N.A: Nenhum dos personagens abaixo me pertencem e eu não passo de uma fã. 8D

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"Eu não sei mais o que fazer." Arthur mordia os lábios, analisando a papelada administrativa. "Eu não tenho um único centavo pra comprar um torta de aniversário pro Mathew."

América estava mais uma vez observando a dor de cabeça da Metrópole em seu gabinete, sem expressão. Mantinha seus sentimentos saturados à sete chaves.

Depois de ler algumas vezes o relatório de gastos, Arthur lançou um olhar súbito para a colônia. Os dois se encararam por alguns segundos.

"Chega de Fábricas, América."

A reação foi demorada. "Ahn...?" foi tudo que pode dizer, ainda atordoado.

"Sim, sim, chega de fábricas pra você. Acabei de perceber isso. Meu comércio vai afundar se você continuar assim. Meu faturamento de ferro e tecido decaiu enormemente por sua causa também. Meu deus, como eu vou bancar o pessoal do Caribe deste jeito?" Arthur murmurava mais pra si mesmo do que para explicar Alfred a sua frente, o que o deixou levemente irritado.

"Mas se eu já aprendi a fazer tudo isso, porque eu ainda tenho que comprar de você??"

"E meu deus, eu estou praticamente doando mercadoria pra vocês chega desse impostozinho minúsculo." O inglês continuava a murmurar pra si mesmo, sem ouvir ao que a Colônia tinha a dizer.

Alfred deixou que os nervos reagissem, batendo com as duas mãos na mesa enquanto levantava. Só assim Arthur abandonou sua linha de raciocínio, dando de encontro com os olhos azuis do americano... que nunca pareceram tão vivos numa mistura de raiva com ressentimento.

Foi a primeira vez que Arthur teve medo daquele olhar.

"Eu não vou aceitar nada dessa baboseira." Disse, num tom tão firme que o próprio colono se assustara.

"Alfred, for por favor, não vamos começar isso de novo. Estou cansado de mandar tropas pra suas terras."

"E eu estou cansado dessa tolice!!" Ele gritou, dando as costas pra Metrópole mais uma vez. Dessa vez, batendo a porta.

Arthur deixou a cabeça cair entre as mãos, num longo suspiro

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Inglaterra estava abismada com o que acabara de acontecer.

Alfred...América estava do lado da frança, recebendo ajuda da Prússia. Contra ele. O próprio Reino Unido.

FRANÇA!! Há quantos anos Arthur lhe xingava horrores sobre aquela naçãozinha medíocre, o quanto sofrera perdas por causa daquele egocentrismo insuportável e Alfred teve a coragem de se aliar àquele...àquele...

Mas Arthur batia à porta de Gilbert neste exato momento. Batidas que se assemelhavam a socos na porta. Prússia abriu a porta.

"Inglaterra, que prazer." E o sorriso não podia ser mais sarcástico.

"Você, seu desgraçado, depois de tudo o que eu fiz por você naquela porcaria daquela guerra!!!..." Arthur foi gritando, antes de qualquer coisa. Gilbert não era do tipo paciente, e o cortou com a voz mais forte.

"Calado, Inglaterra. Simplesmente entre." Não era um pedido.

Inglaterra adentrou a casa de Gilbert fechando os punhos com força. Sentou-se onde o prussiano lhe apontou.

"Chá?"

"Não vim aqui pra tomar o meu próprio chá, Prússia." A resposta foi entre os dentes.

"Vamos, Inglaterra, o que te deixa tão frustrado?" A gesticulação do prussiano era um convite para que seu convidado se comunicasse.

"Por que você foi apoiar aquela Revolução ridícula?! Depois de tudo que lhe prestei na última Guerra, é assim que você me trata?!" Arthur não escondia a agressividade. Ao contrário de Gilbert, que não escondia o sarcasmo.

"Veja bem, meu caro inglês, veja bem... Estamos em outros tempos. Veja que Alfred agora já está um tanto quanto...maior. Ele está maior que você, inglês. Ele já consegue fazer muitas coisas sozinho. Isso inclui se virar." O veneno crescia a cada palavra.

"Ah, claro que eu não te conheço, seu prussiano de m****! Não vem com esse discursinho ridículo de quem se preocupa com o futuro das minhas colônias, seu..."

"Claro que eu não me preocuparia com algo tão trivial." Prussia voltou ao seu tom sério, cortando o xingamento do inglês. "Mas eu confesso que..." e terrível sorriso irônico voltou as seus lábios, o que o deixava assustador. "O que mais me agrada é ver o desespero no seu rosto por perder a América."

O rosto do inglês coloriu-se como o sofá vermelho-sangue em que sentava. Numa súbita revolução, avançou em direção ao prussiano, que o deteve com uma única mão, rindo-se.

"Você não deixa de ser óbvio, Inglaterra." Disse, entre as risadas. "Você vai acabar sozinho, sem o seu estimado Alfred para lhe acompanhar. E quando isso tudo acontecer, eu vou valorizar cada centavo que investi neste garoto."

Arthur se libertou num movimento brusco, enquanto Gilbert se concentrava no próprio riso. Lançou um olhar enjoado para o prussiano e deu-lhe as costas, batendo sua porta de entrada.