N.A: Nenhum dos personagens abaixo me pertencem e eu não passo de uma fã. 8D

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A viagem no tempo de Inglaterra foi interrompida por um telefonema. Arthur fez uma careta de desgosto ao pensar em se levantar de sua amada cama em que relembrava todo o momento político que fazia de hoje uma data tão importante.

Na verdade não era mais hoje, ele percebeu, olhando o relógio. Já passava da meia noite. Quem raios lhe ligaria numa hora dessas??

Desceu da cama e percebeu que estava meio zonzo. Claro, bebera no dia 4 de julho. Que surpresa.

Atendeu o telefonema com uma tentativa de alô que parecia qualquer outra coisa menos um alô.

"Arthuuuuuuuuuuur!" o sotaque era inconfundível, o que deixou o inglês abismado. O que raios América fazia lhe ligando a meia noite e meia do dia 5 de julho??

"Que que você quer?" ele respondeu, usando sono como desculpa pra secura. Fingiu um bocejo.

"Ah, Artie, eu te acordei né? Desculpas! Mas é por um motivo muito muito bom! Adivinha só!"

"Você vai sair do hospital?" perguntou, lembrando-se imediatamente do porque todos saíram ontem para o Mediterrâneo a fim de discutir as crises do americano.

De repente fez um silêncio.

"Não." Respondeu, tempos depois, um tanto sério. "Arthur, é verdade, você me fez lembrar que eu estou no hospital."

Alguns comentários de Alfred deixavam Arthur realmente sem reação.

"É que eu me inscrevi numa promoção semana passada" ele foi se explicar "Quem ganhasse teria uma viagem com direito a um acompanhante em um cruzeiro pela costa do Mediterrâneo! Mas provavelmente eu estarei internado ainda nesta data..."

..E algumas colocações que Alfred faziam também deixavam o inglês sem reação. Alfred ganhara uma viagem e estava lhe convidando para ser o acompanhante. Não era Kiku ou qualquer outra nação. Era ele.

"Você não pensa mesmo, seu lerdo." Respondeu Arthur, suspirando. Não tinha coisa mais prazerosa que reclamar daquele americano com cabeça de vento...

"Artie, que palavras cruéis!" Senão ver a reação chorosa do americano cabeça de vento.

"Eu só sou sincero" respondeu, com um sorriso sincero no canto dos lábios. "E eu provavelmente tenho um plano pra fazer isso dar certo."

"Esse plano inclui seus amigos imaginários?" Alfred perguntou fingindo hesitação, ao mesmo tempo que se divertia com a cara do inglês.

"Não" Arthur respondeu rápido, soltando um "e eles não são imaginários" em seguida.

Quando viu, já passava das duas da manhã enquanto os dois ainda discutiam detalhes de como enganar os médicos do hospital, e Arthur já caía de sono.

"Boa noite, Artie-" disse o americano, fazendo um silêncio momentâneo, como se ele quisesse dizer mais alguma coisa.

"Fala." Arthur incentivou. Conhecia a cria.

"Obrigada por me tirar desse tédio chato de hospital."

O sorriso abriu sincero nos lábios do inglês. "Não há de que, Al." Dessa vez era o inglês quem fizera o silêncio abrupto, como se tomasse coragem pra dizer alguma coisa.

"Fala, Artie." Incentivou o ameriano.

"Feliz 4 de julho, Alfred." Disse, finalmente. Pela primeira vez em toda a vida. O desejo pareceu deixar o americano sem palavras por alguns segundos. Arthur podia prever que estivesse mais corado que ele.

"Obrigada, Inglaterra." Respondeu sem esconder a comoção.

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Fim =DDD

Esse último capíutulo é mais pra mostrar o que eu acho que o UK pensa em relação a isso hoje em dia: um assunto superado que ficou pra trás, por mais que volte exclusivamente em sua memória em datas especiais.

Mas acho que no fundo ele sente orgulhosinho da ex-colônia. =D~~ lá no fundo, bem no fundo. E o melhor jeito de demonstra isso é xingando ele 33333333