, essa mudança a deixou super estressada." – lamentou Meilin – "Será que ela precisa de ajuda?"
"Acho que o Ho já fez isso. Afinal, ele não é o mais fiel mordomo da 'senhora e mestra Fai'"? – retrucou Shiefa, engrossando a voz para dizer o "senhora e mestra Fai".
"Shiefa tem razão. Por enquanto, a única coisa que nos basta é comer. Estou morrendo de fome." – reclamou Shaoran
"Finalmente você disse algo que preste, moleque!" – disse Kero – "E aquele bolo de morango, sai ou não sai?"
"KERO!" – repreendeu Sakura, morrendo de vergonha do guardião
"O que foi? Eu estou com fome também!"
"Mas isso é coisa que se fale na casa dos outros?"
"Kerberus tem razão, devemos comer mesmo." – disse Yelan, com um sorriso no rosto – "Por ora, melhor esquecermos esse assunto. Só peço que os guardiões voltem à forma falsa, as empregadas da casa ainda não se acostumaram com essa história de magia."
Assim como a sra. Li havia mandado, os guardiões voltaram às suas formas falsas. Nakata começou a falar para Yukito todas as reclamações que tinha sobre Yue, enquanto Kero se enfiou na bolsa de Sakura, já resmungando que o bolo estava demorando demais. Quando todos estavam entrando na casa, Shaoran puxou a mão de Sakura e a aproximou mais do seu corpo, ficando quase colados:
"Com essa história toda, a gente nem tirou o atraso."
"Tem razão. Nem aproveitamos o dia ainda."
"Você está com muita pressa, ou pode esperar o almoço sair?"
"Eu não, mas você não estava com fome?"
"Ah, ela já desapareceu!"
Sakura deu um sorrisinho maroto, enquanto ia se aproximando do namorado. Os dois já estavam com as bocas quase coladas quando ouviram um pequeno pigarreio vindo da bolsa dela:
"Vocês podem ter perdido a fome, mas eu ainda não!" – reclamou Kero, com voz de enojado – "Embora ficar de vela realmente me tira o apetite."
"Desculpa, Kero." – disse Sakura, tirando a mochila das costas para encarar o pequeno guardião – "Esqueci de você."
"Claro, e por que se lembrariam de mim? Desde que descobriu que gostava desse moleque metido a sabichão, eu me tornei bem menos interessante..."
"Você sempre foi menos interessante. Aliás, de interessante você nunca teve nada!" – retrucou Shaoran, bravo com a interrupção
"Como é? Você está olhando para o grande guardião do Sol, protetor do selo e das Cartas Sakura..."
"Sério? Pois eu só estou vendo um urso de pelúcia incompetente!"
"Ora seu moleque insolente!"
"Kero, pára! Nós já vamos entrar, não precisa ficar procurando briga." – disse Sakura, emburrada
"Mas foi ele quem começou!" – retrucou Kero com voz manhosa.
"Isso não importa. Vamos Shaoran, daqui a pouco a gente resolve esse assunto."
Shaoran apenas bufou, mostrando toda a raiva que estava sentindo. Às vezes desejava que aquele guardião explodisse.
"Como mais duas cartas foram embora? Corrente não conseguiu também?"
"Não senhora. Mesmo com as mortes das crianças, Kinomoto conseguiu arranjar um jeito de derrotar a carta."
"Isso não é possível. Tive tanto trabalho para hipnotizar aqueles moleques, atraí-los para um lugar onde ninguém os visse mortos, e pra quê? Pra Kinomoto ganhar de novo. Ah, quando eu vou conseguir acabar com essa fedelha?" – Rytwild pegou o primeiro vaso que estava na sua frente e o jogou com tudo no chão, fazendo um barulho imenso.
"Calma senhora, não se esqueça de que podem descobrir o seu segredo!" – disse Kim, cautelosamente
"Tem razão. Ainda mais que hoje a casa está cheia, preciso me controlar. Kim, traga uma garrafa de vinho tinto seco para mim. Pelo jeito, é a única forma de me acalmar."
"Já trago, senhora."
Kim se retirou. Rytwild olhou para o vaso quebrado a seus pés. Pela primeira vez, tinha que concordar com o lacaio, precisava realmente se controlar senão descobririam. Mas Kinomoto realmente lhe tirava do sério, e a segunda derrota consecutiva fazia com que perdesse a cabeça. Tinha que pensar em um plano, e rápido.
"Ataque através das cartas não está resolvendo. Tenho que enfrentá-la pessoalmente, pelo menos para ver se consigo alguma coisa. E acho que já sei como fazer isso." – ela olhou para o quarto à sua volta – "Vou mostrar como se deve usar as cartas. Teletransporte, venha até mim."
Uma carta negra voou até a mulher. Ela sorriu maliciosamente.
"Agora as coisas ficarão bem mais interessante."
Depois da hora do almoço, todos resolveram aproveitar o dia da sua forma. Tomoyo saiu com Meilin a pretexto de conhecer o quarto da amiga, mas na verdade as duas se esconderam em um lugar estratégico para que Tomoyo pudesse registrar mais um grande momento de sua melhor amiga Sakura. Kero resolveu tirar um cochilo, e aproveitou que a mestra havia deixado sua bolsa na sala para poder se esparramar no tapete enquanto assistia à televisão. Yukito foi embora, alegando que precisava ainda passar no apartamento de Touya. Yamato, para conseguir fugir de Shiefa, disse a Nakata que eles deveriam treinar no jardim (embora não tenha adiantado muito, pois a garota ficou assistindo o treino deles durante a tarde toda, e às vezes fazia algumas magias para atrapalhar Yamato). Sakura e Shaoran... bom, esses se isolaram dos outros, ficando ora no jardim, ora na sala, ora na cozinha, onde pudessem ficar sozinhos. Sozinhos em termos, porque Tomoyo e Meilin ficavam o tempo todo atrás deles, escondidas em um canto, filmando tudo o que acontecia. O dia talvez tivesse começado mal, mas com certeza tudo havia voltado ao normal.
No final da tarde, Tomoyo levou todos de volta para casa. Sakura desceu do carro feliz da vida, com Kero a tiracolo. Entrou em casa aos saltitos, deixando o guardião levemente enjoado:
"Sakura, dá pra parar de pular? Estou ficando com ânsias."
"Isso é que deu comer demais. Pra aprender."
"Pode até ser, mas nem por isso mereço ficar pulando com você. Até parece que enlouqueceu!"
"Ai Kero, é que eu estou tão feliz! Há muito tempo que não me sentia assim."
"Acredite, estou muito contente em te ver assim, mas pelo menos dá pra me tirar daqui, da sua mochila?"
Sakura tirou a mochila das costas e a colocou no sofá. Kero saiu de lá e ficou cara a cara com a mestra.
"Fico feliz que esteja contente desse jeito, sabia?"
"E como não ficaria? Foi um dos melhores dias da minha vida! Claro, se não fosse aquele contratempo de hoje de manhã."
Sakura ficou séria. Por mais que tentasse esquecer, e por mais que tivesse tido o melhor dos dias, lembrar que crianças inocentes haviam sido mortas com os poderes de suas cartas lhe deixavam mais que brava, lhe deixava triste. Kero com certeza percebeu isso e fez um pequeno carinho na cabeça da mestra:
"Não fique assim, Sakura. Você está indo bem, já recuperou três cartas."
"Eu sei. Mas me sinto um pouco culpada com a morte das crianças. Elas não tinham nada a ver com essa história toda."
"Não se sinta, afinal você não é a culpada, e sim aquela maluca da... como é mesmo o nome dela?"
"Rytwild. Ou pelo menos foi como a carta a chamou."
"Exatamente. O que temos que fazer agora é pesquisar sobre essa mulher e também como ela conseguiu matar essas crianças."
"Ué, pensava que já sabíamos disso. Foi pela carta Corrente."
"Sim, mas ainda há uma coisa me intrigando nessa história toda."
"O quê?"
"Como a carta conseguiu atrair as crianças. Por exemplo, a primeira garotinha assassinada. Como uma menina de nove anos estava sozinha em um parque, em plena noite alta? E os pais dessa criança?"
"Agora que você falou, realmente me parece um pouco estranho. O que você acha?"
"Acho que ela deve ter sido atraída por algo durante a noite. Por qual outro motivo ela estaria ali?"
"Você tem razão. Bom, mas eu não quero me preocupar com isso. Pelo menos não hoje."
"E você está certa. Agora, a única coisa que quero é terminar o Street Fighter."
"Ué, você não acabou esse jogo na semana passada?"
"Sim, mas comecei de novo ontem. Deixei pra enfrentar a Chun Li hoje... ah, aquela chinesa não perde por esperar, dessa vez vou derrotá-la em uma rodada só..."
Sakura riu. Tinha quase certeza de que Kero ficaria preso à fase DE NOVO.
Mas tinha muito tempo para pensar naquelas futilidades. Agora que Kero comentara sobre o assunto, havia algumas coisas que não estava entendendo. Além das crianças estarem sozinhas, como era possível uma simples carta derrotar dois guardiões em suas formas verdadeiras? As únicas pessoas capazes de derrotar Kero e Yue eram ela e Eriol. Tinha que falar com ele sobre isso. Mas talvez mais tarde, agora estava tão cansadinha, tão indisposta, que era capaz até de...
Estava escuro ali. Se antigamente aquele lugar não significava nada, agora lhe dava medo. Toda vez que entrava ali, acontecia alguma coisa. E olha só, estava acontecendo.
Lá estava ela, a mulher a sua frente!
"O que está fazendo aqui?" – perguntou Sakura, encarando a mulher com raiva – "Não foi o suficiente ter matado aquelas crianças?"
"Sabe que aquilo foi pouco perto do que eu posso fazer, Kinomoto" – reclamou a mulher, com desdém – "Vamos lá, não é tão burra a ponto de não imaginar do que sou capaz."
"Depois de hoje, eu espero qualquer coisa de você. O que faz aqui? Como entrou no meu sonho?"
"Oras, até parece que não sabe. Obviamente que foi por magia. Imaginei que faria perguntas mais inteligentes."
Sakura fez cara feia. Não era muito desaforo? Roubou as cartas, destruiu ruas, matou crianças e ainda a chama de burra?
"O que você quer comigo? Com certeza não veio me devolver as cartas!"
"Nem mesmo nesse sonho. Não teria tanto trabalho para te entregar tudo sem mais nem menos."
"Então o que diabos você veio fazer aqui?"
"Vim te fazer umas perguntas. Acho que precisamos esclarecer algumas coisas."
"Engraçado, também acho isso. Por que roubou minhas cartas?"
"EU faço as perguntas por aqui, Kinomoto, e não você. Primeiro, o que te faz achar que é dona das cartas?"
Sakura bufou. Aquela maluca sabia a tirar do sério:
"O que me faz achar que sou dona das cartas? Simples, eu sou uma Card Captors. Eu recapturei todas as cartas, passei pelo Juízo Final, e transformei todas as cartas em Cartas Sakura quando o Eriol apareceu. Obviamente as cartas são minhas, não é mesmo?"
A mulher riu gostosamente:
"Essa nova geração é tão arrogante. Só porque aprenderam alguns truques, pensam que são os donos do mundo."
"E quem é você pra dizer que somos arrogantes?" – Sakura gritou, encarando a mulher com ódio – "Você chega, rouba minhas cartas, estraga uma cidade, MATA três crianças e ainda acha que NÓS somos arrogantes?"
"Eu tenho poderes e direitos o suficiente para mandar e desmandar nesse mundo. Só não tenho mais porque VOCÊ roubou o meu lugar na Hierarquia da Magia Natural, roubou a minha posição de Regente da Natureza e me tirou as cartas."
"Eu o quê? Do que você está falando, sua maluca? Eu nem sei o que significa essa coisa toda de Hierarquia e Regente!"
A mulher riu sarcasticamente. Ela encarou Sakura com o seu olhar gélido e vermelho, e a menina sentiu um arrepio na espinha:
"Não seja cínica." – disse, com voz severa – "Todos pensam que você é uma verdadeira santa, quando na verdade é uma usurpadora! Uma garota falsa, que além de roubar o que é dos outros, reclama da vida! Ai, não agüento mais esse tédio, como eu queria ter mais aventura!" – ela afinou a voz para imitar a de Sakura – "Com certeza queria tomar o lugar de mais alguém, não é mesmo?"
"Eu não iria tão baixo assim. Não sou como você!" – disse Sakura, friamente.
O olhar vermelho se tornou mais vermelho ainda, enquanto a expressão da bruxa foi se contorcendo de raiva.
"Tentei fazer um acordo com você, Kinomoto, mas pelo jeito você está irredutível. Depois não diga que eu não te avisei."
"Avisou o quê? Que iria transformar a minha vida em um inferno?"
"Mais cedo ou mais tarde, teremos o nosso confronto, menininha. Você desejou uma vida de aventuras, então eu te darei uma, como prêmio pela ousadia de ter me tirado meus tesouros."
"Haha, estou morrendo de medo!"
"Pois deveria!"
Sakura acordou com o sacolejo do seu pai. Ela estava deitada no sofá, e Fujitaka a olhava, preocupado:
"O que aconteceu, minha filha? Você estava se debatendo..."
"Oi papai. Não aconteceu nada, eu só... estava tendo um pesadelo, eu acho."
"Ainda bem. Você estava se debatendo, achei que estava passando mal."
"Não se preocupe, eu estou muito bem."
"Fico feliz por isso. Vamos, suba, amanhã você tem aula cedo."
Sakura concordou. E enquanto subia para o seu quarto, estava pensando em como pesquisar sobre a tal Hierarquia da Magia Natural sem que ninguém soubesse. Aquilo estava se tornando pessoal.
Uma semana se passou desde então. Sakura passava muitos dias pesquisando na internet sobre a tal Hierarquia, porém não obteve muitos resultados. Deduzindo que iria precisar de ajuda, a pediu para Tomoyo, afinal ela estava se tornando uma expert em ser hacker.
"Hierarquia da Magia Natural?" – perguntou Tomoyo, depois que Sakura fez o pedido – "Onde você ouviu falar disso?"
"A 'tal' me disse, durante um sonho que eu tive."
"A 'tal'?" – Tomoyo levantou uma sobrancelha
"É, a Rytwild, aquela que roubou as minhas cartas. Disse que tomei o lugar dela na Hierarquia, mas não faço a mínima idéia do que seja."
"Não acha que deveria perguntar ao Eriol sobre isso? Talvez ele saiba de algo."
"Acho melhor não. Nesses últimos dias, já liguei tanto que ele deve estar de saco cheio de mim."
"Mas que besteira, Sakura! O Eriol está muito preocupado com você. Aposto como ele vai gostar da sua ligação."
"Não, Tomoyo, não quero incomodar. Não tenho mais cara de ligar."
"Ah, se você quiser, eu ligo. Sem problemas."
Sakura olhou para a amiga, desconfiada. De repente, ela estava tão interessada em falar com o Eriol...
"Você que sabe!" – disse, por fim – "Mas eu prefiro que, por enquanto, ninguém saiba sobre isso."
"Que ninguém saiba do quê?" – perguntou Meilin, se aproximando das duas
"Da surpresa que estamos preparando para as férias." – disse Tomoyo naturalmente, sabia que Sakura ficaria nervosa se tivesse que mentir
"SURPRESA? QUE SURPRESA?"
"Se a gente te contar, não vai ser surpresa."
"Ah" – Meilin, por alguns segundos, fez uma expressão triste, mas depois se alegrou – "Bom, isso não importa. O Shaoran está te procurando, Sakura."
"A mim?" – perguntou Sakura, meio abobada
"E por quem mais seria?" – Meilin ficou impaciente – "Vamos logo, ele está ficando impaciente."
Sakura deu uma última olhada para Tomoyo. Bastou para que a garota de olhos violetas entendesse: iria procurar na internet sobre a tal Hierarquia.
Shaoran estava muito nervoso. Sua irmã Fenmei havia ligado naquela manhã dizendo que alguns anciões estavam dispostos a irem para o Japão para conhecer a nova casa deles e, que quebra, conhecer Sakura. A conversa ainda estava bem fresca em sua memória:
Flashback
"Como assim eles querem vir?" – perguntava Yelan, sua voz levemente alterada
"Quem quer vir?" – perguntou Fai, com sua típica taça de vinho na mão
"Já falo com você, Fai!" – disse Yelan, voltando a falar com a filha no telefone – "O quê? Ah, não podia se esperar muito deles. Você quer falar com o Shaoran? Acho que ele merece saber. Sim, ele está aqui perto, irei chamar. SHAORAN!"
Ele ouviu o grito da mãe e saiu em direção ao telefone?
"Sim?"
"Fenmei quer falar com você" – Yelan entregou o telefone para o filho mais novo e se sentou ao lado de Shiefa
"Shaoran falando."
"Maninho! Que saudade de você!"
"É, também estou com saudades de você, Fenmei. Então, o que aconteceu?"
"Liguei pra te preparar para o pior. Ontem os anciões fizeram uma reunião e alguns irão para aí semana que vem."
"COMO? QUEM VAI VIR?"
"Ainda não se sabe, eles ainda vão decidir isso. Mas de uma coisa eles têm certeza: vão avaliar se a Sakura pode ser sua esposa."
"O QUÊ?"
"Isso mesmo. Sabe como é, com essa história de você ser um guerreiro importante da família e blá blá blá..."
"Eles não podem fazer isso. Sou muito novo pra me casar. A Sakura nem pensa nisso"
"Então diga isso pra eles quando eles chegarem!"
Fim do Flashback
"Bela família eu fui arranjar. Por que esses velhos simplesmente não me deixam em paz?"
"Que velhos?"
Shaoran pulou para trás ao ouvir a voz de Sakura. Estava tão distraído que nem percebeu a presença da namorada.
"Então, Shaoran, não vai dizer de quem estava falando?" – perguntou Meilin, entre risos
"Estava falando de ninguém em especial." – retrucou Shaoran, olhando feio para a prima – "Onde estava, Sakura?"
"Conversando com a Tomoyo." – respondeu Sakura, sem graça – "Estava pedindo uma coisa pra ela."
"Bom, vou deixar vocês dois sozinhos." – disse Meilin, saindo para o pátio – "Tenho ainda que prevenir o Yamato, o coitado vai sofrer com a vinda das meninas."
"Como?" – perguntou Sakura, espantada – "Suas irmãs vão vir, Shaoran?"
Shaoran apenas olhou feio para Meilin, e ela saiu correndo dali, antes que o primo resolvesse dar um "jeitinho" na presença dela. Assim que se viu sozinha com a namorada, resolveu contar logo o que lhe afligia.
"O que foi?" – Sakura perguntou, ao ver a cara preocupada do namorado
"Senta, o que eu tenho pra falar não é NADA legal."
"Ai meu Deus!" – perguntou Touya, embasbacado – "Eu só posso estar maluco!"
"Pior que não." – respondeu Sakura – "A sra. Yelan insistiu que você e o papai fossem nesse jantar. Como o papai não está, você vai ter ir sozinho mesmo."
"Nossa, Sakura, então nós somos um bando de Zé ninguém?" – reclamou Nakata, logo atrás deles
"Claro que não, né? Mas eu quis dizer outra coisa!"
"Eu ainda acho que deveria ter ficado em casa." – reclamou Touya, afrouxando a gravata do terno que estava sendo obrigado a usar – "Daqui a pouco estão achando que estou amiguinho do Cabeça de Espanador."
"EU deveria ter ficado em casa." – disse Yamato, emburrado – "Há uma semana estou digerindo o que a Meilin me falou. Agüentar aquelas quatro não vai ser fácil!"
"Ora Yamato, não reclame!" – reclamou Nakata em contra partida – "A Fuutie, a Fanrei e a Fenmei não ficam tanto no seu pé. Se pelo menos você reclamasse da Shiefa..."
"Ela é a pior de todas. Não duvido nada que ela jogue alguma coisa em mim hoje."
"Acho que ela não fará isso na frente dos anciões." – disse Sakura, fazendo cara feia ao lembrar dos velhos do clã – "O que será que eles vieram aprontar?"
"Falta muito para chegar, monstrenga?" – perguntou Touya, cansado de tanto andar – "Meus pés já estão doendo."
"Não precisa se preocupar com isso, Kinomoto!" – uma voz fria apareceu no meio da escuridão – "Vocês não vão chegar lá!"
"Ah não!" – retrucou Sakura, alterando sua voz – "Hoje não."
"O que foi, Sakura? Já se encheu de mim?" – Rytwild apareceu na frente deles, deixando todos de boca aberta
"Eu me enchi de você antes mesmo de te conhecer." – Sakura pegou a chave do pescoço, enquanto Nakata puxou Touya para trás e Yamato ficou na frente deles – "O que foi dessa vez? Veio de novo me incomodar com aquela besteira de Hierarquia?"
"Hoje não, vim cumprir outra missão. Lembra-se do nosso confronto?"
"Claro que me lembro." – Sakura invocou o báculo – "Quando você quiser!"
"Touya, corra até a casa de Sakura e chame o Kerberus." – disse Yamato, seriamente – "Yukito já deve estar na Mansão Li, irei chamá-lo. Nakata, terei que te deixar sozinha dessa vez, será que consegue?"
"Claro que consigo. Essa aí eu tiro de letra." – respondeu Nakata
"Vá com o Yamato, Nakata." – disse Sakura, encarando Rytwild – "Eu vou lutar sozinha."
"Como?" – perguntou Touya, irritado – "Claro que não. Não vamos te deixar sozinha com essa aí."
"Pode deixar" – Sakura os encarou seriamente – "Eu posso!"
"Certo então!" – Nakata encarou feio a bruxa – "A gente já volta." – ela e Yamato se transformaram e carregaram Touya pelos ares
"Então vamos começar?" – disse Sakura, se posicionando.
"Faça as honras!" – disse Rytwild, ficando com o corpo ereto
Sakura se concentrou. Não queria começar a batalha, era um erro quase que inadmissível. Mas pelo jeito, teria que fazer isso. Ai, teve tanto trabalho para achar um vestido adequado, e quando finalmente estava vestida no branco longo, de alça fina e decote em V que tanto sonhara, teria que suja-lo lutando?
"Vou acabar com isso logo." – pensou, tirando uma carta do bolso
"Então, Kinomoto, vai ficar aí parada?"
"EXPLOSÃO!" – disse Sakura, invocando o poder da carta. Mas para a sua surpresa, a bruxa sorriu
"Teletransporte!" – disse a bruxa, desaparecendo no ar.
Sakura procurou Rytwild por todos os lados. Onde ela havia se metido?
"Aqui!" – e logo atrás da garota, veio um raio que a atingiu em cheio. Sakura foi jogada para um muro que estava próximo, quase batendo a cabeça. Levantou-se com um pouco de dificuldade, pensando em como Rytwild tinha se movimentado com tanta rapidez. Encarou a bruxa, e ela sorria ironicamente:
"O que foi, Kinomoto? Já quer desistir com o primeiro golpe?"
Os olhos de Sakura se transformaram em brasas puras. Ajeitou o báculo:
"Claro que não!" – pegou outra carta do bolso – "Vento!"
"Teletransporte!" – e a bruxa sumiu no ar de novo. Vento ficou procurando a feiticeira, assim como Sakura fazia, mas ela estava logo acima delas.
"Se não pode ver para onde vou, não pode saber como me pegar!" – disse, antes de lançar outro raio em cima de Sakura. Dessa vez, a garota foi rápida, e conseguiu desviar, mas por muito pouco. Olhou para Rytwild com raiva:
"Como você faz isso?"
"Eu tenho cartas extremamente úteis, querida." – disse Rytwild, a encarando com um sorriso sardônico – "Teletransporte é uma das minhas favoritas, embora eu arrisque quatro cartas Sakura para fazê-la funcionar."
"Como... você... se atreve... a usar minhas cartas?" – Sakura era ódio puro – "Agora você vai ver como eu acabo com você. TROVÃO!"
Mas não adiantou. Rytwild conseguiu se teletransportar de novo, desviando e contra atacando. Durante mais ou menos meia hora, a luta ficou nesse pé, Sakura atacando e Rytwild fugindo. E embora muitas vezes a garota conseguisse desviar, os raios sempre a atingiam de alguma forma, e já estava começando a ficar seriamente ferida. Havia ganhado um corte na perna que a impedia de ficar totalmente de pé, dificultando a sua defesa.
"Desista, Kinomoto!" – disse Rytwild, quando a menina havia recebido um ataque no braço esquerdo – "Não há como me pegar. Já lhe disse, se não pode ver para onde vou, não pode saber como me pegar."
E ela estava certa. A sua grande dificuldade estava em saber para onde deveria direcionar o golpe. Se pelo menos soubesse uma maneira de ver os movimentos da bruxa, ou pelo menos senti-los...
"Espera um pouco. Eu não preciso ver para onde ela vai, só sentir o movimento da presença dela." – pensou, encarando a feiticeira com meio sorriso – "Acho que já tenho a solução!"
"E então, Kinomoto, já se deu conta que as cartas devem ficar comigo? Estou vendo que sequer sabe usa-las."
"Isso é o que você pensa." – Sakura pegou Corrente e, disfarçadamente, a transformou em Carta Sakura; logo em seguida pegou Vento – "Pelo menos eu posso usá-las!"
"Muito bem." – Rytwild entrou em posição de luta – "Então mostre."
Sakura fechou os olhos, precisava se concentrar.
"Vento!"
"Teletransporte!" – disse Rytwild, usando a carta para desviar novamente.
Sakura se concentrou na energia da inimiga. Podia sentir as presenças das cartas Movimento, Corrida, Alada e Através se movimentarem rapidamente para... para cima. Era a hora:
"Corrente!" – abrindo os olhos, conjurou as Correntes e as lançou para cima, a tempo de atingir Rytwild bem na hora em que ela reaparecia no ar. Um extremo da corrente prendeu suas mãos enquanto a outra batia em seu rosto, deixando seu olho roxo.
"ISSO!" – gritou Sakura, pulando com a sua tática bem sucedida
"Mas como? Você não tinha como saber para onde eu ia, não tinha como me ver."
"Não preciso te ver para saber para onde vai!" – Sakura enrolou a corrente no corpo da bruxa e, ao terminar de fazer isso, pegou a báculo – "Volte à forma humilde que merece, carta Clow."
Rytwild gritava enquanto Teletransporte era transformada em carta. Nas mãos de Sakura, apareceu Movimento, Corrida, Alada e Através, junto com uma carta negra, com o desenho de uma cápsula com uma porta. Parecia a cápsula de teletransporte que via em filmes.
"Não pense que acabou, magricela." – Rytwild disse, aumentando a sua presença até conseguir quebrar a corrente, e chamando a atenção de Sakura, enquanto assumia posição de luta – "Não preciso de uma carta para acabar com você."
"Sakura!" – a voz de Shaoran aparecia ao longe, indicando que ele estava vindo na direção delas
"Essa voz... é do Shaoran." – comentou Sakura, feliz e preocupada ao mesmo tempo.
"Droga! Com esse pentelho, vai ficar difícil. Melhor eu sair daqui."
"O quê, vai fugir?" – perguntou Sakura, com voz sarcástica
"Nossa luta ainda não acabou, Kinomoto. Hoje não fiz nem um décimo do que sou capaz. Da próxima, estarei mais forte, e não vou brincar tanto quanto fiz hoje. Apostei demais." – ela esticou o braço e apontou para o chão. Em menos de um segundo, um buraco se abriu e ela sumiu. Sakura até tentou segui-la, mas com a perna machucada, não foi rápida o suficiente. Quando chegou, o buraco já havia sumido.
"Sakura, como está?" – perguntou Shaoran, se ajoelhando ao lado dela – "Yamato e Nakata chegaram com o Touya lá em casa, dizendo que você estava lutando..."
"Ela me atacou, Shaoran. E não vai desistir enquanto não pegar o que resta das cartas." – ela encarou o namorado – "Ela vai fazer de tudo, eu sei que vai."
"Calma, Sakura." – ele a abraçou, enquanto os outros chegavam – "Você vai conseguir derrota-la, pode ter certeza."
"Espero." – Sakura deixou o corpo desfalecer, o cansaço tomando conta de si enquanto Yue, Nakateri e Yamato saíam pelos ares em busca de Rytwild.
ContinuaObs: digam a verdade, viajei um pouco nesse capítulo né? Mas é um que eu sempre quis fazer, porque sempre achei essa coisa de Teletransporte interessante. Além disso, tem muita carta legal que poderia existir, e acho que vou criar mais algumas. Quanta à extensão... desculpem MESMO por não conseguir fazer mais curto, mas é que realmente não dá. A minha maior fic tem quase 1 MB de espaço, e ainda não acabei. Daqui a pouco eu estou passando a J.K.Rowling em quesito extensão de histórias. Coitada das minhas amigas Jessica e Nanda chan, que aturam as minhas besteiras em grandes quantidades. Um dia, eu ainda crio uma fic curta, nem que seja NC-17... hihihi, brincadeira, não tenho coragem de fazer isso não! Song-fic ainda tento, mas NC-17 e Slash, nem pensar!
Pra acabar, fiquei extremamente espantada com os comentários sobre a mãe da Meilin. Não sabia que tinha ficado tão sinistra... se bem que isso me deixou super feliz, porque realmente era a minha intenção. Mas vou dizer a verdade, até que eu gosto um pouquinho dela, pessoas sinistras são mais legais de trabalhar. E ela vai ser MUITO sinistra, ou pelo menos espero conseguir que ela seja.
Agora, respondendo os reviews (adoro essa parte)
HikariTenchi: obrigada pelo elogio. Fico feliz em saber que você gosta da minha fic, e satisfeita quando vejo o seu review. Sempre tem algum comentário interessante, fora que sempre é bom ter alguém pra falar sobre E+T. Estou pensando em criar uma comunidade no Orkut, "O Eriol devia ficar com a TOMOYO!", isso se já não existir. Quero só ver quantas pessoas entrariam. Beijos!
littledark: pois é, o Yue não dá folga pra pobrezinha da Nakata. Mas como o Kero diz: "Ele parece o Touya nesse quesito". Sei lá, sempre imaginei como o Yue se comportaria se tivesse uma filha ou uma irmã mais nova, aí eu criei a Nakata. E como eu sou MUITO malvada, eu de quebra criei o Yamato, outro irmão mais velho pra pobrezinha. Mas pra não ser tão chata, eu vou fazer ele sofrer também... já estou bolando mais uns micos com a Shiefa, huahuahua! As crianças? Bom, já disse o que aconteceu com elas, mas ainda estou pensando em aproveitar mais um pouquinho, afinal não matei três crianças inocentes pra nada né? Beijos!
Analubru: (posso te chamar de Analu?) Você falou uma verdade, a relação Touya- Sakura é muito legal, e os dois se preocupam muito um com o outro. Quando li o seu review, até pensei em fazer a SAKURA ter ciúmes do Touya, mas aí eu pensei: "como é que eu vou fazer isso?". Quer dizer, ela nunca se importou muito com a "popularidade" do irmão, e até entregou o Yukito de bandeja! Então eu desisti da idéia. Por enquanto, fico mesmo é com as brigas do mais bonito e mais legal irmão mais velho que existe. Já o pobre Yamato, acredite, ele ainda vai dar o troco. Ou você acha que os dois vão parar por aí? Uma bexiga de água é pouco pra uma Li, e está longe do que ela realmente quer fazer. Ainda vamos aprontar muito com isso. Super Tomoyo? Gostei do apelido, acho que posso usar ele em algum momento da história (outra sugestão maravilhosa, muito obrigada!). Assim como "a tal", a Sakura realmente vai gostar de chamar a Rytwild assim. Ela está decidida, né? Sinal de que ela está amadurecendo, se bem que se fosse comigo, eu já tinha era dado umas porradas na desgraçada. Não sei como ainda não fiz isso! Nota mental: fazer a Sakura dar uma lição na bruxa. Quanto ao "fofo", hehehe, acho que todo mundo imaginou um pouquinho. Filho de dona Yelan, fazer o quê? Ela não é realmente o máximo? Nunca assisti o primeiro movie (coisa que ainda dou um jeito de fazer), mas sempre a imaginei assim: forte, decidida e guerreira, mas sem nunca descer do salto. Típica mulher do século XXI. Ao contrário da dona Fai Li, que todo mundo está achando "sinistra demais!". Concordo com você, primeira impressão é a que fica, porque é a mais correta. Ufa, acho que falei demais, né? Só faltou falar das fics do fanfiction, mas isso merece um assunto à parte.
Nanda chan: desculpa mesmo ter mandado aquele e-mail super pesado, e te obrigar a ler toda aquela bíblia! Estou até vendo sua mão ficar doendo com as anotações da fic, você vai achar tanta besteira... estou pensando em publicar aqui, no fanfiction, o que acha? Poderia continuar publicando na Floreios e Borrões, mas lá dá um trabalho que você não tem noção! Aqui é muito mais fácil, fora que é bem mais divertido poder receber os reviews. E VNMEATE, gostou da historinha? Realmente é uma coisa engraçada, mas adoraria ter uma família como aquela. Já pensou, ser prima do HP por casamento? Epa, falei demais! E quanto a essa fic, acho que você vai pegar muitas dicas que eu estou lançando, você é uma ótima observadora. Nesse capítulo mesmo, tenho CERTEZA de que vai matar algumas coisas. Se já não matou, hahaha!
Gente, até o capítulo 6 de "Os Senhores da Natureza!" (Desculpem pela demora, mas é que vocês não imaginam como eu ando atarefada com os trabalhos de escola. E continuem mandando reviews, a fic só está indo pra frente por causa de vocês).
Comentários extras: gente, acho que tem uma coisa que todos precisam ler. Olha só o review que eu recebi...
"Um elogio para todos os escritores e escritoras vcs são o máximo...continuem assim...não matem a gente do coração!heheh posso estar até a tampa de serviço mas não dispenso a fanfiction...vejo todo dia..." (by Analu).
Com um review desses, fica até mais prazeroso escrever. Acho que todos os escritores daqui do fanfiction merecem um review desses, porque TODOS são MARAVILHOSOS! Digo isso porque antes de ser escritora, eu era leitora, e li todas as fics de cabo a rabo, do começo ao fim! Com certeza, vocês merecem isso e muito mais. Mas os leitores também merecem um grande crédito! Se não fossem vocês, não seríamos absolutamente nada. Fora que a opinião de vocês, mandadas por e-mail ou review, é de SUMA-IMPORTÂNCIA pra gente fazer um trabalho bem-feito. Valeu por todos que estão me lendo, e espero continuar merecendo seus reviews, porque é realmente gratificante. MUITO OBRIGADA!
E aproveitando o assunto, queria deixar uma lista de algumas fics que eu gostei muito, da seção de SCC. Como a Analu diz, "mas galera tem muita fic extremamente legais, aventureiras, românticas, mágicas e radicais!". Só vou deixar algumas:
Trilogia Sem Barreiras – Uma nova esperança, Os Protetores e Nos Braços do Amor – da Rosana – pra quem gosta de romance, suspense, comédia e ação, boa pedida. Extremamente envolvente, engraçada e romântica! Ótima mesmo.
Suteki da ne, da Yoruki Hiiragizawa – muito romance, e para os mais atentos, até lições de vida são passadas. O único cuidado que temos que ter é com as nossas emoções: podemos realmente quebrar o PC com as maldades da "cobra" Akio Yamazato (acho que a coitada da Yoruki deve estar cansada de me ouvir reclamar dessa enjoada, mas sei lá, é mais forte do que eu!). Mesmo assim, vale a pena.
Na Magia e no Amor, da RubyMoon – muita ação e romance, e também um certo suspense, causado pelo grande vilão Kaiza. Pra quem gosta do Eriol, vai adorar essa fic, ele realmente está SHOW nela! Diversão garantida com o Touya, que pra variar, não se agüenta de ciúmes e preocupação com sua irmãzinha.
Meu filho, Ser mãe e Meus pais, da Fabi – essa é de chorar! Fic extremamente emocionante contando o relato de Shaoran e Sakura sobre seu filho Shaolin, e também o relato do filho sobre os seus pais. Emoção garantida, graças aos lindos valores familiares que essa autora passa. Vale a pena.
O Caderno, da Fabi – a vida da nossa Card Captor escrita no seu caderno-diário. Todos os seus sofrimentos, alegrias, emoções e desabafos. Outra fic de tocar o coração.
Poderia Ser Diferente, Transformações, da Patty – Universo Alternativo, onde Sakura é uma "nerd" e Shaoran, um esportista popular. Mostra como dois mundos diferentes podem se encontrar e, acreditem, até terem algo em comum. E como esse encontro pode se resultar em um belo e grande amor. Só tome cuidado com a "ofidiana" (como diz a própria autora) Yuka, ela realmente é venenosa.
Apuros em Hong-Kong, da Yoruki Hiiragizawa – romance e aventura é o que não falta nessa fic. Sakura resolve se mudar para Hong-Kong, a fim de ficar ao lado do seu amado Shaoran, mas lá encontra muitos problemas e confusões. Maravilhoso retrato do clã Li, e muita aventura. Uma das primeiras fics que eu li nesse site.
Verdade ou Desafio e Siga o Mestre, da M4ri-ch4n – fics extremamente engraçadas, onde Eriol, para ajudar Shaoran, o desafia a fazer uma coisa um tanto quanto embaraçosa. Em "Siga o Mestre", Shaoran dá o troco. Destaque para a segurança da Tomoyo, que faz qualquer um se matar de rir.
Meu Deus, os comentários estão maiores que a fic! Acabei nem falando de todas as fics que eu gosto! Tudo bem, no próximo capítulo eu continuo a tagarelar. Por enquanto, fico por aqui. Beijos!
