Depois de alguns anos, nunca imaginou se sentir entediada e desanimada. Certo, a sua vida não era das piores, ao contrário, sequer tinha do que reclamar. Mas ainda assim, algo faltava na sua vida, e pedia desesperadamente por ação. Bem, seu desejo foi atendido... agora, será que ela agüenta?

Disclaimer: Sakura Card Captors e todos os outros personagens são da Clamp®, eu só sou mais uma doida varrida que vou fazer todos eles sofrerem (mas não vamos ser tão malvados assim, eles também merecem ser felizes)

Capítulo 8 – Os bons e maus ventos

Depois de muito trabalho, Tomoyo conseguiu dispensar todos os garotos do quarto de Meilin. Desde que Sakura chegara, ela havia percebido nela uma coisa mais do que horrível: seu lindo vestido, que tinha feito com tanto carinho, estava totalmente estragado. A sua sorte é que sempre se prevenia e levava um vestido extra para a amiga, caso algo muito grave acontecesse. E podiam condená-la? Quando se está falando da grande Card Captors, tudo é possível. Ai, como sentira falta desses tempos gloriosos!

"Você realmente não muda, Tomoyo." – comentou uma Sakura totalmente sem graça, enquanto a melhor amiga mostrava um vestido de seda azul escuro, todo bordado em linha de cor prata, formando desenhos de pequenas flores de cerejeira; leve decote princesa e saia rodada, com forro de cetim; e alças servindo como mangas – "Realmente não precisava se incomodar fazendo dois vestidos para mim."

"Pra mim não é incômodo nenhum, amiga!" – respondeu Tomoyo, enquanto entregava o vestido para Sakura – "Você sabe a falta que estava sentindo de poder fazer roupas para você. Agora que você voltou à ativa, finalmente poderei criar novos modelitos!" – ela colocou a mão no rosto e fez pose de sonhadora – "Vai ser a maior emoção da minha vida, mal vejo a hora de te mostrar as novas fantasias que fiz."

"Daidouji às vezes é tão exagerada." – comentou Meilin – "Mas tenho que confessar que ela faz um vestido melhor que o outro."

"Concordo." – disse Nakata, encarando o vestido azul – "Esse aqui é maravilhoso!"

"Assim vocês me deixam com vergonha!" – reclamou Sakura, extremamente vermelha – "Querem parar?"

"Parar uma ova!" – respondeu Meilin, a levando para o banheiro pela mão – "Vamos, vai se trocar logo. Mostra para aqueles anciões chatos quem você realmente é!"

"Eu quero ajudar!" – disse Nakata, pulando na cama freneticamente – "Quero ajudar a Sakura a se arrumar!"

"Nakata..." – choramingou Sakura

"Você vai ajudar, Nakata." – disse Tomoyo, segurando a menina antes que ela quebrasse a cama de Meilin – "Por que não escolhe uma jóia bem bonita para Sakura usar? Meilin a ajuda com o vestido e eu faço a maquiagem."

A menina concordou e começou a procurar uma jóia na caixa que Tomoyo lhe oferecia. Meilin foi com Sakura ao banheiro para ajudá-la a colocar o vestido, enquanto Tomoyo preparava seu kit maquiagem.

"É hoje que ela impressionará os anciões, ou eu não me chamo Tomoyo Daidouji!"

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Yamato andava calmamente pela Mansão Li. Desde que saíra da dimensão onde treinava Nakata, muitas coisas haviam acontecido. Lembrava-se da primeira vez que vira Sakura. Foi um dia inesquecível.

Flashback

Nakateri Yue parecia maravilhada com a nova dimensão. Os altos prédios coloridos, as luzes das ruas e as pessoas andando pra lá e pra cá eram novidade para a pequena guardiã. Yamato olhava a pupila com um sorriso no rosto. Também estava encantado com o novo mundo. Quando Clow havia morrido, não havia nada do que estava vendo.

"Adorei esse lugar." – disse a pequena, se sentando no chão da colina onde estavam – "É tudo tão cheio de vida!"

"Você achou?" – replicou Yamato, no seu jeito sério – "Para mim, é tudo muito artificial."

"Não minta, eu sei que você também gostou. Se eu soubesse o que nos esperava aqui, teria dado um jeito de sair daquela dimensão muito antes."

"Não se empolgue tanto, menininha, não acho que ficaremos aqui por muito tempo. Temos que voltar."

"Ah Yamato..." – ela começou a choramingar e fazer bico

"Sem esse bico, Nakateri Yue. Nós combinamos quando saímos que era apenas uma olhada. Não se esqueça que seu treinamento ainda não acabou."

"Eu sei." – concordou a menina, indignada – "Mas por que eu não posso treinar aqui fora? Demorou tanto tempo pare te convencer a sair, e agora eu tenho que voltar!"

"Ordens diretas do Yue. Ou será que já se esqueceu do que ele disse na última vez?"

"E como eu poderia esquecer?" – ela fez bico novamente – "Foi quando ele me trancou naquele inferno!"

"Bom, não temos tempo para isso." – Yamato abriu suas asas – "Temos que descobrir porque o portal que liga as duas dimensões foi aberto. Sinto que muita coisa mudou por aqui."

"Onde será que está o Livro Clow?" – perguntou Nakata, também abrindo suas asas – "Com certeza tio Kerberus saberá nos explicar o que aconteceu."

"Eu não sei. Estou tentando achar a presença das cartas, mas não consigo."

"E se tentássemos achar tio Kerberus e Yue?"

"Má idéia. Eles devem estar dentro do livro, suas presenças estão bem escondidas."

Os dois saíram voando pela larga cidade, olhando tudo ao redor. Estava muito diferente do que era na época de Clow. Com certeza muito tempo havia se passado.

"Tomoeda está diferente, não acha?" – perguntou Nakata a Yamato, enquanto esse se mantinha em silêncio – "Antigamente não dava para se andar de noite por aqui, era tão escuro!"

"É, eu me lembro. Fico me perguntando quantos anos se passaram."

"Com certeza, muitos. Acho que não sei nem mais chegar na casa do Clow."

"Muita coisa mudou por aqui. Eu só queria saber por que estou com a impressão que teremos uma grande surpresa."

Os dois começaram a voar pela cidade,tomando o cuidado para não serem vistos. Estavam há um bom tempo lá em cima quando Nakateri parou subitamente, assustando Yamato. Ela encarou a cidade com seus olhos azuis esbugalhados, e seus cabelos prateados balançando ao vento.

"O que aconteceu, Nakata?" – perguntou o treinador, vendo que a pequena guardiã olhava fixamente para o nada

"Estou sentindo... está muito fraca, mas estou sentindo."

"Sentindo o quê?"

"Tio Kerberus." – ela disse, deixando o treinador espantado

"Kerberus? Mas... como..."

"Vem dali." – ela apontou para uma direção e saiu voando rapidamente – "Eu estou sentindo, eu sei que é ele."

Yamato, mesmo sem entender, saiu seguindo a pupila. Quando ela pousou, os dois pararam em frente a uma casa amarela. As luzes estavam acesas, e se via claramente o movimento e a alegria lá de dentro.

"Ele está aqui dentro, eu sei." – disse Nakata, com os olhinhos azuis brilhando.

"Impossível, Kerberus está no livro." – respondeu Yamato, meio desconfiado – "A não ser que o livro esteja aí!"

"Vem, vamos dar uma olhada." – a menina pulou o portão e, com cuidado, começou a olhar pela janela que dava para a sala.

"Nakateri, você não pode fazer isso." – repreendeu o treinador

"Já estou fazendo. Agora, quer vir logo?"

Yamato também pulou o portão e os dois começaram a espiar. Estava havendo uma reunião de crianças, quase adolescentes, e todos pareciam comemorar algo. Dois deles pareciam ser namorados, pois estavam abraçados. Uma garota de longos cabelos negros e olhos violetas os filmava freneticamente, enquanto outra garota de cabelos longos negros e olhos castanhos balançava a cabeça enquanto ria. Um garoto de cabelos azulados sorria de forma muito misteriosa, enquanto segurava em seu colo um boneco de pelúcia amarelo.

"Nakata, é só uma festa de crianças, vamos!" – disse Yamato, tentando arrastá-la para fora

"Silêncio, eu quero ouvir!" – ela retrucou, voltando a prestar atenção na conversa deles.

"Quem diria que você viria nos visitar, hein Eriol." – dizia a garota de cabelos curtos e castanhos, de lindos olhos verdes – "Achei que iria demorar."

"E você acha que perderia a entrega do seu melhor presente de Natal?" – respondeu o garoto de cabelos azulados – "Não mesmo."

"Você já sabia que o Shaoran iria pedir a Sakura em namoro, não é mesmo?" – perguntou a garota de olhos castanhos

"Estava meio óbvio, não estava?" – respondeu o garoto em contra partida, deixando a garota de olhos verdes e o namorado totalmente vermelhos.

"Pois eu ainda acho isso tudo um absurdo." – disse o boneco de pelúcia, espantando Nakateri e Yamato – "Onde já se viu a Mestra das Cartas, namorando esse moleque pirralho?"

"Mestra das Cartas?" – perguntou Yamato, enquanto Nakateri ainda estava espantada – "O que esse bicho de pelúcia quis dizer com isso?"

"Quer calar a boca?" – replicou a guardiã – "Estou tentando descobrir."

"Pra variar, vocês continuam se dando mal." – disse o garoto de cabelo azulado, sorrindo

"Como eu vou me dar bem com esse bicho de pelúcia?" – perguntou o namorado da garota de olhos verdes

"Bicho de pelúcia uma ova, eu sou o grande Kerberus!" – anunciou o bichinho, deixando Nakateri de boca aberta e Yamato de olhos arregalados – "E não é porque você agora é namorado da Sakura que eu vou te respeitar. Não importa se ela é Mestra das Cartas Sakura."

Nakateri se afastou da janela e saiu voando para fora, com Yamato na sua cola. Eriol sorria olhando pra janela, enquanto Shaoran e Kero ainda discutiam. A guardiã parou em uma rua próxima, e Yamato parou logo atrás dela:

"O que aconteceu, Yamato?" – ela perguntou, sem olhar para ele – "Como o tio Kerberus virou aquele bicho de pelúcia? E aquela menina, como ela virou Mestra das Cartas?"

"Parece que realmente aconteceu muita coisa por aqui, e que não sabemos." – ele respondeu, olhando para a pupila – "Mas que vamos descobrir."

"Vamos?"

"Vamos. Mas devagar, não podemos deixar que Yue ou Kerberus descubra que saímos da dimensão de treinamento."

"E como faremos isso?"

"Eu tenho um plano: lembra-se quando eu te ensinei a criar falsas identidades, ou seja, uma nova aparência totalmente diferente da verdadeira?"

"Acho que lembro."

"Então, vamos criar uma falsa identidade para você e para mim. Vamos também fingir que somos irmãos, pra ninguém desconfiar da gente. Podemos morar perto daquela menina, para descobrirmos o que realmente aconteceu. Assim será mais fácil."

"E como vamos fazer tudo isso?"

"Confia em mim, tenho tudo armado." – ele olhou para a menina seriamente – "Eu só volto pra aquela dimensão quando eu descobrir o que aconteceu. Eu te prometo."

Fim do flashback

"É, muita coisa mudou desde então." – comentou Yamato para si mesmo, enquanto se lembrava do dia em que ele e Nakata viraram vizinhos de Sakura e pouco a pouco se tornaram amigos, enquanto descobriam tudo o que havia acontecido – "Quem diria que Nakata e eu ainda teríamos nossa chance de lutar com Sakura?"

"Quem diria que eu te encontraria falando sozinho!" – a voz de Shiefa soou no corredor, fazendo Yamato baixar a cabeça para praguejar contra sua falta de sorte

"Você não desiste de me encher, não é mesmo?" – ele perguntou, encarando a garota

"Calma, estou aqui em paz." – ela disse, levantando as mãos – "O que não quer dizer, claro, que vou parar de te atormentar."

"Um grande avanço." – ele se virou e voltou a andar pelo corredor, sem se importar com a presença dela

"Yamato, no que exatamente estava pensando?" – ela perguntou, mais para fazer ele parar de andar do que por qualquer outra coisa

"No dia em que vi Sakura pela primeira vez. Sabe, quando descobrimos que ela era a nova Mestra das Cartas."

"Você está bem preocupado com ela, não?"

"Você não está?"

"Claro que estou. Mas, no momento, estou mais preocupada com o que aqueles dois velhos vão dizer pra ela. Ela já está terminando de se arrumar e daqui a pouco iremos jantar."

"Eles não gostam dela, não é mesmo?"

"O problema não é bem esse. Acho que eles têm inveja dela, por ela ser poderosa."

"Idiotas, isso sim."

"Pode ser." – ela se aproximou dele e o encarou nos olhos – "Mas você precisa ajudá-la agora. Ela está em maus lençóis."

"Eu sei. E não precisa me dizer o que fazer, sei a minha obrigação."

"Que bom!" – ela pegou a gravata de Yamato e começou a apertá-la, deixando o garoto sem ar – "Você não tem graça murcho desse jeito!"

"Ora sua..." – ele disse assim que ela soltou sua gravata – "Você me paga!"

Ela deu um pequeno sorriso maroto e saiu correndo. Yamato se encostou à parede e suspirou. Aquela menina o irritava, e muito.

"No que está pensando, Yamato?" – perguntou Nakata, parando logo atrás dele

"Estava apenas pensando. E você, o que está fazendo aqui? Não deveria estar ajudando a Sakura a se arrumar?"

"E eu estava, mas ela já está pronta. Vim te procurar para o jantar!"

"Então vamos logo, estou morrendo de fome."

A menina concordou e saiu aos saltos pelo corredor. Yamato apenas balançou a cabeça: mesmo com uma falsa identidade de pré-adolescente, Nakateri Yue se comportava como uma garotinha.

"Ela está chegando!" – disse a garota, quando chegou na sala – "Meilin e Tomoyo estão vindo com ela."

"Além de fraca, é lerda." – comentou o ancião Hyu, sua voz cheia de tédio

"Mais um comentário e eu juro que esqueço todo o respeito que tenho com os mais velhos." – disse Touya, em tom de voz suficientemente alto para que o velho escutasse.

"Concordo com você, mais uma palavrinha deles e eu dou um soco!" – murmurou Shaoran, com dentes cerrados.

Mas sua raiva logo passou quando viu sua bela flor aparecendo na sala. Incrível como ela estava esplêndida: o maravilhoso vestido azul de seda valorizando cada qualidade de seu corpo, os longos cabelos caindo sobre o colo e uma maravilhosa corrente prateada com um pingente de esmeralda no seu pescoço lhe dava um ar de rainha. Pra completar, uma maquiagem bem leve, com certeza obra-prima de Tomoyo. Ele se aproximou de Sakura, se ajoelhou e lhe deu um beijo na mão, em sinal de respeito e admiração. A garota ficou extremamente vermelha.

"Está linda, Sakura." – ele disse, meio envergonhado com suas palavras.

"Obrigada." – ela respondeu, mais vermelha do que um pimentão.

"Está esplêndida, minha querida." – disse Yelan, se aproximando dos dois. – "A senhorita Daidouji realmente tem um excelente gosto quando cria roupas."

"Obrigada, senhora Li." – agradeceu Tomoyo, feliz da vida.

"É, realmente é bem ajeitada." – comentou Chen, enquanto se servia de vinho, junto com Fai – "Até parece uma mulher séria."

"Chega, Chen. Por hoje, já arranjou muitas confusões." – pediu Hyang, balançando a cabeça antes de se aproximar de Sakura – "Não ligue, minha querida. Eles apenas queriam ter o dobro de sua idade ao invés do quádruplo."

Shaoran e Touya sorriram. Pelo jeito Hyang era uma anciã que não tentaria constranger Sakura naquela noite.

"Meu nome é Hyang." – continuou a anciã, sorrindo para Sakura – "Sou tia avó de Shaoran. E esses dois mal-humorados são meus irmãos Chen e Hyu."

"Muito prazer, senhores." – ela prestou reverência, tentando esconder ao máximo o nervoso que estava sentindo.

"Sinto dizer em não poder o mesmo, senhorita." – chiou Hyu, recebendo um olhar fulminante de Yelan e Shaoran – "E não adianta me olharem assim, tenho dignidade e orgulho o suficiente para dizer a verdade à essa fracote!"

Aquilo atingiu em cheio Sakura. Mal havia conhecido os anciões, e já havia sido rejeitada. Touya apertou a taça de champanhe que segurava tão fortemente que quase a quebrou. Mas ele decidiu fazer coisa melhor:

"Pelo menos ela é jovem." – ele retrucou, fazendo com que todos o olhassem – "Não é uma velha cheia de inveja e amargura que nem o senhor."

"Concordo com Kinomoto." – disse Shaoran, sorrindo misteriosamente – "Ela é muito melhor que o senhor e tio Chen."

"Tem razão, Pequeno Lobo." – disse Hyang, passando a mão no rosto de Sakura como forma de carinho, enquanto os dois anciões contorciam seus rostos de raiva – "Não ligue para eles, Flor de Cerejeira. A idade já os afetou."

"Pode deixar. Depois de tudo o que passei, isso não é nada." – ela respondeu, dando um de seus melhores sorrisos, embora estivesse profundamente magoada

"Papai sempre nos dizia que a maior virtude de um ser humano é superar as tempestades da vida." – disse Fenmei, que estava sentada em um sofá – "Se for capaz de superar qualquer tempestade, a pessoa provará sua força e valor."

"É, Shang realmente dizia isso." – disse Yelan, sorrindo com a lembrança de seu falecido marido, mas depois reparando em Fai – "O que foi, Fai? Por que está sorrindo?"

"Apenas gostei das palavras de sua filha, Yelan." – disse a mulher, sorrindo enquanto tomava o seu vinho – "Muito inspiradoras."

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Depois do constrangedor jantar, onde Sakura percebeu claramente que não tinha a simpatia dos anciões Hyu e Chen, todos voltaram a sua antiga rotina. A garota andava estudando dia e noite para a prova de matemática, que estava chegando. Todo dia, estava ficando com Shaoran e Yamazaki na escola, tendo aulas para entender o assunto. Há duas semanas não havia mais capturado nenhuma carta negra, e mesmo assim continuava com problemas. Ao mesmo tempo em que os anciões não haviam ido embora ainda, os sonhos com o lugar escuro se tornavam mais constantes. Agora, parecia mais escuro, e também parecia haver... chuva! Era tudo o que realmente não desejara: uma feiticeira maluca lhe atormentando, pesadelos toda a noite e dois anciões na sua cola. Meilin tinha razão: eles eram realmente dois velhos chatos.

"Sakura, concentra!" – dizia Yamazaki pela décima vez naquele dia – "Aposto como ainda não fez os exercícios da lista."

"Yamazaki tem razão, Sakura." – disse Shaoran, com ar preocupado – "O que está acontecendo? Está tão distraída..."

"Nada, só não me sinto muito disposta hoje." – ela disse, com um pequeno sorriso constrangido

"Quer parar por hoje?" – perguntou Yamazaki, também preocupado.

"Claro que não!" – ela respondeu, recuperando o seu ânimo – "Vamos lá, conseguimos acabar isso ainda hoje."

Os três voltaram a estudar por diversas horas. Quando estava quase chegando ao final da lista de exercícios proposta pelo professor de álgebra, uma fina garoa começou a cair, e pouco a pouco foi se tornando em chuva forte.

"Acho melhor acabarmos por aqui." – disse Sakura, olhando para o céu negro de nuvens – "Parece que teremos uma chuva bem forte."

"Esquisito... até agora há pouco não havia nenhuma nuvem no céu." – comentou Yamazaki, com uma cara desconfiada – "Também não disseram na previsão do tempo que iria chover forte."

"Realmente, é muito esquisito." – comentou Shaoran, começando a prestar atenção na chuva – "Chuva não surge do nada."

Ele e Sakura trocaram um olhar muito significativo. Os dois resolveram prestar mais atenção na forte pancada que estava caindo lá fora, e sequer estavam prestando atenção na nova mentira que Yamazaki estava contando (algo sobre a chuva ter recebido esse nome por causa de uma princesa índia da América do Sul, que se chamava Chu, e que tinha morrido por causa de um raio.). Os três arrumaram suas coisas e foram esperar Tomoyo, que estava em um ensaio do coral. Assim que ela saiu, se dirigiram ao portão de saída.

"Mas que chuva!" – a garota comentou, enquanto ajeitava sua grande mochila nas costas – "Se soubesse, teria trazido um guarda chuva."

"Você vai embora a pé hoje, Tomoyo?" – perguntou Sakura

"Vou, mamãe precisou das guarda costas para uma reunião e não teve nenhuma para vir me buscar."

"Bela sorte, hein Daidouji?" – comentou Yamazaki, começando a correr da chuva, que engrossava ainda mais – "Agora, tem que agüentar essa tempestade."

"E pelo jeito está piorando." – comentou Shaoran, sentindo a forte água batendo em seu rosto – "Acho melhor cortamos caminho, senão ficaremos encharcados!"

Os outros três concordaram e resolveram pegar um atalho pelo bosque do Parque do Rei Pingüim. A chuva ia engrossando mais ainda, e o frio estava aumentando. O que era muito esquisito, para uma tarde de primavera, quase verão.

"Chegou a hora!"

Um grande furacão de água começou a se formar na floresta, derrubando tudo quanto era árvore que tinha pelo caminho. Sakura parou ao sentir a presença de alguém que ela estava começando a conhecer. Shaoran também parou, e olhou para a namorada. É, Rytwild havia decidido voltar à ativa.

"Temos que nos esconder, olha o tanto de árvores que está caindo!" – gritou Tomoyo, vendo o grande furacão de água passar.

"Concordo, estou tremendo de frio!" – reclamou Yamazaki – "Parece até que estamos no inverno!"

"Tomoyo, vá se esconder com Yamazaki." – pediu Sakura, lançando a amiga um olhar significativo, esperando que ela entendesse – "A chuva está forte."

"Certo." – respondeu a morena, entendendo que a amiga precisava que Yamazaki saísse dali – "Mas tomem cuidado."

"E vocês, vão ficar aí?" – perguntou Yamazaki, já batendo os dentes de frio

"Pode deixar que a gente se vi..." – ia dizendo Shaoran quando viu uma imensa árvore caindo em cima do amigo e de Tomoyo – "TOMOYO, YAMAZAKI, CUIDADO!"

Tomoyo conseguir perceber a árvore a tempo e desviar, mas Yamazaki, não entendendo o que o amigo estava dizendo, não teve a mesma sorte: acabou sendo atingido, desmaiando no chão.

"Ai meu Deus... Yamazaki!" – exclamou Sakura, verdadeiramente espantada

"Essa Rytwild não perdoa mesmo!" – exclamou Shaoran – "O que ela está aprontando dessa vez?"

"O que eu estou aprontando, moleque?" – soou uma voz no bosque, fria e maligna, que sempre fazia a espinha de Sakura se arrepiar – "Por que não tenta adivinhar? Sempre se achou muito bom nisso..."

"Carta Tempestade?" – ele perguntou, sem rodeios. Não gostava de enrolação

"Exatamente!" – Rytwild riu, ao mesmo tempo em que a chuva ficava ainda mais forte, e os furacões, mais intensos – "Uma boa tempestade para testar o poder da nossa querida mestra das cartas."

"Já que é assim..." – Sakura invocou o seu báculo, enquanto uma Tomoyo escondida atrás de uma árvore pegava a sua câmera para filmar a cena – "Estou pronta, Rytwild."

"Eu também!" – disse Shaoran, se colocando em posição de luta – "Pode atacar."

"Ótimo!" – a voz de Rytwild ficou estranhamente séria – "Tempestade, congele-os!"

Além da forte chuva, agora uma tempestade de neve começava. Sakura logo percebeu quais eram as cartas que a megera estava usando: Água, Chuva e Neve.

"Deus do fogo, vinde até mim!" – Shaoran conjurou o poder do ófuro do fogo e fez um círculo que os mantinha aquecidos – "Sakura, eu não vou segurar esse frio por muito tempo, então acaba logo com essa tempestade antes que morramos congelados aqui!"

"Eu sei, mas eu não posso simplesmente chegar atacando! Eu tenho que pensar como fazer!"

"Então pensa logo, ou vamos virar sorvetes!"

Sakura encarou a grande tempestade de neve que se misturava à de água. Sabia bem que tinha que impedir as cartas parasitadas para parar a carta parasita. Mas como impediria Água, Chuva e Neve ao mesmo tempo? Só se...

"Shaoran, você me ajudaria?"

"Claro que sim, Sakura! Oras, que pergunta..."

"Ótimo. Tem como aumentar a intensidade do fogo?"

"Aumentar? Mas para quê?"

"A carta Tempestade está utilizando os poderes da carta Água, Chuva e Neve. Imagino que Chuva esteja fornecendo as nuvens, e Água, a chuva propriamente dita. Neve está causando essa nevasca, que está nos atrapalhando. Se pararmos Neve e Água, Chuva vai ficar fraca e conseguiremos capturar Tempestade!"

"Fica muito fácil lutar, estando aquecidos desse jeito." – voz de Rytwild voltou a soar, novamente fria e maligna – "Tempestade, aumente a nevasca!"

A nevasca ficou ainda mais forte, apagando o fogo do círculo que Shaoran havia criado. Estava mais frio do que nunca!

"Se não quiser que eu mate os seus amiguinhos e o seu namorado de frio, Kinomoto, entregue todas as cartas que estão em seu poder!" – Rytwild ordenou – "Agora que eu consigo cumprir os meus objetivos."

"Quando eu disser três..." – murmurou Sakura para Shaoran

"Um..." – ele começou a contagem

"Então, Kinomoto, vai querer matar todo mundo?" – perguntou Rytwild

"Dois..." – Sakura continuou a contagem

"Toma cuidado, Sakura!" – desejou Tomoyo, enquanto filmava todos os momentos

"Três!" – Sakura e Shaoran gritaram, se armando para lançar seus feitiços

"O quê?" – pode-se ouviu a voz de Rytwild exclamar, com certo espanto – "O que pensam que vão fazer?"

"Imperador do Fogo, crie cometas de fogo para acabar com o poder da Neve. Fogo!" – Shaoran conjurou imensas bolas de fogos, que conforme iam caindo na floresta, iam anulando o frio e poder da Neve

"Vento, Terra, ajam sobre Água e façam com que ela perca seus poderes. Vento, Terra!" – Sakura utilizou as duas cartas para parar o poder de Água. Se havia uma coisa que tinha aprendido na época da captura das cartas, era que para parar um elemento natural, somente usando outro elemento natural, ou até dois, no caso.

"Não pensem que conseguirão parar Tempestade só com esses míseros ataques!" – retrucou Rytwild, voltando ao tom frio de voz – "Mas tudo bem, se querem que eu tome as cartas da forma mais difícil, atenderei os seus desejos. Continue assim, Tempestade, chegaremos enfim à vitória!"

Mas Rytwild logo percebeu que havia se enganado. Pouco a pouco, os poderes das bolas de fogo de Shaoran e das cartas de Sakura foram vencendo a nevasca e a forte chuva. Pouco a pouco, a Tempestade foi acalmando, até que se tornou uma fina garoa novamente. Shaoran sorriu para Sakura, que entendeu o recado: era a hora:

"Volte à forma humilde que merece, carta Clow!" – ela posicionou o báculo e fez a captura, aproveitando que a carta estava usando o poder de Chuva, que era muito fraco. Logo, uma garota adolescente, vestindo roupas negras e douradas, apareceu e se transformou em carta. Com ela, apareceu Chuva, Água e Neve. A água parou de cair, voltou a fazer calor e o sol raiou fora da floresta.

"Ufa... finalmente acabou!" – comentou Sakura, sentando-se no chão e pegando as cartas – "De todas, acho que essa foi a mais chatinha!"

"Concordo" – disse Shaoran, também se sentando – "Mas eu bem que queria ver a cara daquela bruxa agora. Por que será que ela não vem falar com a gente agora?"

"Ai meu Deus! Tomoyo e Yamazaki!"

Sakura se levantou e saiu correndo na direção onde Tomoyo estava escondida, e Yamazaki, desmaiado.

"Tomoyo... tudo bem com você?"

"Tudo ótimo!" – respondeu Tomoyo, com um sorriso no rosto que há muito tempo não se via – "Mal posso acreditar que finalmente, depois de tanto tempo, voltei a filmar uma aventura sua. Você não vai acreditar, ficou tão linda!"

Sakura caiu para trás.

"Como eles estão, Sakura?" – perguntou Shaoran, se aproximando das duas

"Tomoyo está bem, mas Yamazaki continua desmaiado!" – respondeu a garota, se levantando e olhando para o amigo – "Coitado, pagou o pato sem saber o que estava acontecendo!"

"Melhor levarmos ele pra casa." – disse Tomoyo – "Pode ser que ele precise de alguns cuidados."

"Tem razão!" – respondeu Sakura, ajudando o namorado a carregar o amigo – "Ai, essa megera ainda acaba com a minha paciência!"

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"NÃO! NÃO, NÃO E NÃO!" – Rytwild gritava e ia quebrando tudo que via pela frente – "COMO ELA CONSEGUE? COMO ELA ME DERROTA TÃO FACILMENTE ASSIM?"

"Calma, minha senhora." – dizia seu fiel subordinado Kim, tentando controlar a patroa – "Não jogue tudo para o alto. Há muitas coisas que a senhora ainda pode fazer."

"ELA VAI ME PAGAR MUITO CARO POR TUDO QUE ESTÁ FAZENDO, KIM! ELA VAI PAGAR POR TOMAR O MEU LUGAR NA HIERARQUIA, VAI PAGAR POR TOMAR AS MINHAS CARTAS, VAI PAGAR POR EXISTIR!" – a bruxa se sentou e suspirou pesadamente – "Se ela pensa que está com vantagem, está muito enganada. Mal sabe ela a bomba que está carregando!"

"Está se referindo às cartas inutilizadas, mestra?"

"Exatamente. A partir de agora, ela vai ver os verdadeiros problemas de uma Mestra das Cartas." – ela voltou a suspirar – "Quero ver se ela vai continuar com essa pose de poderosa quando descobrir o que realmente a aguarda. Ah, ela vai pagar!" – quebrou o copo de vinho que estava ao seu lado, só pra não perder o costume.

Continua

Obs: desculpa a demora! Mas foi como eu disse pra vocês, estava estudando pras provas finais. Agora que as provas finalmente começaram, eu até tive um tempinho pra escrever. Só não garanto que o próximo capítulo sairá na próxima semana, porque o ritmo de estudos continua. Mas fiquem tranqüilos: dia 18/11 tudo se acaba, e se Deus quiser minhas aulas terminam. Aí é sé esperar dia 25 pra ver Harry Potter e o Cálice de Fogo, huhuhu. Minha vida finalmente irá voltar ao normal.

Mas agora vamos falar sobre o capítulo. Finalmente fiz a apresentação oficial da Sakura aos anciões, e devo dizer, foi difícil. Não consigo imaginar alguém que não goste da nossa Card Captors, tirando, claro, nossa vilã Rytwild. Falando nela, gostei muito das tentativas do pessoal em descobrir sobre ela, e muitos chegaram bem perto. Quem sabe alguém mata a charada? Prêmio pra quem matar: participação especial na fic. Huhuhu, isso vai ser divertido.

Mudando de assunto, queria saber o que vocês estão achando das cartas. Hoje eu mostrei a Tempestade, mas ainda há algumas outras. Lembram-se quando eu disse que as cartas negras eram problemáticas? Bom, no próximo capítulo elas começaram a dar problemas, e vamos ver como a nossa Card Captors vai sair dessa.

Pra finalizar, gostaram da conversa entre o Yamato e a Shiefa? Senti algo aí... mas o que eu estou dizendo? Melhor parar por aqui antes que conte o resto da história.

Ah, uma coisa que eu esqueci de falar: muitos de vocês devem estar se perguntando por que eu enfiei o Yamazaki na história, pra depois fazer o coitado desmaiar. A resposta é simples: eu tava com vontade de judiar de alguém. Não me condenem, esse foi o capítulo mais difícil de escrever. Eu sei que ficou uma porcaria, mas prometo que vou melhorar.

Agora, vamos aos agradecimentos:

D-chan69: ah, vai demorar? Que pena... queria tanto ver qual vai ser a tática que a Sakura vai usar, agora que está grávida. E pra quando é o baby? Estou ansiosa. Beijos.

littledark: é, isso é a Hierarquia. Embora eu só tenha mostrado uma pequena parte dela, é basicamente isso. Claro que há muitas outras coisas envolvidas, que serão reveladas no desenrolar da fic, mas até lá eu ainda darei outras dicas. Pode deixar que eu vou tentar postar o mais rápido possível. Beijos.

Celtic Botan: você também não consegue ver a peça do Fantasma da Ópera? Pois eu vou te dizer um segredo: eu também não! A cada vez que assisto ao filme, me dá aquela vontade enorme de ver o musical, mas por dois motivos eu não vou: falta de companhia e dinheiro. Mas até o ano que vem, eu consigo. Agora, vamos ao que interessa: adorei ter recebido os seus reviews! Tanto o do Fantasma da Ópera quanto o do Senhores da Natureza, os dois foram demais. É claro que você pode fazer o desenho da Nakata; aliás, adoraria saber qual é a sua visão sobre ela. Uma vez, eu até tentei fazer, mas eu sou muito ruim de desenho. Pode deixar que eu vou lá ser a sua fic de YuYu (eu adoro esse desenho, principalmente o Kurama, aiaiai!).Beijos e continue comentando.

Analu: não, você não viajou na maionese. Nossa, está tão óbvio assim? Mas tudo bem, até melhor que você já tenha descoberto. Mas será que você consegue imaginar o que os dois irão fazer lá? Muitos mistérios a aguardam, hihihi. Sim, a magia deles é bem ligada nessa coisa de natureza, principalmente os ófuros do Shaoran. Boa hipótese, parabéns. Bom, nunca tive muita curiosidade em ver Charmed, eu sempre gostei mais de Friends, Gilmore Girls, My Wife and Kids, Três é Demais e Everwood. Mas tentarei ver um dia, e se gostar eu digo. Você gosta de games? Nossa, que divertido. Eu até gosto, mas como nunca fui muito boa, acabo nem tentando jogar. Que legal que é igual ao jogo, fico feliz que não saí da linha. Quanto aos dois deuses gregos, sim, faltou muito pouco para eles darem na cara dos anciões, mas a participação dos nossos amados velhinhos ainda não acabou! Estou te deixando curiosa? Desculpa, mas eu tenho que fazer isso. É bem o meu estilo, ficar fazendo mistério pra revelar tudo de uma vez. O que eu posso fazer? Mas pode deixar que não demorarei muito para revelar, já estamos na metade da fic. Ainda mais que vocês sempre acertam alguma coisa, daqui a pouco todo mundo descobre os segredos. Sério que a Sara não combinou? Xi, acho que errei na dose então. Não, ela não vai aprontar muito, mesmo porque ela é do bem, e além disso a coitada é velhinha (pelo menos no tempo presente). Mesmo assim, ela tem grande papel na história, afinal ela é o único membro da Hierarquia atual que conheceu Clow. Mas como eu já falei demais, melhor ficar por aqui. Beijos (e pode deixar, mesmo que eles proíbam as conversas, darei um jeito de mandar os recados).

Tamires do Orkut: quem diria que encontrei uma pessoa na big comunidade de SCC que lê a minha fic, hein? Até hoje eu não acredito. Mas já que eu descobri que você lê, nada mais justo do que ter recadinho, né? Fora, claro, das mensagens que estão lotando o tópico de fics. Já percebeu que é só a gente que fala? Mas eu tenho certeza absoluta de que muitas pessoas resolveram ler as nossas dicas, e devem ter adorado. Afinal, Kath, Yoruki e Rô são escritoras maravilhosas. Mudando de assunto, adorei por você ter me adicionado. Valeu, viu? Beijos pra você.

Nanda chan: de duas, uma: ou você mandou seu pc pra arrumar ou deve estar como eu, cheia de provas pra fazer. Bom, de qualquer forma eu estranhei não ter recebido e-mail seu nessa semana. Iria te mandar o capítulo 24 de HPEATDCV, e estou terminando de escrever sua participação em VNMEATE. Até que estão ficando bons. Mal vejo a hora de acabar HPEATDV, e começar HPEAPDF (depois eu te falo o que significa). Só mesmo eu pra continuar com essa loucura, né? Bom, de qualquer jeito depois eu te mando tudo. Beijos!

Gente, até o capítulo 9 de "Os Senhores da Natureza!" (problemas e mais problemas surgirão pra nossa Card Captors. Será que ela supera?).

Comentários extras: como eu disse, acho que o FF está proibindo os agradecimentos. Como ainda não recebi nenhuma notificação nem nada do estilo, continuarei colocando. Mas estou pensando em fazer um site, como a Júlia Kinomoto Li e a RubyMoon fizeram. Lá, eu coloco o resumo, os personagens, a Hierarquia, algumas dicas, os agradecimentos e (se eu conseguir) alguns desenhos dos personagens. Mas os desenhos eu não garanto: sou péssima nisso. Até mais.